Opogona sacchari (Bojer, 1856)
Etiquetas: Biodiversidade, fruta, insectos, Praga
Este blog é da responsabilidade do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores e pretende dar conta das actividades desenvolvidas ao longo de 2006 - Ano Internacional dos Desertos e da Desertificação, bem como das actividades realizadas na mesma área temática,ou não, nos anos posteriores.
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Prefere zonas abrigadas dos ventos e temperaturas amenas, superiores a 20ºC, tendo a particularidade de produzir a partir do primeiro ano de plantação. Cultiva-se ao ar livre ou em estufa, sendo que a segunda opção possibilita uma maior uniformidade da produção no decorrer do ano, bem como uma maior longevidade da planta. A sua propagação é obtida através de semente, por estaca e mais recentemente por micro-propagação, isto é, plantas produzidas em laboratório pela Direcção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural, a partir de tecidos vegetais seleccionados e que são vendidas na Divisão de Fruticultura. Como é sabido, esta espécie apresenta uma diversidade de tipos diferentes de flores, masculinas, femininas e hermafroditas que se manifestam na mesma papaieira ou em papaieiras diferentes, pelo que é importante adquirir plantas que garantam uma boa produção. No que respeita às doenças que a afectam, a mais prejudicial é a do "vírus-dos-anéis-da-papaieira", que provoca manchas e malformações nas folhas e, manchas em forma de anéis nos frutos e nos "troços" (pecíolos) das folhas. Além disso, a planta atrofia e a qualidade e o tamanho dos frutos diminuem, podendo ocorrer a sua morte. O oídio ou "mangra" como é conhecida entre nós, também surge nas folhas e nos frutos. Quanto às pragas, destacam-se os afídeos ou "piolhos" e os ácaros ou "aranhiços". A papaia que apresenta formas arredondadas ou alongadas, de polpa amarela, laranja ou avermelhada, pode ser saboreada como entrada ou sobremesa. Há quem lhe adicione sumo de limão ou Vinho Madeira, para melhorar o seu paladar. Em alternativa ao seu consumo em fresco, é possível apreciá-la transformada, num apetecível sumo, pudim, gelado ou "doce" (compota). Noutras zonas do mundo, utilizam-se as folhas para envolver uma peça de carne, tornando-a mais tenra. As folhas ao serem amarradas, partem-se e libertam uma seiva leitosa, que contém uma enzima, a papaína, que é responsável por essa tenrura. A papaína, também presente em elevados teores na casca dos frutos verdes, tem inúmeras aplicações na indústria farmacêutica e alimentar. No livro "A Aventura das Plantas e os Descobrimentos Portugueses" do Professor Engenheiro José Mendes Ferrão, atribui-se a origem da papaieira, às regiões andinas de altitudes médias da zona tropical. Nesta obra, aponta-se que “os portugueses, que acabaram por apreciar esta fruta, a introduziram em África e na Índia”. O Brasil é o principal produtor e exportador mundial. No continente americano, o México é outro dos países com uma produção assinalável, enquanto que em África é o Zaire e na Ásia, são a Índia e a Indonésia.Etiquetas: agricultura, Alunos, fruta
Etiquetas: agricultura, Alunos, fruta
FRUTO
É de primordial importância dado que pelas características do seu sistema radicular (raízes superficiais sem pêlos radiculares), os mirtilos encontram-se em desvantagem em relação às infestantes na competição por água e nutrientes.Na entrelinha pode utilizar-se herbicidas, mobilização do solo (com especial atenção para não danificar as raízes dos mirtilos) ou recorrer à sementeira de um revestimento permanente adequado.Na linha, na largura de um metro, deve efectuar-se o empalhamento da cultura aplicando uma camada de 10-15cm de material vegetal como casca de pinho, serradura, palha, folhas, etc. ou, em alternativa, plástico ou tela.
O empalhamento da cultura cumpre 3 funções importantes:1) Protecção contra infestantes2) Manutenção da humidade do solo.3) Redução da temperatura do solo no Verão, de forma a favorecer a actividade radicular. O desenvolvimento das raízes do mirtilo é influenciado pela temperatura do solo, verificando-se uma maior actividade entre os 6ºC e os 16ºC.
