domingo, setembro 07, 2008

Mergulhadores vão procurar peixes-aranha na Terceira

Um grupo de investigadores da Universidade dos Açores vai realizar nesta Segunda-feira, se o tempo o permitir, uma acção de rastreio de peixes-aranha na baía da Praia da Vitória, na zona da Prainha.
Recorde-se que, segundo a Autoridade Marítima Local, registaram-se até agora, durante a época balnear, 11 picadas de peixe-aranha nas praias da ilha Terceira.
Em declarações ao Diário Insular, o Professor do Departamento de Ciências Agrárias do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, João Pedro Barreiros, que irá incluir a equipa de mergulhadores, sublinhou tratar-se da "primeira vez que se regista a ocorrência de picadas de peixe-aranha na Terceira", afirmando, no entanto, não ter nenhuma evidência, nem nenhuma prova de que tal tenha realmente acontecido.

"Não vi nenhuma picada, não tenho conhecimento pessoal clínico que tenha reportado essa ocorrência e nunca vi um peixe-aranha na Terceira, apesar de já mergulhar nestes mares há mais de 20 anos", referiu.
Mas João Pedro Barreiros salienta também que não é impossível.


Em relação à acção de rastreio planeada para Segunda-feira, ressalva ainda que, "se não se encontrar nenhum exemplar de peixe-aranha, também não quer dizer nada", explicando ser "muito mais fácil encontrar um cachalote à frente do Monte Brasil".
O peixe-aranha atinge cerca de 15 cm e encontra-se, normalmente, enterrado na areia. A sua picada causa dor intensa e inflamação. Pode ainda provocar infecção e alergia.

(In Diário Insular)

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sábado, julho 12, 2008

Pescas sustentáveis para a ilha do Corvo

Foi apresentado em Plymouth, Reino Unido, na conferência “Advances in Marine Ecosystem Modelling Research 2008” o trabalho da autoria de Fabíola Gil, Mário Rui Pinho e Tomaz Dentinho, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores intitulado “Using neural networks to model the fisheries of blackspot seabream in a small island Corvo”.
Os autores criaram e calibraram um modelo de redes neuronais artificiais para analisar a relação entre o esforço e capturas de goraz no Corvo.


As redes neuronais foram usadas devido à sua capacidade para analisar problemas complexos, e dados com elevado ruído. As variáveis usadas foram: capturas de juvenis, capturas de outras espécies, variáveis dummy para representar sazonalidade e condições ambientais e número de saídas. Este trabalho faz parte de um estudo mais alargado com vista ao desenvolvimento sustentável das comunidades piscatórias do grupo Ocidental.
(In Azores Digital)

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sexta-feira, novembro 16, 2007

