quarta-feira, outubro 28, 2009

BICHADO E MAU TEMPO ASSOCIADOS Produção de Castanha Viana regista pouca quantidade


A Festa da Castanha Viana cumpre mais um ano de tradição na Terra Chã. O fruto típico dessa freguesia do concelho de Angra do Heroísmo regista pouca quantidade na produção de 2009. Em causa estão a doença do bichado e as más condições meteorológicas.

À semelhança das edições anteriores, o Largo de Belém, na Terra Chã, vai ser palco da Festa da Castanha Viana, uma obra que, segundo o presidente da Junta de Freguesia, “foi precisamente inspirada” nesse tradicional evento.
Este ano, para além da doença do bichado, que está a infestar a castanha no decorrer dos últimos cinco anos, afectando a sua produção e qualidade, as más condições meteorológicas que se fizeram sentir no passado mês de Setembro, início de produção, provocou uma perda de 50 por cento da quantidade inicialmente estimada pelos produtores. ArmandoBraga classifica o facto de “peculiar”.
“As chuvas e os ventos fizeram cair as folhas e os ouriços antes do tempo. Este ano foi peculiar, fazendo surgir mais uma situação para os especialistas dedicarem os seus estudos e trabalho de investigação”, explica o autarca, em declarações à “a União”. E continua: “Não se verifica tanto bichado como em 2008, um ano que, aliás, registou menos castanheiros doentes face aos anos anteriores”.
Com efeito, refere, estes factores têm vindo a contribuir para o desânimo de muitos produtores que não têm visto o seu trabalho compensado, pese embora o empenho de técnicos da Universidade dos Açores e dos Serviços de Desenvolvimento Agrário, no estudo de soluções de combate eficaz às doenças da castanha viana.
Questionado sobre a qualidade desse fruto na colheita de 2009, o presidente diz verificar-se castanhas “miudinhas”, isto é, de tamanho inferior ao considerado “normal”, adiantando, no entanto, que apesar disso e da “pouca quantidade”, estes não serão motivos para considerar haver “falta de castanhas”.
“A maioria das castanhas são miúdas, portanto não encheram completamente o ouriço. Mas haverá para todos”, sublinha.
Estima-se que cerca de 800 pessoas possam marcar presença na décima nona edição de um festejo popular, entre produtores e comunidade em geral, no próximo sábado, 31 de Outubro, a partir das 20h00.
“Esta festa foi criada para promover a castanha viana como fruto típico da Terra Chã e também para defender a preservação do seu património natural visível nas suas quintas onde predominam os antigos castanheiros viana, que se têm mantido durante longos anos e que são ex-líbris da freguesia”, reforça Armando Braga.
Assim, contando com o habitual convívio e animação musical pelas tunas académicas do Departamento de Ciências Agrárias e da Real Extudantina, da Universidade dos Açores, a Junta de Freguesia reforça o seu apelo à preservação da castanha viana.
Actualmente, o número de quintas com castanheiros viana na freguesia de Terra Chã ronda centena e meia, sendo 70 produtores.


(in A União)

