quarta-feira, maio 13, 2009

CONTRATO ASSINADO ONTEM LNEC estuda solos e águas da Praia

O Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) começa este mês a analisar os solos e as águas do concelho da Praia da Vitória, para apurar se existe contaminação por hidrocarbonetos, metais pesados e resíduos nucleares.
Os trabalhos serão realizados por uma equipa de sete doutorados, com recurso a 14 furos que serão feitos por sondadores. O estudo deverá estar concluídos no prazo máximo de um ano.
O estudo abrange uma área de 163 quilómetros quadrados, cerca de 40 por cento da superfície da Terceira, anunciou, ontem, o presidente do LNEC, Carlos Ramos, durante a assinatura de um contrato de prestação de serviços com a Câmara da Praia da Vitória, orçado em cerca de 607 mil euros.

A iniciativa surge na sequência de notícias que apontam para uma eventual contaminação dos solos e águas do concelho pelo sistema de armazenamento e abastecimento de combustíveis do destacamento norte-americano estacionado na Base das Lajes.
Para esclarecer a questão, o estudo vai englobar a análise à qualidade dos solos e a avaliação da qualidade das águas, mas também prospecção geofísica, modelação do funcionamento hidrológico e transporte de poluentes nos aquíferos e reabilitação.
Através de modelos matemáticos, vão ser também medidos os aquíferos cujos resultados permitirão uma orientação sobre a gestão futura dos recursos hídricos do concelho.
Os custos dos trabalhos são financiados na totalidade pelo executivo açoriano, através da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar.
“O risco nulo não existe e, por isso, é necessário quantificá-lo para se saber lidar com ele”, salientou Carlos Ramos.
O LNEC propõe analisar a evolução e migração das plumas contaminantes com vista ao estabelecimento de possíveis situações de risco para os furos de abastecimento urbano.
A proposta de trabalho apresentada define como perímetros: “Areeiro, Pico Celeiro; Vale Farto; Canada da Saúde; Juncal; Fontinhas e nascente da Caldeiras das Lajes”. Contudo, os técnicos admitem mudar localizações em função dos dados “que venham a ser obtidos nas campanhas de campo”.

Estudo independente

Por seu turno, o presidente da autarquia, Roberto Monteiro, salientou que “o estudo é feito por uma entidade independente, credível e reconhecida internacionalmente”, frisando que “a cônsul norte-americana se comprometeu a aceitar as suas conclusões”.
No caso de existir contaminação, Roberto Monteiro disse que “o problema terá de ser resolvido entre os governos regional e da República e os EUA”.
O autarca assegurou, no entanto, que, “na defesa dos interesses do concelho, caso existam resistências [norte-americanas] em assumir responsabilidades", a Câmara da Praia da Vitória está disposta "a recorrer, se necessário, a tribunais internacionais”.
Quando o problema foi levantado, a autarquia garantiu que, “nas análises regulares efectuadas às águas de consumo público, nunca foram detectadas contaminações por hidrocarbonetos e metais pesados”.
A professora da Universidade dos Açores, Adelaide Lobo, disse também à Lusa que, “ao longo de duas décadas e meia de análises às águas de consumo público na ilha Terceira, nunca foram detectadas aquelas substâncias”.
Um comunicado do Departamento de Relações Públicas da Força Aérea Portuguesa (FAP) admitiu, no entanto, que “existem identificados na Base Aérea das Lajes solos contaminados com hidrocarbonetos, mas superficialmente e pouco preocupantes”.
O documento acrescentava que “há já alguns anos que decorrem planos e acções concretas para correcção da situação, referidos em vários relatórios, sobre os quais não existe nenhuma intenção conhecida, quer das autoridades portuguesas ou norte-americanas em mantê-los secretos”.
Roberto Monteiro voltou a referir na cerimónia de ontem que “os resultados das análises que continuam a ser regularmente efectuadas garantem a fiabilidade e qualidade da água para consumo público”.
(In A União , Foto: João Costa/Fotaçor)

