quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Parque tecnológico na Terceira vai avançar

A garantia foi dada pelo secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, José Contente. No âmbito de uma visita do secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, José Contente, aos centros de investigação da Universidade dos Açores em Angra do Heroísmo, foi dada a garantia de que os projectos do Parque Tecnológico e do Instituto de Biotecnologia e Biomedicina dos Açores (IBBA), na Terceira, vão avançar. José Contente reuniu-se com os responsáveis do Centro de Biotecnologia, Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias e do Centro de Climatologia e Meteorologia da Universidade dos Açores, num encontro destinado a inteirar-se dos vários projectos de investigação aí desenvolvidos, os quais classificou de “fundamentais para o desenvolvimento e projecção dos Açores”. O projecto do Parque Tecnológico da ilha Terceira vai albergar todos estes centros de investigação científica de modo a funcionar como um “cluster científico e tecnológico”, referiu, indicando que estas unidades vão dispor de um espaço adequado, devidamente equipado e com todas as condições para que as investigações tenham resultados positivos e promovam o desenvolvimento e o crescimento dos Açores, com respostas e soluções específicas para os problemas da Região, sem prejuízo para o carácter universal da investigação científica. O Parque Tecnológico da Terceira será construído no Pico da Urze, um dos locais mais viáveis para o projecto, adiantou o secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos. José Contente sublinhou que para a investigação em áreas emergentes, como a biotecnologia e a saúde, são precisos equipamentos sofisticados e instalações adequadas, acrescentando que, entre os objectivos do IBBA, figuram o exercício e a promoção de pesquisas científica e tecnológica, com o intuito de contribuir para a produção de conhecimento e para o desenvolvimento económico da Região, potenciando as políticas regionais, incluindo a dinamização do sector privado empresarial e a prestação de serviços públicos.

(In Jornal Diário)

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sexta-feira, janeiro 30, 2009

Governo promete instituto de biotecnologia

O Governo garante que o Instituto de Biotecnologia e Biomedicina dos Açores será uma realidade nesta legislatura.
O edifício será construído no novo parque tecnológico da ilha Terceira, ainda sem localização prevista.De acordo com José Contente, Secretário Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, é preciso aproximar a investigação da sociedade civil."Ao Governo, o que interessa é que a investigação dê solução aos problemas específicos dos Açores", explicou o governante.O actual Centro de Biotecnologia, que ainda recentemente foi elogiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, funciona em instalações precárias no polo da Terra Chã da Universidade dos Açores.

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quinta-feira, janeiro 29, 2009

Instituto de Biotecnologia a funcionar antes de 2012

O Instituto de Biotecnologia e Biomedicina dos Açores será uma realidade até 2012. Para funcionar no parque tecnológico da Terceira, assume o Governo Regional.
O Instituto de Biotecnologia e Biomedicina dos Açores (IBBA), a instalar na ilha Terceira, sairá do papel até 2012. A garantia foi dada, ontem de manhã, pelo secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos.
José Contente, que falava aos jornalistas após uma visita ao pólo universitário do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, na Terra-Chã, garantiu que a entidade – com estatutos já criados – irá alojar-se no parque tecnológico da ilha Terceira, em fase de projecto. “Até ao final desta legislatura, queremos ter o parque tecnológico construído. Aí serão instalados os actuais centros de investigação do pólo da Terceira da Universidade dos Açores, incluindo o Centro de Biotecnologia, que, assim, vão dispor de melhor condições e infra-estruturas. Começamos a elaborar o projecto desse parque tecnológico. Queremos desenvolve-lo nesta legislatura, para que estes conteúdos funcionais possam ser neles integrados”, adiantou José Contente, sem pormenorizar os prazos de concretização. Por outro lado, confirmou o reforço do apoio financeiro do executivo aos projectos de investigação em curso na Universidade dos Açores. Segundo o responsável, a localização do parque tecnológico ainda não está definida. Mas José Contente admite que possa ser construído nas imediações do pólo universitário da Angra do Heroísmo no Pico da Urze.
Manter identificação
Para o director do Centro de Biotecnologia da Universidade dos Açores, a concretização do IBBA e do parque tecnológico da Terceira são boas notícias. “Tratando-se de áreas de investigação tão importantes actualmente, faz todo o sentido que se criem infra-estruturas e condições para desenvolvermos vários projectos”, adianta Artur Machado. Contudo, o investigador alerta para a necessidade dos parceiros do IBBA manterem a sua identidade. “Este instituto vai garantir uma maior eficiência de técnicas e espaços e uma maior cooperação entre quem investiga nesta área. Mas acho fundamental que os centros de investigação integrados no IBBA mantenham o seu carácter e a sua vocação. Pelo menos o Centro de Biotecnologia o fará”, sublinha Artur Machado. O IBBA tem como sócios fundadores a Região Autónoma dos Açores, o Fundo Regional da Ciência e Tecnologia, o Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada, o Hospital do Santo Espírito de Angra do Heroísmo e a Universidade dos Açores.

