sexta-feira, novembro 16, 2007

Dia Nacional do Mar 2007

A Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, através das diferentes ecotecas da Região, vai promover, até final deste mês, diversas iniciativas destinadas a assinalar o Dia Nacional do Mar, que se celebra na próxima sexta-feira.
Com estas iniciativas, o Governo dos Açores pretende chamar a atenção da população em geral para a importância do mar e dos seus recursos.No âmbito dessas comemorações, que se estenderão a várias ilhas do arquipélago, a Ecoteca da Graciosa promove quinta-feira, pelas 21 horas, na Casa do Povo da Praia, uma sessão de sensibilização e debate com os pescadores e marítimos daquela ilha. Na sexta-feira, pelas 21 horas, será inaugurada no Museu da Graciosa a exposição “Tesouros Marinhos”, seguindo-se uma palestra subordinada ao tema “O Ambiente e a Pesca”. Associando-se, igualmente, à efeméride, a Ecoteca de Santa Maria inaugura, também na sexta-feira, a exposição de pintura “Fundo Profundo do Mar”, que estará patente ao público nas instalações daquele organismo até dia 23, podendo ser visitada diariamente entre as 10 e as 18 horas.No mesmo dia, a mesma ecoteca irá distribuir o folheto “SOS Oceano”, com vista a sensibilizar a população para a importância das escolhas de consumo de peixe na sustentabilidade marinha. Por sua vez, a Ecoteca da Terceira organiza na próxima sexta-feira diversas visitas, entre as quais à Associação Gê-Questa, Lotaçor e porto de São Mateus.Para o Anfiteatro da Universidade dos Açores, no campus de Angra de Heroísmo, está entretanto agendada, para o mesmo dia, a partir das 21:30 horas, uma palestra, seguida de debate, subordinada à temática “O mar, as zonas costeiras e a participação da sociedade na gestão do litoral”.Também a Ecoteca do Pico promove, na sexta-feira, duas palestras sobre a “Ecologia do Mero, Epibephelus marginatus, nos Açores” (no Auditório da Escola Básica e Integrada de São Roque do Pico) e “Espécies marinhas de interesse comercial nos Açores” (no Centro Multimédia de São Roque do Pico), sendo esta última seguida da apresentação do livro “Animais Marinhos dos Açores – perigosos e venenosos” do Professor João Pedro Barreiros do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores e Vidal Haddad Junior do Brasil . Já no sábado, a mesma ecoteca organiza, também, um passeio pedestre “Coastwatch” para monitorização da orla costeira entre os portos da Madalena e do Calhau. Em São Jorge, por seu turno, a ecoteca local irá proceder, na próxima sexta-feira, à divulgação de informação sobre a pesca sustentável e de um folheto relativo à pesca e ao consumo sustentável de espécies piscícolas. De sexta a segunda-feira próximas, a Ecoteca de São Jorge tem ainda agendado a divulgação, na sala de projecção dos Bombeiros Voluntários da Calheta, do DVD interactivo intitulado “Uma Viagem Emocionante aos Ecossistemas Marinhos dos Açores”. Exposição de cetáceos, cedência de livros relacionados com o mar, exibição de documentários em DVD, exploração do CD-ROM “Peixes dos Açores” e realização do concurso de identificação das espécies piscícolas dos Açores e do concurso “Conhecer os Oceanos” são outras das actividades destinadas a assinalar o Dia Nacional do Mar. Já na ilha do Faial, a ecoteca local, em colaboração com o Observatório do Mar dos Açores, promove a realização, no Centro do Mar, de uma palestra intitulada “Pescas Sustentáveis no Arquipélago dos Açores”.Em São Miguel, a Ecoteca da Ribeira Grande irá assinalar o Dia Nacional do Mar com várias actividades relacionadas com a temática do Cagarro, enquanto que a Ecoteca de Ponta Delgada promoverá uma sessão de sensibilização sobre os ecossistemas marinhos dos Açores, poluição dos oceanos e pesca sustentável e, no dia 19, organizará, no âmbito de campanha “Coastwatch”, uma saída de campo aos Mosteiros.Por sua vez, a Ecoteca das Flores promove diversos concursos sobre o tema “Pescas Sustentáveis”, numa iniciativa destinada aos estabelecimentos de ensino e cujos trabalhos estarão patentes ao público entre os dias 19 a 30 de Novembro.
(In Canal de Notícias dos Açores)

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terça-feira, novembro 06, 2007

Perigos no mar

Um mergulho nas águas do Atlântico pode ter consequências desagradáveis devido ao contacto com alguns animais perigosos e venenosos. Os investigadores João Pedro Barreiros (Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores) e Vidal Haddad Júnior (Brasil) acabam de lançar um livro sobre as espécies marinhas para quem o contacto com os humanos é de todo indesejável.
João Pedro Barreiros já perdeu a conta às vezes em que foi mordido ou picado por animais marinhos. Desde alguns sustos com tubarões e moreias, a picadas de águas-vivas ou ouriços-do-mar, o biólogo faz questão de encarar com naturalidade esse tipo de situações. Numa das situações mais perigosas que enfrentou até hoje, João Pedro Barreiros viu um tubarão devorar metade de um grande mero que tinha capturado. Quando chegou são e salvo a terra, fez questão de fotografar o peixe, ou melhor, o que restava dele com a impressionante marca dos dentes do tubarão. Esse e outros contactos com animais marinhos potencialmente perigosos estão documentados num livro que João Pedro Barreiros e o biólogo brasileiro Vidal Haddad Júnior acabam de lançar no mercado através da Blu Edições. “Animais marinhos dos Açores perigosos e venenosos” é um livro bilingue (português e inglês) que identifica as espécies que podem ser potencialmente perigosas para os seres humanos e indica quais os tratamentos que devem aplicados nas mazelas decorrentes do contacto com águas-vivas, ouriços-do-mar ou moreias.

