quinta-feira, dezembro 25, 2008

SGC Energia investe 10 milhões no hidrogénio

A SGC Energia está, neste momento, a desenvolver um projecto de investigação e desenvolvimento na área do hidrogénio, num investimento de 10 milhões de euros, apenas para a sua primeira fase. De acordo com Mário Alves, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores no Campus de Angra do Heroísmo, responsável pelo projecto, este é «um dos maiores projectos de investigação sobre o hidrogénio na Europa».
O hidrogénio será produzido através de fontes renováveis como o vento, e poderá ser aplicado em várias situações, tais como processos industriais ou produção eléctrica através de ciclos combinados. «É igualmente considerado um dos vectores principais para o futuro da mobilidade», diz o responsável.
Neste momento o projecto está em fase de investigação, pelo que o objectivo da empresa, a curto prazo, é provar a competitividade das suas soluções. Para o efeito, a SGC Energia tem já uma empresa criada, desde Março de 2007, localizada na Região Autónoma dos Açores. Com a designação CID - Centro de Inovação e Desenvolvimento, este é um centro especializado na investigação e desenvolvimento de hidrogénio.
Mário Alves, também investigador do Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia (LAMTec) da Universidade dos Açores, sedeado na Praia da Vitória, iniciou a investigação em hidrogénio nos Açores em 2001. Agora assume o cargo de director de inovação e desenvolvimento da empresa, tendo passado o projecto do laboratório para a alçada da empresa. O investigador estima que os Açores tenham um potencial de produção de hidrogénio de 100 toneladas por dia, principalmente através da energia eólica, o que poderia contribuir para a auto-suficiência do arquipélago entre 10 a 15 anos.

(In Portal Ambiente)

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terça-feira, dezembro 16, 2008

Energias renováveis com objectivo pouco ambicioso

Vasco Silva, presidente da Gê-Questa e Doutorando no Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores.

O Governo Regional anunciou recentemente que, dentro de uma década, as energias renováveis deverão representar 50 por cento da produção global de energia eléctrica. Trata-se, no seu entender, de uma meta realista?
Como objectivo, acho até pouco ambicioso. Como meta, noto que a não ser que uma série de políticas que encontram-se actualmente em vigor não sejam alteradas, esta poderá não ser realista. O assumir que não é condição obrigatória a existência de uma única empresa regional de produção eléctrica (actualmente Grupo EDA) e a promoção da micro geração (produção eléctrica em pequena escala por particular) deverão ser condições essenciais e suficientes, para atingir a meta dos 50 por cento, e mesmo ultrapassá-la, promovendo a independência energética da Região em relação ao exterior.
A Região dispõe de recursos para se tornar, a longo prazo, totalmente independente dos combustíveis fósseis?
Com o desenvolvimento de uma série de tecnologias para produção energética, os Açores, a longo prazo, deverão ter capacidade de tornarem-se auto-suficientes, nomeadamente através do uso da geotermia, da energia eólica e das ondas. Estes recursos poderão ser usados directamente na fonte, para produção de electricidade, ou poderão ser convertidos em vectores energéticos, como o Hidrogénio, o Biodissel e o BioGas, para posterior utilização em sistemas autónomos, por exemplo automóveis e navios.
Outra das apostas do executivo em termos ambientais vai para a água. Que desafios se colocam a este nível?
A qualidade da água, ameaçada pela poluição difusa originada por práticas agronómicas intensivas, a disponibilidade desta, devido a questões de alteração do regime hídrico, provocadas, principalmente, por alterações climáticas e alterações da paisagem, desflorestação e impermeabilização dos solos, e a procura de água, a aumentar pelo desenvolvimento da sociedade açoriana, e pelo turismo, são os principais desafios que colocam-se actualmente a nível dos recursos hídricos da Região.
Os cortes de água verificados nos últimos meses no concelho de Angra devem, na sua perspectiva, ser vistos como um sinal de alerta para o futuro?
Estas deficiências ao nível do abastecimento da população do concelho de Angra do Heroísmo foram o primeiro sinal de alerta para a maioria da população de que este é um recurso escasso. Torna-se necessário rever uma série de políticas, e práticas, no que diz respeito à gestão dos recursos hídricos da Região. Torna-se necessário minimizar as perdas de água, quer a nível particular, nas habitações e nos nossos hábitos, quer a nível público, com uma melhor gestão e manutenção dos sistemas de abastecimento público.

