domingo, maio 17, 2009

Turismo vai sofrer quebra e desemprego vai subir

É de esperar, a curto prazo, uma quebra nos números do turismo nos Açores, bem como uma “ligeira subida” na taxa de desemprego, avisou, ontem o secretário regional da Economia, Vasco Cordeiro, que defendeu ser necessária uma visão “realista” da conjuntura que se vive actualmente. Segundo Vasco Cordeiro, a crise que se vive nos mercados emissores de turistas vai, inevitavelmente, fazer-se sentir no arquipélago. Questionado sobre se já tinha em sua posse dados estatísticos que apontassem no sentido de uma quebra no sector do turismo e do aumento do desemprego, o responsável pela pasta da Economia na Região afirmou que não, mas que a “leitura que o Governo Regional tem vindo a fazer de vários indicadores” aponta nesse sentido.Vasco Cordeiro falava durante uma visita às obras de requalificação e ampliação da Avenida Marginal e do Parque Ambiental do Paúl, na Praia da Vitória. Em declarações prestadas aos jornalistas, o secretário regional classificou a obra que ainda decorre na Praia da Vitória como um exemplo da estratégia que o Governo Regional pretende para o sector turístico. Na opinião do governante, trata-se de uma obra que aumenta o potencial turístico da Praia da Vitória, virando toda a cidade para o mar.
Pronto em 2011

Já o presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, Roberto Monteiro, avançou que toda a obra, que mudará a face da cidade, deverá estar concluída no final de Julho, sendo inaugurada no dia 11 de Agosto. Já os espaços de restauração e bares junto às praias começarão a abrir logo após as festas Sanjoaninas. De acordo com Roberto Monteiro as obras da Avenida Marginal permitem também reabilitar duas praias praticamente perdidas depois do sismo de 1980, a dos Sargentos e a dos Oficiais, sendo que será colocada areia nos locais.
Crescer no litoral

Segundo Roberto Monteiro, para além do parque ambiental do Paúl, que tornará a cidade “única”, as obras que decorrem actualmente permitem à cidade “crescer para o litoral e fazer a ligação com a via Vitorino Nemésio”. O presidente do município avançou que foram criados dois bares ao longo da marginal para conferir esse “sentido de continuidade” à zona, dinamizando o local e atraindo pessoas.Na opinião de Roberto Monteiro a obra dará também um novo fôlego à cidade em termos turísticos.A cerimónia oficial de inauguração da Avenida Marginal deverá contar com um “espectáculo preparado para ocorrer no lado do mar, permitindo que o público faça da avenida marginal a sua bancada de assistência”, disse já a DI o presidente da autarquia. Recorde-se que em causa está uma obra orçada em perto de 13 milhões de euros. Dois milhões foram atribuídos pelo Instituto Português de Turismo de Portugal e a restante verba é suportada pelo Governo Regional e pela Câmara Municipal da Praia. A marginal promete espaços de lazer e de animação nocturna.
Afirma o presidente da câmara municipal
Parque ambiental do Paúl torna cidade da Praia “única”
“A cidade da Praia da Vitória é a única com um parque ambiental desta natureza incorporado no tecido citadino. O projecto do Paúl torna a Praia única”. As palavras são do presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, Roberto Monteiro, que falava, ontem, depois da visita que realizou, com a presença do secretário regional da Economia, às obras de requalificação e ampliação da avenida marginal e do parque ambiental do Paúl. Para além de servir para a observação de aves migratórias o parque ambiental vai contar com um Centro Interpretativo, pretendendo também ser um espaço de lazer integrado na cidade, com um circuito de passeio. A respeito das obras no Paul, Maduro Dias, que fez parte da comissão técnica do projecto, frisou ontem a DI que o mais importante, depois de a obra estar concluída, é a “manutenção e monitorização”.“A obra está bonita e parece-me que bem enquadrada no espaço. O futuro é risonho. Mas esta não é uma obra qualquer. Não é como uma casa que se entrega com chave na mão e sem mais preocupações. Estamos a falar de um parque ambiental, que terá de ser alvo de manutenção e de monitorização continuadas”, afirmou.“Há uma relação com o território que tem de ser cuidada”, reforçou. Na opinião de Maduro Dias, tem de haver um grupo ou organismo que realize esa manutenção e monitorização.
Monitorização