LIVRO INÉDITO
A ocorrência de acidentes provocados por animais marinhos é relatada no meio científico de forma esporádica, por isso, “Animais marinhos dos Açores perigosos e venenosos” é a primeira obra do género editada na Península Ibérica. No livro lançado no âmbito do evento “Outono Vivo”, que decorreu recentemente na Praia da Vitória, são inventariados os principais animais marinhos potencialmente perigosos dos Açores sem avaliar a incidência dos acidentes. Suspeita-se que, à semelhança do que ocorre no Brasil, cerca de 50 por cento dos atendimentos hospitalares com este tipo de acidentes se devam a ouriços-do-mar, 25 por cento a cnidários (águas-vivas e caravelas) e os restantes 25 por cento a peixes venenosos de várias espécies. Vidal Haddad Júnior é médico dermatologista e professor do Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista do Brasil e João Pedro Barreiros, docente do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores. Encontraram-se o ano passado num congresso de Biologia Marinha que decorreu em Niterói (Brasil) e nessa altura surgiu a iniciativa de fazer um livro sobre os animais marinhos que podem provocar contactos indesejáveis com os humanos. “Essa ideia de fazer o livro foi crescendo desde que tomámos a decisão de o fazer em Maio de 2006. Depois de uma troca de textos e fotografias avançámos para a sua publicação”, refere João Pedro Barreiros. O biólogo marinho considera que o livro pretende ser um guia para quem gosta de estar em contacto com o mar e rejeita a carga negativa que surge naturalmente associada a esse tipo de temática em que os animais estão sempre à espreita para atacarem os humanos que invadem o seu habitat. Assegura que o Atlântico é muito menos perigoso do que o Pacífico, mas isso não quer dizer que não seja necessário tomar precauções para evitar encontros indesejáveis com animais marinhos. “Entre as espécies responsáveis por maior número de acidentes estão as águas-vivas e as caravelas que são abundantes no mar dos Açores e estão mais perto das pessoas. Alguns desses acidentes podem ter consequências graves se as feridas não foram devidamente tratadas”, afirma.Tendo em conta essa situação, João Pedro Barreiros considera que o livro é uma ferramenta que permite a quem for vítima desse ou outro tipo de situações saber como líder de forma rápida.“Julgo numa altura em que o turismo está a desenvolver-se nos Açores e que as actividades relacionadas com mar estão a aumentar, este livro poderá ser um guia de campo. É essencial saber quais as espécies potencialmente perigosas e como de deve proceder para evitar acidentes”, assegura.

LIGAÇÃO AÇORES-BRASIL
De acordo com Vidal Haddad Júnior, a concretização do projecto que resultou na edição do livro “Animais marinhos dos Açores perigosos e venenosos” é um exemplo daquilo que podem ser as relações e o intercâmbio entre os Açores e o Brasil na área da ciência.“Este trabalho sobre as espécies que existem nos Açores veio complementar o que já tinha feito no Brasil sobre a realidade do Atlântico Sul. Julgo que é muito positivo que o primeiro trabalho nesta área editado em Portugal tenha em conta a realidade dos Açores”, referiu.Para o investigador brasileiro, o livro poderá ser um ponto de partida para a elaboração de outros trabalhos na área da biologia marinha onde o objecto de estudo seja uma área vasta do Atlântico.

(In DI Revista)

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terça-feira, outubro 30, 2007

Animais Marinhos dos Açores - Perigosos e Venenosos (O Livro)

Foi lançado no dia 27 de Outubro, numa das actividades da semana “Praia Outono Vivo 2007” que decorre na Praia da Vitória, o livro de Vidal Haddad Júnior, Médico dermatologista e Professor do Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista do Brasil e do Professor João Pedro Barreiros do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, intitulado: “Animais Marinhos dos Açores: Perigosos e Venenosos”.
Na apresentação do livro, a Professora Maria Adelaide Lobo, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores enfatizou a importância da obra, do ponto de vista do conhecimento científico na área da ecotoxicologia bem como das informações úteis ao cidadão comum no que se refere a normas de protecção e actuação perante incidentes com algumas espécies marinhas do arquipélago.
O livro, editado pela BLU Edições, pretende ser um guia de campo para quem gosta do mar, ou está em contacto com ele, mesmo de forma esporádica.
A ocorrência de acidentes por animais marinhos no mundo é relatada no meio científico de forma esporádica, constituindo-se esta obra a primeira do género na Península Ibérica.
Nesta obra pretendeu-se inventariar os principais animais marinhos potencialmente perigosos dos Açores sem avaliar a incidência dos acidentes, mesmo assim, suspeita-se que à semelhança do que ocorre no Brasil, que cerca de 50% dos atendimentos hospitalares com este tipo de acidentes se devam a ouriços-do-mar, 25% a cnidários e os restantes 25% a peixes venenosos de várias espécies.
De acordo com os autores do livro, os principais animais causadores dos acidentes e as características clínicas só recentemente vêm recebendo maior atenção por parte dos médicos e dos biólogos, o que resulta numa maior possibilidade de se estabelecerem medidas terapêuticas e preventivas efectivas para o problema. Este facto ocorre nos Açores e, de resto, em Portugal continental, bem como por toda a Europa, referem. Dizem que o livro é um projecto que pretende relacionar os principais animais marinhos potencialmente perigosos do arquipélago dos Açores, sem pretender avaliar a incidência dos acidentes.

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