domingo, março 15, 2009

Abelhas desaparecem

As abelhas estão desaparecer das colmeias de algumas ilhas dos Açores e do continente. A morte das abelhas deve-se a doenças como a varroa ou à alteração de das condições naturais.Samuel Bulcão Duarte, apicultor do Faial, disse ontem à RDP/Açores que o desaparecimento do trevo amarelo e a redução do número de pomares na ilha está a ter reflexos na produção de mel. Os impactos negativos na diminuição dos efectivos de abelhas nas colmeias da Região ainda não estão avaliados, mas os apicultores pretendem mais apoio técnico, o mesmo que está a ser reivindicado a nível nacional. A Associação Nacional de Apicultores de Portugal assegura que cerca de 50 por cento das abelhas que hibernam no Inverno já não voltam à actividade na Primavera.Existem cerca de 580 mil colmeias de 22 mil apicultores registadas em Portugal, o que corresponde a cerca de 25 por cento do total, que de acordo com estimativas a nível nacional. Os Açores são a região do país com menos colmeias desconhecendo-se o número de pessoal que de dedicam à apicultura. No que se refere à Terceira, estão registadas cerca de 900 colmeias de mais de meia centena de apicultores. De acordo com o investigador da Universidade dos Açores, Paulo Borges, a morte de abelhas é um problema que atinge os apicultores de diversas partes do mundo e que representa elevados prejuízos.Paulo Borges defende a produção de abelhas e abelhões nos Açores durante a Primavera de modo a que não existam problemas na polinização dos pomares.
Terceira a salvo

O presidente da Fruter, Fernando Sieuve Meneses, assegura que as colmeias da Terceira não estão com menos abelhas.A cooperativa tem cerca de duas dezenas de apicultores como associados que beneficiam de apoio técnico. Fernando Sieuve Meneses referiu que a Fruter está desenvolver esforços para reunir os requisitos necessários para criar uma zona controlada para a apicultura terceirense.“Necessitamos reunir 51 por cento dos produtores ou das colmeias registadas na Terceira para termos acesso a uma zona controlada, o que poderá levar à duplicação dos apoios para o sector”, referiu.

(In Diário Insular)

Etiquetas: , , ,

segunda-feira, março 09, 2009

Central geotérmica da Terceira arranca em 2011

O Governo dos Açores prevê a entrada em funcionamento da central geotérmica da ilha Terceira, com uma capacidade de 12 MW, em 2011, tendo sido já realizados dois poços de prospecção de fluidos.
Em resposta a um requerimento Parlamentar, o Executivo acrescentou que a campanha de perfuração iniciada em Fevereiro contempla a execução de mais três poços, que terão de ser ensaiados para avaliação da sua produtividade”, acrescentando que essa informação determinará a identificação do “número adicional de poços a executar para alimentação da central”.
Segundo referiu, até à data, o projecto geotérmico em desenvolvimento na ilha Terceira tem obtido resultados “muito promissores”, augurando boas expectativas para o futuro, sendo que os estudos de viabilidade para um empreendimento desta natureza, face aos equipamentos utilizados, se baseiam num horizonte temporal de 25 anos.
O Procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental foi objecto de uma decisão favorável da Secretaria Regional do Ambiente, em Novembro de 2002, sublinha o Governo, assegurando que “cada etapa do projecto tem sido sujeita à demonstração da conformidade da sua execução com a Declaração de Impacte Ambiental, que tem merecido, sempre, pareceres positivos da Autoridade de Avaliação de Impacte Ambiental”.
O Governo dos Açores esclarece, igualmente, que “os relatórios de monitorização ambiental, produzidos pelas diversas equipas da Universidade dos Açores envolvidas no projecto, nomeadamente, nas áreas da ecologia, solos, recursos hídricos e sismo-vulcânica, têm sido entregues à Autoridade de Avaliação de Impacte Ambiental”.

