Crise em Enfermagem nos Açores
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Este blog é da responsabilidade do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores e pretende dar conta das actividades desenvolvidas ao longo de 2006 - Ano Internacional dos Desertos e da Desertificação, bem como das actividades realizadas na mesma área temática,ou não, nos anos posteriores.
Domingos Cunha, secretário regional dos Assuntos Sociais, após ouvir os estudantes garantiu que o governo está “sensível e percebe a inquietação dos jovens enfermeiros”.
A tutela assume que está a criar condições para que estes jovens se possam fixar na região e lembra que nos últimos anos foram recrutados 419 novos enfermeiros para as unidades de saúde das ilhas.
Este ano, afirmou Domingos Cunha, o sistema regional volta a descongelar vagas para absorver mais “50 enfermeiros para os Centros de Saúde e para as Unidades de Saúde de Ilha”.
Em relação aos hospitais da região – transformados em Entidades Públicas Empresariais (EPE) – de acordo com a tutela, não necessitam de descongelar vagas para contratar enfermeiros.
O governante afiança que antes do final desta legislatura serão contratados mais 52 enfermeiros para o Hospital de Ponta Delgada e 23 para o de Angra do Heroísmo.
“A Rede de Cuidados Continuados também vai necessitar de enfermeiros”, alerta o secretário, recordando que existe ao dispor dos jovens enfermeiros vários incentivos para criarem empresas na área dos cuidados de saúde.
Porém, o responsável pelo sector da saúde admite que - a saírem das escolas de enfermagem a uma média de 100 profissionais por ano - dentro de quatro ou cinco anos os quadros públicos da região deixarão de ter condições para absorver todos os jovens enfermeiros.
Esperança no emprego
A representante da Ordem dos Enfermeiros na região já tinha confirmado que, dos enfermeiros que acabaram o curso em Julho de 2007, “existia ainda um grande número que não tinha sido colocado”.Contudo, assumiu que esta falta de colocação se deveu a um atraso no início da contratação dos enfermeiros devido, em parte, à recente passagem dos hospitais dos Açores a entidades públicas empresariais. “Foi um ano de transição em que as metodologias de contratação não estavam muito clarificadas”, reconheceu, recentemente, a representante da Ordem, ao adiantar que os hospitais têm pedidos de contratação de 120 enfermeiros.A Ordem dos Enfermeiros também afirma que muitas unidades de saúde da região têm falta de enfermeiros para responder às necessidades.
Os partidos da oposição também já fizeram saber que não percebem como é que uma região que necessita de enfermeiros nos serviços de saúde tem profissionais no desemprego.
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“Estamos a quatro meses de terminar o curso e queremos saber que planos tem o Governo Regional para nós”, acrescentou. O dia escolhido para o protesto coincidiu com uma audiência concedida pelo secretário regional dos Assuntos Sociais, Domingos Cunha, a três representantes dos finalistas de Enfermagens da ESEAH.Etiquetas: ESEAH, Estudantes, Manifestação
Na ocasião, tendo também em conta a possível transformação da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo em Escola Superior de Saúde, Luís Gomes aproveitou para lançar um convite à Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal para que inclua a oferta dos mestrados na área da fisioterapia, “logo para que tal tenhamos massa crítica e potencial científico e pedagógico para os oferecer, primeiro em conjunto e depois de forma autónoma”. O presidente do conselho directivo da ESEAH, ressalvou, no entanto, que “uma Escola Superior de Saúde que procure copiar o perfil da oferta formativa existente em tantas outras do país, será uma escola votada ao insucesso”.Etiquetas: Angra do Heroísmo, ESEAH, Luis Gomes, Universidade Açores Enfermagem cursos