sábado, outubro 18, 2008

Ilha Graciosa um dos três locais do Mundo escolhidos para instalação de estação do ARM Project

A Ilha Graciosa vai receber ainda este ano, com instalação prevista na zona do aeroporto no Barro Vermelho, uma estação climatológica internacional para o estudo do clima, integrada no Projecto ARM. A iniciativa enquadra-se no Programa Atmospheric Radiation Measurement (ARM), implementado pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos da América em 1990 com o objectivo de estudar o impacto das radiações e das nuvens nos modelos climáticos. O ARM inclui uma componente essencialmente dirigida para a investigação e outra para a área das infra-estruturas permitindo a obtenção de dados e o acesso a tecnologias de grande interesse para a comunidade científica especializada na concepção e desenvolvimento de modelos climáticos às escalas global e regional. Eduardo Brito, professor no Departamento de Ciências Agrárias do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, afirma que os Açores são, pela sua localização no meio do Atlântico, um lugar privilegiado para determinados tipos de observações, nomeadamente climáticas.

A Universidade dos Açores, através do Centro de Climatologia, Meteorologia e Mudanças Globais e o Instituto de Meteorologia serão os parceiros científicos a considerar neste projecto, que conta com a colaboração de inúmeras instituições internacionais. A estação estará na Graciosa durante cerca de um ano, mas caso o projecto se mostre de grande importância poderá ser permanente, o que dependerá dos resultados que dela sejam conseguidos. A ilha Graciosa foi escolhida por ser a mais plana de todas as ilhas dos Açores, sendo por isso ideal para a colocação deste tipo de estações, que necessitam de um espaço o mais livre possível geograficamente, tal como nos explicou Eduardo Brito. Decorrem todos os tramites de logística e administrativos para colocação dos equipamentos que virão dos Estados Unidos, prevendo-se que no inicio de 2009 possa estar tudo pronto para a estação entrar em funcionamento. A colocação desta estação de observação climática na Graciosa segue-se à decisão da instalação, também nesta ilha, da estação internacional do CTBTO, destinada a monitorizar a realização de ensaios nucleares.
(In Jornal da Rádio Graciosa)

Etiquetas: , , , ,

domingo, outubro 12, 2008

Oitocentos cientistas até final de 2013

Ciência e Tecnologia são duas áreas que, na próxima legislatura, vão receber maior atenção de um governo regional socialista. A garantia foi dada, na noite de terça-feira, pelo líder do PS/Açores. Carlos César, falando num jantar com apoiantes em Santa Maria, comprometeu-se a apoiar as instituições de investigação científica e promover actividades de investigação e desenvolvimento em áreas como a biotecnologia, a exploração do mar profundo, a vulcanologia e a climatologia.“Temos como meta atingir, já em 2013, o número de 800 investigadores activos sedeados nos Açores”, anunciou César.
Taxas moderadoras
O líder do PS/Açores comprometeu-se ainda a não implementar taxas moderadoras na Saúde, caso ganhe as eleições regionais mas alertou que, para isso, é necessário manter o equilíbrio das finanças públicas.O dirigente socialista alertou que a implementação destas taxas moderadoras tornaria um serviço tendencialmente gratuito “num embuste, o que seria uma possibilidade se o PSD ganhasse as eleições regionais” de 19 deste mês.
Bons resultados
Carlos César dedicou ainda parte do discurso à situação económica do arquipélago. Os “bons resultados” da governação socialista têm “permitido que os Açores tenham passado à margem daquilo que de mais negativo aconteceu, nestes últimos anos, no País e que hoje acontece já, de forma muito visível, em outros vários países europeus”, alegou. O presidente do PS/Açores adiantou, ainda, que a situação económica de países considerados modelos de desenvolvimento, como a Irlanda e Islândia, demonstra que as “economias têm fragilidades extraordinárias”. “Compete aos governos acautelar, com a maior especificidade, segurança, sentido de atenção e regulação, impactos negativos que, a todo o momento, podem ocorrer”, afirmou Carlos César. Para o candidato, o Governo Regional socialista tem conseguido que os efeitos penalizadores destas economias “não se fizessem sentir com a mesma intensidade” nos Açores. Ontem, César esteve em campanha em São Jorge.