(In GaCS)

Etiquetas: , ,

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Avaliação dos Impactes Ambientais de Sistemas de Produção Agrícola alternativos no Baixo Mondego

Realizaram-se no dia 9 de Fevereiro, pelas 16 horas, na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco, as provas de Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza, requeridas pelo licenciado Luís Carlos da Costa Coelho. As provas foram avaliadas por um Júri presidido (por designação do Reitor) pelo Doutor Tomaz Lopes Cavalheiro Ponce Dentinho, professor auxiliar da Universidade dos Açores, sendo vogais os Doutores Pedro Jorge Cravo Aguiar Pinto, professor catedrático do Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa, Luís Cláudio de Brito Brandão Guerreiro Quinta-Nova, equiparado a professor adjunto da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco, e Célia Maria Dias Ferreira, equiparado a assistente da Escola Superior do Instituto Politécnico.
As provas constaram da discussão pública, com crítica e defesa, de uma dissertação intitulada Avaliação dos Impactes Ambientais de Sistemas de Produção Agrícola alternativos no Baixo Mondego.

Etiquetas: , , , ,

domingo, novembro 23, 2008

Água politizada parte II

O Núcleo da Terceira do Bloco de Esquerda reclama um esclarecimento mais aprofundado das razões da falta de água no Concelho de Angra do Heroísmo. Entende que a explicação da actual situação de escassez de água no Concelho ainda não é suficientemente esclarecedora, propondo que sejam mobilizados diferentes especialistas na área, incluindo naturalmente os especialistas da Universidade dos Açores, instituição que ao longo dos anos tem contribuído para um melhor conhecimento técnico (das várias componentes do ciclo da água), promovendo-se desta forma, a discussão em torno desta questão com a profundidade que se impõe.
A abertura de novos furos poderá implicar a perda de qualidade da água pelo que o Bloco reclama a necessidade de estudar se essa solução é a mais adequada junto desses especialistas, a que cuidados ela deve obedecer, e que essa informação seja comunicada devidamente aos munícipes.
Alerta ainda para a necessidade de esclarecer junto dos munícipes qual a entidade responsável pelo arroteamento de áreas na Caldeira Guilherme Moniz e a razão pela qual foi feita e exige que se avalie o impacto que, no futuro, o funcionamento da pedreira instalada à saída da Caldeira, terá na adutora que transporta a água da nascente do Cabrito.
Para além disso o Bloco propõe que a Câmara:- Estabeleça um plano para aumentar a eficiência das redes de abastecimento, propondo ao Governo Regional o apoio para contribuir nos custos associados à concretização desse plano;
- Proponha um plano que vise a redução do consumo de água através de uma política adequada e devidamente estudada, acompanhada por uma campanha de sensibilização aos consumidores e promovendo, em simultâneo, um apoio efectivo aos munícipes na instalação de dispositivos para o uso eficiente de água e de armazenamento domiciliário de água pluvial.

(In BE)

Etiquetas: , , ,

sábado, novembro 22, 2008

O impacto “baixo custo” nos aeroportos regionais


A 28 de Novembro de 2008 realiza-se um “workshop” no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, que conta com uma apresentação do Professor Tomaz Dentinho, do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores. Intitula-se “O impacto dos aeroportos no desenvolvimento regional” e um dos seus objectivos será analisar o impacto das companhias “baixo custo” no desenvolvimento de aeroportos e das economias regionais.

(In LowCost Portugal)

Etiquetas: , , , ,

sexta-feira, outubro 03, 2008

Colapso de aquíferos pode dever-se a exploração de pedreira

A exploração de pedreiras pode estar na origem do colapso dos aquíferos, no concelho de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, afirma o Professor do Departamento de Ciências Agrárias, Eduardo Brito de Azevedo.
Para ouvir a notícia na integra aceda aqui.
(In Armando Mendes RDP-Açores).

