quinta-feira, junho 04, 2009

Bolsa de Iniciação à Investigação Científica (Projecto ROMA II)

Tendo em vista dar resposta ao concurso aberto para a integração de um bolseiro de iniciação à investigação científica (BIIC – Medida 03.1.6_FRCT) no âmbito da proposta do projecto “ROMA_II – Rede de Observação Meteorológica dos Açores”” sob orientação do Professor Doutor Eduardo Brito de Azevedo e apresentado oportunamente à DRC. Os eventuais interessados, para obter mais informações podem contactar o responsável pelo projecto (edubrito@uac.pt).

Etiquetas: , , ,

domingo, maio 10, 2009

Bóia Ondógrafo será reposta possivelmente em Junho.

Desde o mês de Janeiro que a Bóia Ondógrafo da ilha Graciosa soltou-se da amarração, ficando esta ilha e os homens do mar sem este importante registo online.
Segundo Eduardo Brito, professor da Universidade dos Açores e responsável pelo projecto Climat, espera-se que a colocação da bóia no seu respectivo lugar, aconteça, o mais tardar, antes do fim de Junho, para que continue a exercer a sua função que é enviar dados sobre a agitação marítima.
Na Graciosa vai ainda ser montada uma estação meteorológica com dados em tempo real e ainda colocada mais uma câmara para transmissão de imagem em tempo real do Porto Comercial.
Eduardo Brito salientou que os equipamentos já estão na Graciosa há algum tempo, e estão apenas a aguardar a vinda do técnico para a sua montagem.
(in Jornal da Rádio Graciosa)

Etiquetas: , , , ,

Observatório Pico-NARE pode vir a integrar rede de estações meteorológicas globais‏

Os Açores poderão vir a integrar a rede de estações meteorológicas globais de monitorização em altitude, composta, actualmente, por 22 unidades dispersas pelo globo, graças ao contributo científico do Observatório Pico-NARE, em funcionamento no topo da montanha da ilha do Pico, admitiu, o secretário da Ciência, Tecnologia e Equipamentos.
Segundo José Contente, a estação açoriana reúne condições de excelência para essa função, dada a sua localização geográfica estratégica, no Hemisfério Norte em pleno centro do Oceano Atlântico e numa zona não poluída. Depois de uma reunião de trabalho com as entidades envolvidas no Pico-NARE, nomeadamente o Instituto de Meteorologia e a Universidade dos Açores, o governante declarou o interesse em integrar a estação meteorológica picoense na rede global, por forma a colocar os Açores, uma vez mais, no centro mundial da investigação e pesquisa científica no âmbito da meteorologia e demonstrara a participação activa da Região em redes europeias de investigação. “O Pico-NARE é, de facto, um projecto muito importante na área da meteorologia e integra-se num conjunto de rede de estações meteorológicas mundiais e os Açores ficam, uma vez mais, no mapa global, através do Governo Regional, do Instituo de Meteorologia e da Universidade dos Açores”, alegou. O Observatório Pico-NARE vai sofrer melhorias significativas, como a substituição do gerador eléctrico por um cabo de alimentação de energia, no âmbito de um protocolo já firmado com a EDA, que garantirá maior segurança e qualidade no trabalho desenvolvido na estação e eliminar o gerador enquanto fonte emissora de poluentes para a atmosfera.

Com este programa de monitorização permanente poderão ser estudados os efeitos das variações nas políticas de emissão intercontinentais, em particular as que têm origem no continentes norte-americano e europeu, permitindo o estudo dos impactos que os poluentes emitidos têm no Atlântico Norte e num melhor conhecimento da atmosfera à escala global, explicou José Contente. Segundo acrescentou, a estação meteorológica faz parte de um projecto estruturante que se insere “no chamado cluster científico e tecnológico que se está a edificar na Região e é também mais um degrau para a monitorização climática a nível Açores que depois se pode estender a outras partes do mundo, sob o ponto de vista da informação meteorológica e climatológica também”.A Secretaria Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos em parceria com a Universidade dos Açores e o Instituto de Meteorologia, vão criar um grupo de trabalho para monitorização dos dados do Observatório Pico-NARE, que José Contente considerou um “projecto central” para o arquipélago no domínio da climatologia e meteorologia.

