domingo, julho 12, 2009

Projecto ARM consolidado na Graciosa

A estrutura móvel do projecto ARM ( Atmospheric Radiation Measurement), instalada no aeroporto da Graciosa poderá tornar-se definitiva anunciou o Governo.
O presidente do Governo dos Açores assistiu a um dos quatro lançamentos diários de um balão equipado com um emissor para transmissão de dados sobre radiação atmosférica, nuvens, aerossóis e precipitação. As informações são fornecidas continuamente, até o balão se desintegrar, cerca dos 25 mil metros de altitude, e colocadas à disposição da comunidade científica internacional, via internet.

O projecto ARM é uma iniciativa do Departamento de Energia dos Estados Unidos apoiada pelo Governo Regional e que tem como parceiros o Instituto de Metereologia e a Universidade dos Açores.

(In Luciano Barcelos, Multimédia Açores, com Gacs)

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sexta-feira, abril 24, 2009

Açores pode ser observatório do clima

BRITO DE AZEVEDO: “(…) penso que uma estrutura com vocação internacional nos Açores, mas também ao serviço das necessidades específicas da região, faz sentido”.
Estão em curso a negociações para a regionalização do Instituto de Meteorologia (IM). Concorda?
Regionalização?
Não sei. Decididamente não, se for para pagarmos nós e decidirem outros, à distância. Parece-me antes que temos todos a ganhar se, através de uma parceria forte, gerida com proximidade, cada um de nós, a partir da sua vocação, da sua esfera de actuação e do seu papel institucional (sem “tiques” de prepotência centralista), possa contribuir com as respectivas capacidades para, a par da resolução dos problemas locais, recuperar para os Açores a principal referência portuguesa no que diz respeito às questões climáticas.
Prefere o aprofundamento de parcerias?
Quero em primeiro lugar esclarecer que só me pronuncio em relação às componentes climatologia e meteorologia, pelo que as mesmas questões mas referentes à geofísica, outra das competências do IM, devem ser avaliadas por outras pessoas. As metodologias utilizadas na caracterização do clima (presente e futuro), bem como aquelas relacionadas com a previsão do estado do tempo, baseiam-se em aproximações a diferentes escalas e com complementaridade científica, técnica e de meios. É por isso que sou favorável a uma política de valor acrescentado e de parcerias. Naturalmente entre instituições internacionais, nacionais e regionais. E não se pense desde já que, quando me refiro a questões de escala ou de valor, caberá às regiões, como a dos Açores, uma menor importância em qualquer das duas componentes. Até porque a “oportunidade” geográfica é um grande trunfo nestas matérias. Neste enquadramento há no entanto que garantir a coesão de objectivos e a definição de prioridades, normalmente decorrentes de circunstâncias geográficas e de necessidades específicas. É assim que surgem os núcleos especializados nos diferentes domínios da climatologia e da meteorologia (climatologia de montanha nos Alpes, meteorologia tropical no Golfo do México, etc.).
A posição geográfica do arquipélago garante-lhe, no fundo, um papel de observatório. Não será?
No caso dos Açores é óbvia a vocação para a climatologia e meteorologia atlânticas, zona onde ocorrem importantes fenómenos que influenciam o clima e o estado do tempo de vasta zona do hemisfério norte (e onde o clima futuro será em grande parte ditado!), bem como, naturalmente, a necessidade de metodologias mais adequadas à dimensão das ilhas e ao seu enquadramento marítimo. São inúmeras as aproximações internacionais às potencialidades do arquipélago nestes domínios. Exemplo disso é o crescente interesse da comunidade científica internacional pela nossa posição, traduzido recentemente pela montagem de importantes estruturas nas ilhas, a partir das quais serão estudados mecanismos da interacção oceano/atmosfera, factor decisivo para a melhoria dos modelos meteorológicos e climáticos do futuro. É neste contexto que penso que uma estrutura com vocação internacional nos Açores, mas também ao serviço das necessidades específicas da região, faz sentido. Se não for o IM a ter esta visão estratégica, alguém terá de ter.