Etiquetas: , ,

sábado, fevereiro 16, 2008

Urbanização vertical da Praia Brava em Itajaí (Santa Catarina-Brasil)

Entidades que compõem o movimento sócio-ambientalista de Itajaí e região questionam o Projeto de Lei que propõe o aumento no número de andares permitidos em construções na orla marítima da Praia Brava. O projecto foi encaminhado à Câmara de Vereadores no último dia 23 de novembro, pelo Prefeito Volnei Morastoni, e prevê a liberação para a construção de edifícios com até seis andares na avenida da praia, com até nove andares na segunda quadra, chegando a doze andares na terceira. De acordo com integrantes de diversas entidades de proteção ambiental da região, a aprovação do projeto transformaria completamente o cenário da Praia Brava, hoje caracterizada por conservar resquícios de Mata Atlântica que garantem um ambiente natural diferenciado, com dunas e restinga em processo de recuperação, incluindo áreas classificadas como de proteção permanente. Um oásis em meio à ocupação urbana ao redor. A localização da Praia Brava desperta interesses diversos, inclusive do setor imobiliário e de construção civil, que enxerga no local a possibilidade de total verticalização.
O principal problema do projeto é que ele já esteja indo para votação na Câmara de Vereadores sem qualquer estudo de impacto ambiental e sem uma discussão mais ampla junto à comunidade? aponta Cláudia Severo, presidente da Unibrava, uma das entidades não governamentais que apresentou um parecer técnico e jurídico indicando irregularidades no projeto apresentado pelo executivo municipal. Também assinam o documento as ONGS V Ambiental - Voluntários pela Verdade Ambiental e Associação de Surf Praias de Itajaí (ASPI). As entidades também questionam a legalidade da proposta frente ao Estatuto da Cidade e ao Plano Diretor, já que nenhum estudo ambiental foi feito, nem mesmo estudo de impacto de vizinhança. O documento indica ainda que existe uma completa inobservância do projeto de lei quanto à utilização dos institutos jurídicos adequados para implementar o modelo do PLANDETURES-L, uma vez que desrespeita por completo as observações dispostas no Plano Diretor de Gestão e Desenvolvimento Territorial de Itajaí (Lei Complementar n° 94 de 22 de dezembro de 2006) e conseqüentemente as diretrizes presentes na Lei Federal 10.257/ 2001 (Estatuto da Cidade) e os princípios previstos no artigo 182 da Constituição da República Federativa do Brasil.
Para Caio Floriano dos Santos, da V Ambiental, que acompanha há anos os impactos ambientais sobre a Praia Brava e realizou um estudo sobre o uso e ocupação do local, é preciso que a comunidade decida o destino da Praia Brava considerando outras possibilidades para o local, além da proposta urbanística do projeto de lei municipal. São os moradores, turistas, visitantes e empreendedores (os investidores privados, como aparece no texto do projeto de lei encaminhado pelo prefeito) que devem decidir em conjunto que tipo de atividade deverá ser implementada no local, qual será o uso mais adequado para a praia. Já que o modelo proposto pelo executivo municipal está vinculado ao Plandetures - Plano de Desenvolvimento Turístico, Econômico, Ecológico e Socialmente Sustentável, é preciso que a comunidade local defina inclusive que tipo de turismo se deseja praticar ali, comenta Floriano. Estudos realizados pela UNIVALI em parceria com o Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores em Angra do Heroísmo, Portugal e também pela V Ambiental indicam que mais de 90% dos freqüentadores da Praia Brava querem sua conservação e a valorizam justamente por esse diferencial, que a coloca como uma das raras praias do litoral catarinense que ainda não foi totalmente verticalizada. Este tem sido o maior atrativo para os turistas que procuram a Praia Brava, e que têm gerado renda e trabalho para muitos itajaienses.
Não entendemos porque tanta pressa em votar um projeto que pode alterar definitivamente o modo de vida de uma das últimas localidades com características agrestes, capaz de atrair a atenção de apreciadores diversos, comenta Cláudia Severo. A problemática envolvendo a Praia Brava é tão complexa que já reúne um processo de degradação ambiental e outro de perturbação do sossego contra o Warung. A Prefeitura também é ré neste último; uma ação criminal de degradação ambiental contra o empreendimento Praia Brava Internacional, que estava sendo proposto para o Canto do Morcego; uma ação civil pública pedindo o embargo na obra do empreendimento chamado Ecovila, no morro cortado; e ainda o cumprimento da sentença que determina a demolição do Forte da Brava. Cláudia lembra que a Prefeitura também é ré em um outro processo e foi condenada a realizar obras de reubarnização na Praia Brava, incluindo recuperação das dunas, estacionamento e saneamento básico. Somos contra a votação desta lei sem uma maior discussão comunitária e estudos ambientais e sem que a Prefeitura cumpra a sentença já determinada para a Praia Brava, incluindo saneamento básico e recuperação da vegetação e dunas, afirma.
As entidades sócio-ambientais exigem que se cumpra a lei e se realize uma audiência pública para informar e discutir com outros representantes da comunidade e autoridades os impactos deste projeto sobre o meio ambiente local. Paralelamente, um abaixo-assinado está circulando entre moradores e freqüentadores da praia, dizendo não ao projeto que permite a construção de prédios de até 12 andares na Brava. V Ambiental, Unibrava e ASPI recomendam pedido de vistas ao projeto e solicitam mais informações sobre a proposta do executivo municipal antes que seja votado na Câmara de Vereadores. Caso a matéria seja votada nesta quarta-feira, dia 19, em caráter emergencial, integrantes do movimento sócio-ambientalista prometem organizar pela manhã, uma manifestação popular contra a aprovação do projeto em frente à Câmara de Vereadores.
(In Pirula da Cultura)