Dia Nacional do Mar 2007

A Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, através das diferentes ecotecas da Região, vai promover, até final deste mês, diversas iniciativas destinadas a assinalar o Dia Nacional do Mar, que se celebra na próxima sexta-feira.
Com estas iniciativas, o Governo dos Açores pretende chamar a atenção da população em geral para a importância do mar e dos seus recursos.No âmbito dessas comemorações, que se estenderão a várias ilhas do arquipélago, a Ecoteca da Graciosa promove quinta-feira, pelas 21 horas, na Casa do Povo da Praia, uma sessão de sensibilização e debate com os pescadores e marítimos daquela ilha. Na sexta-feira, pelas 21 horas, será inaugurada no Museu da Graciosa a exposição “Tesouros Marinhos”, seguindo-se uma palestra subordinada ao tema “O Ambiente e a Pesca”. Associando-se, igualmente, à efeméride, a Ecoteca de Santa Maria inaugura, também na sexta-feira, a exposição de pintura “Fundo Profundo do Mar”, que estará patente ao público nas instalações daquele organismo até dia 23, podendo ser visitada diariamente entre as 10 e as 18 horas.No mesmo dia, a mesma ecoteca irá distribuir o folheto “SOS Oceano”, com vista a sensibilizar a população para a importância das escolhas de consumo de peixe na sustentabilidade marinha. Por sua vez, a Ecoteca da Terceira organiza na próxima sexta-feira diversas visitas, entre as quais à Associação Gê-Questa, Lotaçor e porto de São Mateus.Para o Anfiteatro da Universidade dos Açores, no campus de Angra de Heroísmo, está entretanto agendada, para o mesmo dia, a partir das 21:30 horas, uma palestra, seguida de debate, subordinada à temática “O mar, as zonas costeiras e a participação da sociedade na gestão do litoral”.Também a Ecoteca do Pico promove, na sexta-feira, duas palestras sobre a “Ecologia do Mero, Epibephelus marginatus, nos Açores” (no Auditório da Escola Básica e Integrada de São Roque do Pico) e “Espécies marinhas de interesse comercial nos Açores” (no Centro Multimédia de São Roque do Pico), sendo esta última seguida da apresentação do livro “Animais Marinhos dos Açores – perigosos e venenosos” do Professor João Pedro Barreiros do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores e Vidal Haddad Junior do Brasil . Já no sábado, a mesma ecoteca organiza, também, um passeio pedestre “Coastwatch” para monitorização da orla costeira entre os portos da Madalena e do Calhau. Em São Jorge, por seu turno, a ecoteca local irá proceder, na próxima sexta-feira, à divulgação de informação sobre a pesca sustentável e de um folheto relativo à pesca e ao consumo sustentável de espécies piscícolas. De sexta a segunda-feira próximas, a Ecoteca de São Jorge tem ainda agendado a divulgação, na sala de projecção dos Bombeiros Voluntários da Calheta, do DVD interactivo intitulado “Uma Viagem Emocionante aos Ecossistemas Marinhos dos Açores”. Exposição de cetáceos, cedência de livros relacionados com o mar, exibição de documentários em DVD, exploração do CD-ROM “Peixes dos Açores” e realização do concurso de identificação das espécies piscícolas dos Açores e do concurso “Conhecer os Oceanos” são outras das actividades destinadas a assinalar o Dia Nacional do Mar. Já na ilha do Faial, a ecoteca local, em colaboração com o Observatório do Mar dos Açores, promove a realização, no Centro do Mar, de uma palestra intitulada “Pescas Sustentáveis no Arquipélago dos Açores”.Em São Miguel, a Ecoteca da Ribeira Grande irá assinalar o Dia Nacional do Mar com várias actividades relacionadas com a temática do Cagarro, enquanto que a Ecoteca de Ponta Delgada promoverá uma sessão de sensibilização sobre os ecossistemas marinhos dos Açores, poluição dos oceanos e pesca sustentável e, no dia 19, organizará, no âmbito de campanha “Coastwatch”, uma saída de campo aos Mosteiros.Por sua vez, a Ecoteca das Flores promove diversos concursos sobre o tema “Pescas Sustentáveis”, numa iniciativa destinada aos estabelecimentos de ensino e cujos trabalhos estarão patentes ao público entre os dias 19 a 30 de Novembro.
(In Canal de Notícias dos Açores)

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terça-feira, novembro 06, 2007

Perigos no mar

Um mergulho nas águas do Atlântico pode ter consequências desagradáveis devido ao contacto com alguns animais perigosos e venenosos. Os investigadores João Pedro Barreiros (Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores) e Vidal Haddad Júnior (Brasil) acabam de lançar um livro sobre as espécies marinhas para quem o contacto com os humanos é de todo indesejável.
João Pedro Barreiros já perdeu a conta às vezes em que foi mordido ou picado por animais marinhos. Desde alguns sustos com tubarões e moreias, a picadas de águas-vivas ou ouriços-do-mar, o biólogo faz questão de encarar com naturalidade esse tipo de situações. Numa das situações mais perigosas que enfrentou até hoje, João Pedro Barreiros viu um tubarão devorar metade de um grande mero que tinha capturado. Quando chegou são e salvo a terra, fez questão de fotografar o peixe, ou melhor, o que restava dele com a impressionante marca dos dentes do tubarão. Esse e outros contactos com animais marinhos potencialmente perigosos estão documentados num livro que João Pedro Barreiros e o biólogo brasileiro Vidal Haddad Júnior acabam de lançar no mercado através da Blu Edições. “Animais marinhos dos Açores perigosos e venenosos” é um livro bilingue (português e inglês) que identifica as espécies que podem ser potencialmente perigosas para os seres humanos e indica quais os tratamentos que devem aplicados nas mazelas decorrentes do contacto com águas-vivas, ouriços-do-mar ou moreias.