(In Diário Insular)

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sábado, dezembro 13, 2008

Intervenção do secretário da Ciência, Tecnologia e Equipamentos nos debates do Programa do X Governo

Texto integral da intervenção do secretário da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, José Contente, nos debates hoje no Parlamento, do Programa do X Governo dos Açores.

“Os próximos anos estarão marcados por diversas tendências gerais no domínio das ciências e tecnologias, nos países e regiões que querem ganhar a batalha do desenvolvimento sustentável: progresso permanente das tecnologias informáticas, avanços na área das nanotecnologias, inovações em biotecnologias e os investimentos crescentes em investigação e desenvolvimento (I&D). Estas tendências gerais terão implicações multivariadas, como por exemplo, na melhoria do poder de cálculo, do armazenamento de dados, da largura de banda, montagem e fabricação de produtos, na agricultura e indústria, combate mais eficaz às doenças e melhoria da saúde em geral (medicamentos personalizados, terapia génica, retardamento do envelhecimento, protética, implantes biónicos, processos de erradicação da desnutrição, melhoria de testes de diagnóstico, das técnicas de imagiologia, tratamentos anti-cancerosos, novas vacinas conta uma miríade de doenças e agentes patogénicos) para além de progressos na qualidade de vida global do planeta, pressupondo-se, sempre, investimentos significativos, públicos e privados, em pesquisa e desenvolvimento (P&D).Como hoje se admite nos meios que andam no rasto do futuro, existem factores que o definirão: velocidade, complexidade, risco, mudança e surpresa, por isso, também se defende que é preciso antecipar, adaptar, inovar e evoluir nos domínios da Tecnologia, Sociedade, mercado, da concorrência e dos clientes, para se poder criar uma economia da inovação, ou seja, nova convergência de economia, democracia, mercados abertos, ciência e tecnologia, factores estes que determinarão as posições dominantes de países e regiões, e bem assim, a produtividade das empresas, a prosperidade das pessoas e a presença da paz social.Naturalmente que é necessário estar consciente de aspectos potencialmente negativos ligados ao progresso das ciências e tecnologias, designadamente, com os aspectos que se prendem com a violação da confidencialidade e da privacidade, aumento da vulnerabilidade das sociedades através de processos de pirataria informática, fracturas inter-regionais geradoras de instabilidade e marginilizações explicitadas com info-excluídos com forte propensão para qualquer tipo de pobreza, questões da ética da responsabilidade associadas à clonagem, a perda de privacidade com mapeamentos genéticos que identificando predisposições para certos tipos de doença podem repercutir-se nas leis do trabalho e até na recusa de seguros de saúde, ou mais radicalmente, no aproveitamento dos avanços da biotecnologia para o desencadear de guerras biológicas.Nos Açores as políticas globais são fundamentais numa sociedade onde as orientações globais devem ser consolidadas de modo descentralizado através de instituições e pessoas ao nível local. Teremos que inventar e inovar cada vez mais e traduzir menos. Já Antero na célebre Conferência do Casino subordinada ao tema Causa da Decadência dos Povos Peninsulares dizia “foi sobretudo pela falta de ciência que nós descemos, que nos degradámos, que nos anulámos. A alma moderna morrera dentro de nós completamente”. Por conseguinte, o Governo quer que a ciência e a investigação aplicada apresentem resultados em relação à inovação empresarial e promovam o crescimento industrial. Esta inovação deve ser entendida como introdução de novos processos, bens ou serviços, visando a maximização de resultados comerciais.Caberá, assim, ao governo uma intervenção pública pré-competitiva onde façam sentido a nova nomenclatura como incentivos ao risco, clusters, cooperação empresarial, etc.Com este entendimento, como disse o Sr. Presidente do Governo vamos intensificar o investimento na Sociedade da Informação e do Conhecimento, factores estratégicos para a consolidação de um novo modelo económico e social, ou seja para o desenvolvimento sustentado dos Açores. Aumentar o investimento na Ciência, na Tecnologia e Comunicações mediante projectos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) que privilegiem novos núcleos de investigação especializados, constitui nova prioridade deste programa de governo. Contaremos com a postura pró-activa da Universidade dos Açores para podermos reforçar unidades de Investigação e Desenvolvimento (I&D) acreditadas, em particular no âmbito das Ciências