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sexta-feira, março 27, 2009

Lajes: LNEC estuda contaminação dos solos

A autarquia da Praia da Vitória vai pagar mais de 600 mil euros ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para estudar a eventual contaminação dos solos do concelho, por combustíveis dos depósitos norte-americanos da Base das Lajes.
Em declarações à Agência Lusa, Roberto Monteiro, presidente da edilidade praiense, adiantou que «os trabalhos começam no próximo mês de Abril» e foram co-financiados pelo governo regional através de um contrato de cooperação com a autarquia.
«O estudo visa o diagnóstico e análise, através de perfurações em locais pré seleccionados, da situação dos solos e consequente revelação dos resultados sobre a contaminação, ou não por combustíveis», explicou o autarca.
Roberto Monteiro garantiu que «se pretende apurar até ao máximo do pormenor qual a situação dos solos e da qualidade da água para consumo público».
No ano passado, Félix Rodrigues, investigador da Universidade dos Açores, confirmou que «tinha contactado com um estudo hidrológico de 2005, efectuado por empresas norte-americanas, cujos valores eram preocupantes quanto à contaminação» [dos solos].
«A confirmar-se uma elevada contaminação dos solos com hidrocarbonetos e metais pesados há perigo para a saúde humana», frisou o investigador.
Também em declarações à Agência Lusa a professora da Universidade dos Açores, Adelaide Lobo, garantia que «ao longo de duas décadas e meia de análises às águas de consumo público na ilha Terceira nunca foram detectados hidrocarbonetos ou metais pesados».
«Foram realizadas análises rigorosas até 2005 nos aquíferos profundos e águas superficiais, incluindo no Instituto Fresenius (Wiesbaden-Alemanha), por cromatografia gasosa, e nunca foi detectada a presença daqueles produtos poluidores», sublinhou.
Adelaide Lobo justificou a inexistência de hidrocarbonetos e metais pesados nas águas e solos da ilha pelo facto de «os solos serem vulcânicos o que permite uma absorção elevada à superfície o que impede qualquer contacto com os aquíferos ou nascentes».
Também a consulesa dos EUA assegurou que «nenhuma análise efectuada às águas do consumo público revelou sinais de contaminação», classificando como «irresponsabilidade» as notícias que indicavam a existência da contaminação daquelas águas.
Para terminar com as dúvidas, apurar responsabilidades e encontrar soluções a autarquia decidiu avançar para um estudo realizado por entidade competente na matéria.
Roberto Monteiro conseguiu ultrapassar as reservas iniciais da consulesa dos EUA nos Açores, Jean Manes, sobre a capacidade técnica e cientifica do LNEC para elaborar o estudo.
«O acordo com Jean Manes assegura que os resultados serão indiscutíveis e que as recomendações apontadas serão implementadas», acrescentou.
O estudo deverá estar concluído no primeiro trimestre de 2010.
(In Portugal Diário)