(in Canal de Notícias dos Açores)

Etiquetas: , , , ,

terça-feira, março 31, 2009

Angra Museum inaugurates exposition about José Agostinho and Meteorology

The Angra Museum inaugurates on Tuesday the exposition entitled “José Agostinho and Meteorology, Old Instruments from the Angra Meteorological Observatory.”
This exposition was organised in partnership with the Azorean Delegation of the Meteorology Institute can be viewed until the 7th of June in the Sala de Oportunidades. It is part of the celebrations of the International Meteorology Day (23rd March) and evokes the memory of Lieutenant-Coronel José Agostinho (born on 01.03.1888 perished 27.07.1978), a dedicated meteorologist.
A series of conferences will also take place, with the participation of Conceição Tavares, of the Inter-University Centre on the History of Sciences and Technology; Diamantino Henriques, of the Meteorology Institute and Eduardo Brito de Azevedo, of the University of the Azores.
In addition to some museum pieces that belonged to José Agostinho, an eminent Azorean scientist of the 20th Century, other pieces will be shown, such as old meteorological instruments that were used by the José Agostinho Meteorological Observatory of Terceira Island and which are now kept by the Museum.

Foto de Bagos d'Uva

In essence, these are instruments that illustrate the History of Science in the Azores, with special emphasis granted to the “nefoscópio José Agostinho”, a device that was invented and built by that scientist from Terceira Island that was used to measure the speed and direction of clouds.
The exposition will also be an opportunity to recall that the first meteorological post installed on the island of Terceira was located in a tower of the Old Convent of St. Francis, precisely in the building that today houses the Museum of Angra do Heroísmo. It was José Nogueira Sampaio, in the late 19th Century that installed the Observatory there, before it moved to the Church of the Jesuit College. Later the Observatory was moved by José Agostinho to its final destination in Santa Luzia, in the northern part of the city of Angra do Heroísmo.
This exposition is yet another step in the formation of the recently created Collection on Science and Technique of the Museum of Angra do Heroísmo.
(In GACS)

Etiquetas: , ,

U.S. and Portugal Sign Agreement for Climate Research Collaboration

WASHINGTON, DC – The United States signed an agreement with Portugal today to launch the installation of a portable climate observatory on Graciosa Island in the Azores.
The mobile observatory will obtain measurements of cloud and aerosol properties from the island’s marine environment for 20 months, beginning in May. The measurements are expected to greatly enhance scientific understanding of the microscopic processes that occur in low-level marine clouds, and will be used to test and improve climate models.
The portable observatory, or Atmospheric Radiation Measurement (ARM) Mobile Facility, is part of U.S. Department of Energy (DOE) ARM Climate Research Facility, a collection of climate data collection instruments located strategically at various locations around the globe and supported by DOE’s Office of Science.


David Ballard, deputy chief of mission for the U.S. Embassy in Lisbon, and Carlos Cesar, president of the regional government authority for the Azores, signed the agreement in a ceremony today at the Presidential Palace in Ponta Delgada, the Azores.
Low-level or boundary-layer marine clouds are found in coastal environments around the world, and they play a major role in the global climate system. However, computer model simulations have repeatedly shown differing reactions by low-level clouds to increasing sea surface temperature, seasonal cycles, greenhouse gases and aerosol properties. For accurate predictions of future climate, scientists need a better understanding of the dynamic elements that control the lifecycle of these cloud types.
“The scientific community needs more comprehensive data about these cloud types for computer models to continue to improve simulations of future climate,” said Anna Palmisano, associate director for DOE’s Office of Biological and Environmental Research. “The mobile facility’s sophisticated instruments, combined with the length of the deployment, provide an unparalleled opportunity to help fill this gap.”
The agreement formalizes scientific collaboration between DOE and the University of the Azores, starting with the upcoming study called the Clouds, Aerosol and Precipitation in the Marine Boundary Layer. Led by Robert Wood from the University of Washington, the science team includes additional researchers from the United States, Chile and the United Kingdom.
“This study will result in the first climatology of the high resolution vertical structure of cloud and precipitation properties of low clouds at a remote subtropical marine site,” said Wood. “This will be a highly significant contribution to the international climate research community,” he added.
Graciosa Island is one of many small islands in the Azores, a Portuguese archipelago located about 3,900 km from the east coast of North America and about 1500 km west of Lisbon. Because the Azores typically experience relatively clean atmospheric conditions with passing episodes of polluted airmasses from nearby continents, the location on Graciosa is ideal for capturing a wide range of conditions.
The mobile facility was developed to obtain continuous atmospheric measurements from under-sampled climate regimes. Its international deployments thus far include Germany, Africa and most recently, China. The ARM Climate Research Facility also operates permanent observational sites in Alaska, Oklahoma and the tropical western Pacific region around northern Australia.
All data collected by the mobile facility are freely available.
DOE’s Office of Science created the ARM Program in 1989 within the Office of Biological and Environmental Research to investigate scientific uncertainties about the interactions of clouds and energy in the atmosphere, with the goal of improving climate models. The infrastructure and data archive established through the ARM Program were designated a scientific user facility, the ARM Climate Research Facility, in 2003. Learn more about the ARM program and the facility.
Media contact(s):Jeff Sherwood, (202) 586-5806