Já Roberto Monteiro avançou ontem que a Câmara Municipal da Praia da Vitória pretende criar no seu quadro uma equipe técnica para assegurar a manutenção do espaço.A comissão técnica que acompanhou o início e o desenrolar do projecto do parque ambiental também é para manter. “Esta é uma comissão que tem dado um grande contributo para este processo e que é para continuar mesmo depois de a obra em si estar terminada”, assegurou.A respeito da visita do secretário regional da Economia ao local, Francisco Maduro Dias adiantou que gostava também que o local fosse visitado pelo secretário regional do Ambiente e do Mar. “Esta não é apenas uma obra ou um investimento por si só, mas algo enquadrado num espaço onde a questão ambiental está em primeiro plano”, concluiu. “O Paúl da Praia da Vitória é uma zona húmida que se localiza muito próximo do centro urbano da cidade, característica que o torna muito raro na região da Macaronésia”, pode-se ler no site da própria câmara municipal. “Neste projecto pretende-se, numa perspectiva moderna de ordenamento do território e das cidades potenciar a existência de um espaço natural, não artificial no sentido que não se pretende criar algo de novo mas antes restaurar um ecossistema já existente, dentro da cidade”, indica o município, no mesmo texto na página de Internet.
(In Diário Insular)

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domingo, maio 10, 2009

Observatório Pico-NARE pode vir a integrar rede de estações meteorológicas globais‏

Os Açores poderão vir a integrar a rede de estações meteorológicas globais de monitorização em altitude, composta, actualmente, por 22 unidades dispersas pelo globo, graças ao contributo científico do Observatório Pico-NARE, em funcionamento no topo da montanha da ilha do Pico, admitiu, o secretário da Ciência, Tecnologia e Equipamentos.
Segundo José Contente, a estação açoriana reúne condições de excelência para essa função, dada a sua localização geográfica estratégica, no Hemisfério Norte em pleno centro do Oceano Atlântico e numa zona não poluída. Depois de uma reunião de trabalho com as entidades envolvidas no Pico-NARE, nomeadamente o Instituto de Meteorologia e a Universidade dos Açores, o governante declarou o interesse em integrar a estação meteorológica picoense na rede global, por forma a colocar os Açores, uma vez mais, no centro mundial da investigação e pesquisa científica no âmbito da meteorologia e demonstrara a participação activa da Região em redes europeias de investigação. “O Pico-NARE é, de facto, um projecto muito importante na área da meteorologia e integra-se num conjunto de rede de estações meteorológicas mundiais e os Açores ficam, uma vez mais, no mapa global, através do Governo Regional, do Instituo de Meteorologia e da Universidade dos Açores”, alegou. O Observatório Pico-NARE vai sofrer melhorias significativas, como a substituição do gerador eléctrico por um cabo de alimentação de energia, no âmbito de um protocolo já firmado com a EDA, que garantirá maior segurança e qualidade no trabalho desenvolvido na estação e eliminar o gerador enquanto fonte emissora de poluentes para a atmosfera.

Com este programa de monitorização permanente poderão ser estudados os efeitos das variações nas políticas de emissão intercontinentais, em particular as que têm origem no continentes norte-americano e europeu, permitindo o estudo dos impactos que os poluentes emitidos têm no Atlântico Norte e num melhor conhecimento da atmosfera à escala global, explicou José Contente. Segundo acrescentou, a estação meteorológica faz parte de um projecto estruturante que se insere “no chamado cluster científico e tecnológico que se está a edificar na Região e é também mais um degrau para a monitorização climática a nível Açores que depois se pode estender a outras partes do mundo, sob o ponto de vista da informação meteorológica e climatológica também”.A Secretaria Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos em parceria com a Universidade dos Açores e o Instituto de Meteorologia, vão criar um grupo de trabalho para monitorização dos dados do Observatório Pico-NARE, que José Contente considerou um “projecto central” para o arquipélago no domínio da climatologia e meteorologia.

