quarta-feira, julho 15, 2009

Use of plastic debris as shelter by an unidentified species of hermit crab from the Maldives

João P. Barreiros a1 and Osmar J. Luiz Jr a2
a1 Departamento de Ciências Agrárias and ImarAçores, Universidade dos Açores, 9701-851 Angra do Heroísmo, Portugal
a2 Departamento de Zoologia, Universidade Estadual de Campinas, 13083-970 Campinas, SP, Brazil

An unidentified species of hermit crab from the Maldives was photographed using a plastic box as shelter instead of a natural shell. This could be a result of increased pollution and shell collection disrupting the natural processes in coral reefs.
(in Marine Biodiversity Records)

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quinta-feira, junho 11, 2009

São Mateus é palco de limpeza oceânica

Sabia que pequenas peças de plástico, como tampas de garrafa, podem acumular-se no estômago de animais marinhos, provocando morte? E que é frequente encontrar animais, como tartarugas, com membros decepados por redes e cordas abandonadas? O projecto “STOPLASTIC”, que visa sensibilizar a população para a necessidade de parar a poluição dos oceanos com plástico, bem como apoiar a investigação científica sobre o tema, chega à ilha Terceira esta semana. É já hoje, pelas 21h, no Hotel Caracol, em Angra, que se realiza a palestra “STOPLASTIC, Amar o Mar”, com debate e apresentação do tema “A Morte de Animais”, por André Barreiros, responsável pelo projecto. São oradores convidados os professores da Universidade dos Açores, Manuela Juliano e António Félix Rodrigues. De acordo com André Barreiros, em declarações a DI, a morte de animais devido à existência de plástico no mar já está sinalizada pela comunidade científica, mas não se conhecem ainda as verdadeiras dimensões do problema. “Um dos eixos deste projecto é acompanhar, divulgar e apoiar a investigação científica, nomeadamente no que diz respeito ao problema do micro-plástico, micro-partículas de plástico que se vão decompondo e que poluem, apesar de não serem visíveis, os oceanos. A intervenção pela professora Manuela Juliano deverá lançar algumas luzes sobre o tema”.
Limpeza oceânica
Já este sábado, dia 13, das 9 às 18h30, realiza-se uma limpeza oceânica, na freguesia de São Mateus. André Barreiros salienta que a iniciativa está aberta a todos aqueles que queiram participar. “Teremos equipas a trabalhar no mar, a fazerem limpeza subaquática, com as autoridades marítimas a fazerem todo o controle das questões de segurança. E teremos grupos a apanhar plástico na costa. As pessoas chegam, dizem-nos o que pretendem fazer e serão criados grupos”, explica. Quem aparecer no porto da freguesia pode ainda contar com uma palestra destinada ao público infantil, concursos, brindes e outras surpresas. André Barreiros é jornalista. Depois de passar por revistas como a VIP ou a Visão, dedicou os últimos anos a este projecto, que está na Internet através do site “www.stoplastic.com” ou do blogue “http://stoplastic- portugal.blogspot.com”.

(In Diário Insular)

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quarta-feira, junho 03, 2009

INICIATIVA DECORRE DIAS 11 E 13 DE JUNHO : “STOPlastic” sensibiliza mais novos para limpeza do oceano na Terceira

Nos próximos dias 11 e 13 de Junho, a Terceira recebe uma actividade de sensibilização ambiental, direccionada para a remoção de plásticos no oceano. “STOPlastic” é o nome da iniciativa organizada pela “Terra Prática”, pelo segundo ano consecutivo. Decorrida o ano passado no Algarve, a actividade volta ao mesmo local, em 2009, e estende-se à Terceira e ao Faial. André Barreiros é o coordenador do projecto e modera igualmente uma palestra intitulada “Plástico no Mar: A Morte de Animais”. O debate conta com os professores Félix Rodrigues e Manuela Juliano, da Universidade dos Açores, como oradores e tem início no dia 11, pelas 9h00, no Hotel do Caracol. O dia 13 é dedicado ao público mais jovem. Por volta das 9h00, tem início uma acção de limpeza oceânica no Porto de São Mateus, em colaboração com a Marinha. Para além da recolha de plástico de uma equipa subaquática, decorrerá ainda uma palestra infanto-juvenil e uma conferência de imprensa, ao final do dia, onde será revelada a quantidade de lixo recolhido. Os participantes terão direito a t-shirts e brinquedos como brinde, assim como um lanche. Estudos recentes, têm vindo a revelar níveis alarmantes de plástico no mar. Para além das cápsulas das garrafas e outros detritos volumosos encontrados em cadáveres dos Albatrozes, os Oceanos estão também contaminados com micro-partículas de plástico. Em Julho, a iniciativa chega ao Faial.

