segunda-feira, maio 18, 2009

Térmitas justificam grupo de trabalho

O presidente do Instituto Histórico da Ilha Terceira, Francisco Maduro Dias, defende a criação de um organismo que coordene e monitorize as medidas de combate às térmitas no arquipélago, uma posição também defendida pelo investigador da Universidade dos Açores, Paulo Borges. De acordo com Maduro Dias é preciso acabar com a “filosofia de merceeiro, que se reduz à atribuição de subsídios” e apostar num “grupo de trabalho que monitorize os métodos de combate e coloque as várias entidades com responsabilidades na matéria em diálogo”.Contactado por DI, o especialista em térmitas, Paulo Borges, lembrou que o Grupo de Missão das Térmitas esteve reunido, a 23 de Abril, em Ponta Delgada, onde foi feita essa mesma recomendação ao Governo Regional. “Estiveram em São Miguel representantes dos vários municípios, da secretaria regional da Habitação e de outros organismos do Governo Regional. Voltei a salientar essa necessidade”, afirma.Será agora produzido um relatório, que será entregue à secretaria regional da Habitação. “A partir deste documento, o Governo tomará as suas decisões”, explica Paulo Borges.Se Francisco Maduro Dias admite que este organismo seja criado quer a nível do poder regional como do local, a recomendação de Paulo Borges é ainda mais específica: “O que se pretende é que um dos organismos do Governo Regional, como as secretarias regionais da Habitação, do Ambiente e do Mar, ou da Agricultura, crie um grupo de trabalho com uns dois técnicos, que tenham orçamento suficiente para se deslocarem às várias ilhas afectadas, e que façam a coordenação das medidas das várias entidades, desde a universidade, às câmaras ou ao próprio Governo”, conclui.
Cultura em risco
Na opinião de Maduro Dias, a inexistência de uma política eficaz de combate à praga na Região está a levar à progressiva substituição da madeira por materiais como o metal e o betão, um fenómeno especialmente preocupante em Angra. “Do ponto de vista de Angra como Património Mundial da Humanidade, está-se a perder do ponto de vista cultural. Perde-se a presença da madeira nas habitações, mas também uma série de técnicas e artes tradicionais. Isto para não mencionar que a madeira é dos materiais mais ecológicos que se podem utilizar”, lança.
“SOS Térmitas” regista visitas dos estados unidos e canadá
Portal sobre praga recebe 30 visitas diárias
O portal “SOS Térmitas” regista uma média diária de três dezenas de visitas, adiantou, ontem, um dos coordenadores, o investigador da Universidade dos Açores, Paulo Borges.De acordo com o professor universitário, “esta não se trata de uma média muito alta se comparada, por exemplo, com o portal da biodiversidade, mas já é um resultado bom se for tido em conta que se trata de um tema muito específico”.As visitas ao portal não se limitam aos Açores. “Recebemos bastantes visitas dos Estados Unidos da América e Brasil, visto que são países onde o problema das térmitas provoca mais prejuízos”.
Perguntas e respostasA interactividade que se gera através do portal também é elevada. “Temos várias pessoas que nos contactam, não sei se exactamente devido ao site, ou por saberem que trabalhamos nesta área. Uma das principais questões que nos colocam é a de saber se têm térmitas em casa. Sabem que tem um bichinho, mas não exactamente se se trata de térmitas. Depois, chegamos a desenvolver contactos por telefone, sobre as medidas que se podem tomar e outros aspectos”, explica o professor da Universidade dos Açores. O portal, coordenado pelos investigadores Paulo A. V. Borges e Ana Moura Arroz, resultou de um trabalho desenvolvido pela Universidade dos Açores no âmbito do “TERMIPAR - Envolvimento dos cidadãos no controlo das térmitas urbanas nos Açores”. As térmitas são a praga urbana mais preocupante no arquipélago.
(In Diário Insular)