da Terra. A criação de laboratórios independentes será apoiada com base na investigação centrada nos Açores, com respostas dirigidas aos problemas das nossas empresas. Abriremos, deste modo, os concursos a qualquer instituição de investigação científica reconhecida, numa percentagem significativa face ao valor aprovado, anualmente, para o investimento em Ciência e Tecnologia.Os Sistemas de Investigação Geográfica, o Projecto Geo@çores com as conexões obrigatórias às bases de dados da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPEC) e outras bases de dados, são outras medidas que desenvolveremos nesta legislatura. Terão destaque especial, com co-financiamento apropriado, os projectos diferenciadores ao nível da União Europeia, que constituam clusters de excelência nos domínios da investigação e desenvolvimento. O Centro de Excelência do Mar na Horta, o Instituto de Biotecnologia dos Açores na Terceira, o parque Tecnológico em S. Miguel, as Estações de Geodesia e Radioastronomia nas Flores e S. Miguel e a Estação para monotorização de ensaios e explosões nucleares e projecto ARM na Graciosa, são exemplos de 6 projectos que vamos concretizar, promovendo e dinamizando domínios como o das novas tecnologias de informação e comunicação, energias renováveis, biotecnologia, biomedicina e das ciências do mar. Por exemplo o Parque Tecnológico de S. Miguel estará vocacionado para o desenvolvimento das Tecnologias de Informação, Comunicação e Monitorização, tijolos dos pilares da construção da Sociedade de Informação e do Conhecimento. O enquadramento específico dos Açores nas dimensões sócio e geodinâmicas, assim o determinaram, tanto pela aposta na formação de recursos humanos qualificados, como pelas condições de excepção para a dinamização tecnológica nesses domínios, seja no campo dos sistemas de informação e das comunicações, seja na sua natural vocação para a monitorização e observação da Terra, do Espaço e do Mar.É por isso que este parque tecnológico incorporara 4 grandes áreas de construção que correspondem a outros tantos domínios:1) O Centro de Ciência, Tecnologia e Inovação dos Açores 2) O Centro de Tecnologias de Monitorização e Alertas 3) O Centro de Formação e Desenvolvimento Tecnológico 4) O Centro Empresarial de Tecnologias de Informação e Comunicação. Para além disso, reforçaremos o interessamento de outras entidades nacionais e estrangeiras nos parques tecnológicos criados e vamos reforçar as sinergias decorrentes da instalação da ESA em Santa Maria. Neste tripé da Ciência, Tecnologia e Sociedade, vamos continuar a consolidar a cultura científica individual, em termos das capacidades, atitudes, valores e destrezas que preparem as famílias para um mundo cada vez mais tecnológico. Por isso, das Escolas Digitais caminharemos agora para a extensão da plataforma tecnológica aos ambientes familiares, onde se tenha em conta, igualmente, as pessoas portadoras de deficiência, mediante apoios à aquisição equipamentos específicos.Como se sabe, o mundo das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) tem sofrido mudanças rápidas e repentinas, sendo hoje indispensável a utilização de ferramentas como a internet. Numa Região como a nossa marcada por um forte enquadramento geodinâmico, descontinuidade territorial e distância aos continentes, a internet deve funcionar como verdadeira rede pensante que realiza as pessoas e os conhecimentos.Informação diversificada e de acesso facilitado significa utilização da internet. Com a variedade e acessibilidade que, presentemente, encontramos na internet o desafio é mesmo de seleccionar e equilibrar “a pulsão para a informação”. A Internet veio acelerar e potenciar a globalização e os Açores felizmente não estão imunes a este processo. Por isso, dificilmente dispensaríamos a informação que no presente está ao nosso alcance no entusiasmante mundo da internet.Outrossim, continuaremos a modernizar processos administrativos através de ferramentas como o tele-trabalho, o e-learning e o b-learning, sempre que se considere ajustado. Os centros de ciência serão financiados com base na sua capacidade de dinamizar a formação cultural e cientifica dos açorianos. Também as bolsas de investigação científica e tecnológica privilegiarão programas e projectos com incidência nos Açores nas soluções para os nossos problemas empresariais, sociais ou que contribuam para a fixação de investigadores na Região. No sector das telecomunicações para além de queremos ver melhorados os padrões da qualidade do serviço postal e da cobertura da rede pública móvel terrestre, vamos promover o aparecimento de novas plataformas de comunicações. Neste último caso, as