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domingo, outubro 26, 2008

Temos que aprender a viver com o bichado da castanha

Até que ponto é que a praga do bichado da castanha pode ser erradicada ou será que temos que viver com ela? Nesta última hipótese, a praga pode ser contida em níveis mínimos ou tende a explodir?
Erradicar uma praga depois de esta se instalar é difícil mas não impossível. No entanto, normalmente depois de se instalar decorrem cinco anos até que os seus níveis populacionais se tornem visíveis ao produtor. Por isso, acho que estamos a aprender a viver com ela, tanto mais que de ano para ano, na dependência das condições climatéricas do ano, se notam diferenças na sua abundância e nos prejuízos que o bichado-da-castanha causa nos frutos. Veja-se o exemplo de 2006 em que os prejuízos foram baixos e no ano seguinte (2007) o grande aumento a que se assistiu como registo de níveis de infestação, que em situações pontuais, atingiram os 70%. Em relação à contenção da praga em níveis mínimos isso depende em muito, como disse atrás, das condições climatéricas de cada ano e da actuação dos produtores, principalmente na recolha e destruição dos frutos “bichados” desde o início da sua queda no terreno até ao fim da colheita para que assim se possa interromper o ciclo de vida desta praga não permitindo a introdução da sua lagarta no terreno onde vai formar um casulo e de onde no ano seguinte, no Verão, sairão os adultos da geração seguinte. A utilização de armadilhas com feromona sexual que captura os adultos aliada a recolha dos frutos das parcelas será a estratégia mais adequada para tentar diminuir as populações desta praga para níveis mínimos. Nesse sentido este ano pelo Centro de Biotecnologia dos Açores em colaboração como SDAT, foram testados dois tipos diferentes de armadilhas e cinco feromonas sexuais de diferente proveniência de modo a encontrar as mais eficazes na captura do maior número de adultos do bichado-da-castanha.
A ilha Terceira já encontrou os castanheiros ideais ou continuamos à procura da árvore que melhor de adapta à nossa realidade?
Isso será uma pergunta a fazer aos meus colegas da produção, mas acho que a castanha Viana é a mais adaptada às nossas condições e a mais apetecida pelos consumidores, pelo que acho que está encontrada a castanha ideal.
Parece-lhe que a produção de castanhas tem potencial para se transformar num negócio a sério na Terceira?
Acho que sim, a nível de Portugal Continental e na Europa existem negócios de grande rentabilidade nesta área, quer com os frutos sem serem transformados quer nos sucedâneos da castanha. Acho que já é um negócio sério e se for mais potenciado poderá fazer com que se diminuam as quantidades de castanha que anualmente, pelo S. Martinho, são importadas para a ilha Terceira e Açores em geral. Tanto mais que é uma cultura que não tem nem requer muito maneio por parte do produtor.
Comparadas com a concorrência, que lugar atribui às nossas castanhas?
De uma maneira geral têm bom calibre e bom aspecto, o que assegura, se não estiverem bichadas, a sua rápida venda no mercado. Penso que toda a produção é rapidamente escoada no mercado. A festa da castanha, que anualmente se realiza, ainda potencia mais a importância desta cultura e a zona onde ela é produzida servindo de motor de motivação para que apareçam mais e novos produtores que ao mesmo tempo também contribuem com a recuperação de antigas quintas ou seja para a valorização e preservação do nosso património cultural e agrícola.

(In Diário Insular)

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sábado, outubro 25, 2008

Bichado da Castanha prejudica produção

Os produtores de castanha da Terra Chã tem-se deparado nos últimos anos com a praga do bichado da castanha que tem infestado os pomares da freguesia, prejudicando a qualidade da produção e o seu escoamento no mercado.
Os Serviços de Desenvolvimento Agrário e o Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores tem colaborado com os produtores de castanha para estudar o fenómeno e tentar encontrar uma solução, sendo uma das soluções encontradas a colocação de armadilhas criadas pelos produtores.
“O Professor David Horta Lopes e a sua equipa da Universidade dos Açores tem trabalhado junto dos produtores para a colocação destas armadilhas, mas ainda não temos dados que permitam analisar essa acção”, refere Armando Braga, adiantando que pelas poucas castanhas já recolhidas este ano “podemos ver que o bichado continua nos nossos pomares”.
No entanto, o líder da Junta da Terra Chã recorda que “a nossa produção de castanhas já viveu outras crises no passado e foram ultrapassadas e com esta vai acontecer o mesmo”, lamentando apenas que esta praga “está a frustrar lutado pela preservação dos nossos castanheiros e pela qualidade da nossa castanha viana”.
(In A União)

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sexta-feira, outubro 24, 2008

