sexta-feira, março 27, 2009

Museu de Angra inaugura exposição

Foi ontem inaugurada pelas 20h30, nas instalações do Museu de Angra, a exposição “José Agostinho e a Meteorologia”.
Esta consiste na mostra de instrumentos antigos, do Observatório Meteorológico de Angra, estando patente na Sala de Oportunidades, até ao próximo dia sete de Junho. A exposição, realizada em parceria com a Delegação dos Açores do Instituto de Meteorologia, ocorre no âmbito da celebração do Dia Internacional da Meteorologia (23 de Março), evocando a memória do Tenente-Coronel José Agostinho (1888–1978), uma figura proeminente na área. Na ocasião, decorrerá também um painel de conferências com a participação de Conceição Tavares (Centro Inter-universitário de História das Ciências e da Tecnologia), Diamantino Henriques (Instituto de Meteorologia) e Eduardo Brito de Azevedo (Universidade dos Açores). Além de algumas peças do espólio desta figura cimeira da Ciência nos Açores no século XX, pertencentes ao acervo da instituição, está também exposto um interessante conjunto de instrumentos antigos utilizados no Observatório Meteorológico José Agostinho, da Terceira, que o Instituto de Meteorologia constituiu em depósito no Museu de Angra. São, no essencial, instrumentos que ilustram a História da Ciência nos Açores, com especial destaque para o nefoscópio José Agostinho (aparelho inventado e construído por José Agostinho, destinado à observação da velocidade e direcção das nuvens). A exposição representa também, mais um avanço nos trabalhos inerentes à estruturação da recém-criada Colecção de Ciência e Técnica, no âmbito do espólio do Museu de Angra do Heroísmo.

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quarta-feira, março 25, 2009

Posto Meteorológico de Angra do Heroísmo

Foi criado em 1862, a instância do Dr. José Augusto Nogueira Sampaio e só começou a funcionar no 1.º de Outubro de 1864. Foi colocado primitivamente no Convento de São Francisco (antigo Liceu Nacional de Angra do Heroísmo, actual Museu) e compunha-se de dois andares, terminando por um terraço que lhe servia de tecto.Em 1881 foi mudado para a torre sineira da Igreja do Colégio, a 42 metros acima do nível do mar (ver na foto), para onde se subia pela sineira, por uma escada helicoidal a qual ia terminar numa pequena casa de madeira, de forma rectangular. Dentro desta casa estavam os seguintes instrumentos: Um barómetro de Adie, Um barómetro anedóide, Um barógrafo, Um termómetro de máxima, Um dito de mínima, Um psicrómetro e Um ozonómetro.
Do lado de fora da casa encontrava-se, num dos ângulos da torre, um pequeno mastro munido de cata-vento e por uma pequena escada de ferro se subia para o terraço que servia de tecto à casa de madeira, onde estavam os seguintes instrumentos:
Um anemómetro de Robinson ao centro.
Um udómetro num dos ângulos do gradeamento.
Por debaixo da escada e exposto ao ar, mas ao abrigo das chuvas, estava um evapórometro Piche que foi colocado em Dezembro de 1900, sendo até ali as observações feitas com um evapórometro ordinário. O posto meteorológico foi o 1º construído nos Açores e as suas observações foram sempre apreciadas no estrangeiro sobretudo nos observatórios meteorológicos de Paris, Londres e Utrcht (Apontamentos de Álvaro de Castro Meneses).
Já nos referimos, em 2008, ao Dia Mundial da Meteorologia aqui. Amanhã, pelas 20h30, terá lugar no Museu de Angra do Heroísmo, na Sala de Oportunidades, a inauguração de uma exposição rotulada “José Agostinho- Meteorologia”- Instrumentos Antigos do Observatório Meteorológico de Angra.
Conferencistas:Conceição Tavares(Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia).
Diamantino Henriques (Instituto de Meteorologia).
Eduardo Brito (Departamento de Ciências Agrárias de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores).
(In Bagos D'Uva)

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terça-feira, março 24, 2009

NO MUSEU DE ANGRA -José Agostinho e a Meteorologia

O Museu de Angra do Heroísmo inaugura, terça-feira, a exposição “José Agostinho e a Meteorologia. Instrumentos antigos do Observatório Meteorológico de Angra”.
Realizada em parceria com a Delegação dos Açores do Instituto de Meteorologia, a mostra, patente ao público até dia 7 de Junho na Sala de Oportunidades, ocorre a propósito da celebração do Dia Internacional da Meteorologia (23 de Março) e evoca a memória do tenente-coronel José Agostinho (n. 01.03.1888 – f. 27.07.1978).

