quarta-feira, outubro 29, 2008

Aposta em clusters de investigação, desenvolvimento e inovação para dinamizar economia do conhecimento

O director regional da Ciência e Tecnologia considera que a economia do conhecimento vai determinar o nível de competitividade das regiões na próxima década e os “clusters” de investigação, desenvolvimento e inovação são o veículo de excelência para o efeito. Falando no Congresso Nacional de Bioquímica que decorreu na Universidade dos Açores, João Luís Gaspar sublinhou, por isso, que a selecção das áreas nucleares para a dinamização dos parques tecnológicos que o Executivo tem em adiantada fase de projecto não foi feita ao acaso, tendo resultado de uma lógica clara e devidamente fundamentada. Segundo acrescentou, na Europa estão reconhecidos cerca de 2000 “clusters” em cujo dinamismo assenta o actual processo de renovação económica do velho continente, mas um recente parecer da Comissão Europeia refere que enquanto uns emergem outros estão a perder competitividade por não terem reunido à partida condições essenciais. A existência de recursos humanos qualificados, a verificação de factores regionais de diferenciação e a identificação de interesses empresariais específicos permitiram concluir que a Biotecnologia e a Biomedicina, entre outros, são domínios de excelência para alicerçar um importante vector económico na Região, referiu João Luís Gaspar. Para o director regional estão dados importantes passos para o êxito do projecto, nomeadamente a constituição do Instituto de Biotecnologia e Biomedicina dos Açores, que integra seis centros de investigação científica e envolve quer a Universidade dos Açores, quer entidades hospitalares, mas até à formação concreta do planeado cluster ainda há um difícil percurso a realizar. Neste contexto, é importante aprender com os que já trilharam idêntico caminho, cientes de que esses, apesar de concorrentes, são também os parceiros ideais para cooperar, pois num cluster as empresas não devem competir umas com as outras, mas sim complementar-se, considerou. Segundo acrescentou, o mesmo deve acontecer entre organizações de clusters para se optimizarem os recursos e potenciarem sinergias, pois assim se desenvolverão as regiões, os países e a Europa, no espírito que presidiu à Estratégia de Lisboa e documentos subsequentes. João Luís Gaspar afirmou, também, que no caso concreto dos Açores serão os jovens investigadores que se encontram em programas de formação avançada e outros que o Governo pretende recrutar num futuro próximo que consolidarão os objectivos agora traçados para o desenvolvimento da Biotecnologia e Biomedicina. Nos últimos anos o Governo atribuiu cerca de 50 bolsas de investigação científica em diversas áreas científicas e o objectivo recentemente fixado pelo presidente do Executivo, é o de se garantir um total de 800 investigadores no Sistema Científico e Tecnológico Regional até 2013. Além do Parque Tecnológico da Terceira, dirigido para as áreas da Biotecnologia e da Biomedicina, está em fase final de execução o projecto relativo ao Parque Tecnológico de S. Miguel, destinado ao desenvolvimento das Tecnologias de Informação, Comunicação e Monitorização que abrangerá actividades nos domínios da terra, do espaço e do mar através de uma rede de centros de excelência localizados em várias ilhas.

(In Azores Digital)

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segunda-feira, setembro 08, 2008

Apoio de Encontros Científicos

Este financiamento foi atribuído, quase na totalidade, à Universidade dos Açores enquanto promotora da maior parte dos encontros, revelou João Luís Gaspar, director regional da Ciência e Tecnologia.
Nos últimos quatro anos, a Direcção Regional da Ciência e Tecnologia apoiou a realização de cerca de 50 reuniões científicas, afirmou João Luís Gaspar. Este financiamento, na ordem dos 250 mil euros, foi atribuído, na sua quase totalidade, à Universidade dos Açores, enquanto promotora da maioria dos eventos. Para que todo o processo pudesse ser feito com “maior transparência”, João Luís Gaspar afirmou que, pela primeira vez na Região, a atribuição deste tipo de financiamento teve por base a selecção das propostas candidatas a concursos públicos. Este procedimento, afirmou o director regional da Ciência e Tecnologia, garante, ainda, a “manutenção de níveis de qualidade e impacte próprios.” O director regional da Ciência e Tecnologia falava, hoje, em Ponta Delgada, na sessão de abertura do Colóquio Internacional sobre Metodologia Sistémica Qualitativa. Afirmou, ainda, que “reuniões desta natureza permitem a troca de experiências, a confrontação de ideias e o aperfeiçoamento de modelos, numa óptica dirigida para aprofundar o conhecimento”. Os encontros patrocinados abrangeram maioritariamente encontros de carácter internacional e versaram diversas temáticas como as áreas das Ciências Humanas, Naturais, Agrárias, da Engenharia e Tecnologias, da Saúde e das Ciências Sociais. João Luís Gaspar sublinhou, também, a importância deste tipo de eventos, uma vez que representam “uma oportunidade de excelência para a constituição de parcerias, a formulação de novos projectos e o concurso a uma mais diversificada fonte de financiamentos”. João Luís Gaspar aproveitou, também, a ocasião para reconhecer e agradecer o empenho dos investigadores que constituem o Sistema Científico e Tecnológico Regional na execução das medidas que fundam o Plano Integrado para a Ciência, Tecnologia e Inovação, protagonistas da implementação das políticas do Executivo nestas matérias.