Produção de Castanha este ano está ao nível de 2007

Numa altura em que o combate à praga do bichado é a prioridade nas quintas da Terra Chã, a produção de castanha este ano na ilha Terceira não deverá ir além da de 2007.“As perspectivas são semelhantes ao que aconteceu em 2007, ou seja, 2008 não deverá ser ano de grande abundância”, adiantou ao DI o presidente da Junta de Freguesia local, Armando Braga.“A produção dos castanheiros é quase idêntica à do ano anterior, embora haja quintas com mais e outras com menos”, acrescentou.Quanto à praga do bichado, Armando Braga sublinha que “ainda é cedo” para uma análise, uma vez que “as castanhas ainda não estão a cair”.“Alguns produtores dizem que as primeiras castanhas não têm trazido bichado, mas isso sente-se mais a meio da produção”, explica. Segundo o autarca, a praga do bichado da castanha é um fenómeno que atinge as quintas da Terra Chã há seis anos, tendo atingido em 2007 um nível “alarmante e desanimador”.“Tenho esperança de que vamos atravessar este ciclo, embora reconhecendo que é um combate muito difícil e que talvez só possa ser ganho com tratamento químico”, afirma. A direcção regional do Desenvolvimento Agrário e o Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores têm desenvolvido, em conjunto com os produtores, um programa de combate ao bichado da castanha, no âmbito do projecto Interfruta II. De acordo com David Horta Lopes, da Universidade dos Açores, estão a ser monitorizados, através da colocação de armadilhas, 10 pomares da Terra Chã e dois dos Biscoitos. Quanto aos resultados, em 2005, verificou-se uma densidade muito elevada do bichado, seguindo-se um decréscimo em 2006, e novamente uma infestação muito elevada, que atingiu quase 70 por cento da produção, em 2007, referiu. A avaliação dos prejuízos deste ano só deverá ser conhecida dentro de duas semanas, acrescentou. Segundo David Horta Lopes, os factores climatéricos e o interesse dos produtores na intervenção são os principais factores que contribuem ou não para o desenvolvimento da praga. A Junta de Freguesia da Terra Chã comemora, no próximo dia 31, os 18 anos da Festa da Castanha. O evento terá lugar no Largo da Igreja, a partir das 21h00, com o tradicional convívio onde será servida a castanha viana e animação musical pelas tunas Sons do Mar e Tusa e pelo grupo Belaurora, da ilha de São Miguel.

(In Diário Insular)

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quarta-feira, outubro 31, 2007

Festa da Castanha na Terra-Chã

A 17ª edição da Festa da Castanha decorre hoje (31 de Outubro de 2007), a partir das 20H30, na Terra-Chã, ilha Terceira-Açores. Como já é tradição, será servido, no largo da igreja, castanhas, sardinhas e vinho de cheiro (vinho produzido a partir de uvas da casta americana Isabela), havendo ainda música popular. O evento é realizado pela Junta de Freguesia da Terra-Chã com o objectivo de promover a castanha viana como fruto típico da freguesia. Segundo o presidente da Junta de Freguesia, Armando Braga, com a festa pretende-se também alertar para a necessidade de “preservar o valioso património natural que são os castanheiros centenários e os espaços onde vivem e resistem as famosas quintas da Terra-Chã”.

“A nova praga do bichado da castanha faz questão de se alojar nos nossos pomares e, de ano para ano, tem vindo a desenvolver-se e a aumentar os prejuízos na produção e venda da nossa castanha”, referiu o autarca local, adiantando que se teme que a situação “venha a desalentar o esforço que os nossos produtores têm vindo a suportar para manter as suas quintas e a nossa preciosa castanha”. No entanto, Armando Braga referiu estar confiante no trabalho que está a ser desenvolvido pelos Serviços de Desenvolvimento Agrário e pelo Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, com vista a estudar e a conseguir soluções que atenuem os problemas que atingem a castanha viana da Terra Chã. Entretanto, no dia 09 de Novembro, pelas 20H00, no Campo de Férias da Fonte Faneca, decorre uma sessão de esclarecimento sobre os estudos técnicos desenvolvidos para o combate ao bichado da castanha, seguindo-se o tradicional convívio com os produtores e colaboradores da Festa da Castanha.


(In Diário Insular)


Presume-se que a castanha seja oriunda da Ásia Menor, Balcãs e Cáucaso, acompanhando a história da civilização ocidental desde há mais de 100 mil anos. A par com o pistácio, a castanha constituiu um importante contributo calórico ao homem pré-histórico que também a utilizou na alimentação dos animais.
Os Gregos e os Romanos colocavam castanhas em ânforas cheias de mel silvestre. Este, conservava o alimento e impregnava-o com o seu sabor. Os romanos incluíam a castanha nos seus banquetes. Durante a Idade Média, nos mosteiros e abadias, monges e freiras utilizavam frequentemente as castanhas nas suas receitas. Nos Açores essa tradição gastronómica também existe e associada a receitas conventuais, de freias instaladas nas ilhas desde praticamente o povoamento. Por esta altura, a castanha, era moída, tendo-se tornado mesmo um dos principais farináceos da Europa.
Com o Renascimento a gastronomia assume novo requinte, com novas fórmulas e confecções. Surge o marron glacé, passando de França para Espanha e daí, com as Invasões Francesas, chega a Portugal.
A castanha que comemos é, de facto, uma semente que surge no interior de um ouriço (o fruto do castanheiro). Mas, embora seja uma semente como as nozes, tem muito menos gordura e muito mais amido (um hidratos de carbono), o que lhe dá outras possibilidades de uso na alimentação. As castanhas têm mesmo cerca do dobro da percentagem de amido das batatas. São também ricas em vitaminas C e B6 e uma boa fonte potássio. Consideradas, actualmente, quase como uma “guloseima” de época, as castanhas, em tempo idos, constituíram um nutritivo complemento alimentar, substituindo o pão na ausência deste, quando os rigores e escassez do Inverno se instalavam. Cozidas, assadas ou transformadas em farinha, as castanhas sempre foram um alimento muito popular, cujo aproveitamente remonta à Pré-História.