(in Diário Insular)

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segunda-feira, novembro 24, 2008

Açores vão exportar hidrogénio dentro de 5 anos

Os Açores poderão, em quatro ou cinco anos, produzir 100 toneladas diárias de hidrogênio para consumo regional e exportação, afirmou nesta segunda-feira o pesquisador Mário Alves, responsável pelo Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia (LAMTec) do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, localizado na Praia da Vitória. Segundo o pesquisador, essa quantidade "pode rentabilizar o projeto"."A primeira produção se destinará à substituição das centrais termoelétricas [a diesel] que passarão a funcionar a hidrogênio, alargando-se posteriormente aos transportes e à indústria", prevê o especialista. Mário Alves afirmou que "os Açores possuem recursos renováveis abundantes, como o vento, o que permite perspectivar um aumento da produção [de energia], incluindo [para] a exportação, de acordo com a procura do mercado"."A exportação de hidrogênio será feita por via marítima, com recurso a navios também eles movidos a hidrogênio", explicou. O pesquisador da Universidade dos Açores calcula que, em menos de duas décadas, os Açores poderão ser auto-suficientes na produção de energia.
"Na nossa estimativa, o arquipélago, dentro de 10 ou 15 anos, será auto-suficiente", consumindo "30% de energia geotérmica, de 15% a 20% de eólica, 5% de hídrica e 50% de hidrogênio", adiantou. De acordo com Mário Alves, a produção de hidrogênio tem potencial para ser tornar a indústria de maior dimensão da região e, segundo seus cálculos, caso haja "visão e vontade política de longo prazo", pode vir a ser a maior do país. O responsável do LAMTec explicou que, enquanto na energia eólica o arquipélago já possui capacidade de resposta, em relação ao hidrogênio, ainda não se consegue trabalhar ao ritmo das subidas e descidas dos preços do petróleo. A primeira produção experimental nos Açores deve ser apresentada em um ou dos anos e, apesar de se estar "investindo bem em pesquisa", ainda "vai levar algum tempo para mudar a indústria e adaptar as infra-estruturas", destacou. O especialista adverte que os investimentos, cujos valores não quis estimar, serão condicionados à capacidade do arquipélago de produzir hidrogênio mais barato do que o petróleo. "A carga fiscal que os governos impõem" é condicionante e, neste caso, para o projeto ser rentável, "é de bom senso que seja mais reduzida na produção do hidrogênio", defende. Os estudos nos Açores destinados à produção de hidrogênio foram iniciados pelo LAMTec em 2001. O laboratório foi criado em 24 de outubro do mesmo ano por meio de um protocolo assinado entre a Universidade dos Açores e a Prefeitura de Praia da Vitória.
(In uol - Brasil)

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quinta-feira, novembro 13, 2008

Hidrogénio: os Açores preparam o futuro

Os Açores preparam-se para integrar o pelotão da frente no estudo do hidrogénio.
Trata-se de um programa europeu que pretende massificar a utilização desse gaz, como conbustível e, é por isso, que a Região, a par da União Europeia, estão na vanguarda do estudo para o aproveitamento do hidrogénio como energia alternativa. Ontem, Emanuel Barcelos, cientista e investigador da Universidade dos Açores, no LAMTec polo de Angra do Heroísmo da ilha Terceira, estava convencido da respectiva utilidade desse combustível, enquanto que, para Frederico Cardigos, cientista açoriano, a Região tem capacidades naturais para a sua produção. Por sua vez, Francisco Ferreira, da QUERCUS, aponta esse mesmo caminho, como energia limpa e que propõe para o futuro. A capacidade do hidrogénio, como alternativa ao petróleo, os avanços e os recuos, os perigos e as tragédias da utilização desse gaz, vão estar hoje, pelas 17H30, em destaque no programa de informação " Mónada ", da Antena 1 /Açores, da autoria do jornalista da Delegação da ilha do Faial, Luís Branco.