Na ocasião, decorre também um painel de conferências com a participação de Conceição Tavares, do Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia, Diamantino Henriques, do Instituto de Meteorologia, e Eduardo Brito de Azevedo, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores.
Além de algumas peças do espólio desta figura cimeira da Ciência nos Açores no século XX, pertencentes ao acervo do Museu de Angra, estará também exposto um interessante conjunto de instrumentos antigos utilizados no Observatório Meteorológico José Agostinho, na Terceira, que o Instituto de Meteorologia constituiu em depósito no museu terceirense.
No essencial, são instrumentos que ilustram a História da Ciência nos Açores, com especial destaque para o “nefoscópio José Agostinho”, um aparelho inventado e construído por aquele cientista terceirense, destinado à observação da velocidade e direcção das nuvens).
A mostra servirá, também, como oportunidade para lembrar que o primeiro posto de observação meteorológico instalado na ilha Terceira se situou numa torre, entretanto já desaparecida, no antigo Convento de S. Francisco – justamente no edifício que alberga actualmente o Museu de Angra do Heroísmo – pela mão de José Augusto Nogueira Sampaio, nos anos 80 do século XIX, antes ainda de ter passado para a igreja do Colégio dos Jesuítas e, posteriormente, por acção do tenente-coronel José Agostinho, para o Observatório Meteorológico, em Santa Luzia, na zona norte da cidade de Angra do Heroísmo.
Representa, ainda, um novo avanço nos trabalhos inerentes à estruturação da recém-criada Colecção de Ciência e Técnica, no âmbito do espólio do Museu de Angra do Heroísmo.
(in A União)

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domingo, fevereiro 01, 2009

A torre histórica de Angra do Heroísmo

Desempenhou um papel central na história da meteorologia dos Açores e fazia parte do património científico e arquitectónico da Região. A primeira torre de lançamento de balões meteorológicos dos Açores, que se encontrava junto do Observatório José Agostinho, em Angra do Heroísmo, foi demolida por decisão da direcção do Instituto de Meteorologia, em Lisboa. O professor da Universidade dos Açores (UA) e especialista em meteorologia, Eduardo Brito de Azevedo, já classificou, em declarações à RDP- Açores, a demolição como um ataque à cultura científica da ilha e do arquipélago: “Está-se a demolir, ou pelo menos a não considerar, uma parte substancial da nossa cultura, que também é a nossa cultura científica”. De acordo com o professor da UA esta é uma torre que desempenhou um importante papel histórico. “Quando começaram os voos relacionados com a presença americana e inglesa nos Açores foi necessário fazer-se aerosondagens, com balões sonda. Essas aerosondagens começaram por ser feitas exactamente no Observatório José Agostinho, nessa mesma torre”, lembra. O mesmo professor defende que se perdeu um dos símbolos da cidade Património Mundial da Humanidade. “Tornou-se, apesar de tudo, um ícone, um ex-líbris da cidade, ficava no cimo da cidade, por trás do Observatório e, para quem tem memória, era uma estrutura com interesse, nem que fosse paisagístico e mesmo arquitectónico. A decisão de demolir a torre veio de Lisboa, mesmo depois de os Açores terem apresentada uma proposta para a requalificação do edifício. Essa hipótese foi considerada demasiado dispendiosa, explicou a DI o director da delegação do Instituto de Meteorologia nos Açores, Diamantino Henriques, que adianta ainda que a demolição teve por base uma questão de segurança. “Na base dessa decisão esteve garantir a segurança, visto que a torre representava um perigo para as pessoas que passavam por lá. Era um edifício que estava danificado desde o sismo de 1980. Houve uma proposta para reconstruir a torre, aproveitar o seu esqueleto, mas isso foi considerado demasiado dispendioso”, explica. Diamantino Henriques concorda que se perdeu um edifício representativo em termos históricos e científicos, mas garante que o Instituto de Meteorologia não tomou a decisão de demolir de “ânimo leve”. Segundo a mesma fonte, existem actualmente projectos para construir outro edifício com aplicações científicas, no local.