(In US Departmento of Energy)

Etiquetas: , , , ,

sábado, março 28, 2009

José Agostinho- Angra lembra “visionário”da meteorologia

"O tenente-coronel José agostinho foi um visionário, no sentido de que percebeu a localização estratégica dos Açores para instalar um Observatório internacional". A opinião é do director do instituto de meteorologia na região, Diamantino Henriques, que esteve, em Angra do Heroísmo, no âmbito da inauguração da exposição "José agostinho e a meteorologia", onde participou numa conferência. Em declarações ao DI, Diamantino Henriques considerou que essa posição estratégia ainda se mantém. "esta posição estratégica já tinha antes sido defendida por Afonso Chaves, quando foi criado o Serviço de meteorologia dos Açores. Este defendia que este não fosse apenas Açoriano, mas Nacional e com peso até internacional. Os Açores têm uma posição preciosa no centro do atlântico", explicou. José agostinho foi também pioneiro em termos da introdução de instrumentos meteorológicos. "Em 1927 criou um modelo de nefoscopio, que se tratou de uma verdadeira novidade", avançou Diamantino Henriques. O homem que deu o nome ao Observatório meteorológico de Angra era também, segundo Diamantino Henriques, um verdadeiro naturalista: "Era um homem de muitos saberes, interessado pela astronomia, oceanografia... Dono de uma bagagem cultural vastíssima".

A exposição "José Agostinho e ameteorologia"

Instrumentos antigos do Observatório meteorológico de Angra" patente do museu de Angra prolonga-se até sete de Junho, na Sala de Oportunidades. Ocorre a propósito da celebração do Dia internacional da meteorologia (23 de março) e evoca a memória do tenente-coronel José Agostinho. Além de algumas peças do espólio desta figura cimeira da Ciência nos Açores no século XX, pertencentes ao acervo do museu de Angra, estarão também expostos instrumentos antigos utilizados no Observatório meteorológico José Agostinho, na Terceira, que o instituto de meteorologia constituiu em depósito no museu terceirense. Em causa estão instrumentos que ilustram a História da Ciência nos Açores, com especial destaque para o "nefoscópio José Agostinho", um aparelho inventado e construído por aquele cientista terceirense, destinado à observação da velocidade e direcção das nuvens. O homem militar de carreira, meteorologista e naturalista de renome internacional, José Agostinho nasceu na freguesia de São Pedro. Estudou no liceu de Angra do Heroísmo, seguindo depois para Lisboa. Mais tarde, ingressou na escola Politécnica, em 1904, e na escola militar, para seguir essa carreira. Integrou o Corpo expedicionário Português enviado para França durante a Grande Guerra, tendo ali comandando uma bateria de artilharia e sido condecorado. Quando acabou a guerra, regressou aos Açores, como observador no Observatório meteorológico de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, onde trabalhou com Francisco Afonso Chaves, director do Serviço meteorológico dos Açores. Depois da morte de Francisco Afonso Chaves, assumiu o cargo de director do serviço de meteorologia regional. O serviço sofreu uma grande expansão, dedicando-se a observações do campo magnético terrestre e a estudos de aerologia. José Agostinho reformou-se em 1958. "Foi chefe do serviço meteorológico da Base Aérea nº4 das Lajes desde a sua criação até 1946. A sua actividade foi considerada pelas forças aliadas da maior utilidade para as missões (...) tornou-se um especialista de renome internacional na meteorologia e geofísica, estando em contacto com alguns dos maiores cientistas nacionais e estrangeiros do seu tempo", pode-se ler no panfleto explicativo da exposição.