(In Luís Branco / Carlos Tavares RTP-RDP Açores)

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sexta-feira, outubro 24, 2008

Carros movidos a hidrogénio

2020 será o ano de todas as tranformações: o seu carro já não consumirá gasolina, mas sim hidrogénio, projecto que já se encontra em andamento e que custará à União Europeia mais de um bilião de euros.
Mas, individualmente, a transformação tecnológica da sua viatura não será muito relevante, nem muito cara e até já existem kits de adaptação. A utilização do hidrogénio como combustível será relevante, segundo Emanuel Barcelos, investigador da Universidade dos Açores, no Campus de Angra do Heroísmo (LamTec-Praia da Vitória). A Região autónoma dos Açores fará parte do pelotão da frente desta tecnologia, onde a Europa pretende obter a liderança mundial. A Comissão Europeia fará, brevemente, o lançamento oficial deste desafio e assina com empresas privadas, industriais e com a comunidade de investigação europeia protocolos de coperação, através de um Gabinete próprio, localizado em Bruxelas.

(In Luís Branco- RTP Açores/Antena 1).

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domingo, setembro 07, 2008

Laboratório investiga fontes de energia alternativas

O LAMTec possui um espaço onde promove a divulgação das energias renováveis. Neste estão ao alcance da população equipamentos de demonstração.
O LAMTec da Universidade dos Açores centra a sua investigação nas áreas das energias renováveis, da oceanografia operacional e das tecnologias ambientais.
O Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia (LAMTec), do Departamento de Ciências Agrárias do Campus de Angra do Heroísmo conta, numa das suas maiores valências, com um Parque Tecnológico Interactivo em Energias Renováveis e Hidrogénio Renovável nos Açores. O projecto destina-se à criação e instalação, na Praia da Vitória, ilha Terceira, de um parque tecnológico interactivo na área das energias e dos combustíveis renováveis. Trata-se de um espaço aberto ao público onde se podem criar interacções com experiências, dispositivos tecnológicos específicos e aplicações de demonstração das áreas mencionadas. Os visitantes têm a oportunidade de interagir com equipamentos domésticos que funcionam com hidrogénio. Este projecto pretende vir a favorecer estudantes e professores das escolas açorianas, desde o nível básico ao secundário; os estudantes e professores da Universidade dos Açores; os cidadãos e público em geral; e as pequenas e médias empresas com interesses no sector energético, ambiente e desenvolvimento sustentável. No que diz respeito aos biocombustíveis, o LAMTec possui apenas instalações destinadas à produção do biodiesel. Estas compreendem duas áreas, uma destinada ao armazenamento dos óleos alimentares usados e outra à valorização dos mesmos em biodiesel. O LAMTec possui um espaço onde promove a divulgação das energias renováveis. Neste estão ao alcance da população equipamentos de demonstração, tendo sido dada especial atenção aos de produção e utilização do hidrogénio como combustível. Destes equipamentos destacam-se os eletrolisadores e as pilhas de combustível. Também existe em exposição um grelhador a hidrogénio e um motor que pode funcionar a hidrogénio em vez de gasolina, exemplificando algumas das potencialidades deste "combustível limpo". Na área da exposição também se fornece informação sobre a produção de biodiesel, existindo um expositor exclusivamente dedicado a este biocombustível. Aí podemos observar as diferentes diluições possíveis entre o biodiesel e o diesel mineral. Outras energias renováveis estão contempladas no LAMTec. É o caso da solar e da eólica. A exposição contempla um painel solar e uma aeroturbina e ainda se pode ter contacto com uma demonstração de produção de energia eléctrica pela aeroturbina exterior, de 1kW de potência. O Parque Tecnológico também promove experiências didácticas com o intuito de criar alguns momentos de interacção entre o visitante e o material exposto. No site da internet do LAMTec pode ler-se que este parque tecnológico "tem como principal finalidade a divulgação das energias renováveis, promovendo a educação e a formação dos visitantes no âmbito dessa temática. Além disso, pretende estimular o gosto pela investigação na procura de soluções tecnológicas que conduzam a um desenvolvimento sustentado".
Aquecimento global do planeta em destaque


O Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia da Universidade dos Açores (LAMTec) tem como um dos seus mais importantes objectivos dar a conhecer as energias renováveis e as suas possíveis aplicações aos açorianos, além de tentar sensibilizar a população para os problemas ambientais, nomeadamente o aquecimento global. A estrutura, embora com uma missão que inclui todas as nove ilhas açorianas, está sediada na cidade da Praia da Vitória e conta com um grupo de 12 investigadores em diversos domínios académicos.
Mais informação em http://www.lamtec-id.com/


(In Expresso das Nove)

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sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Recursos Energéticos dos Açores

