quarta-feira, março 11, 2009

S.O.S. Térmitas

Está disponível, desde o final do mês de Fevereiro, o Portal das Térmitas nos Açores: http://sostermitas.angra.uac.pt/. Este portal, coordenado pelos investigadores Paulo A. V. Borges e Ana Moura Arroz, resultou de um trabalho desenvolvido pela Universidade dos Açores (UA) no âmbito do “TERMIPAR - Envolvimento dos cidadãos no controlo das térmitas urbanas nos Açores”. O projecto em causa permitiu aliar o conhecimento produzido pelo Grupo de Biodiversidade dos Açores da UA sobre as térmitas e as estratégias para as enfrentar com um trabalho desenvolvido por diversas investigadoras das Ciências Sociais, também da Universidade dos Açores, ao nível da percepção do problema e da comunicação do risco. Os conteúdos são úteis e demonstram na realidade as necessidades de informação da população. Visitem, é muito importante!
Tal portal, é justo que se diga, foi financiado pela Direcção Regional de Ciência e Tecnologia e mais uma vez prova que os investigadores estão a fazer o seu trabalho…ao contrário de alguém que não o anda a fazer …
Se, por um lado, o Governo Regional tem a obrigação de financiar este tipo de projectos, e se disponibiliza para isso, por outro, parece querer atenuar a sua culpa na falta de implementação de medidas de acção, agressivas e efectivas, no combate e controlo desta praga. Medidas há que apenas a vontade e coragem política podem implementar! Fácil é, realmente, financiar projectos de investigação e não dar seguimento às orientações propostas. São atitudes... Perante certas conclusões, é preciso tomar decisões políticas e estas quando são incómodas vão para a gaveta…
Por esta atitude, declaradamente negligente, tem o Governo Regional de dar respostas, perante as populações, a uma série de questões, como por exemplo: porque razão não deu qualquer seguimento à proposta, apresentada pela Universidade dos Açores, que visava controlar e tentar erradicar a térmita subterrânea da ilha do Faial; como se encontra o processo respeitante ao ultrapassar de dificuldades decorrentes da aplicação da técnica de fumigação no arquipélago; como encara as últimas notícias que dão conta que a praga já terá atingido a ilha de São Jorge; ou, ainda, se prevê fazer o levantamento da real situação da disseminação das térmitas nas diferentes ilhas dos Açores, bem como a aquisição de câmaras de fumigação para controlo dos bens a transportar.
Sem esquecer que, há muito tempo, foi anunciado que estava a decorrer um projecto intitulado “Avaliação e Reabilitação de Estruturas de Madeira, degradadas por Térmitas de Madeira Seca”, a desenvolver pelo LREC, que visava o “desenvolvimento de ferramentas de apoio à avaliação, em termos da quantificação da segurança estrutural, da deterioração causada às estruturas por térmitas, bem como a sistematização de meios de intervenção de cariz curativo e sua monitorização e de medidas de carácter preventivo, construtivas ou outras, a integrar acções de reabilitação e reforço estrutural em edifícios afectados ou que se encontrem em zonas de risco de ataque por térmitas.” Onde está? E que acções concretas foram desenvolvidas com base neste?
Esperemos que ao fim de tanto tempo ponham a mão na consciência, respondam sem subterfúgios e assumam que, pelo menos agora, vão começar a actuar. Será a atitude mais inteligente… o caminho começa a chegar ao fim ….

(In A União)

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sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Portal das Térmitas dos Açores

Já está disponível o Portal das Térmitas dos Açores: http://sostermitas.angra.uac.pt

Este Portal resultou da realização do projecto “TERMIPAR - Envolvimento dos cidadãos no controlo das térmitas urbanas nos Açores”, financiado pela DRCT (Governo Regional dos Açores), que aliou o conhecimento produzido sobre as térmitas e as estratégias de as enfrentar ao trabalho desenvolvido no âmbito da percepção e comunicação de risco por diversas investigadoras das ciências sociais da Universidade dos Açores, afectas ao CITA-A (Grupo da Biodiversidade dos Açores), ao CES-UA e ao CIBIO-Açores.
A sua organização e conteúdos reflectem as necessidades de informação de um grupo alargado de cidadãos de diversos sectores de actividade, proprietários e inquilinos de habitações com e sem térmitas das Ilhas Terceira e São Miguel que foram entrevistados para o efeito.
A página foi coordenada por Ana Moura Arroz e Paulo A. V. Borges ambos investigadores do Grupo da Biodiversidade dos Açores (CITA-A- UA).