(In Diário Insular)

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sábado, março 28, 2009

José Agostinho- Angra lembra “visionário”da meteorologia

"O tenente-coronel José agostinho foi um visionário, no sentido de que percebeu a localização estratégica dos Açores para instalar um Observatório internacional". A opinião é do director do instituto de meteorologia na região, Diamantino Henriques, que esteve, em Angra do Heroísmo, no âmbito da inauguração da exposição "José agostinho e a meteorologia", onde participou numa conferência. Em declarações ao DI, Diamantino Henriques considerou que essa posição estratégia ainda se mantém. "esta posição estratégica já tinha antes sido defendida por Afonso Chaves, quando foi criado o Serviço de meteorologia dos Açores. Este defendia que este não fosse apenas Açoriano, mas Nacional e com peso até internacional. Os Açores têm uma posição preciosa no centro do atlântico", explicou. José agostinho foi também pioneiro em termos da introdução de instrumentos meteorológicos. "Em 1927 criou um modelo de nefoscopio, que se tratou de uma verdadeira novidade", avançou Diamantino Henriques. O homem que deu o nome ao Observatório meteorológico de Angra era também, segundo Diamantino Henriques, um verdadeiro naturalista: "Era um homem de muitos saberes, interessado pela astronomia, oceanografia... Dono de uma bagagem cultural vastíssima".

A exposição "José Agostinho e ameteorologia"

Instrumentos antigos do Observatório meteorológico de Angra" patente do museu de Angra prolonga-se até sete de Junho, na Sala de Oportunidades. Ocorre a propósito da celebração do Dia internacional da meteorologia (23 de março) e evoca a memória do tenente-coronel José Agostinho. Além de algumas peças do espólio desta figura cimeira da Ciência nos Açores no século XX, pertencentes ao acervo do museu de Angra, estarão também expostos instrumentos antigos utilizados no Observatório meteorológico José Agostinho, na Terceira, que o instituto de meteorologia constituiu em depósito no museu terceirense. Em causa estão instrumentos que ilustram a História da Ciência nos Açores, com especial destaque para o "nefoscópio José Agostinho", um aparelho inventado e construído por aquele cientista terceirense, destinado à observação da velocidade e direcção das nuvens. O homem militar de carreira, meteorologista e naturalista de renome internacional, José Agostinho nasceu na freguesia de São Pedro. Estudou no liceu de Angra do Heroísmo, seguindo depois para Lisboa. Mais tarde, ingressou na escola Politécnica, em 1904, e na escola militar, para seguir essa carreira. Integrou o Corpo expedicionário Português enviado para França durante a Grande Guerra, tendo ali comandando uma bateria de artilharia e sido condecorado. Quando acabou a guerra, regressou aos Açores, como observador no Observatório meteorológico de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, onde trabalhou com Francisco Afonso Chaves, director do Serviço meteorológico dos Açores. Depois da morte de Francisco Afonso Chaves, assumiu o cargo de director do serviço de meteorologia regional. O serviço sofreu uma grande expansão, dedicando-se a observações do campo magnético terrestre e a estudos de aerologia. José Agostinho reformou-se em 1958. "Foi chefe do serviço meteorológico da Base Aérea nº4 das Lajes desde a sua criação até 1946. A sua actividade foi considerada pelas forças aliadas da maior utilidade para as missões (...) tornou-se um especialista de renome internacional na meteorologia e geofísica, estando em contacto com alguns dos maiores cientistas nacionais e estrangeiros do seu tempo", pode-se ler no panfleto explicativo da exposição.

