S.O.S. Térmitas

Tal portal, é justo que se diga, foi financiado pela Direcção Regional de Ciência e Tecnologia e mais uma vez prova que os investigadores estão a fazer o seu trabalho…ao contrário de alguém que não o anda a fazer …
Se, por um lado, o Governo Regional tem a obrigação de financiar este tipo de projectos, e se disponibiliza para isso, por outro, parece querer atenuar a sua culpa na falta de implementação de medidas de acção, agressivas e efectivas, no combate e controlo desta praga. Medidas há que apenas a vontade e coragem política podem implementar! Fácil é, realmente, financiar projectos de investigação e não dar seguimento às orientações propostas. São atitudes... Perante certas conclusões, é preciso tomar decisões políticas e estas quando são incómodas vão para a gaveta…
Por esta atitude, declaradamente negligente, tem o Governo Regional de dar respostas, perante as populações, a uma série de questões, como por exemplo: porque razão não deu qualquer seguimento à proposta, apresentada pela Universidade dos Açores, que visava controlar e tentar erradicar a térmita subterrânea da ilha do Faial; como se encontra o processo respeitante ao ultrapassar de dificuldades decorrentes da aplicação da técnica de fumigação no arquipélago; como encara as últimas notícias que dão conta que a praga já terá atingido a ilha de São Jorge; ou, ainda, se prevê fazer o levantamento da real situação da disseminação das térmitas nas diferentes ilhas dos Açores, bem como a aquisição de câmaras de fumigação para controlo dos bens a transportar.
Sem esquecer que, há muito tempo, foi anunciado que estava a decorrer um projecto intitulado “Avaliação e Reabilitação de Estruturas de Madeira, degradadas por Térmitas de Madeira Seca”, a desenvolver pelo LREC, que visava o “desenvolvimento de ferramentas de apoio à avaliação, em termos da quantificação da segurança estrutural, da deterioração causada às estruturas por térmitas, bem como a sistematização de meios de intervenção de cariz curativo e sua monitorização e de medidas de carácter preventivo, construtivas ou outras, a integrar acções de reabilitação e reforço estrutural em edifícios afectados ou que se encontrem em zonas de risco de ataque por térmitas.” Onde está? E que acções concretas foram desenvolvidas com base neste?
Esperemos que ao fim de tanto tempo ponham a mão na consciência, respondam sem subterfúgios e assumam que, pelo menos agora, vão começar a actuar. Será a atitude mais inteligente… o caminho começa a chegar ao fim ….
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Crianças negligenciadas, jovens em risco de toxicodependência, jovens com comportamentos delinquentes ou mulheres vítimas de violência doméstica, são apenas alguns exemplos dos riscos sociais que, em crescendo, preocupam profissionais de diversas áreas.A organização modular do curso permite que o plano de estudos possa ser frequentado em dois regimes diferentes: o de Curso Livre, através da frequência, não sujeita a avaliação e sem pré-requisitos de inscrição, de um módulo curricular; o de Curso de Pós-Graduação, através da frequência da totalidade dos módulos curriculares que integram o plano de estudos e da realização, com aproveitamento, de um trabalho final.A leccionação do Curso está a cargo de docentes da Universidade dos Açores e de profissionais de reconhecido mérito nas áreas da justiça, saúde e intervenção familiar e comunitária. A colaboração destes profissionais representa uma inovação no contexto da adaptação do ensino superior às estratégias de Bolonha, pretendendo fazer uma aproximação aos contextos de actuação profissional onde se movem os candidatos a esta formação.As actividades lectivas iniciar-se-ão em Setembro do corrente ano. As candidaturas decorrerão de 16 de Junho a 14 de Julho, na Secretaria do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores. As inscrições decorrerão de 1 a 19 de Setembro nos Serviços Académicos da Universidade dos Açores, nos Campus de Angra do Heroísmo ou de Ponta Delgada. Estão disponíveis mais informações em www.dce.uac.pt e
“O objectivo é encontrar ferramentas para apoiar a decisão e a forma de comunicação relativa aos diferentes tipos de risco”. Neste capítulo, a realidade insular revela-se propícia ao trabalho que está já planeado uma vez que a investigação vai incidir sobre riscos com maior propensão a nível regional, mas a realidade nacional também será abordada, “fazendo uso da especificidade da Região que permite isolar determinadas situações risco”. A denominação de “Africa-Annes”, explicou ainda o especialista, deriva de uma personagem literária, proveniente de uma obra da escritora açoriana Madalena Ferran que conta a história de uma mulher, proveniente de Tânger, que chegou aos Açores no século XIV e deparou-se com um conjunto de fenómenos que apresentavam riscos que carecem explicação: “o nome encaixa-se perfeitamente do projecto”.