quinta-feira, março 19, 2009

Acto eleitoral na Universidade dos Açores

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Qualidade e sustentabilidade - Encontro de Química dos Alimentos

segunda-feira, novembro 12, 2007

Alimentos ditos saudaveis têm novas regras

A União Europeia prepara novas regras para evitar a publicidade enganosa nos produtos alimentares.
Caso não se provem cientificamente que alguns produtos não estão, de facto, a contribuir para que os consumidores vivam mais, poderá ser considerada publicidade enganosa. Por outro lado, prevê-se a impossibilidade de figuras públicas ou médicos poderem promover benefícios para a saúde de determinado alimento.
A base desta legislação foi lançada por um regulamento da Comissão Europeia no final de 2006, que entrou em vigor este ano. Este documento vai agora dar origem a uma série de regras para um sector em expansão mas que se ressentia, até aqui, de um vazio legal.
Questionado sobre os impactos que tais medidas poderiam ter na comercialização dos produtos Açorianos, o Professor Félix Rodrigues do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores afirma que apesar de, por exemplo, terem sido determinados níveis elevados de ácidos gordos essenciais na carne e no leite açorianos, que se crêem ser benéficos para a saúde, podendo ter efeitos em termos de prevenção do cancro, pela investigação de docentes do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, como é o caso dos trabalhos dos Professores Oldemiro Rego, Henrique Rosa, Alfredo Borba, Célia Silva e Carlos Vouzela, tal lógica nunca foi aproveitada pela indústria de laticínios local. Neste contexto o impacto de tal legislação reveste-se de contornos positivos em vez de aspectos negativos para a agro-indústria açoriana. A ausência de publicidade aos produtos açorianos, nessa perspectiva, será transformada numa mais valia se em detrimento de se publicitar aquilo que efectivamente não se tem certezas científicas, se passar a indicar a composição média dos produtos, num mercado cada vez mais esclarecido, onde as conclusões sobre a qualidade de um produto serão tiradas pelos próprios consumidores.
De acordo com o Diário de Notícias, poderão continuar a observar-se nos rótulos frases como: "o cálcio faz bem aos ossos". Neste caso, a ciência comprova e a ideia é de fácil entendimento para o consumidor comum. Mas qualquer expressão adicional a esta lista vai ser alvo de uma aprovação prévia antes de ser lançada no mercado. E terá de ser validada cientificamente. Um processo que é mais exigente sempre que as alegações sejam em relação ao risco de doença - "evita o aparecimento de cancro", por exemplo. Ou quando se dirigem especificamente às crianças. As regulação estende-se também às alegações feitas através de "representação pictórica, gráfica ou simbólica".
(In RDP-Açores)

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sexta-feira, setembro 21, 2007

Plantas arbustivas combatem a erosão dos solos

Plantas como a "faia da Terra" (Myrica faya) ou a roca de velha (Hedychium gardnerianum) podem combater a erosão dos solos. Também são uteis em ápoca de escassez de alimentos.
A luta contra a desertificação e erosão dos solos pode incluir a introdução de plantas arbustivas, que também servem como complemento na alimentação de animais. A dupla função deste tipo de plantas é explorada por Alfredo Borba, Carlos Vouzela, Oldemiro Rego e João Madruga, professores do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores que apresentaram o estudo "O papel das plantas arbustivas e outras forragens não convencinais na conservação do solo", na ilha canarina de Fuerteventura, no III Simpósio Nacional Espanhol sobre o Controlo da Degradação dos Solos e a Desertificação, que se realizou de 16 a 20 de Setembro de 2007.

De acordo com Alfredo Borba, entre as plantas e arbustos em questão estão o incenso (Pittosporum undulatum), a roca de velha, a faia da terra e o azevinho (Ilex perado), entre outras. "Não são plantas que possuam já grande expressão nos Açores, mas foram muito utilizadas no passado. Actualmente estas plantas devem ser usadas em casos específicos", disse, ressalvando que, na Região embora existam alguns solos degradados, a maioria se encontra em boas condições.

O professor da Universidade dos Açores concluiu que as plantas devem, ainda, ser apenas utilizadas como alimentação em época de falta de alimentos, podendo ser associadas a silagem ou a milho, mas não como alimento base dos animais. "Não se vai dizer que se deve utilizar essas plantas arbustivas para que os animais produzam mais, porque não é verdade. Devem sê-lo apenas em época de escassez", avança. Alfredo Borba garante, ainda, que serão realizados mais estudos sobre a utilização de arbustivas na conservação de solos.
Trata-se da primeira vez que o simpósio espanhol sobre o controlo da degradação dos solos e desertificação se realiza fora de madrid, passando este ano, para Fuerteventura, a ilha do arquipélago das Canárias que se debate com maiores problemas de erosão e desertificação. O evento conta com 150 investigadores.
A dimensão de problemas ambientais como a desertificação, alterações climáticas e perda de biodiversidade, levaram as Nações Unidas a declararem 2006 como o "Ano Internacional dos Desertos e Desertificação".
O fenómeno natural, que se relaciona com o despovoamento das zonas rurais, afecta cerca de dois biliões de pessoas no mundo, sendo que mais de um terço de Portugal está em risco de desertificação.
(In Diário Insular, Açoriano Oriental)

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