“FOLHAS DIVULGATIVAS” RESULTA DO PROJECTO INTERFRUTA
“Estes trabalhos devem continuar a assentar numa base pragmática de chegar ao agricultor”, defendeu. Já o reitor da Universidade dos Açores, Avelino Meneses, apelou à aposta na investigação. “É preciso que no futuro publicações como esta sejam um meio de projecção da Universidade dos Açores”, frisou. O Interfruta é um projecto de cooperação inter-regional entre Açores, Madeira e Canárias. Participaram na elaboração do livro cerca de 30 investigadores dos parceiros das ilhas da Macronésia. Para além dos colaboradores da Universidade dos Açores, da Fruter e dos Serviços de Desenvolvimento Agrário da Terceira, participaram ainda investigadores da Universidade de La Laguna (Canárias); Universidade, Secretaria Regional do Ambiente e Direcção Regional da Agricultura da Madeira; Escola Superior Agrária de Ponte de Lima; Instituto Nacional de Recursos Biológicos; Instituto Superior de Agronomia e Imperial College of London. A Universidade dos Açores tem já agendados mais dois projectos do género. Etiquetas: agricultura, Avelino Meneses, David Horta Lopes, fruta, Interfruta, INTERREG, investigação
Quanto à praga do bichado, Armando Braga sublinha que “ainda é cedo” para uma análise, uma vez que “as castanhas ainda não estão a cair”.“Alguns produtores dizem que as primeiras castanhas não têm trazido bichado, mas isso sente-se mais a meio da produção”, explica. Segundo o autarca, a praga do bichado da castanha é um fenómeno que atinge as quintas da Terra Chã há seis anos, tendo atingido em 2007 um nível “alarmante e desanimador”.“Tenho esperança de que vamos atravessar este ciclo, embora reconhecendo que é um combate muito difícil e que talvez só possa ser ganho com tratamento químico”, afirma. A direcção regional do Desenvolvimento Agrário e o Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores têm desenvolvido, em conjunto com os produtores, um programa de combate ao bichado da castanha, no âmbito do projecto Interfruta II. De acordo com David Horta Lopes, da Universidade dos Açores, estão a ser monitorizados, através da colocação de armadilhas, 10 pomares da Terra Chã e dois dos Biscoitos. Quanto aos resultados, em 2005, verificou-se uma densidade muito elevada do bichado, seguindo-se um decréscimo em 2006, e novamente uma infestação muito elevada, que atingiu quase 70 por cento da produção, em 2007, referiu. A avaliação dos prejuízos deste ano só deverá ser conhecida dentro de duas semanas, acrescentou. Segundo David Horta Lopes, os factores climatéricos e o interesse dos produtores na intervenção são os principais factores que contribuem ou não para o desenvolvimento da praga. A Junta de Freguesia da Terra Chã comemora, no próximo dia 31, os 18 anos da Festa da Castanha. O evento terá lugar no Largo da Igreja, a partir das 21h00, com o tradicional convívio onde será servida a castanha viana e animação musical pelas tunas Sons do Mar e Tusa e pelo grupo Belaurora, da ilha de São Miguel.