chamadas Redes de Nova Geração, a Televisão Digital Terrestre e a outras infra-estruturas que generalizem o acesso às tecnologias de informação e comunicação, como o cabo de fibras ópticas para as ilhas das Flores e Corvo, são prioridades deste programa de governo.Estamos, por conseguinte, perante novos desafios que queremos ganhar para continuar a fomentar uma Sociedade fundada nos conhecimentos científicos, na tecnologia e na inovação capazes de aplanar as barreiras da nossa descontinuidade territorial, com implicações positivas directas na economia e no desenvolvimento dos Açores. O sector da construção civil com relevância na economia regional pelo emprego e pelo Valor Acrescentado Bruto (VAB) que gera, deve continuar a manter-se sustentado pelo investimento privado e público que nos últimos anos tem sido idêntico. A defesa do sector de factores exógenos deve passar pelo aumento da qualidade, da competitividade, onde as parcerias são cruciais e da produtividade da construção civil e obras públicas.Outrossim, queremos um LREC ainda mais actuante no controlo e melhoria da qualidade das obras públicas regionais, dos processos e novos contextos de I&D. A redução dos índices de sinistralidade no trabalho deve continuar a ser colocada em patamar cimeiro. O governo continuará neste último caso a fomentar uma cultura de segurança pela formação dos agentes do sector e aplicação rigorosa da lei da segurança e higiene no trabalho em caso de incumprimento. Em matéria de transportes terrestres a nossa prioridade reside na reestruturação de carreiras, horários e tarifários tendentes a melhorar a qualidade do serviço público deste tipo de transporte, no desenvolvimento de programas de apoio que privilegiem a utilização de veículos híbridos e eléctricos no transporte colectivo de passageiros, de modo a reduzir as emissões de CO2 e da factura energética da Região.Vamos ainda proceder à reformulação, modernização e adaptação de alguns regimes de licenciamentos face à necessidade de acompanhar as evoluções de mercado e a melhoria das infra-estruturas rodoviárias. A nossa continuada atenção à redução dos índices de sinistralidade rodoviária, nesta altura um dos mais baixos do País, continuarão a estarem no centro das nossas políticas.Garantir segurança e confiança na Protecção Civil são objectivos permanentes do Governo. Após o forte investimento em infra-estruturas e meios técnicos, vamos continuar a apostar na formação de recursos humanos, para melhorar a qualidade e intervenção dos Serviços de Protecção Civil e da população em geral.Regulamentaremos e vamos generalizar o uso dos desfibrilhadores automáticos de emergência após a formação que já realizámos aos corpos de bombeiros da Região onde já existem 58 elementos das nossas corporações com esta qualificação.Reforçaremos ainda a elaboração de Planos Estratégicos (como planos específicos de intervenção) que implicam a melhoria da capacidade de respostas dirigidas em caso de catástrofes e de acidentes multivítimas e continuaremos a financiar estudos de carácter técnico-científicos que possibilitem a eficácia das decisões e a avaliação correcta das situações de risco. Para além das parcerias com instituições e entidades regionais, nacionais e internacionais ligadas à investigação, vamos integrar a Região na rede nacional e europeia do Observatório do Risco. A cultura de segurança civil será assim aprofundada no quadro da possibilidade da emergência novos cenários de risco que carecem de acompanhamento permanente. É também por isso, que este serviço terá 3 objectivos prioritários nesta legislatura: a) Garantir a qualidade e a capacidade de intervenção dos Serviços de Protecção Civil.b)Reforçar a intervenção junto da população e fomentar e garantir o seu envolvimento na promoção da prevenção e da segurança.c)Prosseguir com a implementação dos planos estratégicos de intervenção e continuar a fomentar as parcerias no âmbito da investigação e cooperação.O programa de governo nas áreas da responsabilidade da SRCTE abrange áreas novas e novos desafios para o estabelecimento de uma sociedade do conhecimento ou melhor ainda do saber, enquanto conhecimento e experiência, impreterível para ganhar um futuro complexo e radicalmente diferente, ao nível de múltiplas áreas (energia, economia, saúde, segurança, alterações climáticas, globalização/identidade, etc) tidas como prioritárias por este governo e pela larga maioria do povo dos Açores que de novo o sufragou, de modo iniludível, nas urnas no passado dia 19 de Outubro.É com coragem e confiança no futuro que aprofundaremos a cibercultura como factor de desenvolvimento porque acreditamos nos Açores”.