(In Wikipédia)

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segunda-feira, outubro 29, 2007

Bichado da castanha

A visão desencantada dos produtores de castanha da ilha Terceira, Açores, é transmitida pelo presidente da junta de Freguesia da Terra-Chã, Armando Braga, que considera que, face às queixas e opiniões que tem recebido, “tudo aponta para que, este ano, o problema do bichado da castanha seja ainda maior”. “Ainda acreditamos no resultado dos trabalhos efectuados e no que estes podem trazer de boa nova. Até agora, não tem sido muito…
Os especialistas estão a estudar, a ver as causas e o desenvolvimento... Gostávamos de ver conclusões práticas, mas reconhecemos que isso será muito difícil”, adianta Armando Braga, para quem os castanheiros da freguesia e a castanha Viana constituem um património que “vale a pena preservar”. Também o responsável pelo projecto Interfruta, David Horta Lopes, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, embora ressalve que ainda não está concluído o processo para determinar o volume da infestação nas oito parcelas monitorizadas este ano, admite que a dimensão da praga do bichado da castanha possa ser “bastante maior” em relação ao ano passado. “Em causa estão as condições climatéricas, a pouca chuva e o muito calor”, adianta. Estão a ser recolhidas, durante esta semana, cerca de 10 mil castanhas que serão posteriormente analisadas. Os dados sobre a real propagação da praga do bichado devem ser conhecidos até meados da próxima semana.

(In Diário Insular)



A 31 DE OUTUBRO
A 17.ª edição da Festa da Castanha decorre a 31 de Outubro, na freguesia da Terra Chã.
Trata-se de um evento cultural, já tradicional, que serve para promover a castanha Viana como fruto típico da Terra Chã.
Para além deste objectivo, pretendemos também apelar aos nossos produtores para que continuem a preservar o valioso património natural que são os castanheiros centenários e os espaços onde vivem e resistem as famosas quintas da Terra Chã.
De acordo com a Junta de Freguesia na Terra Chã, “sabemos que a nova praga do bichado da castanha faz questão de se alojar nos nossos pomares e que de ano para ano tem vindo a desenvolver-se e a aumentar
“Tememos que tal situação venha a desalentar o esforço que os nossos produtores têm vindo a suportar para manter as suas quintas e a nossa preciosa castanha” – adianta a nota.
“Ainda confiamos no trabalho que está a ser desenvolvido pelos Serviços de Desenvolvimento Agrário e pelo Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, com vista a estudar e a conseguir soluções que venham atenuar os problemas que atingem presentemente a famosa castanha Viana da Terra Chã” – sublinha.
A Festa da Castanha serve ainda para incentivar a revitalização das quintas em espaços de animação turística, de lazer e de mobilidade. São exemplos a recente inauguração do Campo de Férias da Junta de Freguesia, localizado na sua quinta da Fonte Faneca e a Quinta do Galo que realiza com regularidade iniciativas que promovem a freguesia da Terra Chã.
A Festa da Castanha é também um momento cultural e de convívio entre estudantes da Universidade, moradores da freguesia e visitantes provenientes da cidade de Angra do Heroísmo e de outras localidades da ilha.
Neste ano, a Festa da Castanha decorrerá como é já tradição, no largo da Igreja, pelas 20h30 com muita animação e música popular onde serão servidas castanhas, sardinhas e vinho de cheiro.
Integrado na festa realizar-se-á, no dia 9 de Novembro, no Campo de Férias da Fonte Faneca, pelas 20h00, uma sessão de esclarecimento sobre os estudos técnicos desenvolvidos para o combate ao bichado da castanha, seguido do tradicional convívio com os produtores e colaboradores da Festa da Castanha.

(In A União)

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