segunda-feira, novembro 17, 2008

Liquidação

Alvaro Monjardino
O Diário da República de 12 deste mês publicou o decreto-lei 219/2008, com um artigo único e um anexo. O artigo único diz que os imóveis abrangidos pelo disposto na lei orgânica 3/2008 de 8 de Setembro constam desse anexo – uma lista de 192 bens que vão desde o «prédio na Avenida Ilha da Madeira» (será a sede do ministério da Defesa?) até ao «antigo hospital militar de Angra»; só em Elvas eles são 37, incluindo o belo forte da Graça. Ora a lei orgânica 3/2008, que remete para outro diploma – o decreto-lei 208/2007 de 7 de Agosto, um longo texto com 129 artigos sobre o regime do património imobiliário público, substituindo legislação avulsa vinda desde 1863 – diz, no seu artigo 8º, que a gestão desses imóveis «desponibilizáveis para rentabilização» pode assumir várias modalidades, enunciadas em nove alíneas (alienação, arrendamento, constituição de direitos reais menores, concessão de uso privativo do domínio público, permuta, parcerias com promotores imobiliários, titularização pela constituição de fundos de investimento imobiliário, venda com possibilidade da utilização onerosa dos bens e «outros instrumentos jurídicos adequados aos fins a prosseguir através da mesma lei»: o que, abrangendo tudo o mais, parece tornar este artigo 8º simplesmente… dispensável).
Pelo relativo alarme que o decreto-lei 219/2008 suscitou na nossa comunicação social, com reflexo na administração regional, gostaria de deixar aqui três breves notas.
A primeira é que tudo isto são (só…) mais três diplomas legais, todos muito recentes e cuja tradução na prática, a julgar por antecedentes, vai tardar bastante – isto não obstante se ter agudizado este ano a crise identitária, financeira e de segurança social que lavra nas forças armadas após a última revolução que fizeram, em 1974. A segunda é que os respectivos preceitos terão de conjugar-se com o que (ainda – e desde 1980) dispõe o Estatuto da Região nos seus artigos 104º e 105º sobre a passagem para ela dos bens do Estado; e, depois, com o que irá dispor, sobre a mesma matéria, o Estatuto revisto – mal acabe a quezília (que já não é mais do que isso) entre a presidência da República e o Partido Socialista. A terceira, mais comezinha, é a dúvida sobre o que será o «antigo hospital militar de Angra». É que existem dois. Um, o da Boa Nova, feito pelos espanhóis no século XVII, sem qualquer uso há longos anos e incluído na Zona Classificada de Angra. Outro, o da Terra-Chã, que lhe sucedeu em 1943 e, também desactivado, vem servindo desde 1976 de «campus» para a Universidade dos Açores na ilha Terceira.
(In A União)

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quarta-feira, outubro 31, 2007

Festa da Castanha na Terra-Chã

A 17ª edição da Festa da Castanha decorre hoje (31 de Outubro de 2007), a partir das 20H30, na Terra-Chã, ilha Terceira-Açores. Como já é tradição, será servido, no largo da igreja, castanhas, sardinhas e vinho de cheiro (vinho produzido a partir de uvas da casta americana Isabela), havendo ainda música popular. O evento é realizado pela Junta de Freguesia da Terra-Chã com o objectivo de promover a castanha viana como fruto típico da freguesia. Segundo o presidente da Junta de Freguesia, Armando Braga, com a festa pretende-se também alertar para a necessidade de “preservar o valioso património natural que são os castanheiros centenários e os espaços onde vivem e resistem as famosas quintas da Terra-Chã”.

“A nova praga do bichado da castanha faz questão de se alojar nos nossos pomares e, de ano para ano, tem vindo a desenvolver-se e a aumentar os prejuízos na produção e venda da nossa castanha”, referiu o autarca local, adiantando que se teme que a situação “venha a desalentar o esforço que os nossos produtores têm vindo a suportar para manter as suas quintas e a nossa preciosa castanha”. No entanto, Armando Braga referiu estar confiante no trabalho que está a ser desenvolvido pelos Serviços de Desenvolvimento Agrário e pelo Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, com vista a estudar e a conseguir soluções que atenuem os problemas que atingem a castanha viana da Terra Chã. Entretanto, no dia 09 de Novembro, pelas 20H00, no Campo de Férias da Fonte Faneca, decorre uma sessão de esclarecimento sobre os estudos técnicos desenvolvidos para o combate ao bichado da castanha, seguindo-se o tradicional convívio com os produtores e colaboradores da Festa da Castanha.