Anuncia-se para 2010 a redução, nos Açores, da dependência em relação aos combustíveis fósseis em cerca de 30 por cento (Mário Alves, DI, 2008.02.26), por via de novas aplicações (não especificadas) com base no hidrogénio. Este combustível, bem como outras energias ditas alternativas, é acarinhado nas linhas de investigação apoiadas pela Direcção Regional da Ciência e Tecnologia? Com a aprovação do Plano Integrado para a Ciência e Tecnologia, em Junho de 2005, o Governo dos Açores definiu um conjunto de programas, eixos e medidas onde estabelece uma estratégia de investimentos orientada para o desenvolvimento sustentável da Região. Uma estratégia que parte do princípio de que a investigação científica e a inovação são pilares essenciais para o aumento da riqueza e a melhoria do bem-estar social. É nosso entendimento que para termos um sistema científico e tecnológico regional suficientemente sólido é necessário, numa primeira fase, apostar em infra-estruturas e melhorar a rede de equipamentos. Só assim poderemos atrair investigadores e aumentar a nossa massa crítica em áreas e domínios científicos prioritários quer para a Região, quer, num contexto mais geral, para o avanço da própria Ciência. As energias alternativas fazem parte do universo das disciplinas onde os Açores já deram provas de grande competência e corresponde, naturalmente, a uma das linhas prioritárias que merece apoio da Direcção Regional da Ciência e Tecnologia.
Face às potencialidades naturais e ao tipo de sociedade que somos e às suas necessidades, com que combustíveis conviveremos mais no nosso futuro?
Naturalmente que a energia geotérmica é uma riqueza que temos de continuar a explorar e desenvolver, mas como facilmente se compreenderá, por razões de ordem geológica, não apresenta idêntico potencial em todas as ilhas. A aposta tem de manter-se numa combinação de recursos, mas estou certo que ainda há muito para conhecer para além do que hoje se discute. Os Açores têm muitos recursos por avaliar, nomeadamente no ambiente marinho, e o potencial, por exemplo, ao nível dos biocombustíveis deve ser convenientemente analisado. Está em curso um enorme debate sobre o “pico do petróleo”, o fim (por esgotamento) da capacidade dos combustíveis fósseis para sustentarem as sociedades industrializadas e o mundo pós-petróleo.
Parece-lhe que esse debate tem sido suficientemente acompanhado e bem entendido entre nós?
Não creio. O debate sobre o petróleo, em particular, e os combustíveis, em geral, sendo global, tem uma dimensão multidisciplinar e abrange interesses muito diversos que escapam ao fundamento científico. Na generalidade, os investigadores nem sempre se preocupam em comunicar, o debate científico continua a estar longe dos holofotes da comunicação social e a percepção da generalidade das pessoas relativamente às grandes questões que dominam o pensamento científico e as acções de investigação está muito longe do desejável. Esta é, aliás, uma outra área onde é necessário continuar a investir com o objectivo de se materializar uma verdadeira Sociedade do Conhecimento.

(In Diário Insular)

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quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Tecnologias do hidrogénio disponíveis em 2010

As primeiras aplicações destinadas à utilização de hidrogénio como combustível, que estão a ser desenvolvidas nos Açores por empresas privadas, deverão estar no mercado já em 2010, adiantou o director do Lamtec-Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores. “A investigação nessa área está a ser desenvolvida em conjunto com a iniciativa privada”, referiu Mário Álves, sublinhando que “há empresas a trabalhar afincadamente nesse sentido”. Segundo o responsável, com a substituição pelo hidrogénio, “numa primeira fase, a Região poderá reduzir a sua dependência em relação aos combustíveis fósseis em 20 a 30 por cento”. “Daqui a uns seis anos, essas percentagens poderão subir para os 60 ou 70 por cento”, acrescentou. O director do Lamtec anunciou também que o laboratório se prepara para iniciar uma nova fase na área da formação, com actividades especialmente preparadas para as escolas. Por seu lado, uma investigação europeia conclui que a energia com base no hidrogénio poderá reduzir o consumo de petróleo até 40 por cento nos próximos quarenta anos. Segundo um relatório publicado ontem sobre o projecto “HyWays”, financiado pelo programa da União Europeia para a investigação, a introdução do hidrogénio no sistema energético poderá reduzir, até 2050, o consumo total de petróleo dos transportes rodoviários em 40 por cento. Ao assumir a liderança no mercado mundial das tecnologias do hidrogénio, a Europa poderá abrir novos mercados e reforçar a sua competitividade. Contudo, o relatório indica também que a transição não será automática, pois há importantes obstáculos a ultrapassar, tanto do ponto de vista económico e tecnológico como institucional. O projecto, que associa empresas, institutos de investigação e agências governamentais de dez países europeus, analisa as potenciais incidências duma utilização do hidrogénio em larga escala.