(In Diário Insular)

Etiquetas: , , ,

sexta-feira, março 27, 2009

Museu de Angra inaugura exposição

Foi ontem inaugurada pelas 20h30, nas instalações do Museu de Angra, a exposição “José Agostinho e a Meteorologia”.
Esta consiste na mostra de instrumentos antigos, do Observatório Meteorológico de Angra, estando patente na Sala de Oportunidades, até ao próximo dia sete de Junho. A exposição, realizada em parceria com a Delegação dos Açores do Instituto de Meteorologia, ocorre no âmbito da celebração do Dia Internacional da Meteorologia (23 de Março), evocando a memória do Tenente-Coronel José Agostinho (1888–1978), uma figura proeminente na área. Na ocasião, decorrerá também um painel de conferências com a participação de Conceição Tavares (Centro Inter-universitário de História das Ciências e da Tecnologia), Diamantino Henriques (Instituto de Meteorologia) e Eduardo Brito de Azevedo (Universidade dos Açores). Além de algumas peças do espólio desta figura cimeira da Ciência nos Açores no século XX, pertencentes ao acervo da instituição, está também exposto um interessante conjunto de instrumentos antigos utilizados no Observatório Meteorológico José Agostinho, da Terceira, que o Instituto de Meteorologia constituiu em depósito no Museu de Angra. São, no essencial, instrumentos que ilustram a História da Ciência nos Açores, com especial destaque para o nefoscópio José Agostinho (aparelho inventado e construído por José Agostinho, destinado à observação da velocidade e direcção das nuvens). A exposição representa também, mais um avanço nos trabalhos inerentes à estruturação da recém-criada Colecção de Ciência e Técnica, no âmbito do espólio do Museu de Angra do Heroísmo.

Etiquetas: , , ,

quinta-feira, março 26, 2009

A torre meteorológica

Esta torre encontrava-se danificada desde o sismo de 1 de Janeiro de 1980. Na foto, dias antes de ser demolida. O professor da Universidade dos Açores, Departamento de Ciências Agrárias de Angra do Heroísmo e especialista em meteorologia, Eduardo Brito de Azevedo referiu na altura à comunicação social açoriana: “Está-se a demolir, ou pelo menos a não considerar, uma parte substancial da nossa cultura, que também é a nossa cultura científica” e acrescentou: “Quando começaram os voos relacionados com a presença americana e inglesa nos Açores foi necessário fazer-se aerosondagens, com balões sonda. Essas aerosondagens começaram por ser feitas exactamente no Observatório José Agostinho, nessa mesma torre”. Já nos referimos ao Posto Metereológico de Angra do Heroísmo aqui
(In Bagos D'Uva)

Etiquetas: , , ,

quarta-feira, março 25, 2009

Posto Meteorológico de Angra do Heroísmo

Foi criado em 1862, a instância do Dr. José Augusto Nogueira Sampaio e só começou a funcionar no 1.º de Outubro de 1864. Foi colocado primitivamente no Convento de São Francisco (antigo Liceu Nacional de Angra do Heroísmo, actual Museu) e compunha-se de dois andares, terminando por um terraço que lhe servia de tecto.Em 1881 foi mudado para a torre sineira da Igreja do Colégio, a 42 metros acima do nível do mar (ver na foto), para onde se subia pela sineira, por uma escada helicoidal a qual ia terminar numa pequena casa de madeira, de forma rectangular. Dentro desta casa estavam os seguintes instrumentos: Um barómetro de Adie, Um barómetro anedóide, Um barógrafo, Um termómetro de máxima, Um dito de mínima, Um psicrómetro e Um ozonómetro.
Do lado de fora da casa encontrava-se, num dos ângulos da torre, um pequeno mastro munido de cata-vento e por uma pequena escada de ferro se subia para o terraço que servia de tecto à casa de madeira, onde estavam os seguintes instrumentos:
Um anemómetro de Robinson ao centro.
Um udómetro num dos ângulos do gradeamento.
Por debaixo da escada e exposto ao ar, mas ao abrigo das chuvas, estava um evapórometro Piche que foi colocado em Dezembro de 1900, sendo até ali as observações feitas com um evapórometro ordinário. O posto meteorológico foi o 1º construído nos Açores e as suas observações foram sempre apreciadas no estrangeiro sobretudo nos observatórios meteorológicos de Paris, Londres e Utrcht (Apontamentos de Álvaro de Castro Meneses).
Já nos referimos, em 2008, ao Dia Mundial da Meteorologia aqui. Amanhã, pelas 20h30, terá lugar no Museu de Angra do Heroísmo, na Sala de Oportunidades, a inauguração de uma exposição rotulada “José Agostinho- Meteorologia”- Instrumentos Antigos do Observatório Meteorológico de Angra.
Conferencistas:Conceição Tavares(Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia).
Diamantino Henriques (Instituto de Meteorologia).
Eduardo Brito (Departamento de Ciências Agrárias de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores).
(In Bagos D'Uva)

