Biscoito de Honra
(In Bagos D'Uva)
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Este blog é da responsabilidade do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores e pretende dar conta das actividades desenvolvidas ao longo de 2006 - Ano Internacional dos Desertos e da Desertificação, bem como das actividades realizadas na mesma área temática,ou não, nos anos posteriores.
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“Um estudo realizado na Alemanha concluiu que a bromelina inibe a formação da prostoglandina pré-inflamatória, que acelera o avanço do cancro. Já no Japão, cientistas perceberam que esta enzima inibe o factor de necrose tumoral, que também acelera o cancro”, explica.A bromelina reduz também a agregação de plaquetas sanguíneas, isto é, de coágulos, servindo como um poderoso agente contra problemas cardíacos. Além desta propriedade, o ananás produzido no arquipélago reduz ainda a possibilidade de se desenvolver artrite reumatóide. José Baptista lembra ainda que os médicos costumam prescrever o medicamento “Ananase” para casos de endemas, de inchaço. “A bromelina tem o efeito de aumentar a permeabilidade dos tecidos, reduzindo endemas, por exemplo. Se antibióticos forem tomados com esta enzima, o seu efeito é muito mais poderoso”, afirma.Estes efeitos benéficos para a saúde são muito fortes no ananás açoriano, visto que a produção em estufa é feita com um substrato que aumenta a presença da enzima. O chá também tem propriedades anti-cancerígenas, devido à presença de antioxidantes, que combatem os radicais livres, tendo também acção contra as doenças cardiovasculares. “O nosso corpo produz antioxidantes, mas o tabaco, exercício físico muito intenso ou a poluição podem aumentar em muito o número de radicais livres. O chá combate-os”, assegura.José Baptista identificou também no ananás dos Açores uma forte presença de ciamina, face a outros chás do globo. O aminoácido altera a química do cérebro, produzindo um efeito de relaxamento. “Ao contrário de medicamentos como o Xanax, há relaxamento, mas não adormecimento do cérebro”, conclui.O chá combate ainda a formação de placa dentária, sendo rico em fluór.Etiquetas: alimentação, comunicações, Encontro, química alimentar
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“A Universidade dos Açores tem o mérito não só de ser uma entidade que inova, que cria, que habilita os nossos jovens a um futuro promissor. Tem também tido o mérito de organizar iniciativas como esta, que trazem à Terceira e a Angra pessoas talentosas e com muito conhecimento, que, com certeza, serão um veículo de divulgação daquilo que é de facto Angra do Heroísmo”, disse a autarca angrense.Além disso, a presidente da autarquia salientou o trabalho desenvolvido pela universidade na formação de recursos humanos em áreas ligadas ao turismo, como os guias da natureza.Recorde-se que, recentemente, o candidato do PSD/Açores à Câmara Municipal de Angra afirmou que é necessário um maior diálogo entre a autarquia e a Universidade dos Açores. “Acreditamos que o progresso só pode existir se o produto da Ciência e os técnicos deste centro de conhecimento participarem activamente no desenvolvimento do concelho”, defendeu António Ventura.Etiquetas: Alfredo Borba, Andreia Cardoso, Encontro, João Madruga, Política, química alimentar
José Matos lembrou ainda, na comunicação intitulada “Sustentabilidade da produção Leiteira nos Açores”, que os valores da açorianidade estão profundamente ligados à ruralidade.“É o caso das touradas à corda, do Espírito Santo. Se não houver mais agricultores, perdem-se esses valores culturais que enriquecem a nossa Região”, defendeu.Quanto ao sector do leite, para além de avisar para possíveis descidas do preço ao produtor ao longo deste ano, José Matos afirmou que uma das melhores formas para manter a sustentabilidade é apostar na alimentação do gado à base de pastagem.Outra ideia defendida por José Matos foi a de os agricultores passarem a produzir energia eólica. “Neste campo, os agricultores açorianos estão em vantagem. Temos muito vento. Seriam precisos, claro, incentivos para que os equipamentos fossem adquiridos e instalados a um preço justo, à semelhança do que já existe para empresas”, sustentou.No prazo de 16 anos, a produção de leite nos Açores duplicou, “um fenómeno único a nível nacional”, lembrou o investigador.Etiquetas: Encontro, José Matos, química alimentar, turismo
Matos lembra que o modelo de produção em vigor nos Açores já se “aproxima muito do biológico”. Para a implementação deste tipo de leite no mercado português, seria necessário, segundo o especialista, investir em estratégias de marketing, criar incentivos financeiros e serviços de inspecção eficazes, entre outras medidas.Além disso, o professor universitário defende a transformação do leite em produtos com valor acrescentado, direccionados para mercados específicos, como o geriátrico ou o pediátrico.Etiquetas: José Matos, Leite, preços, química alimentar, Quota leiteira
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Evento com comunicações sobre: Produção de alimentos e sustentabilidade; Qualidade dos Alimentos; Nutrição e Saúde; Segurança e Toxicologia; Alimentos Tradicionais e Processamento e Tecnologias de Produção.
(In Bagos D'Uva)
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“Acho que os Açores têm potencial, porque já vi um pouco do arquipélago e penso que o clima e o solo são muito adequados à produção de leite e carne”, avançava Tiny van Boekel, em declarações a DI, prestadas durante o “9º Encontro de Química dos Alimentos”, que se realiza até hoje, no pólo universitário da Universidade dos Açores, em Angra do Heroísmo. Na opinião do especialista, a Região deve, porém, “esforçar-se no sentido de fazer alguma coisa quanto às emissões de gases” com efeito de estufa. “É preciso tentar reduzir isso por parte dos animais. Sei que o gado é alimentado, em grande parte, com pastagem, o que já é muito bom. Outra ideia seria usar-se cereais locais, em vez de os importar, por exemplo, de países como o Brasil. Isso fecharia o ciclo de uma produção sustentável”, considera. O investigador holandês admite que existirão dificuldades em termos de competitividade, mas acredita, que, com o passar do tempo, a aposta na sustentabilidade compensará. “ Vão haver dificuldades e, se nem todos produzirem de forma sustentável, vai haver competição desleal. Mas a tendência é para a mudança de mentalidades e para a cada vez maior valorização deste tipo de produtos”, sustenta, acrescentando que, numa primeira fase, será interessante dirigir esses produtos para segmentos de mercado sensibilizados para as questões ambientais. Na comunicação que abriu, anteontem, o encontro que reúne especialistas nacionais e internacionais na área da química dos alimentos, Tiny van Boekel defendeu que a sustentabilidade deve ser entendida como uma componente da qualidade. Isto tendo em conta que a qualidade é definida como ir ao encontro das necessidades do consumidor. “O consumidor é o elemento determinante e a relação que tem com o produto é interactiva. Se entender a sustentabilidade – por exemplo, a ausência de pesticidas – como qualidade, valorizará isso”, defende. O encontro é organizado pela Sociedade Portuguesa de Química, em colaboração com a Universidade dos Açores.Etiquetas: Conferência, Desenvolvimento sustentavel, Encontro, química, química alimentar, Sustentabilidade

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