(In Diário Insular)

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quinta-feira, março 26, 2009

A torre meteorológica

Esta torre encontrava-se danificada desde o sismo de 1 de Janeiro de 1980. Na foto, dias antes de ser demolida. O professor da Universidade dos Açores, Departamento de Ciências Agrárias de Angra do Heroísmo e especialista em meteorologia, Eduardo Brito de Azevedo referiu na altura à comunicação social açoriana: “Está-se a demolir, ou pelo menos a não considerar, uma parte substancial da nossa cultura, que também é a nossa cultura científica” e acrescentou: “Quando começaram os voos relacionados com a presença americana e inglesa nos Açores foi necessário fazer-se aerosondagens, com balões sonda. Essas aerosondagens começaram por ser feitas exactamente no Observatório José Agostinho, nessa mesma torre”. Já nos referimos ao Posto Metereológico de Angra do Heroísmo aqui
(In Bagos D'Uva)

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quarta-feira, março 25, 2009

Posto Meteorológico de Angra do Heroísmo

Foi criado em 1862, a instância do Dr. José Augusto Nogueira Sampaio e só começou a funcionar no 1.º de Outubro de 1864. Foi colocado primitivamente no Convento de São Francisco (antigo Liceu Nacional de Angra do Heroísmo, actual Museu) e compunha-se de dois andares, terminando por um terraço que lhe servia de tecto.Em 1881 foi mudado para a torre sineira da Igreja do Colégio, a 42 metros acima do nível do mar (ver na foto), para onde se subia pela sineira, por uma escada helicoidal a qual ia terminar numa pequena casa de madeira, de forma rectangular. Dentro desta casa estavam os seguintes instrumentos: Um barómetro de Adie, Um barómetro anedóide, Um barógrafo, Um termómetro de máxima, Um dito de mínima, Um psicrómetro e Um ozonómetro.
Do lado de fora da casa encontrava-se, num dos ângulos da torre, um pequeno mastro munido de cata-vento e por uma pequena escada de ferro se subia para o terraço que servia de tecto à casa de madeira, onde estavam os seguintes instrumentos:
Um anemómetro de Robinson ao centro.
Um udómetro num dos ângulos do gradeamento.
Por debaixo da escada e exposto ao ar, mas ao abrigo das chuvas, estava um evapórometro Piche que foi colocado em Dezembro de 1900, sendo até ali as observações feitas com um evapórometro ordinário. O posto meteorológico foi o 1º construído nos Açores e as suas observações foram sempre apreciadas no estrangeiro sobretudo nos observatórios meteorológicos de Paris, Londres e Utrcht (Apontamentos de Álvaro de Castro Meneses).
Já nos referimos, em 2008, ao Dia Mundial da Meteorologia aqui. Amanhã, pelas 20h30, terá lugar no Museu de Angra do Heroísmo, na Sala de Oportunidades, a inauguração de uma exposição rotulada “José Agostinho- Meteorologia”- Instrumentos Antigos do Observatório Meteorológico de Angra.
Conferencistas:Conceição Tavares(Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia).
Diamantino Henriques (Instituto de Meteorologia).
Eduardo Brito (Departamento de Ciências Agrárias de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores).
(In Bagos D'Uva)

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terça-feira, março 24, 2009

NO MUSEU DE ANGRA -José Agostinho e a Meteorologia

O Museu de Angra do Heroísmo inaugura, terça-feira, a exposição “José Agostinho e a Meteorologia. Instrumentos antigos do Observatório Meteorológico de Angra”.
Realizada em parceria com a Delegação dos Açores do Instituto de Meteorologia, a mostra, patente ao público até dia 7 de Junho na Sala de Oportunidades, ocorre a propósito da celebração do Dia Internacional da Meteorologia (23 de Março) e evoca a memória do tenente-coronel José Agostinho (n. 01.03.1888 – f. 27.07.1978).