Etiquetas: , , , , ,

terça-feira, março 24, 2009

NO MUSEU DE ANGRA -José Agostinho e a Meteorologia

O Museu de Angra do Heroísmo inaugura, terça-feira, a exposição “José Agostinho e a Meteorologia. Instrumentos antigos do Observatório Meteorológico de Angra”.
Realizada em parceria com a Delegação dos Açores do Instituto de Meteorologia, a mostra, patente ao público até dia 7 de Junho na Sala de Oportunidades, ocorre a propósito da celebração do Dia Internacional da Meteorologia (23 de Março) e evoca a memória do tenente-coronel José Agostinho (n. 01.03.1888 – f. 27.07.1978).

Na ocasião, decorre também um painel de conferências com a participação de Conceição Tavares, do Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia, Diamantino Henriques, do Instituto de Meteorologia, e Eduardo Brito de Azevedo, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores.
Além de algumas peças do espólio desta figura cimeira da Ciência nos Açores no século XX, pertencentes ao acervo do Museu de Angra, estará também exposto um interessante conjunto de instrumentos antigos utilizados no Observatório Meteorológico José Agostinho, na Terceira, que o Instituto de Meteorologia constituiu em depósito no museu terceirense.
No essencial, são instrumentos que ilustram a História da Ciência nos Açores, com especial destaque para o “nefoscópio José Agostinho”, um aparelho inventado e construído por aquele cientista terceirense, destinado à observação da velocidade e direcção das nuvens).
A mostra servirá, também, como oportunidade para lembrar que o primeiro posto de observação meteorológico instalado na ilha Terceira se situou numa torre, entretanto já desaparecida, no antigo Convento de S. Francisco – justamente no edifício que alberga actualmente o Museu de Angra do Heroísmo – pela mão de José Augusto Nogueira Sampaio, nos anos 80 do século XIX, antes ainda de ter passado para a igreja do Colégio dos Jesuítas e, posteriormente, por acção do tenente-coronel José Agostinho, para o Observatório Meteorológico, em Santa Luzia, na zona norte da cidade de Angra do Heroísmo.
Representa, ainda, um novo avanço nos trabalhos inerentes à estruturação da recém-criada Colecção de Ciência e Técnica, no âmbito do espólio do Museu de Angra do Heroísmo.
(in A União)

Etiquetas: , , , , ,

sábado, março 21, 2009

Graciosa recebe estação para medir radiação

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Centro de Clima disponibiliza previsões meteorológicas online

O Centro de Clima, Meteorologia e Mudanças Globais da Universidade dos Açores disponibiliza desde o passado dia 19 de Fevereiro, pela Internet, previsões para três dias para a temperatura, salinidade e correntes à superfície e profundidade nos mares dos Açores.
Manuela Juliano, investigadora daquele Centro, disse à que “as previsões abrangem, numa primeira fase, todos os mares interiores e exteriores do arquipélago” até às 200 milhas marítimas.

(In Ciência Hoje)