(In JornalDiario)

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quinta-feira, setembro 04, 2008

Climatologia promove intercâmbio científico

Quem o diz é Paulo Fialho, investigador do Centro de Climatologia, Meteorologia e Mudanças Climáticas do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores. Paulo Fialho falava no âmbito da atribuição, por parte do Governo Regional, de cerca de 27 mil euros, para a manutenção, nos próximos três anos, dos observatórios científicos da Montanha do Pico e da Serreta, compromisso assumido para a manutenção básica da estação de observação internacional Pico-Nare. João Luís Gaspar, director regional da Ciência Tecnologia, foi o responsável pela divulgação deste apoio por parte do Executivo regional. Acrescentou ainda Paulo Fialho que “a possibilidade de manter operacional os observatórios permite o desenvolvimento de investigação relacionada com a atmosfera do Atlântico Norte e vai estimular o intercâmbio e a colaboração científica dentro da Universidade dos Açores e entre esta e outras instituições.” Com este programa de monitorização permanente, prossegue o investigador, poderão ser estudados os efeitos das variações nas políticas de emissão intercontinentais, em particular as que têm origem no continente norte-americano. A atribuição do financiamento, de acordo com João Luís Gaspar, resulta de um protocolo estabelecido entre o Governo dos Açores e a eléctrica regional EDA, num montante de 180 mil euros, que viabilizou a extensão do ramal de energia entre a Casa de Apoio à Montanha da ilha do Pico e o local onde se encontra o gerador que alimenta o Observatório Pico-Nare. O director regional da Ciência e Tecnologia afirmou ainda que o financiamento se destina a despesas com o consumo de energia e comunicações de dados.

(In Azores Global)

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terça-feira, setembro 02, 2008

Observatórios do Pico e da Serreta

O Governo dos Açores vai assegurar o apoio financeiro necessário à operacionalidade, nos próximos três anos, dos observatórios científico da Montanha do Pico e da Serreta, compromisso assumido para a manutenção básica da estação de observação internacional Pico-Nare, anunciou hoje o director regional da Ciência e Tecnologia.
Segundo João Luís Gaspar, o apoio garantido pelo Executivo, no valor global de 27 mil euros, destina-se, sobretudo, a despesas com o consumo de energia e comunicações de dados.
O director regional acrescentou que a atribuição do financiamento se segue ao protocolo estabelecido entre o Governo dos Açores e a eléctrica regional EDA, num montante de 180 mil euros, que viabilizou a extensão do ramal de energia entre a Casa de Apoio à Montanha da ilha do Pico e o local onde se encontra o gerador que alimenta o Observatório Pico-Nare.
Para Paulo Fialho, o investigador do Centro de Climatologia, Meteorologia e Mudanças Climáticas responsável pela rede de observação, “a possibilidade de manter operacional estes observatórios permite o desenvolvimento de investigação relacionada com a atmosfera do Atlântico Norte e vai estimular o intercâmbio e a colaboração cientifica dentro da Universidade dos Açores e entre esta e outras instituições.
Com este programa de monitorização permanente poderão ser estudados os efeitos das variações nas políticas de emissão intercontinentais, em particular as que têm origem no continente norte-americano, sublinhou.
A Climatologia e a Meteorologia têm sido áreas de excelência apoiadas pelo Governo dos Açores que, ainda recentemente, anunciou estarem em curso negociações com o Departamento de Energia dos Estados Unidos da América para a instalação, na ilha Graciosa, de uma estação de observação para o estudo do clima.

(In Canal de Notícias dos Açores)

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segunda-feira, setembro 01, 2008

