Projecto de requalificação da zona entre o porto da Praia e o Porto Martins
Surf, observação de aves, actividades náuticas e passeios à beira mar são algumas das possibilidades incluídas no projecto que recupera o antigo caminho de São Vicente.
Um grupo de arquitectos, engenheiros do Ambiente, biólogos e ambientalistas (unidos pela prática do surf) defende a transformação do antigo caminho de São Vicente (que liga o porto da Praia da Vitória à freguesia do Porto Martins da ilha Terceira) num trilho turístico, ligado às actividades náuticas. O projecto foi apresentado na terça-feira, na Casa do Povo do Cabo da Praia e contempla a recuperação desta via antiga, que liga o forte de Santa Catarina ao Pocinho do Borreiro, no Porto Martins. “Esta estrada encontra-se a poucos metros do mar. Na zona do Pocinho, ao que sabemos, há interesse do grupo Pestana [proprietário de várias unidades hoteleiras] em adquirir 25 mil metros quadrados de terreno para aí instalar um resort. Portanto, há todo um potencial turístico e de lazer associado a essa zona. O nosso projecto vai nesse sentido”, explica o arquitecto João Pires dos Santos, um dos autores do projecto a par com o arquitecto João Monjardino. O projecto contempla três intervenções que visam explorar alguns dos atractivos que a zona comporta: o surf, a observação de pássaros e os passeios à beira mar. No primeiro caso, os promotores da iniciativa defendem a construção de um recife artificial, no segundo, a recuperação da pedreira existente ao lado do parque de combustíveis; no terceiro, a recuperação de todo o caminho de São Vicente. “Essas intervenções têm objectivos particulares, mas, todas conjugadas, permitem uma intervenção mais abrangente que – em nosso entender – garante, em primeiro lugar, aos habitantes do Cabo da Praia e, depois, a todos os terceirenses e turistas uma vasta área de contacto com a natureza e com o mar. Não aproveitar estas potencialidades é um erro crasso. Já destruíram a melhor baía que a ilha tinha ao construírem um porto que, por estar mal situado, só dá despesas. Não virem as costas a este espaço que, bem aproveitado, paga o investimento e ainda dá lucro”, alega João Pires dos Santos.
Aves e mar
O projecto do “Trilho do Sol Nascente” engloba o usufruto de três ondas naturais (entre elas a de Santa Catarina, considerada pela comunidade surfista como uma das melhores dos Açores), uma onda gerada artificialmente, um observatório de aves migratórias, várias zonas de mergulho e natação, assim como espaços verdes para piquenique, descanso ou passeio. “Dezenas de observadores de aves internacionais vêm à antiga pedreira para ver espécies raras. Essa actividade é uma mais-valia turística para a ilha e não pode ser posta de parte neste projecto”, explica Carlos Leal, Mestrando em Educação Ambiental do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, associado ao projecto, que tem realizado alguns trabalhos sobre o local. “Uma ideia interessante a englobar neste projecto seria a recuperação dos fortes que se encontram neste perímetro. Daí defender que o início do trilho seja o forte de Santa Catarina”, acrescenta João Pires dos Santos. Os promotores do projecto pretendem agora apresentá-lo à Câmara Municipal da Praia da Vitória e a outras entidades governamentais.
O projecto do “Trilho do Sol Nascente” engloba o usufruto de três ondas naturais (entre elas a de Santa Catarina, considerada pela comunidade surfista como uma das melhores dos Açores), uma onda gerada artificialmente, um observatório de aves migratórias, várias zonas de mergulho e natação, assim como espaços verdes para piquenique, descanso ou passeio. “Dezenas de observadores de aves internacionais vêm à antiga pedreira para ver espécies raras. Essa actividade é uma mais-valia turística para a ilha e não pode ser posta de parte neste projecto”, explica Carlos Leal, Mestrando em Educação Ambiental do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, associado ao projecto, que tem realizado alguns trabalhos sobre o local. “Uma ideia interessante a englobar neste projecto seria a recuperação dos fortes que se encontram neste perímetro. Daí defender que o início do trilho seja o forte de Santa Catarina”, acrescenta João Pires dos Santos. Os promotores do projecto pretendem agora apresentá-lo à Câmara Municipal da Praia da Vitória e a outras entidades governamentais.