Na ocasião, decorre também um painel de conferências com a participação de Conceição Tavares, do Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia, Diamantino Henriques, do Instituto de Meteorologia, e Eduardo Brito de Azevedo, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores.
Além de algumas peças do espólio desta figura cimeira da Ciência nos Açores no século XX, pertencentes ao acervo do Museu de Angra, estará também exposto um interessante conjunto de instrumentos antigos utilizados no Observatório Meteorológico José Agostinho, na Terceira, que o Instituto de Meteorologia constituiu em depósito no museu terceirense.
No essencial, são instrumentos que ilustram a História da Ciência nos Açores, com especial destaque para o “nefoscópio José Agostinho”, um aparelho inventado e construído por aquele cientista terceirense, destinado à observação da velocidade e direcção das nuvens).
A mostra servirá, também, como oportunidade para lembrar que o primeiro posto de observação meteorológico instalado na ilha Terceira se situou numa torre, entretanto já desaparecida, no antigo Convento de S. Francisco – justamente no edifício que alberga actualmente o Museu de Angra do Heroísmo – pela mão de José Augusto Nogueira Sampaio, nos anos 80 do século XIX, antes ainda de ter passado para a igreja do Colégio dos Jesuítas e, posteriormente, por acção do tenente-coronel José Agostinho, para o Observatório Meteorológico, em Santa Luzia, na zona norte da cidade de Angra do Heroísmo.
Representa, ainda, um novo avanço nos trabalhos inerentes à estruturação da recém-criada Colecção de Ciência e Técnica, no âmbito do espólio do Museu de Angra do Heroísmo.
(in A União)

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sábado, março 21, 2009

Graciosa recebe estação para medir radiação

domingo, fevereiro 01, 2009

A torre histórica de Angra do Heroísmo

Desempenhou um papel central na história da meteorologia dos Açores e fazia parte do património científico e arquitectónico da Região. A primeira torre de lançamento de balões meteorológicos dos Açores, que se encontrava junto do Observatório José Agostinho, em Angra do Heroísmo, foi demolida por decisão da direcção do Instituto de Meteorologia, em Lisboa. O professor da Universidade dos Açores (UA) e especialista em meteorologia, Eduardo Brito de Azevedo, já classificou, em declarações à RDP- Açores, a demolição como um ataque à cultura científica da ilha e do arquipélago: “Está-se a demolir, ou pelo menos a não considerar, uma parte substancial da nossa cultura, que também é a nossa cultura científica”. De acordo com o professor da UA esta é uma torre que desempenhou um importante papel histórico. “Quando começaram os voos relacionados com a presença americana e inglesa nos Açores foi necessário fazer-se aerosondagens, com balões sonda. Essas aerosondagens começaram por ser feitas exactamente no Observatório José Agostinho, nessa mesma torre”, lembra. O mesmo professor defende que se perdeu um dos símbolos da cidade Património Mundial da Humanidade. “Tornou-se, apesar de tudo, um ícone, um ex-líbris da cidade, ficava no cimo da cidade, por trás do Observatório e, para quem tem memória, era uma estrutura com interesse, nem que fosse paisagístico e mesmo arquitectónico. A decisão de demolir a torre veio de Lisboa, mesmo depois de os Açores terem apresentada uma proposta para a requalificação do edifício. Essa hipótese foi considerada demasiado dispendiosa, explicou a DI o director da delegação do Instituto de Meteorologia nos Açores, Diamantino Henriques, que adianta ainda que a demolição teve por base uma questão de segurança. “Na base dessa decisão esteve garantir a segurança, visto que a torre representava um perigo para as pessoas que passavam por lá. Era um edifício que estava danificado desde o sismo de 1980. Houve uma proposta para reconstruir a torre, aproveitar o seu esqueleto, mas isso foi considerado demasiado dispendioso”, explica. Diamantino Henriques concorda que se perdeu um edifício representativo em termos históricos e científicos, mas garante que o Instituto de Meteorologia não tomou a decisão de demolir de “ânimo leve”. Segundo a mesma fonte, existem actualmente projectos para construir outro edifício com aplicações científicas, no local.

(In Açores.com)

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sexta-feira, janeiro 16, 2009