(In Diário Insular)

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terça-feira, janeiro 22, 2008

Biocombustíveis não trazem vantagens para os Açores

Os biocombustíveis não são uma opção vantajosa para o arquipélago. Quem o considera é o director regional do Comércio, Indústria e Energia, José Luís Amaral, que defende que o desenvolvimento das energias renováveis não deve ser feito “à custa de um componente alimentar”.
“Os biocombustíveis produzidos a partir de cereais estão a fazer aumentar o preço dos mesmos e das rações, o que, para a nossa Região, não é nada vantajoso. Mantenho a minha posição, de que este não é o caminho a seguir”, sustenta Mário Alves, docente do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores. Quanto à opção pelo hidrogénio, defendida pelo professor da Universidade dos Açores e director do LAMtec, José Luís Amaral admite que é a “energia do futuro, mas continua ainda a ser isso mesmo, uma opção muito valiosa a longo prazo”. “É algo que está a ser desenvolvido, inclusive nos Açores, em laboratório, mas ainda não é possível a sua produção e aplicação em massa. Não se trata de uma aposta rentável num prazo de tempo mais ou menos curto”, adianta o director regional responsável pela pasta da Energia. Recorde-se que Mário Alves defendeu, na edição de um de Abril do ano passado de DI Revista, que “é o hidrogénio que vai estar por trás da grande transição para as energias renováveis”. Defendeu ainda que as energias renováveis se podem tornar na indústria mais poderosa do arquipélago. “Tem potencial para isso. Desde logo, se tornarmos a Região independente em termos energéticos, o volume de negócio anual líquido andará na casa dos 250 milhões de euros”, afirmou.

(In Diário Insular)

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domingo, janeiro 20, 2008

Açores com 20% de energias alternativas em 2020

É possível atingir na Região o objectivo já traçado pela União Europeia: vinte por cento de energias renováveis no total de consumo energético até 2020. A garantia é dada pelo director regional do Comércio, Indústria e Energia, José Luís Amaral, e reforçada pelo parecer do professor do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores e director do LAMtec (Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia), Mário Alves. De acordo com José Luís Amaral, é preciso ter em conta que a principal aposta a nível dos Açores tem sido feita na área da geotermia, com este sector a crescer 147 por cento em São Miguel, representando actualmente 42 por cento do consumo total de energia da ilha. O próximo passo é desenvolver a geotermia na Terceira, garante o governante, “o que permitiria cobrir muito mais a nível dos Açores”. Outras energias renováveis a desenvolver a médio prazo no arquipélago são a eólica e a hídrica. O director regional salienta ainda que existem, no âmbito do programa Proenergia, perto de 140 projectos aprovados, essencialmente ligados à colocação de painéis solares. Quanto a acções de sensibilização da população açoriana em geral, em relação à importância das energias renováveis, José Luís Amaral adianta que serão realizadas diversas actividades no mês de Maio. Também o professor da Universidade dos Açores, Mário Alves, considera o objectivo de 20 por cento atingível e aponta as melhores áreas a investir como sendo a energia eólica e os combustíveis renováveis. “A Comunidade Europeia tem dado sinais fortes a todos os estados membros de que devem apostar nas energias renováveis e estes têm seguido esses sinais, incluindo Portugal, que triplicou o peso da energia eólica. Creio que, também a nível do Governo Regional, existe essa vontade”, adianta. Quanto à possibilidade de ser feita uma aposta no hidrogénio, Mário Alves considera que, “seguramente, este estará no pacote dos combustíveis renováveis a desenvolver”. O objectivo de elevar a percentagem de energia renovável no total do consumo da União Europeia de 8,5 por cento em 2005, para 20 por cento em 2020, é avançado num vídeo colocado na Internet, no espaço da UE no Youtube, o “EUTUBE”. O vídeo pode ser consultado no endereço “http://youtube.com/watch?v=1cysaOnlv_E”.
(In Diário Insular)

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sexta-feira, novembro 23, 2007