Etiquetas: , , ,

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Ainda a Água

"O ano climático de 2007/2008 foi um ano normal em termos da pluviosidade registada em Angra do Heroísmo, revelam dados do Instituto de Meteorologia (IM) apresentados ontem por Eduardo Brito de Azevedo, do Centro de Clima, Meteorologia e Mudanças Globais da Universidade dos Açores, num colóquio sobre o problema da falta de água no concelho angrense promovido pelo estabelecimento de ensino superior açoriano.Recorde-se que a falta de chuva foi uma das causas apontadas pelo hidrogeólogo Lopo Mendonça para a falta de água no concelho de Angra, num estudo encomendado pela autarquia angrense e realizado no mês de Setembro." in Diário Insular. Ninguém se entende sobre as causas da seca na Terceira, a CMAH encomenda estudos que dizem uma coisa, a UAÇ diz outra. Por questões de independência da UAÇ sou levado a confiar mais nos seus estudos, também porque a instituição desde sempre registou grande conhecimento e atenção pelo problema da água.
Entretanto, quem fica atónico é o cidadão angrense que a cada estudo e a cada opinião fica mais difícil perceber de quem é a responsabilidade e continuam sem água nas torneiras. Continuo sem perceber a passividade da opinião pública e dos órgãos de comunicação social, se a situação acontece-se numa qualquer vila do continente o problema abria telejornais e havia cabeças a rolar... Pior, é saber que a sociedade civil angrense não se mobiliza, falta água não se mexem, pergunto, o que é necessário acontecer para os angrenses e em geral os terceirenses abrirem os olhos?
(In -In Concreto)

Etiquetas: , , , ,

quinta-feira, setembro 11, 2008

Meteorologistas ibéricos reunem-se nos Açores

Os organismos portugueses e espanhóis de meteorologia reúnem nos Açores, a partir de hoje, para reforçar os laços de colaboração na área da vigilância atmosférica à escala global.
O delegado regional do Instituto de Meteorologia de Portugal, Diamantino Henriques, adiantou à agência Lusa que este projecto iniciado há três anos, na área do Atlântico Norte, é “fundamental para perceber, acompanhar e detectar alterações climáticas na terra”.
“Os Açores têm uma situação estratégica única para este tipo de estudos, porque constituem uma plataforma fixa no oceano”, afirmou, acrescentando que o grupo das Canárias já trabalha nesta área há vários anos.
Nos Açores, o estudo da vigilância atmosférica desenvolve-se nas ilhas de São Miguel e Terceira, onde existe uma colaboração com o Departamento de Ciências Agrárias do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores.
Hoje e amanhã, em Ponta Delgada, membros do Instituto de Meteorologia de Portugal e da Agência Estatal de Meteorologia de Espanha vão analisar a situação actual de ambos os serviços, projectos em curso e propostas de colaboração futuras.
Na reunião anual de coordenação das actividades de cooperação entre as duas instituições ibéricas será, ainda, abordada a implementação do projecto “Céu Único Europeu”, um serviço meteorológico destinado à aeronáutica.
“Pretende-se estipular uma série de normas entre os vários países europeus destinados à navegação aérea”, afirmou Diamantino Henriques.
(In Diário Insular)

