sábado, fevereiro 07, 2009

Substituição de floresta comercial por floresta de crescimento lento

Para evitar catástrofes, a médio prazo, o Governo vai avançar para a gestão centralizada de linhas de água, nascentes e terrenos instáveis, nos Açores.
Especialistas consideram que, sustituir a floresta comercial por uma de crescimento lento, é uma boa medida. O professor Félix Rodrigues afirma que faz todo o sentido.
Ouvir a notícia aqui.
(In Costa Cardoso RDP Açores)

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sábado, novembro 15, 2008

Análise da Heterogeneidade Paisagística da Floresta de Portugal Continental: Contributo para a Gestão Sustentável da Biodiversidade Florestal

Realizaram-se no dia 14 de Novembro, pelas 18 horas, no Instituto Politécnico de Castelo Branco, as provas de Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza, requeridas pela licenciada Paula Cristina Cardoso Gonçalves.
As provas foram avaliadas por um Júri presidido (por designação do Reitor) pelo Doutor Eduardo Manuel Ferreira Dias, professor auxiliar da Universidade dos Açores, sendo vogais os Doutores Francisco Manuel Cardoso de Castro Rego, professor associado do Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa, e Luís Cláudio de Brito Brandão Guerreiro Quinta-Nova, professor adjunto da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco.
As provas constaram da discussão pública, com crítica e defesa, de uma dissertação intitulada Análise da Heterogeneidade Paisagística da Floresta de Portugal Continental: Contributo para a Gestão Sustentável da Biodiversidade Florestal.

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quinta-feira, junho 19, 2008

Gap dynamics and regeneration strategies in Juniperus-Laurus forests of the Azores Islands

Rui Bento Elias & Eduardo Dias

We asked the following questions regarding gap dynamics and regeneration strategies in Juniperus-Laurus forests: How important are gaps for the maintenance of tree diversity? What are the regeneration strategies of the tree species? Thirty canopy openings were randomly selected in the forest and in each the expanded gap area was delimited. Inside expanded gaps the distinction was made between gap and transition zone. In the 30 expanded gaps a plot, enclosing the gap and transition zone, was placed. In order to evaluate the differences in regeneration and size structure of tree species between forest and expanded gaps, 30 control plots were also delimited in the forest, near each expanded gap. In the 60 plots the number of seedlings, saplings, basal sprouts and adults of tree species were registered. Canopy height and width of adult individuals were also measured. The areas of the 30 gaps and expanded gaps were measured and the gap-maker identified. Juniperus-Laurus forests have a gap dynamic associated with small scale disturbances that cause the death, on average, of two trees, mainly of Juniperus brevifolia. Gap and expanded gap average dimensions are 8 and 25 m2, respectively.
Gaps are of major importance for the maintenance of tree diversity since they are fundamental for the regeneration of all species, with the exception of Ilex azorica. Three types of regeneration behaviour and five regeneration strategies were identified: (1) Juniperus brevifolia and Erica azorica are pioneer species that regenerate in gaps from seedlings recruited after gap formation. However, Juniperus brevifolia is a pioneer persistent species capable of maintaining it self in the forest due to a high longevity and biomass; (2) Laurus azorica and Frangula azorica are primary
species that regenerate in gaps from seedlings or saplings recruited before gap formation but Laurus azorica is able to maintain it self in the forest through asexual regeneration thus being considered a primary persistent species; (3) Ilex azorica is a mature species that regenerates in the forest.

(In Plant Ecology)

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quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Parques florestais das ilhas açorianas