Etiquetas: , , , , , , ,

quarta-feira, março 11, 2009

S.O.S. Térmitas

Está disponível, desde o final do mês de Fevereiro, o Portal das Térmitas nos Açores: http://sostermitas.angra.uac.pt/. Este portal, coordenado pelos investigadores Paulo A. V. Borges e Ana Moura Arroz, resultou de um trabalho desenvolvido pela Universidade dos Açores (UA) no âmbito do “TERMIPAR - Envolvimento dos cidadãos no controlo das térmitas urbanas nos Açores”. O projecto em causa permitiu aliar o conhecimento produzido pelo Grupo de Biodiversidade dos Açores da UA sobre as térmitas e as estratégias para as enfrentar com um trabalho desenvolvido por diversas investigadoras das Ciências Sociais, também da Universidade dos Açores, ao nível da percepção do problema e da comunicação do risco. Os conteúdos são úteis e demonstram na realidade as necessidades de informação da população. Visitem, é muito importante!
Tal portal, é justo que se diga, foi financiado pela Direcção Regional de Ciência e Tecnologia e mais uma vez prova que os investigadores estão a fazer o seu trabalho…ao contrário de alguém que não o anda a fazer …
Se, por um lado, o Governo Regional tem a obrigação de financiar este tipo de projectos, e se disponibiliza para isso, por outro, parece querer atenuar a sua culpa na falta de implementação de medidas de acção, agressivas e efectivas, no combate e controlo desta praga. Medidas há que apenas a vontade e coragem política podem implementar! Fácil é, realmente, financiar projectos de investigação e não dar seguimento às orientações propostas. São atitudes... Perante certas conclusões, é preciso tomar decisões políticas e estas quando são incómodas vão para a gaveta…
Por esta atitude, declaradamente negligente, tem o Governo Regional de dar respostas, perante as populações, a uma série de questões, como por exemplo: porque razão não deu qualquer seguimento à proposta, apresentada pela Universidade dos Açores, que visava controlar e tentar erradicar a térmita subterrânea da ilha do Faial; como se encontra o processo respeitante ao ultrapassar de dificuldades decorrentes da aplicação da técnica de fumigação no arquipélago; como encara as últimas notícias que dão conta que a praga já terá atingido a ilha de São Jorge; ou, ainda, se prevê fazer o levantamento da real situação da disseminação das térmitas nas diferentes ilhas dos Açores, bem como a aquisição de câmaras de fumigação para controlo dos bens a transportar.
Sem esquecer que, há muito tempo, foi anunciado que estava a decorrer um projecto intitulado “Avaliação e Reabilitação de Estruturas de Madeira, degradadas por Térmitas de Madeira Seca”, a desenvolver pelo LREC, que visava o “desenvolvimento de ferramentas de apoio à avaliação, em termos da quantificação da segurança estrutural, da deterioração causada às estruturas por térmitas, bem como a sistematização de meios de intervenção de cariz curativo e sua monitorização e de medidas de carácter preventivo, construtivas ou outras, a integrar acções de reabilitação e reforço estrutural em edifícios afectados ou que se encontrem em zonas de risco de ataque por térmitas.” Onde está? E que acções concretas foram desenvolvidas com base neste?
Esperemos que ao fim de tanto tempo ponham a mão na consciência, respondam sem subterfúgios e assumam que, pelo menos agora, vão começar a actuar. Será a atitude mais inteligente… o caminho começa a chegar ao fim ….

(In A União)

Etiquetas: , , , , , , ,

segunda-feira, março 02, 2009

Site sobre Térmitas dos Açores

Investigadores da Universidade dos Açores lançaram Quinta-feira um sítio na Internet com informações sobre o combate à praga das térmitas.
"Há que começar a fazer algo para actuar no terreno no sentido, também, de criar mais optimismo nas pessoas e as pessoas também se envolverem um pouco mais", disse o investigador Paulo Borges.O sítio www.sostermitas.uac.pt retrata o problema das térmitas e apresenta soluções de uma maneira simples e compreensível.Esta praga, que ataca a madeira das habitações, provocando o seu colapso, está fortemente implantada em Angra do Heroísmo e Ponta Delgada, mas já foi detactada em cinco ilhas açorianas.Reportagem vídeo: Nuno Neves, Telejornal.