Etiquetas: , , , ,

quinta-feira, novembro 15, 2007

Emissões de CO2 nos Açores em 2007

Os dados actuais referentes às emissões de dióxido de carbono equivalente da Região Açores, foram apresentados pelo Director Regional do Ordenamento do Território e dos Recursos Hídricos, José Virgílio Cruz, ontem, durante o seminário “Alterações Climáticas – Impactos para os Açores”, que decorreu em Ponta Delgada, promovido pela Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada. Por se tratarem de dados relativos a um estudo que ainda não foi apresentado, José Virgilio Cruz explicou que os números ainda não estão completamente validados. Contudo, os números mostram que se passou, em 1990, de 1410 quilotoneladas de CO2 equivalentes para 2242 quilotoneladas em 2004, o que se traduz em cerca de dois por cento do que é produzido na totalidade do território nacional. Segundo o director Regional do Ordenamento do Território e dos Recursos Hídricos “se assumíssemos o valor de referência de Quioto, veríamos que estamos 20 por cento acima dos 39 por cento que nos caberia ao nível Açores”. No entanto, referiu que é preciso “contemporizar” os valores atendendo a que no mesmo intervalo de tempo o PIB regional cresceu 72 por cento, a produção de energia 69 por cento e o valor acrescentado bruto dos transportes e da agricultura. Félix Rodrigues, docente do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores abordou os impactos sócio-económicos e ambientais das alterações climáticas e a sua repercussão na economia regional. Segundo disse, devido à dependência do exterior da nossa Região, onde as importações por via marítima assumem importância, se aumentarem os ciclones e outras manifestações climatéricas resultantes das alterações nos níveis de CO2 atmosféricos globais poderá conduzir a uma diminuição do tráfego marítimo. Por outro lado, Félix Rodrigues referiu, ainda, que a ocupação da orla marítima, onde se concentram 80 por cento dos açorianos e a sua vulnerabilidade a uma eventual subida do nível médio da água do mar, no futuro, terão reflexos a nível social e económico.
De acordo com Félix Rodrigues, os dados apresentados publicamente o ano passado pela Universidade dos Açores, sem qualquer financiamento do Governo Regional para este estudo, são quase coincidentes com os agora revelados pelo estudo encomendado à Universidade do Minho pelo Governo Regional.
O Dr. Diamantino Henriques, do Instituto de Meteorologia, abordou os processos físicos associados ao aquecimento global, efeito de estufa, efeitos radiativos e emissões de carbono.
(In Diário Insular)

Etiquetas: , , , , , ,