sexta-feira, outubro 23, 2009

Discutir os prémios Nobel

domingo, abril 26, 2009

FIPED II - A formação militar (Métodos e Técnicas Pedagógicas)

No âmbito do FIPED II, realizou-se no 22 de Abril – 11h00 (Auditório do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores), coordenado pelo Professor Doutor João Pedro Barreiros
uma mesa redonda/debate sobre "A Formação Militar - Métodos e Técnicas Pedagógicas" com a participação de altas patentes do exército português do RGA de Angra do Heroísmo.


1. A Instituição militar tem uma experiência pedagógica acumulada muitíssimo rica, em virtude do papel que sempre desempenhou enquanto entidade formadora e certificadora dos cidadãos;

2. Entende-se por Método Pedagógico o conjunto coerente de acções destinadas a desenvolver novas capacidades, pela aplicação coordenada de determinadas técnicas e procedimentos. Nesta definição de base está compreendida uma tríplice interacção entre o conhecimento (saber), o formador (ensino) e o formando (aprendizagem), através do recurso a métodos fundamentais, de aplicação autónoma ou conjugados entre si, em função das circunstâncias específicas, a saber:
Método Expositivo (Fases: preparação; desenvolvimento; conclusão. Técnicas: exposição oral; realização de exercícios e/ou trabalhos práticos);
Método Demonstrativo (Fases: preparação; demonstração; conclusão. Técnica: Training Within Industry, ou seja, "Formação em Exercício", pelo recurso à exemplificação prática);
Método Interrogativo (de vocação complementar dos métodos anteriores e de natureza socrática, visa sobretudo proporcionar uma discussão que permita o reforço positivo dos conhecimentos veiculados. Técnicas: indutiva; dedutiva; ensino programado);
Método Activo (Coloca o ênfase nas competências relacionais e comunicacionais, pressupondo um papel (pró)activo do formando na busca pelo conhecimento, cabendo ao formador uma autoridade de carácter eminentemente funcional. Principais técnicas: pedagogia do projecto; autoscopia; case study; brainstorming; simulação; jogo pedagógico).
Evidentemente que cada um dos 4 métodos apresenta vantagens e desvantagens, devendo a ponderação da sua escolha, isolada ou conjunta, ter em conta os instrumentos disponíveis, as técnicas a aplicar, o perfil dos formandos e os objectivos qualitativos a atingir. Sem esquecer que o formando, mais do que aquilo que lê, ouve ou vê, retém fundamentalmente a informação que voluntariamente submete à sua própria reflexão/análise crítica, na sequência de processos de participação para os quais se encontre altamente motivado.
A formação militar – A Abordagem Sistémica da Instrução (ASI)
1. A Instituição militar tem uma experiência pedagógica acumulada muitíssimo rica, em virtude do papel que sempre desempenhou enquanto entidade formadora e certificadora dos
cidadãos;
2. No que diz respeito ao Regimento de Guarnição N.º1, a formação militar adopta uma estratégia pedagógica alicerçada na chamada Abordagem Sistémica da Instrução (ASI), cujo travejamento conceptual e teórico-prático repousa nos seguintes elementos essenciais:
a) No plano global do Exército, a ASI decorre do Comando da Instrução e Doutrina do Exército Português, através da Direcção de Formação. No que ao RG1 diz respeito, aquela Abordagem é tutelada pelo Comando Operacional da Zona Militar dos Açores (ZMA) e repartida entre o RG1 e o RG2, embora sob a autoridade técnica do Comando da Instrução e Doutrina do Exército;
b) A estratégia pedagógica desenrola-se fundamentalmente em 4 grandes etapas, global e sistemicamente consideradas:
Etapa da Análise: comportando a selecção das tarefas; definição de padrões qualitativos comportamentais e operacionais; caracterização do target organizacional a atingir;
Etapa da Concepção: em que se procede à definição de objectivos; determinação dos conteúdos; selecção dos métodos e meios;
Etapa da Implementação: consiste na condução dos Cursos e das Acções de Formação propriamente ditas, na sequência e em coerência com as etapas anteriores. É a verdadeira fase da transmissão do conhecimento e dos saberes;
Etapa da Avaliação: fecha o ciclo da ASI, apurando níveis qualitativos; procede à validação interna e externa da formação; faz a aferição de eventuais alterações a introduzir em futuros ciclos formativos.
(In FIPED II)

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