(In Correio dos Açores)

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terça-feira, outubro 07, 2008

SEMANA DEDICADA AO MAR - "Mais grave é o lixo deixado na orla costeira"

O lixo deitado ao mar, a sensibilização (ou a falta de) para as questões ambientais, as crianças e o futuro foram alguns dos temas abordados na sessão de encerramento das celebrações do Dia Mundial Marítimo (DMM), que decorreu no auditório do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, no Pico da Urze.
Na ocasião foram referidos a campanha Coastwatch 2008 e o levantamento fotográfico da orla costeira, na volta à ilha por mar, como pontos altos do programa de actividades desenvolvidas em diferentes lugares da ilha Terceira.
“Conseguimos fotografar uma boa parte da ilha. Não conseguimos mais porque tivemos pouca luz. Um problema no barco, na zona da Serreta, atrasou-nos um bocado”, revela Orlando Guerreiro, responsável pela GêQuesta, uma das entidades organizadoras.
A viagem principiou, pela manhã, na Praia da Vitória, seguiu pelo lado Norte e Oeste da ilha e terminou, ao fim da tarde, no mesmo local. Em termos de poluição, o aspecto da costa da Terceira apresenta-se dentro do “normal”, a gravidade reside na falta de civismo das pessoas.
“A nossa costa, vista de quem está a flutuar a uma certa distância, não tem nada de muito impacto. Haviam algumas descargas de indústrias agro-pecuárias e de entulho, mas, segundo o inspector regional do Ambiente, estavam já assinaladas”, adianta Orlando Guerreiro, frisando que “o lixo trazido pelo mar não é o mais problemático, há situações em terra mais graves como sacos de lixo doméstico deixados junto à costa”.
Depois de o trabalho fotográfico, o próximo passo é avaliar as zonas que podem ser monitorizadas a partir de terra com crianças e jovens. No futuro o material poderá ser utilizado para uma exposição ou instalação artística.
Quanto ao balanço da semana do DMM, assinalado na Terceira de 23 a 30 de Setembro, o responsável pela GêQuesta considera “positivo”, tendo em conta a “boa participação” de escolas e crianças de instituições de solidariedade social, a associação do evento ao Dia Mundial do Turismo, e o trabalho de todos os intervenientes na realização de diversas actividades dirigidas a vários grupos em diferentes lugares.
Para além da GêQuesta, o projecto envolveu entidades como Centro de Ciência da Terceira, Ecoteca de Angra do Heroísmo, Marinha Portuguesa, Delegação do Turismo da Terceira e Universidade dos Açores.
O próximo evento deverá realizar-se a 16 de Novembro, Dia Nacional do Mar, com programa ainda por definir.
Observação da costa
Entretanto, na sua passagem pela Terceira, Lurdes Soares, coordenadora nacional da campanha Coastwatch 2008 (GEOTA), referiu a zona costeira do Porto Judeu, junto à Gruta das Agulhas, como o local que lhe causou “má impressão” devido a “grandes quantidades de lixo depositadas na rocha”.
“É uma zona frequentada por turistas. Devia haver mais sensibilização para evitar o despejo de lixo, bem como informação sobre a gruta, assim as pessoas perceberiam que uma simples rocha é importante, é património”, defende Lurdes Soares.
De resto, a coordenadora considera que o projecto Coastwatch 2008 foi dado a conhecer a muita gente interessada, desde escolas a agrupamentos de escu(o)teiros, de uma ilha “encantadora” que teve oportunidade de visitar pela primeira vez. “Aqueles que ficaram a conhecer o projecto vão, com certeza, passar a palavra. O trabalho foi positivo e vai sentir-se na monitorização deste ano”, conclui.
O mar e as crianças
Neste sentido, o responsável pela capitania dos Portos de Angra do Heroísmo, Praia da Vitória e Graciosa, João Rodrigues Gonçalves, salientou a importância da relação das crianças com o mar. Um contacto que no seu entender deveria ser mais participativo.
“Fala-se, por um lado, que o nosso país está de costas para o mar e, por outro, que o futuro são as nossas crianças. Estranho é que as escolas não tenham participação quase nenhuma em actividades do mar”, sustenta. E recorda, como bom exemplo, a campanha de sensibilização dirigida às crianças, “Viver a Praia em Segurança”, realizada nas ilhas Terceira e Graciosa desde 2006. João Rodrigues Gonçalves falou ainda ao público presente do actual dinamismo da Marinha com a mostra de um vídeo sobre a formação dos agentes da polícia marítima no devido uso de motas de água como meio de acções de salvamento e fiscalização.
(In Sónia Bettencourt - A União)