Etiquetas: , , ,

sábado, dezembro 08, 2007

Regionalização do Instituto de Meteorologia

O Instituto Nacional de Meteorologia (IM) está aberto a uma regionalização “parcial ou total, se as entidades envolvidas chegarem à conclusão de que essa é a melhor solução para aumentar a eficácia dos serviços prestados à população”. A garantia de abertura para o diálogo foi dada pelo vogal do conselho directivo do IM, Dias Baptista. De acordo com o membro da direcção do Instituto de Meteorologia, para que a regionalização siga em frente, primeiramente terá de existir um entendimento global entre o Governo da República e o Governo Regional dos Açores. Além disso, o IM está sob a tutela do Ministério da Ciência e Ensino Superior, sendo que, se a decisão desta entidade for positiva, arrancarão as negociações com vista a colocar a regionalização no terreno. Dias Baptista, admite, ainda, que a regionalização do serviço meteorológico no arquipélago possa seguir a via parcial, mas também total. “Se, após ponderação, se chegar à conclusão de que uma regionalização parcial é a melhor opção, será essa a ser colocada no terreno. Se a melhoria e adequação dos serviços passar por uma regionalização total, assim seja”. A garantia de abertura à negociação expressa pelo IM surge depois de, no passado domingo, o líder do executivo açoriano, Carlos César, ter defendido a regionalização do Instituto de Meteorologia, alegando a necessidade de uma melhor cooperação com o Serviço de Protecção Civil do arquipélago. As declarações de César foram proferidas durante a inauguração das obras de ampliação do quartel dos Bombeiros Voluntários de Vila Franca do Campo, ilha de São Miguel. O presidente do Governo Regional sustentou que várias instituições devem estreitar a sua ligação com o Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros, sendo que essa cooperação “poderia até passar pela própria regionalização parcial ou total do Instituto de Meteorologia nos Açores. Em relação às declarações de César, Dias Baptista adianta desconhecer o contexto das mesmas, mas frisa que os representantes do IM estiveram no arquipélago recentemente, onde se reuniram com o líder do executivo açoriano, pelo que “as relações existentes são boas”.
“MEDIDA ADEQUADA”
Também o director do programa CLIMAAT, Eduardo Brito de Azevedo, investigador do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, considera que a regionalização do serviço de meteorologia nos Açores é uma “medida adequada”, mas apenas se assumir um carácter parcial. “A ligação a uma estrutura nacional é positiva. O IM tem compromissos internacionais, como, por exemplo, o acesso a fotografia por satélite, que não interessa estar a duplicar”, explica. Esta regionalização parcial seria uma boa medida, argumenta o professor da Universidade dos Açores, “porque, numa Região extremamente dependente do clima, a cobertura meteorológica e climática seria mais pormenorizada”. “Isto não quer dizer que a actual cobertura seja má, até porque o arquipélago é considerado uma escola para meteorologistas, mas existem necessidades muito específicas, que são descuradas quando se integra uma estrutura nacional. É algo que não é exclusivo dos Açores, também se verifica noutros locais, como as ilhas espanholas”, sustenta. Segundo Eduardo Brito de Azevedo, “em regiões tão dependentes do clima, como são as ilhas atlânticas, é necessária a adopção de modelos de previsão do tempo adequados à nossa dimensão”. Entre as áreas que podem beneficiar de um estudo mais exaustivo em termos de meteorologia está o sector dos transportes. “Já o desenvolvimento da área da climatologia é vital para potenciar os recursos da Região. É o caso dos recursos hídricos ou da capacidade de produção dos solos, importantes para o desenvolvimento de um sector como a agro-pecuária”, exemplifica o professor da Universidade dos Açores.

PLATAFORMA IDEAL
Na opinião do professor da Universidade dos Açores, Eduardo Brito de Azevedo, a regionalização parcial do Instituto de Meteorologia, que dotaria a estrutura existente nos Açores de uma maior autonomia, é também importante para o desenvolvimento do arquipélago enquanto “plataforma ideal” para a observação meteorológica da bacia do Atlântico Norte. Desde cedo que especialistas como Afonso Chaves e José Agostinho defenderam uma visão do arquipélago como Centro Permanente de Estudos Meteorológicos no Atlântico, lembra Eduardo Brito de Azevedo. “Este potencial é académico, mas também operacional. A posição dos Açores é estratégica para a observação de fenómenos meteorológicos na bacia do Atlântico Norte. A Região pode ser um parceiro operacional em projectos internacionais, por exemplo".

(In Diário Insular)

Etiquetas: , , , , ,

sábado, setembro 15, 2007

Dados meteorológicos digitalizados e disponíveis on-line

Os dados meteorológicos existentes nos Açores desde que começaram a ser realizadas leituras sistemáticas nos observatórios de Angra do Heroísmo, Ponta Delgada e Horta vão ser digitalizados e disponíveis em rede, no âmbito do projecto CLIMAAT do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores.

Os elementos ficam salvaguardados em suporte digital, para além de ficarem disponíveis on-line para quem quiser trabalhá-los, ou apenas, realizar consultas por curiosidade.

Para já, estão a ser digitalizadas as sáries de observação meteorológica existentes desde 1992 no Observatório José Agostinho, de Angra do Heroísmo.
A seguir serão introduzidos os dados de Ponta Delgada e Horta.
Brito de Azevedo, responsável pelo projecto CLIMAAT, afirma que quando todos os dados estiverem disponíveis on-line será possível, através do cruzamento de elementos, perceber melhor a vida colectiva desde o início do século XX, não apenas no que diz respeito ao clima em si, mas em todas as situações em que o clima teve influência.
A história da meteorologia na Região Açores é muito rica. A melhor série estatística em Portugal é a do Observatório D. Luís, em Lisboa, mas a segunda melhor, refere Brito de Azevedo, é a que existe nos observatórios açorianos.
O grande impulsionador da meteorologia nos Açores foi o Rei D. Carlos, cujo interesse pela ciência é bem conhecido.

(In Diário Insular)

Etiquetas: , , , , ,