(in Canal de Notícias dos Açores)

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sábado, março 07, 2009

Estação do ARM Project já está a ser instalada na Graciosa

A Ilha Graciosa é um dos três locais do Mundo escolhidos para instalação de estação do ARM Project. A sua instalação decorre na zona do aeroporto, no Barro Vermelho, tratando-se de uma estação climatológica internacional para o estudo do clima, integrada no Projecto ARM. A iniciativa enquadra-se no Programa Atmospheric Radiation Measurement (ARM), implementado pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos da América em 1990 com o objectivo de estudar o impacto das radiações e das nuvens nos modelos climáticos. O ARM inclui uma componente essencialmente dirigida para a investigação e outra para a área das infra-estruturas permitindo a obtenção de dados e o acesso a tecnologias de grande interesse para a comunidade científica especializada na concepção e desenvolvimento de modelos climáticos às escalas global e regional. Eduardo Brito, professor da Universidade dos Açores em Angra do Heroísmo, afirma que os Açores e particularmente a ilha Graciosa são, pela sua localização no meio do Atlântico, um lugar privilegiado para determinados tipos de observações, nomeadamente climáticas. Os parceiros científicos a considerar neste projecto, que conta com a colaboração de inúmeras instituições internacionais, são a Universidade dos Açores, através do Centro de Climatologia, Meteorologia e Mudanças Globais e o Instituto de Meteorologia. Segundo nos informou, a estação estará na Graciosa durante dois anos, tempo em que permanecerão na ilha 2 técnicos. Os equipamentos já começaram a chegar à ilha para serem montados, devendo começar em Abril a actividade desta estação. A ilha Graciosa foi escolhida por ser a mais plana de todas as ilhas dos Açores, sendo por isso ideal para a colocação deste tipo de estações, que necessitam de um espaço o mais livre possível geograficamente. A partir de Abril dados sobre a atmosfera no meio do Atlântico são transmitidos para todo o Mundo, ficando assim aberta uma porta internacional para um conjunto de acções até nunca realizados e que vão levar ao melhoramento dos modelos de previsão do estado do tempo. A colocação desta estação de observação climática na Graciosa segue-se à decisão da instalação, também nesta ilha, da estação internacional do CTBTO, destinada a monitorizar a realização de ensaios nucleares. Equipamentos científicos que conferem à Ilha Graciosa um dos lugares extraordinária importância cientifica a nível mundial.

(In Jornal da Rádio Graciosa)

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segunda-feira, agosto 27, 2007

Estação de monitorização da agitação marítima

Na sequência dos projectos em que o Observatório do Ambiente dos Açores e o Centro do Clima, Meteorologia e Mudanças Globais do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores se encontram envolvidos, e agora no âmbito do projecto CLIMAR-COST, iniciativa financiada localmente pelo Fundo Regional de Coesão do Governo Regional dos Açores, e pela Comunidade Europeia através do programa INTERREG-IIIB, Açores, Madeira e Canárias, foi recentemente fundeada mais uma bóia ondógrafo ao largo da ilha Graciosa.À semelhança das iniciativas anteriores, o projecto CLIMAR-COST (Clima marítimo e costeiro) tem como objectivo melhorar a informação de natureza operacional e de segurança no mar e contribuir para o aprofundamento do conhecimento científico nos domínios da meteorologia e climatologia insulares e atlânticas, em particular no domínio geográfico da Macaronésia.
A estação ondógrafo da Graciosa é composta por uma unidade de recepção e tratamento de dados em terra, localizada nas instalações da Rádio Graciosa, e por uma boia ondógrafo fundeada a cerca de uma milha e meia a Este do Portinho da Barra de Santa Cruz e a cerca de duas milhas náuticas a NoNordeste do porto da Praia.
Oportunamente reportada no rol dos avisos à navegação, a bóia encontra-se devidamente sinalizada repoduzindo durante a noite um sinal luminoso de cinco relâmpagos amarelos espaçados de dois segundos, seguidos de um período às escuras de 10 segundos.
A informação da agitação marítima proveniente da rede de estações ondógrafos dos Açores, bem como toda uma série de produtos relacionados, é disponibilizada através da página http://www.climaat.angra.uac.pt/ .
Com o desenvolvimento desta iniciativa, à qual se seguirá brevemente a instalação da estação ondógrafo de Santa Maria, o mar dos Açores passa a ser a zona do país melhor monitorizada em termos de agitação marítima costeira.
A responsabilidade desse projecto, está a cargo do Professor Brito de Azevedo do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores.

(In a União)

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