Poda
Feita em Janeiro/Fevereiro, no fim do repouso Invernal.Tem como objectivo remover ramos danificados, doentes ou com pouco vigor, eliminar ramos que frutifiquem muito perto do solo (dificultando a colheita), abrir a copa para permitir o arejamento e a entrada de luz no interior do arbusto e manter a produção e a qualidade dos frutos, controlando eventuais excessos de carga de flor.Em plantas mais velhas, compreende também o corte de ramos com mais de 6 anos para dar lugar a outros mais jovens e produtivos (poda de rejuvenescimento).Nos primeiros três anos após a plantação, recomenda-se a remoção da maior parte dos botões florais para que a planta se “concentre” apenas em crescer e em estabelecer-se correctamente.
(in Horticularidades)
Etiquetas: agricultura, Alunos, fruta, vaccinium
Quanto à fitossanidade é uma espécie rústica, isto é, resistente a pragas e doenças, estando ajustada ao modo de produção biológico. A colheita decorre na Primavera e no Verão, conforme a localização geográfica, a altitude e as condições climatéricas locais. Segundo a obra "Fruticultura Tropical – Espécies com frutos comestíveis" do Professor Doutor José Eduardo Mendes Ferrão, o tomate lagartixa é oriundo da América do Sul, mais concretamente da região andina, caracterizada pelo clima subtropical. É muito cultivado na Colômbia e na Bolívia, estando actualmente presente em todos os continentes. A África do Sul é um dos países onde a cultura está ambientada, sendo muito apreciada quer em fresco, quer em transformado. Na Europa, é produzido no sul e em Portugal, nos Açores e na Madeira e, pontualmente no continente. Este fruto tem um potencial enorme, quando é confeccionado como um delicioso "doce" ou compota, um refrescante gelado ou um licor de aroma e sabor ímpares. O "Elucidário Madeirense" do Pe. Fernando Augusto da Silva e Carlos Azevedo de Meneses, já sublinhava as suas qualidades gustativas e de transformação excepcionais, nomeadamente o "doce", por ser “muito saboroso”. O physalis é muitas vezes aproveitado para ornamentar pratos devido ao pormenor do capucho, dando-lhes um toque de requinte. Noutros tempos, era habitual na Madeira, usar-se a baga quando estava verde, esmagando-a e misturando com outras ervas para "corar" (tornar as roupas mais brancas) os lençóis e outra roupa branca, bem como na fiação do linho. Em 1998, realizaram-se ensaios de adaptação de variedades desta espécie com sucesso, na Divisão de Fruticultura da Direcção Regional de Agricultura. Em suma, a Região possui excelentes condições de cultivo para o tomate lagartixa, devendo o seu plantio ser incentivado, por ser rentável para o agricultor. É pois, mais uma oferta exótica de perfume e paladar distintos para o residente e para o visitante, que o podem provar ao natural ou em tentadores derivados.Etiquetas: agricultura, Alunos, fruta
“Estes trabalhos devem continuar a assentar numa base pragmática de chegar ao agricultor”, defendeu. Já o reitor da Universidade dos Açores, Avelino Meneses, apelou à aposta na investigação. “É preciso que no futuro publicações como esta sejam um meio de projecção da Universidade dos Açores”, frisou. O Interfruta é um projecto de cooperação inter-regional entre Açores, Madeira e Canárias. Participaram na elaboração do livro cerca de 30 investigadores dos parceiros das ilhas da Macronésia. Para além dos colaboradores da Universidade dos Açores, da Fruter e dos Serviços de Desenvolvimento Agrário da Terceira, participaram ainda investigadores da Universidade de La Laguna (Canárias); Universidade, Secretaria Regional do Ambiente e Direcção Regional da Agricultura da Madeira; Escola Superior Agrária de Ponte de Lima; Instituto Nacional de Recursos Biológicos; Instituto Superior de Agronomia e Imperial College of London. A Universidade dos Açores tem já agendados mais dois projectos do género. Etiquetas: agricultura, Avelino Meneses, David Horta Lopes, fruta, Interfruta, INTERREG, investigação

Etiquetas: fruta, Fruter, fruticultura, INTERREG, Livro