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sábado, janeiro 10, 2009

Contaminação na Praia da Vitória ainda sem estudo

A Câmara Municipal da Praia da Vitória não avança uma data para a adjudicação ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) do estudo sobre a eventual contaminação de solos e aquíferos no concelho.De acordo com informação adiantada pelo chefe de gabinete do município, Osório Silva, “a câmara municipal não tem nada a acrescentar e o processo está a decorrer na normalidade”, sendo que “em breve se irá pronunciar sobre o contrato e o projecto”.Segundo a mesma fonte, aquando da assinatura do contrato viajarão até à Terceira responsáveis pelo LNEC, sendo, nessa altura, revelados mais detalhes sobre o estudo em si.Recorde-se que a 26 de Novembro do ano passado o presidente da câmara praiense afirmava esperar ter, em Dezembro, as condições para adjudicar ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) o estudo sobre a eventual contaminação de solos e aquíferos do concelho. Na altura, a câmara municipal aguardava a aprovação do orçamento necessário, ao que se seguiria a assinatura do contrato que daria ao município os meios para adjudicar o estudo ao LNEC. Só depois seria feita a adjudicação.Roberto Monteiro adiantava que, apesar dos atrasos na adjudicação, a demora seria compensada. “Tudo está reunido para que, até ao final de 2009, se conheçam os resultados”, concluiu.Mais de meio milhão de euros, cerca de 180 mil para o trabalho do LNEC e mais 350 mil para processos que o laboratório de engenharia contratará com outras empresas, é quanto se prevê que custe o estudo.Contactado por DI, o professor da Universidade dos Açores, Cota Rodrigues, que esteve na origem da denúncia da eventual contaminação, recusou comentar os atrasos no arranque do estudo do LNEC, afirmando que o seu dever está cumprido e que resta agora às autoridades responsáveis conduzirem bem o processo.Na origem desta eventual contaminação de solos e aquíferos estará o facto de os norte-americanos estacionados na Base das Lajes terem depositado no solo da ilha Terceira, entre os anos cinquenta e meados dos anos noventa do século passado, lamas compostas por hidrocarbonetos, metais pesados e água, que resultam da lavagem dos tanques de combustível, do Tank Farm.

(In Diário Insular)

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sexta-feira, maio 30, 2008

LNEC apresenta projecto de estudo de aquíferos das Lajes em Julho

O Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) vai apresentar até 15 de Julho o projecto para análise dos solos e aquíferos do concelho da Praia da Vitória, disse hoje o presidente da autarquia, Roberto Monteiro.
Em declarações à Agência Lusa, Roberto Monteiro, que reuniu em Lisboa com os responsáveis do LNEC, adiantou que "o projecto terá três fases, a primeira das quais termina a 15 de Julho com o cronograma dos trabalhos e a estimativa de custos".


"A segunda fase será a análise dos solos e aquíferos de toda a área do concelho que atinge os 200 quilómetros quadrados", explicou o autarca.
O estudo que o LNEC vai efectuar resulta de uma denúncia pública de uma eventual contaminação dos solos e aquíferos do concelho da Praia da Vitória devido a combustíveis utilizados pelo destacamento militar norte-americano estacionado na base das Lajes.
Segundo Roberto Monteiro, o objectivo "é não só conhecer os problemas que existem, mas também preparar acções correctivas, se as houver, e estabelecer uma mapa geográfico dos locais onde no futuro se possa captar água de qualidade".
"Quanto às acções correctivas a empreender, se forem necessárias, elas serão descriminadas com os respectivos custos", explicou.
Roberto Monteiro adiantou que recebeu "seis relatórios das autoridades norte-americanas relativos a estudos que foram efectuados entre 1995 e 2006", mas recusou-se a adiantar pormenores dos documentos alegando que "os originais, de que não foram feitas cópias, já estão na posse do LNEC".
Nas análises efectuadas pela autarquia às águas de consumo público nunca foram detectadas contaminações por hidrocarbonetos e metais pesados.
A professora da Universidade dos Açores, Adelaide Lobo, disse também à Lusa que "ao longo de duas décadas e meia de análises às águas de consumo público na ilha Terceira nunca foram detectadas aquelas substâncias".
Adelaide Lobo justifica a inexistência de hidrocarbonetos e metais pesados nas águas e solos da ilha pelo facto de "os solos serem vulcânicos o que permite uma absorção elevada à superfície o que impede qualquer contacto com os aquíferos ou nascentes".
Um comunicado do Departamento de Relações Públicas da Força Aérea Portuguesa (FAP) admitiu que "existem identificados na Base Aérea das Lajes [Ilha Terceira] solos contaminados com hidrocarbonetos mas superficialmente e pouco preocupantes".
De acordo com o esclarecimento da FAP, "seria de esperar de uma infra-estrutura com estas características nalguns locais muito específicos, onde estiveram ou estão instalados tanques de combustível ou linhas de abastecimento que existam solos contaminados com hidrocarbonetos".
Porém, "há já alguns anos que decorrem planos e acções concretas para correcção da situação, referidos em vários relatórios sobre os quais não existe nenhuma intenção conhecida, quer das autoridades portuguesas ou norte-americanas em mantê-los secretos", acrescenta o esclarecimento.
Roberto Monteiro reafirmou hoje à Lusa que "as análises à água de consumo público são excelentes" e por isso o autarca garantiu que irá aguardar "com serenidade o estudo do LNEC".
JAS.
(In Lusa)