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sábado, julho 19, 2008

Reequacionar a gestão de resíduos sólidos nas ilhas

Foi apresentada e defendida a tese de Mestrado em Educação Ambiental da aluna Carla Reis, orientada pelo Professor Félix Rodrigues do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores e pela Professora Lia Vasconcelhos da Universidade Nova de Lisboa. O tema investigado recebeu o título: "Gestão de resíduos sólidos e recicláveis em ilhas – O caso da ilha Terceira, Açores. Definição de estratégias para promoção da participação social".
Os problemas relacionados com a gestão de resíduos sólidos na sociedade insular actual são complexos e por vezes de difícil resolução, atendendo sobretudo às quantidades e diversidade dos resíduos produzidos. O elevado índice de consumo verificado nos dias de hoje tem provocado um aumento gradual e significativo na quantidade de resíduos a tratar.
A necessidade de minimizar a produção de resíduos e de assegurar a sua gestão sustentável transformou-se, entretanto, numa questão primordial. Existe uma consciência cada vez mais clara de que a responsabilidade pela gestão dos resíduos deve ser partilhada por todos.
A especificidade dos territórios insulares, atendendo às suas principais características: dimensão reduzida; baixa densidade populacional; distanciamento inter-ilhas e destas ao Continente, importação da maioria dos bens consumidos e dependência económica, agudizam ainda mais esta questão.
Neste estudo procurou-se avaliar o conhecimento da população da ilha Terceira no que se refere à produção, tratamento e destino final dos resíduos sólidos urbanos e resíduos de embalagens. Pretendeu-se ainda analisar, a leitura que os inquiridos fazem do papel que as autoridades com competência na matéria desenvolvem nesta área, assim como a predisposição dos inquiridos para participarem nos processos de gestão de resíduos.
Os Terceirenses, de um modo geral, detêm algum conhecimento sobre esta temática havendo no entanto necessidade de maior clarificação de alguns conceitos e processos. A gestão de resíduos sólidos é vista pelos Terceirenses como um processo de extrema importância, colocando as questões ambientais e de saúde pública entre os aspectos prioritários de desenvolvimento.
De acordo com os resultados obtidos, sugerem-se algumas pistas de actuação por parte das entidades responsáveis pela gestão dos resíduos sólidos urbanos e resíduos de embalagens, nomeadamente:
O estudo da viabilidade de introdução de tarifários PAYT (tarifários variáveis em função da quantidade de resíduos produzidos) de acordo com os serviços de recolha e tratamento de RSU, em detrimento da actual taxa fixa, sem correspondência com a quantidade de resíduos produzidos;
- Estudar a forma como esses tarifários podem contribuir para a alteração de comportamentos, se incentivam ou não a redução e a separação dos resíduos, por parte da população;
-O formato das medidas de educação e sensibilização ambiental devem ser revistas pelas autoridades locais com competência na matéria, assim como o seu processo de difusão. O recurso a outras ferramentas de divulgação da informação, assim como a procura de um maior envolvimento da população deverá ser preconizado;
-O primeiro passo para a Sensibilização/Educação Ambiental será transmitir às populações, de uma forma clara e directa os problemas ambientais existentes no seu concelho, tentando criar uma consciencialização mobilizadora de cidadania activa, traduzida na participação da população nos projectos existentes. Torna-se necessário apresentar soluções e projectos, discutindo a sua importância no desenvolvimento sustentável da ilha bem como, os modos de participação e os progressos verificados, permitindo assim uma adesão voluntária e consciente ao sistema de gestão de resíduos e uma responsabilização individual pela sua hipotética ineficiência;

-Torna-se relevante a implementação da Agenda 21 Local que permita abordar e negociar com a população esta temática;
Conclui-se que a introduzir alterações no actual sistema de gestão, estas estão sobretudo relacionadas com a necessidade de um maior envolvimento da população da ilha Terceira, que parece estar facilitado, uma vez que demonstram vontade em participar nos processos de gestão dos resíduos da ilha. Crê-se que a disponibilidade dos cidadãos em participar nessa gestão poderá ser assegurada, desde que sintam que o seu trabalho é útil e profícuo.
Relativamente às várias fases etárias deste estudo, reconhece-se que é nas camadas mais jovens que se encontra uma maior vontade de participação podendo tal facto produzir a curto e médio prazo resultados positivos, com um sentido de sustentabilidade como o preconizado no relatório de Brutland.
Em termos futuros, a melhoria de alguns aspectos técnicos que poderão permitir à população da ilha Terceira ter uma participação mais activa e responsável, como por exemplo a disponibilização de mais equipamentos (ecopontos), alterações da frequência de recolha dos resíduos (aumento da sua frequência), assim como a implementação de novos serviços: recolha dos óleos alimentares usados ou a implementação de um serviço de recolha porta-a-porta dos resíduos biodegradáveis, são um conjunto de medidas que podem ser equacionadas pelos órgãos responsáveis pela gestão dos resíduos na ilha Terceira, contribuindo para uma melhoria substancial dos problemas ambientais da ilha.