(In Diário Insular)


Presume-se que a castanha seja oriunda da Ásia Menor, Balcãs e Cáucaso, acompanhando a história da civilização ocidental desde há mais de 100 mil anos. A par com o pistácio, a castanha constituiu um importante contributo calórico ao homem pré-histórico que também a utilizou na alimentação dos animais.
Os Gregos e os Romanos colocavam castanhas em ânforas cheias de mel silvestre. Este, conservava o alimento e impregnava-o com o seu sabor. Os romanos incluíam a castanha nos seus banquetes. Durante a Idade Média, nos mosteiros e abadias, monges e freiras utilizavam frequentemente as castanhas nas suas receitas. Nos Açores essa tradição gastronómica também existe e associada a receitas conventuais, de freias instaladas nas ilhas desde praticamente o povoamento. Por esta altura, a castanha, era moída, tendo-se tornado mesmo um dos principais farináceos da Europa.
Com o Renascimento a gastronomia assume novo requinte, com novas fórmulas e confecções. Surge o marron glacé, passando de França para Espanha e daí, com as Invasões Francesas, chega a Portugal.
A castanha que comemos é, de facto, uma semente que surge no interior de um ouriço (o fruto do castanheiro). Mas, embora seja uma semente como as nozes, tem muito menos gordura e muito mais amido (um hidratos de carbono), o que lhe dá outras possibilidades de uso na alimentação. As castanhas têm mesmo cerca do dobro da percentagem de amido das batatas. São também ricas em vitaminas C e B6 e uma boa fonte potássio. Consideradas, actualmente, quase como uma “guloseima” de época, as castanhas, em tempo idos, constituíram um nutritivo complemento alimentar, substituindo o pão na ausência deste, quando os rigores e escassez do Inverno se instalavam. Cozidas, assadas ou transformadas em farinha, as castanhas sempre foram um alimento muito popular, cujo aproveitamente remonta à Pré-História.


(In Wikipédia)

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segunda-feira, outubro 29, 2007

Bichado da castanha

A visão desencantada dos produtores de castanha da ilha Terceira, Açores, é transmitida pelo presidente da junta de Freguesia da Terra-Chã, Armando Braga, que considera que, face às queixas e opiniões que tem recebido, “tudo aponta para que, este ano, o problema do bichado da castanha seja ainda maior”. “Ainda acreditamos no resultado dos trabalhos efectuados e no que estes podem trazer de boa nova. Até agora, não tem sido muito…
Os especialistas estão a estudar, a ver as causas e o desenvolvimento... Gostávamos de ver conclusões práticas, mas reconhecemos que isso será muito difícil”, adianta Armando Braga, para quem os castanheiros da freguesia e a castanha Viana constituem um património que “vale a pena preservar”. Também o responsável pelo projecto Interfruta, David Horta Lopes, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, embora ressalve que ainda não está concluído o processo para determinar o volume da infestação nas oito parcelas monitorizadas este ano, admite que a dimensão da praga do bichado da castanha possa ser “bastante maior” em relação ao ano passado. “Em causa estão as condições climatéricas, a pouca chuva e o muito calor”, adianta. Estão a ser recolhidas, durante esta semana, cerca de 10 mil castanhas que serão posteriormente analisadas. Os dados sobre a real propagação da praga do bichado devem ser conhecidos até meados da próxima semana.

(In Diário Insular)



A 31 DE OUTUBRO
A 17.ª edição da Festa da Castanha decorre a 31 de Outubro, na freguesia da Terra Chã.
Trata-se de um evento cultural, já tradicional, que serve para promover a castanha Viana como fruto típico da Terra Chã.
Para além deste objectivo, pretendemos também apelar aos nossos produtores para que continuem a preservar o valioso património natural que são os castanheiros centenários e os espaços onde vivem e resistem as famosas quintas da Terra Chã.
De acordo com a Junta de Freguesia na Terra Chã, “sabemos que a nova praga do bichado da castanha faz questão de se alojar nos nossos pomares e que de ano para ano tem vindo a desenvolver-se e a aumentar
“Tememos que tal situação venha a desalentar o esforço que os nossos produtores têm vindo a suportar para manter as suas quintas e a nossa preciosa castanha” – adianta a nota.
“Ainda confiamos no trabalho que está a ser desenvolvido pelos Serviços de Desenvolvimento Agrário e pelo Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, com vista a estudar e a conseguir soluções que venham atenuar os problemas que atingem presentemente a famosa castanha Viana da Terra Chã” – sublinha.
A Festa da Castanha serve ainda para incentivar a revitalização das quintas em espaços de animação turística, de lazer e de mobilidade. São exemplos a recente inauguração do Campo de Férias da Junta de Freguesia, localizado na sua quinta da Fonte Faneca e a Quinta do Galo que realiza com regularidade iniciativas que promovem a freguesia da Terra Chã.
A Festa da Castanha é também um momento cultural e de convívio entre estudantes da Universidade, moradores da freguesia e visitantes provenientes da cidade de Angra do Heroísmo e de outras localidades da ilha.
Neste ano, a Festa da Castanha decorrerá como é já tradição, no largo da Igreja, pelas 20h30 com muita animação e música popular onde serão servidas castanhas, sardinhas e vinho de cheiro.
Integrado na festa realizar-se-á, no dia 9 de Novembro, no Campo de Férias da Fonte Faneca, pelas 20h00, uma sessão de esclarecimento sobre os estudos técnicos desenvolvidos para o combate ao bichado da castanha, seguido do tradicional convívio com os produtores e colaboradores da Festa da Castanha.

(In A União)

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