O Governo açoriano vai investir este ano 1,2 milhões de euros em acções de manutenção e requalificação dos parques florestais de recreio existentes em oito das nove ilhas do arquipélago, foi ontem anunciado.Na apresentação do projecto de requalificação da reserva florestal de recreio do mistério de São João, no Pico, o presidente do Governo adiantou que o investimento neste sector tem sido "crescente e continuado", argumentando que "a floresta é parte indissociável da qualidade da paisagem ambiental" do arquipélago.No primeiro de três dias de visita do Executivo à ilha, César referiu que estão previstas para 2008 intervenções em dois parques florestais do Pico, um na Graciosa e um em São Jorge, entre outros. Nos Açores existem 29 parques de recreio florestal, que abrangem oito das nove ilhas. "Na última década foi possível recuperar as mais de duas dezenas de reservas florestais de recreio, que se encontravam votadas ao abandono, e criar outras seis", afirmou Carlos César, acrescentando que o sector florestal ocupa cerca de 30 por cento da superfície do território das ilhas dos Açores.Desde 1996 foram florestados mais de 1.700 hectares de terras agrícolas, reflorestados cerca de 1.800 hectares de áreas exploradas economicamente e beneficiados mais de 390 hectares de povoamentos florestais, reforçando a componente produtiva da floresta açoriana, indicou. O chefe do executivo açoriano anunciou, também, que o concurso público para a construção do Centro de Estudos e Divulgação Florestal, no Pico, será lançado ainda durante o primeiro semestre do ano. Segundo explicou, trata-se de uma infra-estrutura que visa reforçar a aquisição de conhecimentos, introduzir modernas tecnologias de melhoramento florestal e aproveitamento dos recursos lenhosos. O projecto de requalificação do mistério de São João, hoje apresentado, é o único existente no lado sul do Pico e vai dispor de um campo polidesportivo, aparelhos de ginástica e circuito de manutenção física, equipamentos destinados a potenciar o uso do espaço como centro de divulgação florestal e prática desportiva em interacção com a natureza.Já o secretário regional da Agricultura e Florestas presidiu na ilha à sessão de apresentação do projecto experimental vitícola "Selecção de Leveduras Indígenas das Castas Tradicionais dos Açores – Melhoramento Tecnológico dos Vinhos dos Açores". Este projecto do Governo assenta num trabalho integrado entre o estudo do microclima para a vitivinicultura dos Açores e a interpretação dos resultados climatológicos conjugados com a aptidão das castas tradicionais dos Açores e conjugação do "terroir" (conjunto solo + clima), com a sanidade vegetal das vinhas. Noé Rodrigues salientou o facto deste trabalho pretender contribuir para o "aperfeiçoamento da tecnologia de vinificação de vinhos dos Açores, favorecendo a tipificação e a qualidade dos mesmos".Com um prazo de execução de três anos, a iniciativa vai permitir, ainda, o estudo e selecção de leveduras das castas tradicionais, a análise e aperfeiçoamento tecnológico da vinificação e a divulgação e realização de acções de formação profissional de técnicos dos serviços, das cooperativas e produtores. Neste projecto do Executivo Regional estão envolvidas várias entidades como o Instituto Superior de Agronomia de Lisboa, a Comissão Vitivinícola Regional dos Açores, adegas e cooperativas vitivinícolas regionais. O projecto poderá vir a contar, também, com a colaboração da Universidade dos Açores.
(In Diário dos Açores)

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quinta-feira, novembro 29, 2007

Florestas dos Açores

Aquando do povoamento dos Açores, 50% da Região era formada por florestas naturais. Destes 50%, apenas resta, na actualidade, 1%. As grandes responsáveis por este declíneo, admitiu Eduardo Dias, foram as árvores exóticas implantadas no arquipélago nos séc. XVIII, XIX e XX. "Pelas nossas contas, a floresta natural dos Açores na sua vertente mais selvagem e mais bem conservada compõe-se de apenas 1% do que existiu, o que constitui uma situação desesperante e periclitante para a remanescente", afirmou o professor do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, Eduardo Dias, no dia da floresta autóctone, que se assinalou a 27 de Novembro.
As grandes responsáveis pelo declínio, foram as árvores exóticas como, por exemplo, o incenso, ou faia do norte, o que é "extremamente agressivo nas áreas naturais, pois vai ganhando espaço, vai-se expandindo e destruindo as espécies que lá estão" - a laurissilva, entre outras. Outro é o caso da criptoméria, igualmente introduzida nos Açores, mas que constitui uma destruição consciente da floresta natural, assente na substituição, por plantação, das espécies existentes. "As exóticas têm um peso muito grande e a luta tem de ser estrategicamente definida". O docente afirmou não terem tido resultado, até agora, as tentativas de controlo das referidas espécies. Contudo, a alternativa apontada por Eduardo Dias, que trabalha há 20 anos em investigações relacionadas com a floresta natural dos Açores, sendo também coordenador do Gabinete de Ecologia Vegetal e Aplicada - GEVA -, é "eliminar, nas zonas virgens, os pés de incenso", ou seja, agir nos centros onde ainda há esperança de salvação para as florestas naturais. Deste modo, haverá uma maior eficácia na remoção dos incensos. Para além disso, o professor sublinhou que "há uma concepção errada sobre o que é a floresta natural dos Açores", facto que leva a que as pessoas aceitem facilmente a destruição da floresta autóctone - por desconhecimento. Assim, "é essencial que seja promovido, na Região, um processo educativo sobre a constituição da floresta natural". O docente, que ao longo dos anos tem desenvolvido trabalhos científicos centrados na biogeografia, ecologia e classificação da vegetação dos Açores, bem como na dinâmica dos sistemas insulares e conservação do património natural, foi o responsável pela equipa que desenvolveu as bases científicas e desenho da proposta técnica para os SIC´s terrestres da rede Natura 2000 dos Açores e pelos projectos "Life", pelos quais foi co-vencedor do prémio Henry Ford, em 1999.

(In Diários dos Açores)

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