Apoios para centros de investigação terão por base a avaliação

A Direcção Regional da Ciência e Tecnologia vai implementar um novo programa de financiamento plurianual destinado às unidades de investigação e desenvolvimento (I&D) dos Açores.
Este programa será baseado nos resultados da avaliação externa independente a que os centros são periodicamente sujeitos. Quem o disse foi o director regional da Ciência e Tecnologia, João Luís Gaspar, ao fazer o balanço do primeiro programa de financiamento plurianual às unidades I&D relativo ao período 2005 a 2007. Segundo o governante, no primeiro triénio as unidades de I&D acreditadas pela Fundação para a Ciência e Tecnologia cumpriram globalmente com o acordado, tendo executado uma verba na ordem dos 817 mil euros. Tratou-se de um financiamento especialmente dirigido para apoiar de igual modo as despesas de funcionamento de todos os centros, independentemente da sua dimensão e avaliação externa. Teve por objectivo dar uma mesma oportunidade a tais grupos de investigação, explicou.Acrescentou ainda que, três anos depois, o Governo dos Açores decidiu, em conformidade com o acordado na última reunião do Conselho Consultivo da Ciência e Tecnologia, publicar novos regulamentos para esta medida do Plano Integrado da Ciência, Tecnologia e Inovação, condicionando o financiamento atribuído a cada centro ao resultado obtido no último processo de avaliação externa.Com o novo modelo a direcção regional da Ciência e Tecnologia atribuirá 100 do financiamento base às unidades com a classificação de excelente, 75 às muito boas, 50 às classificadas com bom e 25 às razoáveis, não afectando qualquer verba a centros que venham a ser avaliados com notas inferiores.O financiamento base definido para o programa plurianual 2008-2010 das unidades de I&D acreditadas situa-se nos 75 mil euros por ano, referiu o director regional. Luís Gaspar indicou o Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos e o Centro IMAR da Universidade dos Açores, avaliados por peritos externos com Muito Bom, que receberão, em 2008, 56.250 euros cada, enquanto que as restantes quatro unidades de investigação - o Centro de Biotecnologia dos Açores, o Centro de Investigação de Recursos Naturais, o Centro de Estudos de Economia Aplicada do Atlântico e o Centro de Investigação em Tecnologias Agrárias, avaliados com Bom - receberão cada um 37.500 euros.No total, esta nova iniciativa do Governo dos Açores garante mais um investimento da ordem dos 800 mil euros nas unidades de I&D acreditadas da Região.O programa tem como objectivos contribuir para a sustentabilidade das unidades científicas de I&D acreditadas pela Fundação para a Ciência e para a Tecnologia- FCT-, complementar os apoios concedidos às unidades científicas de I&D no âmbito do programa de financiamento plurianual gerido pela FCT, atenuar o impacte dos custos de insularidade nas actividades de I&D e propiciar a adopção de mecanismos de gestão e de coordenação científicas mais eficientes.Entre as despesas elegíveis que contempla figuram a atribuição de bolsas para gestão científica. Apoios a missões no País e no estrangeiro, a aquisição de equipamento informático, consumíveis, livros e outras despesas correntes.

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domingo, maio 25, 2008

Investigadores e as instituições têm de ‘apostar na internacionalização’

O director regional da Ciência e Tecnologia garantiu ontem, em Dublin, República da Irlanda, que o Governo Açoriano está apostado em apoiar a criação de consórcios de investigação, desenvolvimento e inovação que aproveitem o potencial gerado pelas tecnologias espaciais. A informação foi avançada por João Luís Gaspar durante a reunião internacional da EURISY, uma associação que reúne diversas instituições europeias interessadas em contribuir para o desenvolvimento sustentado da sociedade através dos benefícios criados pela informação e serviços proporcionados pelos satélites.De acordo com o director regional, os Açores têm, desde há vários anos, uma "significativa experiência na utilização da informação disponibilizada por satélites", com destaque para utilização de imagens de satélite no campo da previsão meteorológica. Existe nos Açores uma importante rede de estações GPS, classificada como uma Rede Científica Permanente de Monitorização (RCPM), que é utilizada para a monitorização sismovulcânica, entre outras áreas, explicou João Luís Gaspar.Lembrou, ainda, que "têm sido reconhecidos internacionalmente diversos trabalhos efectuados por investigadores da Universidade dos Açores", quer na detecção de movimentos de terrenos, quer na identificação de zonas ricas em nutrientes no ambiente marinho. Para além disso, prosseguiu João Luís Gaspar, unidades de investigação como o Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos e o Departamento de Oceanografia e Pescas estão envolvidos em importantes projectos de investigação patrocinados pela ESA e pela NASA, de entre os quais se destaca o recentemente aprovado GlobVolcan.Também na área das comunicações, e à semelhança do que acontece noutras regiões da Europa, o acesso à Internet nas ilhas de Flores e Corvo só é hoje possível face à utilização de satélites, sendo certo que estes "são ainda vitais quando se pensa em acções de resposta a situações de emergência", acrescentou.Segundo referiu, a entrada em funcionamento da estação de rastreio de satélites de Santa Maria é mais um investimento que concorre para potenciar a investigação no domínio das tecnologias espaciais, pelo que "deve ser aproveitado para gerar parcerias entre centros de I&D e empresas de base tecnológica que conduzam à concepção e exploração de novos serviços baseados no conhecimento".Considerou também que as acções que o Governo está a desenvolver em diversas frentes com o objectivo de promover a inovação são "um claro sinal para os investigadores e as instituições de investigação dos Açores que têm de continuar a apostar na internacionalização, passar a integrar clusters tecnológicos e promover activamente processos de transferência tecnológica para o tecido empresarial"."A Universidade dos Açores e, em particular, os seus centros de investigação, podem aqui desempenhar um importante papel", disse o director regional, adiantando que a academia tem nesta estratégia uma "oportunidade ímpar para se adaptar a uma nova realidade e assim contribuir para responder às exigências de uma Europa que, para além dos Estados Unidos, o Japão e a Austrália, tem de competir com economias emergentes como as do Brasil, da Índia ou da China".

(In Diário dos Açores)

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