(In Diário Insular)

Etiquetas: , , , , ,

quinta-feira, outubro 02, 2008

Torre abaixo no meio das negociações

A torre do Observatório José Agostinho, em Angra, foi demolida pelo Instituto de Meteorologia (IM), mesmo apesar de estarem a decorrer negociações entre a secretaria regional da educação e Ciência e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior para a recuperação do observatório e instalação do Centro de Climatologia, Meteorologia e Mudanças Globais (CCMMG). A revelação foi feita pelo próprio Governo Regional, em nota divulgada ontem pelo Gabinete de Apoio à Comunicação Social do executivo açoriano (GACs). É nessa nota que o director regional da Ciência e Tecnologia, João Luís Gaspar, adianta que, além de não terem sido requeridas as autorizações necessárias, a demolição por ordem do IM aconteceu numa altura em que o Governo Regional se havia disponibilizado a garantir a recuperação do Observatório José Agostinho, para receber o CCMMG. Centro pode avançar
Ainda de acordo com o responsável pela pasta da Ciência e Tecnologia na Região, “apesar da irreversibilidade da acção do Instituto de Meteorologia, o Governo Regional mantém-se disponível para garantir que o Observatório de Angra do Heroísmo recupere a dimensão científica que José Agostinho lhe conferiu, assumindo-se como centro de referência do Atlântico nas áreas da Climatologia e Meteorologia”. O Centro de Climatologia, Meteorologia e Mudanças Globais foi criado pela Universidade dos Açores por proposta da Direcção Regional da Ciência e Tecnologia. O objectivo era implementar no arquipélago um núcleo de investigação coerente e de dimensão internacional, "numa área científica estratégica e prioritária". As declarações de João Luís Gaspar surgem cerca de uma semana depois da notícia da demolição da torre do Observatório ter sido levada a público por DI. Na altura, o professor do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores e especialista em meteorologia, Eduardo Brito de Azevedo, classificou a demolição como um ataque à cultura científica da ilha e do arquipélago: “Está-se a demolir, ou pelo menos a não considerar, uma parte substancial da nossa cultura, que também é a nossa cultura científica”. Em causa está, recorde-se, uma primeira torre de lançamento de balões meteorológicos a dos Açores, um edifício que fazia parte do património científico e arquitectónico da Região. A direcção regional da Cultura veio depois afirmar que a demolição da torre foi executada pelo IM sem a sua autorização prévia, que teria carácter vinculativo. O director regional da Cultura adiantou estar a estudar juridicamente o caso, não deixando a possibilidade de avançar com um processo judicial contra o IM de parte. Também a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo disse não ter tido conhecimento prévio da demolição da torre.
A Assembleia Municipal de Angra do Heroísmo, aprovou, na passada Segunda-feira, por unanimidade, um voto de protesto apresentado por Félix Rodrigues do CDS-PP, contra a actuação do Instituto de Meteorologia que provocou perda de património na cidade Património Mundial de Angra do Heroísmo, com os mesmos pressupostos daqueles que foram levantados pelo Professor Eduardo Brito de Azevedo. O IM continua a manter o argumento de que a torre foi demolida por razões de segurança e que não seria viável “reabilitar” o edifício.

(In Diário Insular)

Etiquetas: , , , ,

terça-feira, setembro 30, 2008

Governo disponível para transformar Observatório José Agostinho em centro de excelência científica

O Governo dos Açores continua diponível para promover a recuperação do Observatório José Agostinho para aí instalar o Centro de Climatologia, Meteorologia e Mudanças Globais (CCMMG), mas lamenta a decisão do Instituto de Meteorologia (IM) que conduziu à destruição da torre do respectivo edifício.
Além de não terem sido requeridas as autorizações necessárias, a inciativa do IM surgiu numa altura em que o Governo Regional se havia disponibilizado a garantir a recuperação do Observatório José Agostinho para receber o CCMMG, referiu o director regional da Ciência e Tecnologia.
Segundo João Luís Gaspar, o assunto estava a ser tratado directamente entre a Secretaria Regional da Educação e Ciência e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
O Centro de Climatologia, Meteorologia e Mudanças Globais foi criado pela Universidade dos Açores por proposta da Direcção Regional da Ciência e Tecnologia face à necessidade de se constituir na Região um núcleo de investigação coerente e de dimensão internacional, numa área científica estratégica e prioritária. O centro tem beneficiado dos apoios plurianuais concedidos pelo Executivo ao abrigo do Plano Integrado para a Ciência, Tecnologia e Inovação quer para efeitos de funcionamento, quer para a contratação de bolseiros de doutoramento.
De acordo com João Luís Gaspar, apesar da irreversibilidade da acção do Instituto de Meteorologia, o Governo Regional mantém-se disponível para garantir que o Observatório de Angra do Heroísmo “recupere a dimensão científica que José Agostinho lhe conferiu, assumindo-se como centro de referência do Atlântico nas áreas da Climatologia e Meteorologia”.

(In Governo dos Açores)

Etiquetas: , ,