Curso de Energias Renováveis
Entre uns e outros são mais de sete os tipos definidos cujas características e zonamento nas ilhas são objecto de recolha e desenho. A classificação como património regional, feita na década de 80 do Século XX, não conseguiu mais do que a pálida recuperação de alguns, sobretudo feita à custa do que importa num moinho – o funcionamento – para lhes manter, ao menos, a silhueta…E tudo isto vem aqui a propósito de um novo curso da Universidade dos Açores anunciado para as energias renováveis, e doutro que preenche as vagas ano após ano: o de engenharia do ambiente. Mais do que isso, vem a propósito de uma conversa, daquelas de Verão, em que insistiram comigo sobre a novidade destas coisas das "renováveis" e sobre o impacto na paisagem das zonas ou quintas de pás para captação da energia eólica. Diziam que era um descalabro ver as pás a "sujar" o cimo dos cabeços e repliquei que elas não eram mais do que a forma actual, tão despretensiosa como as outras anteriores, de aproveitar a força do vento que anda por aí. Então vieram-me com a resposta que estas pás nada têm a ver com os moinhos de vento, esses sim belos e pitorescos. Desde logo a questão do pitoresco teria que se lhe dissesse porque tem a ver com a possibilidade de inspirar um artista, sobretudo um pintor, e não com a qualidade da solução técnica encontrada. Um moinho talvez fosse mais facilmente pitoresco nesse sentido, embora já aí tenha dúvidas. Mas o que verdadeiramente torna os moinhos interessantes e belos – estes de que Ernesto Veiga de Oliveira recolheu informação e estes outros que agora "nascem" por aí – é o mostrarem a capacidade das pessoas, a cada tempo, com a tecnologia que têm à mão e com a ciência que possuem, de captar essa energia disponível. Eles são apenas – o que não é pouco – testemunhos do saber e do esforço humanos. O bonito vem depois e não tenho dúvidas que ele aparece sempre, quando a solução técnica e a base científica são de qualidade. Aliás só essas poderão subsistir, porque os erros na natureza pagam-se caro, designadamente neste campo em que lhe vamos buscar algo tão complexo como a energia do vento. Regressando aos cursos, o interessante destes dois é que vão buscar coisas que, como alguém disse, poderiam existir em qualquer parte menos nos Açores e, quiçá, em Angra do Heroísmo. Estranha afirmação!Precisamos de nos libertar, como ninguém, da escravidão dos combustíveis fósseis. Perceber como isso se faz, pesquisar e modelizar soluções, construir aqui um saber é algo que nos interessa sobremaneira. Fazê-lo em ligação com outros por esse mundo fora, importar e exportar saber e tecnologia é fazer universidade, é fazer comunidade, é integração. Bonito, bonito, é que esta atitude parte de um pressuposto simples: fazer das fraquezas forças em vez de ficar na lamúria! Tomar o que faz falta como inspiração de trabalho! Só se espera e deseja que a ciência seja boa e que as comunidades locais sejam as primeiras a perceber a importância disto tudo.Etiquetas: cursos, energias renováveis, Engenharia do Ambiente, eólica, Maduro Dias, opinião
Como representante da Ropatec, a empresa já oferecia soluções para fornecimento de energia eólica, nomeadamente, para potências de 1kW, 6kW e 20kW. Do seu porta-fólio fazem também parte produtos na área da climatização, iluminação ou hidrogénio. Estes são algumas das actividades que contribuíram para a empresa ter alcançando, em 2007, um volume de negócios de 500 mil euros. Como o negócio está a crescer, a Next Energy está já à procura de parceiros para se instalar também em Portugal continental.«O nosso objectivo é ganhar mercado a nível nacional, adquirindo know-how, para, mais tarde, evoluir para outros mercados», acrescenta João Santos.
Quanto a acções de sensibilização da população açoriana em geral, em relação à importância das energias renováveis, José Luís Amaral adianta que serão realizadas diversas actividades no mês de Maio. Também o professor da Universidade dos Açores, Mário Alves, considera o objectivo de 20 por cento atingível e aponta as melhores áreas a investir como sendo a energia eólica e os combustíveis renováveis. “A Comunidade Europeia tem dado sinais fortes a todos os estados membros de que devem apostar nas energias renováveis e estes têm seguido esses sinais, incluindo Portugal, que triplicou o peso da energia eólica. Creio que, também a nível do Governo Regional, existe essa vontade”, adianta. Quanto à possibilidade de ser feita uma aposta no hidrogénio, Mário Alves considera que, “seguramente, este estará no pacote dos combustíveis renováveis a desenvolver”. O objectivo de elevar a percentagem de energia renovável no total do consumo da União Europeia de 8,5 por cento em 2005, para 20 por cento em 2020, é avançado num vídeo colocado na Internet, no espaço da UE no Youtube, o “EUTUBE”. O vídeo pode ser consultado no endereço