(In Açores.com)

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quinta-feira, setembro 11, 2008

Meteorologistas ibéricos reunem-se nos Açores

Os organismos portugueses e espanhóis de meteorologia reúnem nos Açores, a partir de hoje, para reforçar os laços de colaboração na área da vigilância atmosférica à escala global.
O delegado regional do Instituto de Meteorologia de Portugal, Diamantino Henriques, adiantou à agência Lusa que este projecto iniciado há três anos, na área do Atlântico Norte, é “fundamental para perceber, acompanhar e detectar alterações climáticas na terra”.
“Os Açores têm uma situação estratégica única para este tipo de estudos, porque constituem uma plataforma fixa no oceano”, afirmou, acrescentando que o grupo das Canárias já trabalha nesta área há vários anos.
Nos Açores, o estudo da vigilância atmosférica desenvolve-se nas ilhas de São Miguel e Terceira, onde existe uma colaboração com o Departamento de Ciências Agrárias do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores.
Hoje e amanhã, em Ponta Delgada, membros do Instituto de Meteorologia de Portugal e da Agência Estatal de Meteorologia de Espanha vão analisar a situação actual de ambos os serviços, projectos em curso e propostas de colaboração futuras.
Na reunião anual de coordenação das actividades de cooperação entre as duas instituições ibéricas será, ainda, abordada a implementação do projecto “Céu Único Europeu”, um serviço meteorológico destinado à aeronáutica.
“Pretende-se estipular uma série de normas entre os vários países europeus destinados à navegação aérea”, afirmou Diamantino Henriques.
(In Diário Insular)

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quinta-feira, novembro 15, 2007

Emissões de CO2 nos Açores em 2007

Os dados actuais referentes às emissões de dióxido de carbono equivalente da Região Açores, foram apresentados pelo Director Regional do Ordenamento do Território e dos Recursos Hídricos, José Virgílio Cruz, ontem, durante o seminário “Alterações Climáticas – Impactos para os Açores”, que decorreu em Ponta Delgada, promovido pela Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada. Por se tratarem de dados relativos a um estudo que ainda não foi apresentado, José Virgilio Cruz explicou que os números ainda não estão completamente validados. Contudo, os números mostram que se passou, em 1990, de 1410 quilotoneladas de CO2 equivalentes para 2242 quilotoneladas em 2004, o que se traduz em cerca de dois por cento do que é produzido na totalidade do território nacional. Segundo o director Regional do Ordenamento do Território e dos Recursos Hídricos “se assumíssemos o valor de referência de Quioto, veríamos que estamos 20 por cento acima dos 39 por cento que nos caberia ao nível Açores”. No entanto, referiu que é preciso “contemporizar” os valores atendendo a que no mesmo intervalo de tempo o PIB regional cresceu 72 por cento, a produção de energia 69 por cento e o valor acrescentado bruto dos transportes e da agricultura. Félix Rodrigues, docente do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores abordou os impactos sócio-económicos e ambientais das alterações climáticas e a sua repercussão na economia regional. Segundo disse, devido à dependência do exterior da nossa Região, onde as importações por via marítima assumem importância, se aumentarem os ciclones e outras manifestações climatéricas resultantes das alterações nos níveis de CO2 atmosféricos globais poderá conduzir a uma diminuição do tráfego marítimo. Por outro lado, Félix Rodrigues referiu, ainda, que a ocupação da orla marítima, onde se concentram 80 por cento dos açorianos e a sua vulnerabilidade a uma eventual subida do nível médio da água do mar, no futuro, terão reflexos a nível social e económico.
De acordo com Félix Rodrigues, os dados apresentados publicamente o ano passado pela Universidade dos Açores, sem qualquer financiamento do Governo Regional para este estudo, são quase coincidentes com os agora revelados pelo estudo encomendado à Universidade do Minho pelo Governo Regional.
O Dr. Diamantino Henriques, do Instituto de Meteorologia, abordou os processos físicos associados ao aquecimento global, efeito de estufa, efeitos radiativos e emissões de carbono.
(In Diário Insular)

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terça-feira, novembro 13, 2007

Impacto das Alterações climáticas para os Açores

A Câmara do Comercio e industria de Ponta Delgada promove um Seminário subordinado ao tema “Alterações climáticas – Impactos para os Açores”.
O Euro Info Centre (EIC) da Câmara do Comércio e Industria de Ponta Delgada vai organizar no dia 14 de Novembro um seminário subordinado ao tema “Alterações Climáticas – Impactos para os Açores” que terá lugar na rua Ernesto do Canto, 13, em Ponta Ponta Delgada.Com esta iniciativa o EIC pretende proporcionar um espaço de reflexão e debate sobre questões relacionadas com o ambiente, envolvendo empresários e entidades oficiais ligados directa ou indirectamente a esta temática.António Felix Rodrigues, docente da Universidade dos Açores vai falar sobre as alterações climáticas globais: Impactos sócio-económicos ambientais. Diamantino Henrique, do Instituto de Meteorologia (Delegação de São Miguel) irá fazer a sua intervenção sobre alterações climáticas: Situação dos Açores.

(In Jornal Diário)

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