Recife artificial pode protegero parque de combustíveis da Praia
A fina zona de costa que separa o mar dos terrenos onde está instalado o parque de combustíveis da Praia da Vitória pode ser protegida por um recife artificial. Esta é a ideia defendida pelo grupo de arquitectos, engenheiros do Ambiente, biólogos e surfistas que, na noite de terça-feira, apresentou um projecto de recuperação e aproveitamento lúdico da zona de costa entre o porto da Praia e o Pocinho, no Porto Martins. “Em frente a essa área, que hoje corre risco de erosão devido à força das ondas, é possível criar-se uma bancada artificial que dissiparia a energia das ondas e, por um lado, protegia o parque e, pelo outro, originaria uma onda perfeita para a prática do surf”, explica Orlando Guerreiro, Mestrando em Gestão e Conservação da Natureza do Campus de Angra do Heroísmo. O engenheiro do Ambiente adianta que, actualmente, muitos biólogos e empresas no mundo dedicam-se à construção de recifes artificiais para gerar ondas “surfáveis” e que essa opção seria uma mais-valia para a zona, onde existe a onda de Santa Catarina, considerada pela comunidade surfista como uma das melhores.“É um investimento grande, mas que traria mais retorno, inclusivamente turístico, do que colocar ali uns pés de galo”, explica Orlando Guerreiro.
A fina zona de costa que separa o mar dos terrenos onde está instalado o parque de combustíveis da Praia da Vitória pode ser protegida por um recife artificial. Esta é a ideia defendida pelo grupo de arquitectos, engenheiros do Ambiente, biólogos e surfistas que, na noite de terça-feira, apresentou um projecto de recuperação e aproveitamento lúdico da zona de costa entre o porto da Praia e o Pocinho, no Porto Martins. “Em frente a essa área, que hoje corre risco de erosão devido à força das ondas, é possível criar-se uma bancada artificial que dissiparia a energia das ondas e, por um lado, protegia o parque e, pelo outro, originaria uma onda perfeita para a prática do surf”, explica Orlando Guerreiro, Mestrando em Gestão e Conservação da Natureza do Campus de Angra do Heroísmo. O engenheiro do Ambiente adianta que, actualmente, muitos biólogos e empresas no mundo dedicam-se à construção de recifes artificiais para gerar ondas “surfáveis” e que essa opção seria uma mais-valia para a zona, onde existe a onda de Santa Catarina, considerada pela comunidade surfista como uma das melhores.“É um investimento grande, mas que traria mais retorno, inclusivamente turístico, do que colocar ali uns pés de galo”, explica Orlando Guerreiro.
(In Diário Insular)
Etiquetas: Carlos Leal, Mestrado em Educação Ambiental, Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza, Orla Costeira, Orlando Guerreiro, Projectos
De acordo com Carlos Leal este encontro “constitui a primeira de três etapas que integram o projecto do grupo, além de que pretende realçar o papel social do SOS Terceira, não só no sentido de apontar os aspectos negativos mas também destacar o lado positivo, neste caso da freguesia do Porto Martins”, considera. A iniciativa contou com a presença de 10 jovens, alguns vindos de uma instituição de Angra do Heroísmo, com idades compreendidas entre os 14 e os 20 anos, que tiveram oportunidade de observar e conhecer de perto a importância das plantas endémicas, através da realização de um percurso guiado. “Conseguimos envolver não só jovens da freguesia do Porto Martins, mas também de um orfanato de Angra, pessoal do SOS Terceira e da Universidade”, diz o promotor, satisfeito, acrescentando que o valor a nível de biodiversidade e a parte desportiva foram dois dos aspectos da marginal do Porto Martins que estiveram na base da escolha daquela zona. “Temos aqui um dos maiores redutos da ‘Azorina vidalii’, uma das plantas endémicas mais caracterizadoras dos Açores. Na parte desportiva, muitas são as pessoas que utilizam a zona para correr, andar de skate e bicicleta, além da prática do surf”, concretiza Carlos Leal. Ao todo, num espírito de convívio e aprendizagem, foram reunidas numa tarde cerca de 30 sacas de lixo retirado da marginal do Porto Martins. Quanto à segunda etapa do projecto, segundo Carlos Leal, “será realizada nos Biscoitos, no próximo mês de Maio”. Junta de freguesia mostra “agrado”“Com muito agrado…”. É assim que Rita Branco, presidente da Junta de Freguesia do Porto Martins, recebe esta acção de sensibilização ambiental, no sentido em que os futuros homens serão sensíveis a questões ambientais. Entretanto, a autarca realça que “o lixo que se encontra na Orla é vindo do mar e não colocado pelas pessoas na encosta”, sendo que a Junta de Freguesia do Porto Martins manifesta preocupação constante em manter a limpeza da Orla Costeira.