Torre Meteorológica

O Instituto de Meteorologia (IM) garante ter já concluído um ante-projecto para a reconstrução de um edifício com a mesma traça arquitectónica da torre do Observatório Meteorológico José Agostinho, demolida sem autorização. Porém, as entidades locais garantem que o processo encontra-se parado. De acordo com a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, a última informação recebida pelo município, após o escândalo da demolição da torre histórica, está numa carta de 28 de Outubro em que o Instituo lamentava a demolição e se comprometia a reconstruir o edifício, com novas valências, pedindo o necessário para apresentar o projecto em termos formais. Depois dessa carta, o diálogo entre as duas instituições terá cessado, encontrando-se a câmara a aguardar que seja apresentado o projecto. Também a direcção regional da Cultura (DRAC), a entidade da qual está dependente a autorização para o inicio da obra, garante não existirem avanços no processo. Segundo a directora regional da Cultura, Gabriela Canavilhas, apenas existe um ofício deste organismo governamental “a informar que a demolição decorrera sem parecer prévio e, portanto, em incumprimento da lei, sendo que a obra não podia continuar sem parecer da DRAC”. Segundo Gabriela Canavilhas este ofício foi enviado para o delegado regional do IM, em São Miguel, mas a DRAC permanece até agora sem resposta. Posição diferente tem o IM, que avança já ter enviado o ante-projecto para a DRAC, com fim de obter autorização para prosseguir com a obra, mas sem resposta até ao momento. A directora regional afirma não querer criar uma “relação de tensão” entre a DRAC e o IM, “até porque este processo pode ter ficado atrasado pela mudança de cargos governamentais”, mas adianta que “muito em breve teremos diálogo com o IM, de certeza”.Quanto à data em que se pode esperar ver a construção arrancar, o IM responde que só será preciso avançar datas e prazos quando for emitida uma autorização pela DRAC. O IM admite que a demolição foi efectuada sem parecer da DRAC, mas lembra que a torre do Observatório José Agostinho se encontrava em avançado estado de degradação, representando um perigo para os transeuntes.Recorde-se que nos termos do n.º 1 do artigo 35.º do Decreto Legislativo Regional n.º 29/2004/A, de 24 de Agosto, “Quaisquer trabalhos de obras públicas, incluindo os promovidos por entidades concessionárias de obras ou serviços públicos, a realizar em imóveis e conjuntos classificados e sua zona de protecção, independentemente da sua natureza ou extensão, apenas poderão ser executados após despacho favorável do membro do Governo Regional com competência em matéria de cultura”
Radiação
Em Outubro o IM anunciou a intenção, após a polémica demolição ter vindo a público, de construir uma nova infra-estrutura, no mesmo local onde foi demolida a torre do Observatório José Agostinho, em Angra, para integrar a BSRN (Baseline Surface Radiation Network), a rede de referência mundial para estudos de radiação. A nova infra-estrutura poderá desempenhar um papel importante noutros tipos de medições remotas, complementando as medições do programa ARM da Graciosa, que arranca 2009.A demolição da torre histórica motivou um voto de protesto, apresentado por Félix Rodrigues e aprovado por unanimidade pela Assembleia Municipal de Angra do Heroísmo.

(In Diário Insular)

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sexta-feira, outubro 03, 2008

Torre gera voto de protesto

A Assembleia Municipal da Câmara de Angra do Heroísmo aprovou, segunda-feira, por unanimidade, um voto de protesto contra a demolição da torre do observatório Meteorológico José Agostinho, numa “atitude unilateral” do instituto de Meteorologia (IM), em Lisboa, sem a autorização obrigatória da direcção regional da Cultura.“Toda a gente esteve contra a atitude do IM e sabemos que este já apresentou um pedido de desculpas formal à câmara. Quanto ao voto de protesto, foi unanimidade perfeita”, adiantou o presidente da assembleia Municipal, ricardo Barros.O voto de protesto foi proposto pelo deputado municipal do CDS/PP, Félix Rodrigues. No texto do também professor da universidade dos açores, pode-se ler que “a torre em questão era um símbolo da ciência de qualidade realizada na ilha Terceira e inequivocamente ligada à figura proeminente do tenente-coronel José Agostinho”.“Fazia parte da nossa cultura, do nosso contributo científico internacional e esforço para a navegação aérea no atlântico”, prossegue o documento, que lembra que a torre “não era, assim, um monte de pedras prontas a desmoronar-se, mas um marco único no território nacional”.Quanto aos planos do IM de reconstruir uma nova torre e incorporá-la numa rede Mundial de observação do ozono, o voto de protesto deixa clara a posição da assembleia: “um fóssil é sempre um fóssil, uma réplica é, na maioria das vezes, um plágio”.
Demolição “prepotente”O presidente do grupo do PS na assembleia Municipal, Francisco Barros, avançou que os socialistas subscrevem na totalidade o voto de protesto, desde já porque em causa está uma “atitude prepotente” do IM: “o próprio voto fala por si, trata-se de uma atitude prepotente, pouco ponderada, uma mistura entre desrespeito pelos órgãos regionais com competência na matéria e o desconhecimento e insensibilidade face a um elemento arquitectónico que era já património”. O líder do grupo do PSD, Aurélio da Fonseca, explicou também o porquê do voto laranja:“foi uma demolição intempestiva, em que não foram consultadas nem a direcção regional da Cultura nem a câmara municipal. Votámos a favor deste gesto de protesto porque este era um edifício que já fazia parte do nosso imaginário, da cultura científica, e que agora está deitado por terra. Isso demonstra também que Lisboa não sabia o que estava a fazer”.