Podemos encontrar outros formatos como o oval e o esférico. De acordo com o relatório final de curso do Engenheiro Agrónomo Leandro Aguiar Câmara, "Fruticultura Subtropical na Ilha da Madeira" de 1955 – que cita o Tenente Coronel Alberto Sarmento, ilustre investigador madeirense – a introdução do abacateiro nesta Região deu-se em meados do século XIX, quando um morgado regressado do Pará (Brasil), trouxe uma semente desta espécie. Acrescenta-se ainda que nessa época, esta árvore era mais conhecida como "árvore de sombra", do que propriamente como produtora de frutos. Nos nossos dias, esta fruteira encontra as melhores condições de cultivo até aos 400 metros de altitude na costa sul e os 150 metros na vertente norte, achando-se um pouco por todo o lado, em pés dispersos, alguns deles de grande porte ou em pomares. Os concelhos com maior produção são os de Santana, Funchal, Santa Cruz e Calheta. As variedades de abacate melhor adaptadas às nossas condições de solo e clima, são a "Pinkerton", a "Hass" (conhecida localmente por "israelita") e a "Fuerte", havendo ainda uma grande diversidade de variedades propagadas por semente no decorrer do tempo, com interesse produtivo e comercial. A época de colheita sucede de Outubro até Julho, consoante a variedade, a altitude, a localização geográfica e as condições climatéricas locais. As pragas mais habituais são os ácaros (vulgo "aranhiços") e as cochonilhas e, as doenças mais comuns são as podridões das raízes provocadas pelos fungos Armillaria sp. e Phytophtora sp. No que respeita ao seu consumo, o abacate é utilizado como acompanhamento em pratos de peixe, de carne e em saladas, sendo temperado com azeite, sal ou pimenta, havendo quem o use em vez de manteiga, para barrar o pão. Tradicionalmente na Região, come-se como sobremesa, cortando-o em dois, e adicionando açúcar, mel de cana, mel ou Vinho Madeira, existindo também outros deliciosos derivados como o pudim ou o gelado de abacate.Etiquetas: agricultura, Alunos, fruta, gastronomia, História, Praga

Todas as árvores são importantes, mas as que produzem frutos, além de terem todas as vantagens das primeiras tem uma mais valia muito interessante: o fruto.
Se agora se fala muito e está na moda, fundir o jardim com a horta, então porque não complementarmos a produção de legumes com a produção de frutos.
E se o conceito parece simples a realidade ainda mais o é.
Na escolha das espécies em vez de selecionarmos um liquidambar porque não uma cerejeira ou ameixieira.
Comparação: são caducas, as folhas variam do verde claro na Primavera ao amarelo escuro no Outono. Ok ao nível das folhas não há comparação possível, o liquidambar passa de amarelo para um vermelho espectacular, mas a cerejeira fica também com um amarelo muito bonito que contrasta bastante com o tronco que é meio avermelhado. Em relação à flor não há nada que se compare à floração da cerejeira, ainda para mais, atrai um sem número de espécies animais: abelhas, borboletas, aves, etc. e no final ainda recebemos uma bela recompensa: as cerejas. Se pensarmos bem, e pusermos ambas na balança eu diria que a cerejeira no final acaba por ter um peso maior. Poder-se-á dizer que a manutenção das árvores de fruto requer mais mão de obra que as árvores ornamentais. De facto por ser necessário fazer todos os anos a poda, e alguns eventuais tratamentos estas requerem uma maior manutenção, mas se compararmos as necessidades destas com as necessidades que iremos ter ao nível da mão de obra para a realização de uma horta poderemos confirmar que não irá ser pelo trabalho que não avançaremos com essa decisão.
Poderemos ainda idealizar uma outra opção - a conjugação de árvores ornamentais com fruteiras. É tudo uma questão de espaço.
Até os famosos jardins japoneses incluíam quase sempre espécies ornamentais: o Acer, por exemplo, e árvores de fruto como as cerejeiras, principalmente para darem cor ao jardim numa determinada altura do ano, nomeadamente na Primavera. Também nós poderemos recorrer a esta conjugação para termos um jardim com mais cor durante mais tempo.
Espécies com floração abundante:
macieira de jardim (para mim, uma das mais bonitas)
cerejeira
ameixieira
pereira
damasqueiro
pessegueiro
Outras espécies com interesse:
citrinos
diospireiro
marmeleiro
nespereira
Frutos secos:
nogueira
castanheiro
aveleira
Outros frutos:
maracujá
kiwi
Também os chamados frutos vermelhos poderão ser uma opção, pelo menos dão bastante vida ao jardim. E que bom chegarmos ao fim de um dia de trabalho e irmos colher os nossos próprios frutos e ou alimentos. Ou levantarmo-nos pela manhã e colhermos umas laranjas para fazer um belo sumo natural. Estão fresquinhos, são naturais e aliviam qualquer stress.
(In Portal do Jardim)
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