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terça-feira, maio 13, 2008

LNEC não aceita interferências

O presidente do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) reafirma que a constituição da equipa e a metodologia a usar num eventual estudo da contaminação nos aquíferos e nos solos da Praia da Vitória serão da exclusiva responsabilidade da instituição. Carlos Matias Ramos, na resposta a perguntas de DI, endereçadas por correio electrónico, na quarta-feira, adianta que esses dados estarão incluídos na proposta que o LNEC venha a apresentar caso lhe seja solicitado o estudo.“Este Laboratório Nacional realizará o estudo em causa, caso este venha a ser solicitado pela Câmara Municipal da Praia da Vitória e se houver acordo quanto às respectivas questões contratuais. Na eventualidade da realização pelo LNEC desse estudo, a equipa que for constituída e a metodologia a adoptar serão matérias que apenas ao LNEC dizem respeito e que serão objecto de proposta específica”, lê-se no e-mail de resposta às perguntas de DI, endereçado pela coordenadora do gabinete de Relações Públicas e Técnicas do LNEC, Manuela França Martins, em nome do presidente da instituição nacional. As perguntas que DI enviou ao presidente do LNEC foram suscitadas pelas informações que, na quarta-feira, surgiram após o anúncio, por parte do presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, Roberto Monteiro, de que pretendia solicitar a essa entidade um estudo aprofundado da contaminação das águas subterrâneas que abastecem o concelho e dos solos circundantes aos locais onde os americanos mantiveram ou mantêm tanques de combustíveis e condutas.Numa reunião, posterior a esse anúncio, entre o presidente da Câmara da Praia e a cônsul dos Estados Unidos em Ponta Delgada, um dos assessores americanos, segundo Roberto Monteiro, manifestou a vontade dos EUA conhecerem os currículos e a metodologia da equipa que realizasse o estudo, para, alegadamente, assumirem a sua validação. Essa condição foi rejeitada totalmente pelo presidente do LNEC em declarações à RDP/Açores. Na origem de todo este caso, está uma investigação jornalística que denunciou a existência de amplas manchas de contaminação na Praia da Vitória, comprovadas por relatórios oficiais, decorrentes de derrames de combustível e lamas químicas em infra-estruturas operadas pelos militares americanos na Terceira.

(In Diário Insular)

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domingo, maio 11, 2008

LNEC não cede a pressões Norte-Americanas

O presidente do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) garantiu que não vai ceder a pressões, em resposta ao facto de os militares norte-americanos na Base das Lajes exigirem conhecer a equipa que vai realizar o estudo hidrológico aos solos da Ilha Terceira.
Carlos Matias Ramos disse que não recebeu qualquer pedido para que fosse feito um estudo hidrológico e alertou que o laboratório que representa não vai ceder a pressões, porque «faz os estudos solicitados com toda a isenção e qualidade».
«Ninguém nos impõe seja o que for na definição de condicionantes para a execução desses estudos, pelo que acho estranho que alguém diga» que quer conhecer a equipa, até «porque não é nossa prática e nunca o faremos», frisou.
O estudo hidrológico aos solos da Ilha Terceira, nos Açores, visa apurar se existe contaminação no local, provocada pelos combustíveis utilizados na Base das Lajes.
«Como é normal nestas matérias, os Estados Unidos solicitaram que, para uma aceitação inquestionável dos resultados do estudo, o LNEC apresente a equipa e as competências das pessoas que farão parte da mesma», explicou o presidente da autarquia da Praia da Vitória, Roberto Monteiro.
(In TSF Online)

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