(In Diário Insular)

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quinta-feira, outubro 02, 2008

Torre abaixo no meio das negociações

A torre do Observatório José Agostinho, em Angra, foi demolida pelo Instituto de Meteorologia (IM), mesmo apesar de estarem a decorrer negociações entre a secretaria regional da educação e Ciência e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior para a recuperação do observatório e instalação do Centro de Climatologia, Meteorologia e Mudanças Globais (CCMMG). A revelação foi feita pelo próprio Governo Regional, em nota divulgada ontem pelo Gabinete de Apoio à Comunicação Social do executivo açoriano (GACs). É nessa nota que o director regional da Ciência e Tecnologia, João Luís Gaspar, adianta que, além de não terem sido requeridas as autorizações necessárias, a demolição por ordem do IM aconteceu numa altura em que o Governo Regional se havia disponibilizado a garantir a recuperação do Observatório José Agostinho, para receber o CCMMG. Centro pode avançar
Ainda de acordo com o responsável pela pasta da Ciência e Tecnologia na Região, “apesar da irreversibilidade da acção do Instituto de Meteorologia, o Governo Regional mantém-se disponível para garantir que o Observatório de Angra do Heroísmo recupere a dimensão científica que José Agostinho lhe conferiu, assumindo-se como centro de referência do Atlântico nas áreas da Climatologia e Meteorologia”. O Centro de Climatologia, Meteorologia e Mudanças Globais foi criado pela Universidade dos Açores por proposta da Direcção Regional da Ciência e Tecnologia. O objectivo era implementar no arquipélago um núcleo de investigação coerente e de dimensão internacional, "numa área científica estratégica e prioritária". As declarações de João Luís Gaspar surgem cerca de uma semana depois da notícia da demolição da torre do Observatório ter sido levada a público por DI. Na altura, o professor do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores e especialista em meteorologia, Eduardo Brito de Azevedo, classificou a demolição como um ataque à cultura científica da ilha e do arquipélago: “Está-se a demolir, ou pelo menos a não considerar, uma parte substancial da nossa cultura, que também é a nossa cultura científica”. Em causa está, recorde-se, uma primeira torre de lançamento de balões meteorológicos a dos Açores, um edifício que fazia parte do património científico e arquitectónico da Região. A direcção regional da Cultura veio depois afirmar que a demolição da torre foi executada pelo IM sem a sua autorização prévia, que teria carácter vinculativo. O director regional da Cultura adiantou estar a estudar juridicamente o caso, não deixando a possibilidade de avançar com um processo judicial contra o IM de parte. Também a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo disse não ter tido conhecimento prévio da demolição da torre.
A Assembleia Municipal de Angra do Heroísmo, aprovou, na passada Segunda-feira, por unanimidade, um voto de protesto apresentado por Félix Rodrigues do CDS-PP, contra a actuação do Instituto de Meteorologia que provocou perda de património na cidade Património Mundial de Angra do Heroísmo, com os mesmos pressupostos daqueles que foram levantados pelo Professor Eduardo Brito de Azevedo. O IM continua a manter o argumento de que a torre foi demolida por razões de segurança e que não seria viável “reabilitar” o edifício.