LIVRO INÉDITO
A ocorrência de acidentes provocados por animais marinhos é relatada no meio científico de forma esporádica, por isso, “Animais marinhos dos Açores perigosos e venenosos” é a primeira obra do género editada na Península Ibérica. No livro lançado no âmbito do evento “Outono Vivo”, que decorreu recentemente na Praia da Vitória, são inventariados os principais animais marinhos potencialmente perigosos dos Açores sem avaliar a incidência dos acidentes. Suspeita-se que, à semelhança do que ocorre no Brasil, cerca de 50 por cento dos atendimentos hospitalares com este tipo de acidentes se devam a ouriços-do-mar, 25 por cento a cnidários (águas-vivas e caravelas) e os restantes 25 por cento a peixes venenosos de várias espécies. Vidal Haddad Júnior é médico dermatologista e professor do Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista do Brasil e João Pedro Barreiros, docente do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores. Encontraram-se o ano passado num congresso de Biologia Marinha que decorreu em Niterói (Brasil) e nessa altura surgiu a iniciativa de fazer um livro sobre os animais marinhos que podem provocar contactos indesejáveis com os humanos. “Essa ideia de fazer o livro foi crescendo desde que tomámos a decisão de o fazer em Maio de 2006. Depois de uma troca de textos e fotografias avançámos para a sua publicação”, refere João Pedro Barreiros. O biólogo marinho considera que o livro pretende ser um guia para quem gosta de estar em contacto com o mar e rejeita a carga negativa que surge naturalmente associada a esse tipo de temática em que os animais estão sempre à espreita para atacarem os humanos que invadem o seu habitat. Assegura que o Atlântico é muito menos perigoso do que o Pacífico, mas isso não quer dizer que não seja necessário tomar precauções para evitar encontros indesejáveis com animais marinhos. “Entre as espécies responsáveis por maior número de acidentes estão as águas-vivas e as caravelas que são abundantes no mar dos Açores e estão mais perto das pessoas. Alguns desses acidentes podem ter consequências graves se as feridas não foram devidamente tratadas”, afirma.Tendo em conta essa situação, João Pedro Barreiros considera que o livro é uma ferramenta que permite a quem for vítima desse ou outro tipo de situações saber como líder de forma rápida.“Julgo numa altura em que o turismo está a desenvolver-se nos Açores e que as actividades relacionadas com mar estão a aumentar, este livro poderá ser um guia de campo. É essencial saber quais as espécies potencialmente perigosas e como de deve proceder para evitar acidentes”, assegura.

LIGAÇÃO AÇORES-BRASIL
De acordo com Vidal Haddad Júnior, a concretização do projecto que resultou na edição do livro “Animais marinhos dos Açores perigosos e venenosos” é um exemplo daquilo que podem ser as relações e o intercâmbio entre os Açores e o Brasil na área da ciência.“Este trabalho sobre as espécies que existem nos Açores veio complementar o que já tinha feito no Brasil sobre a realidade do Atlântico Sul. Julgo que é muito positivo que o primeiro trabalho nesta área editado em Portugal tenha em conta a realidade dos Açores”, referiu.Para o investigador brasileiro, o livro poderá ser um ponto de partida para a elaboração de outros trabalhos na área da biologia marinha onde o objecto de estudo seja uma área vasta do Atlântico.

(In DI Revista)

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quarta-feira, agosto 08, 2007

Animais marinhos perigosos dos Açores editados em livro

Listar os principais animais marinhos açorianos que maior perigo apresentam às populações é o objectivo do mais recente guia do Professor João Pedro Barreiros do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores e do Professor Vidal Haddad Jr. da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo-Brasil.
Chamar-se-á "Guia dos Animais Marinhos Potencialmente Perigosos dos Açores com Informações sobre o Tratamento e Prevenção de Acidentes".
João Pedro Barreiros deixa desde logo claro que "embora possam ocorrer, não é muito comum observarem-se acidentes graves com manifestações sistémicas nos acidentes causados por espécies de peixes do arquipélago". Este investigador considerou tratar-se de uma edição útil não só para banhistas, como profissionais da pesca e outros que lidam com os ambientes marinhos, sobretudo pela prevenção dos riscos existentes.
No topo dos animais marinhos que mais acidentes em humanos têm causado estão as caravelas (Physalia physalis) e as cifomedusas Pelagia noctiluca e Aurelia aurita.

"Recentemente, têm sido observados grandes grupos de Physalia physalis nos Açores, o que, com certeza aumenta o risco de acidentes".
Também os ouriços-do-mar "são animais capazes de provocar traumas e envenenamento com os espinhos corporais dada a proximidade maior com os banhistas".
A edição bilingue do livro será lançada em Outubro, no festival "Outono Vivo" da cidade da Praia da Vitória na ilha Terceira.
Alguns peixes podem causar traumas importantes através dos dentes e bicos, como os meros e algumas espécies de badejos e garoupas.
Outros peixes potencialmente perfurantes são os espadartes (Xiphias gladius) e os marlins azul e branco (respectivamente Makaira nigricans e Tetrapturus albidus), todos portadores de bico ou espada que manobram com grande destreza e potencial perigosidade.


Outros peixes que podem lacerar tecidos com mordeduras são as moreias. O acidente no entanto é raro e limitado a pescadores ou mergulhadores no momento em que as retiram dos anzóis.

Alguns pesquisadores consideram que há toxinas na saliva das moreias, o que é reforçado pelo facto da mordedura apresentar uma dor desproporcional à ferida, aponta João Pedro Barreiros.
Peixes que podem causar ferimentos como reflexo de manipulação e falta de cuidados são o peixe espada preto (Aphanopus carbo) e o peixe espada branco (Lepidopus caudatus), além dos peixes-porco (dos quais o mais comum e o único verdadeiramente abundante é o Balistes carolinensis), que apresentam o primeiro raio da barbatana dorsal pontiagudo, podendo lacerar a mão de pescadores e ainda morder.
(In Humberta Augusto em A União)

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