(In Terra Livre)

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quarta-feira, janeiro 07, 2009

Promover a sustentabilidade e competitividade do queijo do Pico (DOP)

Airidas Dapkevicius
Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias dos Açores (CITA-A)
Nesta proposta apresentou-se um conjunto coerente de actividades de investigação e de análise de risco tendo em vista aumentar a competitividade e sustentabilidade do queijo do Pico. Este produto, importante do ponto de vista cultural e económico, tem problemas de comercialização fora da ilha que se reflectem na quebra das vendas para o exterior e na diminuição acentuada do número de queijarias.
As linhas de trabalho propostas destinaram-se a fornecer dados para fundamentar políticas por parte das entidades responsáveis e acções por parte das unidades de produção que permitam alterar a situação actual.
Nesta proposta, previu-se a caracterização da situação actual do queijo do Pico em termos de qualidade/segurança, a elaboração duma análise de risco que permita preparar programas de garantia da segurança com sólidas bases científicas, considerando a sua especificidade enquanto produto DOP. A necessidade de preservar a autenticidade do produto levou-nos a propor soluções que passam pela própria microflora do queijo do Pico para contribuir para a melhoria da qualidade, segurança, economia e eficácia. Previram-se também propostas de optimização e padronização dos protocolos de produção, que terão impacto não só a nível da qualidade, mas também nos aspectos económicos.
(In Azores.Gov.PT)

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sábado, julho 19, 2008

Pós-graduação em comportamentos de risco

No próximo ano lectivo a Universidade dos Açores vai promover, em Angra do Heroísmo, uma Pós-Graduação em Comportamentos de Risco, coordenada, em parceria, pelos Departamentos de Ciências da Educação e de História, Filosofia e Ciências Sociais. Podem candidatar-se a este Curso licenciados em Psicologia, Educação, Serviço Social, Sociologia, Saúde, Direito e Ciências Policiais ou outros licenciados, em áreas afins, que desenvolvem actividades profissionais nos domínios da Educação, da Intervenção Social e Comunitária e da Justiça.Esta formação pretende corresponder às necessidades e às expectativas de qualificação e de formação continuada destes profissionais, promovendo o aprofundamento de competências nos domínios da prevenção e da intervenção em situações ou comportamentos de risco. Crianças negligenciadas, jovens em risco de toxicodependência, jovens com comportamentos delinquentes ou mulheres vítimas de violência doméstica, são apenas alguns exemplos dos riscos sociais que, em crescendo, preocupam profissionais de diversas áreas.A organização modular do curso permite que o plano de estudos possa ser frequentado em dois regimes diferentes: o de Curso Livre, através da frequência, não sujeita a avaliação e sem pré-requisitos de inscrição, de um módulo curricular; o de Curso de Pós-Graduação, através da frequência da totalidade dos módulos curriculares que integram o plano de estudos e da realização, com aproveitamento, de um trabalho final.A leccionação do Curso está a cargo de docentes da Universidade dos Açores e de profissionais de reconhecido mérito nas áreas da justiça, saúde e intervenção familiar e comunitária. A colaboração destes profissionais representa uma inovação no contexto da adaptação do ensino superior às estratégias de Bolonha, pretendendo fazer uma aproximação aos contextos de actuação profissional onde se movem os candidatos a esta formação.As actividades lectivas iniciar-se-ão em Setembro do corrente ano. As candidaturas decorrerão de 16 de Junho a 14 de Julho, na Secretaria do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores. As inscrições decorrerão de 1 a 19 de Setembro nos Serviços Académicos da Universidade dos Açores, nos Campus de Angra do Heroísmo ou de Ponta Delgada. Estão disponíveis mais informações em www.dce.uac.pt e http://www.dhfcs.uac.pt/.
(In Azores Digital)