(In Diário Insular)

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terça-feira, setembro 30, 2008

Governo disponível para transformar Observatório José Agostinho em centro de excelência científica

O Governo dos Açores continua diponível para promover a recuperação do Observatório José Agostinho para aí instalar o Centro de Climatologia, Meteorologia e Mudanças Globais (CCMMG), mas lamenta a decisão do Instituto de Meteorologia (IM) que conduziu à destruição da torre do respectivo edifício.
Além de não terem sido requeridas as autorizações necessárias, a inciativa do IM surgiu numa altura em que o Governo Regional se havia disponibilizado a garantir a recuperação do Observatório José Agostinho para receber o CCMMG, referiu o director regional da Ciência e Tecnologia.
Segundo João Luís Gaspar, o assunto estava a ser tratado directamente entre a Secretaria Regional da Educação e Ciência e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
O Centro de Climatologia, Meteorologia e Mudanças Globais foi criado pela Universidade dos Açores por proposta da Direcção Regional da Ciência e Tecnologia face à necessidade de se constituir na Região um núcleo de investigação coerente e de dimensão internacional, numa área científica estratégica e prioritária. O centro tem beneficiado dos apoios plurianuais concedidos pelo Executivo ao abrigo do Plano Integrado para a Ciência, Tecnologia e Inovação quer para efeitos de funcionamento, quer para a contratação de bolseiros de doutoramento.
De acordo com João Luís Gaspar, apesar da irreversibilidade da acção do Instituto de Meteorologia, o Governo Regional mantém-se disponível para garantir que o Observatório de Angra do Heroísmo “recupere a dimensão científica que José Agostinho lhe conferiu, assumindo-se como centro de referência do Atlântico nas áreas da Climatologia e Meteorologia”.

(In Governo dos Açores)

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domingo, setembro 28, 2008

Torre histórica destruída em Angra (II)

O desenrolar da investigação jornalística à volta da destruição da torre de lançamento de balões anexa ao edifício principal do Observatório José Agostinho, em Angra do Heroísmo, está a levantar lebres que dão que pensar. Por exemplo, só ontem é que a entidade regional responsável pela tutela da Cultura deu pelo sucedido, vindo dizer as únicas coisas que pode dizer depois de ser ultrapassada por todos os lados: que não foi ouvida e que a demolição é ilegal e que os juristas estão a ser consultados.O problema é que a demolição já está consumada - jazendo no chão, feita em entulho, uma das referências fundamentais da evolução da ciência meteorológica nos Açores, que é antiga, consistente e muito bem referenciada.Se a Comunicação Social não dá pelo crime cultural, aparentemente ninguém dava por ele. Só agora, espicaçadas pelo nosso jornal, é que entidade atrás de entidade (públicas e outras, como os institutos), todas quantas deveriam ter defendido a torre com unhas e dentes começam a movimentar-se. E sem saberem o que hão-de fazer, diga-se em abono da verdade. Exceptua-se aqui a Universidade dos Açores, que foi quem deu o alerta. Mas um dado ainda mais preocupante do que todos os outros é que o crime cultural que nos ocupa ocorreu em plena cidade património da humanidade, que em tempos teve um gabinete dedicado a esses assuntos (fê-lo, quiçá, com algum fundamentalismo e alguma falta de jeito... mas fê-lo) e que hoje, sem gabinete de facto, parece literalmente à procura não se sabe de quê no que toca à defesa e valorização do património. Ao decidir demolir por ser caro reparar, se calhar o Instituto de Meteorologia, a partir de um gabinete em Lisboa, interpretou bem o espírito que se vive em Angra. Isso seria lamentável!