Etiquetas: , , , , ,

domingo, março 01, 2009

Térmitas sem controlo devido a inércia

O investigador da Universidade dos Açores, Paulo Borges, disse ontem que as térmitas estão sem controlo nos principais centros populacionais da Região devido à inércia no se que refere à realização de acções para controlar a propagação da praga.Em declarações aos jornalistas, após a apresentação de um portal da Internet elaborado por investigadores da Universidade dos Açores sobre questões relacionadas com as térmitas, Paulo Borges referiu que as medidas tomadas pelas entidades locais e regionais na sequência dos estudos sobre a praga efectuados desde 2003 “não tiveram efeitos visíveis no que se refere ao controlo da praga”.De acordo com o investigador da Universidade dos Açores, se não forem tomadas medidas urgentes para corrigir essa situação, as térmitas vão continuar a ganhar terreno podendo em pouco tempo chegar a outras ilhas dos Açores.Foram já detectadas térmitas na Terceira, São Miguel, Faial e Santa Maria.“O que é certo é que temos um problema cada vez maior porque existe uma certa inércia no que se refere à realização de acções de controlo da praga no terreno”, afirmou.Reconhece que as acções de controlo das térmitas são “mais complexas” do que as que são efectuadas para o controlo de outras pragas como, por exemplo, o escaravelho japonês.Falando na cerimónia de lançamento do portal da Internet, o reitor da Universidade dos Açores, Avelino Meneses, destacou o trabalho científico realizado na instituição da identificação e caracterização do problema das térmitas nos Açores.O reitor da Universidade dos Açores referiu que as térmitas “são um problema grave que põem em causa o património cultural e arquitectónico dos Açores”.Segundo Avelino Meneses, “a Universidade dos Açores cumpriu a sua finalidade de produção de conhecimento que é agora disponibilizado a toda a comunidade”.


PORTAL COMPLETO
Com a designação “SOS Térmitas”, o portal está alojado em http://sostermitas.angra.uac.pt/Ana Moura Arroz, docente da Universidade dos Açores e co-autora do portal da Internet destacou o facto de os utilizadores terem acesso a toda a informação que necessitam sobre as térmitas.Referiu que no portal é possível encontrar informações sobre as características das térmitas, os níveis de infestação, técnicas de extermínio, reconstrução das áreas destruídas, apoios das entidades oficiais e os contactos das empresas e entidades que podem prestar auxílio no combate à praga.A concretização do portal resulta do projecto “TERMIPAR - Envolvimento dos Cidadãos no Controlo das Térmitas Urbanas nos Açores” financiado pela direcção regional da Ciência e Tecnologia.No entanto, Ana Arroz alterou para a necessidade de serem disponibilizados meios para que o portal possa ser actualizado de modo a que possa constituir sempre uma fonte de informação para todas as pessoas que pretendem saber como devem lidar com as diferentes vertentes do problema das térmitas.


Praga que devora madeira nas ilhas há várias décadas
Conhecida nos meios científicos pelo nome de Cryptotermes brevis, a térmita de madeira seca chegou aos Açores há algumas décadas mas os primeiros casos de danos provados pelos insectos nas madeiras de habitações e mobiliário só foram reportados oficialmente em 2002.Foi nessa altura que a questão dos impactos económicos e patrimoniais relacionados a acção das térmitas foi colocada, numa fase em que a praga já ocupava diversas áreas dos centros das cidades de Angra do Heroísmo, Ponta Delgada e Horta.Desde da altura em que as entidades oficiais foram alertadas para o problema das térmitas que foram desenvolvidos diversos estudos de modo a que fosse produzido conhecimento sobre a forma como se pode enfrentar o problema das térmitas.Para além da caracterização das espécies de térmitas que existem na Região, investigadores da Universidade dos Açores têm efectuado diversos estudos em colaboração com outras instituições académicas nacionais e estrangeiras.No entanto, o desconhecimento da população sobre o real poder de destruição das térmitas e o desinteresse das entidades públicas podem fazer com que a praga seja cada vez maior e mais dificil de controlar.
(In Diário Insular)

Etiquetas: , , , , , , , ,

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Portal das Térmitas dos Açores

Já está disponível o Portal das Térmitas dos Açores: http://sostermitas.angra.uac.pt

Este Portal resultou da realização do projecto “TERMIPAR - Envolvimento dos cidadãos no controlo das térmitas urbanas nos Açores”, financiado pela DRCT (Governo Regional dos Açores), que aliou o conhecimento produzido sobre as térmitas e as estratégias de as enfrentar ao trabalho desenvolvido no âmbito da percepção e comunicação de risco por diversas investigadoras das ciências sociais da Universidade dos Açores, afectas ao CITA-A (Grupo da Biodiversidade dos Açores), ao CES-UA e ao CIBIO-Açores.
A sua organização e conteúdos reflectem as necessidades de informação de um grupo alargado de cidadãos de diversos sectores de actividade, proprietários e inquilinos de habitações com e sem térmitas das Ilhas Terceira e São Miguel que foram entrevistados para o efeito.
A página foi coordenada por Ana Moura Arroz e Paulo A. V. Borges ambos investigadores do Grupo da Biodiversidade dos Açores (CITA-A- UA).

(In Terra Livre)

Etiquetas: , , , , , , , ,