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domingo, dezembro 23, 2007

África Annes estudo de riscos

Sismos, radiação electromagnética, touradas, térmitas e obesidade são os riscos que vão ser estudados de forma inédita pela Universidade dos Açores.
Programas de rádio e televisão, workshops, publicações e congressos serão os resultados produzidos por uma equipa de investigação que fará uma abordagem multidisciplinar desses riscos.
O estudo sobre a avaliação e a percepção do risco é o objecto de estudo intitulado “Africa-Annes” que a Universidade dos Açores está de momento a iniciar. O estudo foi financiado pela Fundação da Ciência e Tecnologia (FCT).
Os trabalhos que envolvem o Departamento de Ciência Agrárias (DCA) e o de Educação (DCE) dos Pólos de Angra do Heroísmo e de Ponta Delgada já arrancaram e vão ter ao longo dos próximos três anos o seu desenvolvimento. À frente da equipa está o investigador do DCA, Félix Rodrigues juntamente com Ana Arroz, Ana Cristina Palos, Emiliana Silva, Rosalina Gabriel, Paulo Borges, Isabel Estrela Melo e Susana Caldeira. O que se pretende não é estudar os fenómenos na sua área de investigação tradicional, mas sim na óptica de como são geridos em termos de informação e de comunicação: “o modo como percepcionamos os riscos influencia a forma de agirmos”, explica ao jornal Félix Rodrigues. “Não queremos que a informação apareça ininteligível pela linguagem científica”.
É por isso que, de forma inédita, os trabalhos do “Africa-Annes” vão envolver não só especialistas da geofísica, da biologia ou da saúde, constituindo-se assim “uma equipa multidisciplinar”. Aqui, a “psicologia vai ter um papel fulcral”, conta-nos, acrescentando: “queremos analisar a forma como se pensa”. Depois, explicou, irá ser materializado toda esta informação em “diferentes estratégias para cada uma das áreas do risco”.
No calendário de actuação do estudo estão já apontadas diversas iniciativas: “temos previstos programas de televisão, programas de rádio, intervenções em jornais, criação de panfletos, publicação de um livro no final do trabalho, publicação de seis artigos em revistas científicas internacionais, oito artigos em revistas nacionais; 10 a 12 comunicações/encontros tanto de âmbito nacional como internacional e a organização de dois workshops, um nacional e outros internacional na ilha Terceira”, anuncia ao nosso jornal.
Para já estão definidos os riscos a serem estudados no âmbito do “Africa-Annes”. Além do risco sísmico “que será tratado na perspectiva da comunicação e da transmissão de informação”, fazem parte da pesquisa o risco de radiação electromagnética de origem natural ou antrópica. Outra das realidades tão conhecidas e populares entre os terceirenses são as touradas. “ao contrário dos riscos que surgem de forma alheia às populações, nas touradas à corda há uma submissão intencional a esse risco ”. O risco da introdução de pragas com ênfase dada às térmitas e o risco da obesidade completam a lista “de áreas muito diferentes” que serão objecto de estudo. No futuro é possível que este conjunto de riscos possa ser aumentado dado o interesse, disse o docente Félix Rodrigues, que se tem verificado: “temos tido manifestações, por parte de diversas pessoas, em participar”.
No final, conta o docente, o que se espera do conjunto de iniciativas a promover é “saber formar para agir sobre os riscos”. “Queremos que os resultados sirvam para os decisores saberem não só comunicarem os riscos à opinião pública como para estabelecerem planos de acção”, disse o investigador. “O objectivo é encontrar ferramentas para apoiar a decisão e a forma de comunicação relativa aos diferentes tipos de risco”. Neste capítulo, a realidade insular revela-se propícia ao trabalho que está já planeado uma vez que a investigação vai incidir sobre riscos com maior propensão a nível regional, mas a realidade nacional também será abordada, “fazendo uso da especificidade da Região que permite isolar determinadas situações risco”. A denominação de “Africa-Annes”, explicou ainda o especialista, deriva de uma personagem literária, proveniente de uma obra da escritora açoriana Madalena Ferran que conta a história de uma mulher, proveniente de Tânger, que chegou aos Açores no século XIV e deparou-se com um conjunto de fenómenos que apresentavam riscos que carecem explicação: “o nome encaixa-se perfeitamente do projecto”.

(In A União)

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