(IN Diário Insular)

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sábado, dezembro 08, 2007

Regionalização do Instituto de Meteorologia

O Instituto Nacional de Meteorologia (IM) está aberto a uma regionalização “parcial ou total, se as entidades envolvidas chegarem à conclusão de que essa é a melhor solução para aumentar a eficácia dos serviços prestados à população”. A garantia de abertura para o diálogo foi dada pelo vogal do conselho directivo do IM, Dias Baptista. De acordo com o membro da direcção do Instituto de Meteorologia, para que a regionalização siga em frente, primeiramente terá de existir um entendimento global entre o Governo da República e o Governo Regional dos Açores. Além disso, o IM está sob a tutela do Ministério da Ciência e Ensino Superior, sendo que, se a decisão desta entidade for positiva, arrancarão as negociações com vista a colocar a regionalização no terreno. Dias Baptista, admite, ainda, que a regionalização do serviço meteorológico no arquipélago possa seguir a via parcial, mas também total. “Se, após ponderação, se chegar à conclusão de que uma regionalização parcial é a melhor opção, será essa a ser colocada no terreno. Se a melhoria e adequação dos serviços passar por uma regionalização total, assim seja”. A garantia de abertura à negociação expressa pelo IM surge depois de, no passado domingo, o líder do executivo açoriano, Carlos César, ter defendido a regionalização do Instituto de Meteorologia, alegando a necessidade de uma melhor cooperação com o Serviço de Protecção Civil do arquipélago. As declarações de César foram proferidas durante a inauguração das obras de ampliação do quartel dos Bombeiros Voluntários de Vila Franca do Campo, ilha de São Miguel. O presidente do Governo Regional sustentou que várias instituições devem estreitar a sua ligação com o Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros, sendo que essa cooperação “poderia até passar pela própria regionalização parcial ou total do Instituto de Meteorologia nos Açores. Em relação às declarações de César, Dias Baptista adianta desconhecer o contexto das mesmas, mas frisa que os representantes do IM estiveram no arquipélago recentemente, onde se reuniram com o líder do executivo açoriano, pelo que “as relações existentes são boas”.
“MEDIDA ADEQUADA”
Também o director do programa CLIMAAT, Eduardo Brito de Azevedo, investigador do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, considera que a regionalização do serviço de meteorologia nos Açores é uma “medida adequada”, mas apenas se assumir um carácter parcial. “A ligação a uma estrutura nacional é positiva. O IM tem compromissos internacionais, como, por exemplo, o acesso a fotografia por satélite, que não interessa estar a duplicar”, explica. Esta regionalização parcial seria uma boa medida, argumenta o professor da Universidade dos Açores, “porque, numa Região extremamente dependente do clima, a cobertura meteorológica e climática seria mais pormenorizada”. “Isto não quer dizer que a actual cobertura seja má, até porque o arquipélago é considerado uma escola para meteorologistas, mas existem necessidades muito específicas, que são descuradas quando se integra uma estrutura nacional. É algo que não é exclusivo dos Açores, também se verifica noutros locais, como as ilhas espanholas”, sustenta. Segundo Eduardo Brito de Azevedo, “em regiões tão dependentes do clima, como são as ilhas atlânticas, é necessária a adopção de modelos de previsão do tempo adequados à nossa dimensão”. Entre as áreas que podem beneficiar de um estudo mais exaustivo em termos de meteorologia está o sector dos transportes. “Já o desenvolvimento da área da climatologia é vital para potenciar os recursos da Região. É o caso dos recursos hídricos ou da capacidade de produção dos solos, importantes para o desenvolvimento de um sector como a agro-pecuária”, exemplifica o professor da Universidade dos Açores.

PLATAFORMA IDEAL
Na opinião do professor da Universidade dos Açores, Eduardo Brito de Azevedo, a regionalização parcial do Instituto de Meteorologia, que dotaria a estrutura existente nos Açores de uma maior autonomia, é também importante para o desenvolvimento do arquipélago enquanto “plataforma ideal” para a observação meteorológica da bacia do Atlântico Norte. Desde cedo que especialistas como Afonso Chaves e José Agostinho defenderam uma visão do arquipélago como Centro Permanente de Estudos Meteorológicos no Atlântico, lembra Eduardo Brito de Azevedo. “Este potencial é académico, mas também operacional. A posição dos Açores é estratégica para a observação de fenómenos meteorológicos na bacia do Atlântico Norte. A Região pode ser um parceiro operacional em projectos internacionais, por exemplo".

(In Diário Insular)

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