(In Azores Digital)

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segunda-feira, setembro 15, 2008

Açores e Espanha em parceria na geodinâmica e astronomia com a Universidade dos Açores

Duas estações geodésicas e astronómicas vão ser construídas nos Açores, e outras duas em Espanha, para melhorar os sistemas de navegação aérea, marítima e terrestre. Este projecto, que vai estar em funcionamento em 2013, visa criar uma Rede Atlântica de Estações Geodinâmicas e Espaciais (RAEGE).
O protocolo para elaborar um estudo de viabilidade económica foi assinado, hoje, entre o Governo açoriano e o Instituto Geográfico de Espanha. Segundo o secretário açoriano da Habitação e Equipamentos, José Contente, em declarações à Agência Lusa, o estudo tem a duração de seis meses e pretende determinar os procedimentos e recursos para o funcionamento e exploração da rede. Assim que terminar, vai ser feito um acordo para a construção das duas estações nos Açores (nas ilhas de São Miguel e Flores), explicou José Contente, sublinhando que se trata de "mais um passo importante na edificação de um cluster tecnológico" na região e criação de novos postos de trabalho. "Ficaremos a saber, por exemplo, qual o afastamento da ilha das Flores e Corvo, em matéria de placas tectónicas", precisou José Contente. De acordo com o governante, as estações podem ser operadas por cerca de 20 quadros qualificados na área da astronomia, engenheiros electrotécnicos e técnicos e ainda operadores, daí que tenha lançado o desafio à Universidade dos Açores para que integre estes projectos. Alberto Alvarez, director-geral do Instituto Geográfico Nacional de Espanha, sublinhou que graças ao projecto os sistemas de informação "vão poder actuar com muita mais precisão", em matéria de navegação aérea, marítima e terrestre. "Vai poder também determinar muito melhor a evolução da terra", acrescentou o responsável, admitindo que o projecto possa custar entre "20 a 25 milhões de euros".

(In Lusa)

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