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terça-feira, novembro 27, 2007

Transformar resíduos sólidos urbanos em combustível

Os Açores irão transformar resíduos sólidos urbanos em combustíveis, através de uma tecnologia avançada. A garantia foi dada ontem por João Pereira Coutinho, da empresa SGC Energia, responsável pelo projecto, que será desenvolvido nos Açores em parceria com o Grupo Bensaude.

À saída de uma audiência com o presidente do Governo Regional para apresentação do negócio, em Ponta Delgada, João Pereira Coutinho garantiu que “pelo menos 25 por cento do consumo vai ser assegurado por estas unidades”. “Os Açores vão conseguir produzir energia para a sua mobilidade”, afirmou, sublinhando que “criar independência energética em relação a terceiros é estratégico e fundamental”. O responsável referiu ainda tratar-se de um projecto inovador, amigo do ambiente e que promete colocar o arquipélago no topo da transformação energética.
Por seu lado, o chefe do executivo açoriano considerou que a concretização deste projecto pioneiro a nível nacional só poderia ter lugar na Região, devido a uma legislação adequada. Carlos César salientou, igualmente, que o projecto “contribuirá para a valorização da Região, quer do ponto de vista ambiental, quer do ponto de vista da sua atractividade, em geral, pela qualidade deste investimento.” Acrescentou, contudo, que “constitui uma mais-valia para a Região, mas também uma mais-valia para o país, dado o seu carácter inovador”. No entender do presidente do Governo Regional, “o próprio Governo da República também pode e deve contribui para o seu êxito e para a sua concretização plena”. Carlos César aproveitou ainda para anunciar que o executivo açoriano vai aprovar, em breve, o Plano Estratégico de Gestão de Resíduos dos Açores, na linha já traçada de considerar a gestão dos resíduos uma actividade económica com carácter reprodutivo e, assim, possibilitar o aparecimento de projectos como o agora apresentado. Orçado em 160 milhões de euros, o projecto da SGC Energia, em parceria com o Grupo Bensaude, será desenvolvido nas ilhas Terceira e São Miguel, prevendo a criação de 305 postos de trabalho.
(In Diário Insular)
De acordo com Félix Rodrigues, docente do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, em entrevista à RDP-Açores e RTP-Açores, o projecto agora apresentado é uma mais valia para a região, na medida em que a gestão de resíduos sólidos urbanos nas ilhas, de dimensões reduzidas, como é o caso dos Açores, é difícil e exige estratégias apropriadas. Do ponto de vista do potencial de investigação científica, o projecto também constitui uma mais valia para a Região e comunidade científica local, prevendo-se também impactos económicos positivos. Todavia, essa transformação de resíduos sólidos urbanos em combustível não deve servir de desculpa para a não gestão de resíduos nas ilhas, nem para a não adopção de estratégias e políticas de reciclagem de alguns resíduos como é o caso do papel ou do plástico. Também não poderá servir de desculpa para a não implementação da Educação Ambiental visando uma diminuição da produção de resíduos. Nesse sentido, considera exagerada a previsão de produzir 25% do combustível consumido nas ilhas por esta tecnologia.
Félix Rodrigues defende ainda que a produção de combustível deve reger-se pela mesma lógica da valorização energética de resíduos pelos meios térmicos, ou seja, só deverão ser transformados em combustível aqueles resíduos que seriam inequívocamente depositados em aterro. Afirmou ainda que este anúncio da SGC Energia e do Governo Regional dos Açores carece de mais clareza e menos secretismo para que se possa avaliar correctamente os aspectos positivos e negativos de tal investimento. Partindo do princípio que se trata de uma boa estratégia, conviria esclarecer a partir de que tipo de resíduos se irá produzir o combustível. Dizê-lo que é a partir de resíduos sólidos urbanos, é muito pouco. Interessaria saber em que medida se pensou nos resíduos de origem animal dos matadouros, dos resíduos florestais, ou outros, e se se tem intenção de utilizar ou não, os plásticos.
(In RDP-Açores, RTP-Açores)

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