Gestão de resíduos em regiões ultra-periféricas

Decorre nos dias 3 e 4 de Dezembro próximos, no Barão Palace, na ilha do Faial um workshop subordinado ao tema “A Gestão de Resíduos em Regiões Ultraperiféricas Insulares: O desafio para os Açores”.
A promoção de uma política de gestão de resíduos eficaz e consentânea com os desafios que a Região Autónoma dos Açores enfrenta, requer a convergência dos interesses da Administração Regional, da Administração Local, das empresas públicas e privadas, das associações e organizações não governamentais. Nesse sentido, foi elaborado o Plano Estratégico de Gestão de Resíduos dos Açores (PEGRA) que constituirá o instrumento normativo de referência para a gestão de resíduos nos Açores. Neste sentido, o Workshop “A gestão de resíduos regiões ultra-periféricas insulares: um desafio para os Açores”, que se realiza no âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia, pretende constituir um fórum de reflexão sobre a temática da gestão de resíduos.Este evento tem como principais objectivos específicos: Discutir a problemática e as políticas da gestão de resíduos no quadro das especificidades das ilhas e particularmente das Regiões Ultra-Periféricas; Debater aspectos económico-financeiros, de regulamentação e regime jurídico associados às actividades de gestão de resíduos; Apresentar conhecimentos e desenvolvimentos científicos, inovações, tecnologias e recursos disponíveis no âmbito da gestão de resíduos e promover o intercâmbio de experiências entre os profissionais do sector. Este workshop destina-se a todos os profissionais do sector dos resíduos bem como a todos os interessados nesta matéria, como por exemplo, Administração Regional e Local, intervenientes ao nível da produção, planeamento, gestão e fiscalização de resíduos, profissionais da agricultura, pesca, indústria, comércio e serviços, professores, estudantes, etc.De acordo com o programa, a primeira sessão será moderada pelo Director Regional do Ambiente, Frederico Cardigos, e intitula-se “A gestão de resíduos: Políticas e estratégias”.De seguida falar-se-á de “A politica nacional para a gestão de resíduos”, pela Eng.ª Lurdes Carreira da Agência Portuguesa de Ambiente.Joana Rodrigues (Valorambiente) apresenta “A gestão de resíduos na Região Autónoma da Madeira” e António Brito, da Universidade do Minho vem mostrar “O Plano Estratégico de Gestão de Resíduos dos Açores”. Depois do intervalo falar-se-á da “A gestão de resíduos na Comunidade Autónoma das Baleares” e “A gestão de resíduos na Comunidade Autónoma das Canárias”O holandês Gé Groenenboom da Gicom - Composting Systems, vem demonstrar “Os sistemas de compostagem”.A segunda sessão é denominada “ A gestão de resíduo: Experiências e perspectivas” e tem início com Dulce Pássaro, do Instituto Regulador de Águas e Resíduos, com a palestra “A defesa do interesse público e o sistema de regulação”.Seguem-se António Branco (EGF) e Fernando Leite (LIPOR) que vem falar da “A experiência dos sistemas multimunicipais”, enquanto João Levy (Ecoserviços) fala sobre “ A experiência dos sistemas privados”. ”As oportunidades para a gestão de resíduos” é o título da terceira sessão deste workshop. Sob a moderação de António Brito, discutir-se-á “O sistema regional de incentivos”.Sobre “O financiamento de projectos” vem falar Nuno Gil (Banco BES) e Pedro Santos (Agencia de Energia do Vale do Sousa) abordará “A aplicação de tarifários progressivos”.O segundo dia de trabalhos será preenchido com “As tecnologias perante os desafios das zonas insulares”, moderado por Margarida Patrão Costa da Direcção Regional do Ambiente.“ Valorização energética de resíduos, hidrogénio e combustíveis renováveis” por Mário Alves do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores; “Inovação e valorização energética por biocombustiveis” por Pablo Kroff (Simbiente-AdP, Universidade do Minho); “Novos sistemas por vermicompostagem” com Pedro Mestre e João Completo (Lavoisier) e “A experiência de gestão de um tecnossistema de resíduos em São Miguel” de Luís Marinheiro (Hidurbe), são alguns dos temas a apresentar, bem como, “A evolução e tendência nos sistemas de contentorização de resíduos” por Rui Mão de Ferro (OTTO); “O Centro de processamento e valorização orgânica da ilha das Flores” de João Levy (Instituto Superior Técnico); “Os tecnossistemas no caso da ilha do Pico” por Paulo Monteiro (Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto).O workshop termina com uma Mesa-redonda e debate: “a implementação nos Açores: oportunidades e desafios”.

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