terça-feira, setembro 29, 2009

Alunos dos Açores pouco conhecem as línguas estrangeiras

Os alunos da Região Autónoma dos Açores apresentam o mais baixo índice de conhecimento de línguas estrangeiras, segundo revela um estudo da Eurostat.
A Universidade dos Açores, contraria, no entanto, esses números. A Academia açoriana oferece cursos livres em diferentes idiomas e luta pela reactivação de algumas licenciaturas, nestas áreas de conhecimento e a transformação começa, segundo a professora Leonor Sampaio, ao nível da comunicação e da tradução.Os cursos estão abertos a todos, em período pós-laboral: o inglês é o mais procurado, seguindo-se o francês e o espanhol.
Em 2007, 60% dos alunos do ensino secundário na Europa estudaram, pelo menos, duas línguas estrangeiras, um terço dos alunos europeus estudou, apenas, uma e 6% não estudou qualquer língua estrangeira.Nos Açores, cresce o interesse pelo conhecimento das línguas estrangeiras e o mercado é global, assim como a comunicação entre as pessoas.
(in Luís Branco / Carlos Tavares)

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segunda-feira, junho 01, 2009

A Matemática é um jogo

Jorge Picado, professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, esteve na Terceira, a convite da Universidade dos Açores, para divulgar a matemática aos alunos do ensino secundário. DI falou com o professor sobre a situação actual da disciplina em Portugal.
Esteve nas três escolas secundárias da ilha Terceira, para ensinar os estudantes a calcularem os números suplementares de códigos de barras e bilhetes de identidade, entre outros. Já participou em inúmeras palestras deste género, onde se recorre à matemática do dia-a-dia como exemplo.
Que importância é que este tipo de iniciativas tem para agarrar os jovens à matemática?
A experiência que eu tenho é muito positiva. Em Coimbra, sempre houve muita tradição de fazer palestras destas e programas destes, desde há muitos anos, com o apoio da Sociedade Portuguesa de Matemática. Corremos as escolas todas ali na região. Ultimamente, tem-se feito um esforço muito grande, porque é um bom meio de tentar atrair alunos para os nossos cursos, nas faculdades, e é isso que o Departamento de Matemática da Universidade dos Açores também pretende fazer. É uma boa oportunidade. E a experiência é positiva, porque se os termos forem bem escolhidos, os alunos são atraídos para a matemática. É uma maneira de lhes mostrarmos coisas que, hoje em dia, infelizmente, nos currículos no ensino secundário, quanto a mim estão a ficar cada vez mais pobres. E isto é uma maneira de trazermos um pouco mais riqueza de aos estudantes do que é que há para além das aulas. Há muita matemática.
Estes exemplos do quotidiano são uma boa forma de captar a atenção dos jovens?
São. Eles mostram-se mais interessados?Sim, isso é óbvio, mas tudo depende da maneira como se apresentam as coisas. Tenho feito algumas palestras com coisas um pouco menos óbvias para eles, coisas que eles não conhecem, nem nunca utilizaram, mas se forem bem apresentadas, com uma parte lúdica, a experiência é muito boa. Por exemplo, tenho feito apresentações sobre a ligação dos nós e da matemática e fazem-se umas coisas extremamente engraçadas. Mas aí a matemática que está por trás é muito abstracta e eu tento apresentar um bocadinho desse lado abstracto e eles reagem bem, porque depois há coisas que se podem fazer muito engraçadas como os jogos. Aliás toda a matemática é um jogo. Portanto por esse ponto de vista conseguimos sempre atrair os alunos.
Qual é o principal objectivo deste tipo de palestras? Cativar os jovens para ingressarem numa profissão relacionada com a matemática ou desmistificar a ideia negativa que os jovens têm da disciplina?
Ambos. Tentar não afastar mais os estudantes, porque é uma questão cultural. Criaram-se alguns hábitos na sociedade. E eu acho que é uma das dificuldades dos professores nas nossas escolas. Os alunos vêm para a escola com muitos maus hábitos, falta de motivação, de estudo, de não quererem trabalhar… E com estas iniciativas tentamos motivá-los um pouco mais. É também um objectivo de nós, universidades… da Universidade dos Açores, da Universidade de Coimbra e de todas as outras, que têm feito um grande esforço, porque é um problema grave para o país. O número de alunos, nos últimos anos, a entrar nas ciências, já não digo só matemáticas, nas engenharias, que é muito importante, tem diminuído muito, por causa da matemática, porque as pessoas querem fugir aos exames de matemática. E isso é um problema futuro para o país, acho eu. E há falta de informação. Há muitos miúdos que não fazem ideia das grandes oportunidades de emprego que há na ciência e nas engenharias, ainda por cima num tempo de crise como este. Eu dou cursos no departamento de Engenharia e estou farto de aconselhar alunos a apostar na matemática, se gostam. Em Coimbra, os alunos antes de acabarem o curso, já têm empresas atrás deles. É uma mudança de mentalidades que tem evoluído muito devagar, mas que está a evoluir por parte dos próprios empregadores. Está, felizmente, a cair em desuso as pessoas arranjarem empregos com cunhas. As empresas têm a preocupação de procurar pessoas mais bem preparadas e, portanto, vão aos sítios onde eles estão a ser bem preparados. Nos últimos dois, três anos, no nosso departamento de matemática, temos licenciado muitos matemáticos, que estão hoje em dia a trabalhar em empresas. Trago comigo uns questionários que fizemos no ano passado a várias empresas, para que nos dissessem quantos matemáticos têm lá a trabalhar e qual a opinião deles sobre os empregados. E as respostas são muito positivas. Num dos casos, dizem-nos que os matemáticos, como vêm com uma preparação de raciocínio lógico e mais abstracto estão preparados para se adaptar melhor a este mundo, que está constantemente a mudar. Eles dizem que os matemáticos têm já experiência, capacidade de adaptação e criativa e ao mesmo tempo de grande rigor e organização.
Porque é que se encara a matemática como um “bicho-de-sete-cabeças” em Portugal?
Não é só em Portugal. É em todo o mundo. Eu trabalhei muitos anos nas Olimpíadas de Matemática e participei nas olimpíadas internacionais, que as pessoas não fazem ideia do que é. São milhares de estudantes de todo o mundo e o júri tem um professor de cada país. Eu estava a representar Portugal. E a queixa de todos é geral. As conversas são sempre as mesmas. A geometria desapareceu de todos os currículos. Já ninguém sabe geometria.
Toda a gente se queixa em todo o mundo. O que é que poderá ter contribuído para esta mudança?
É complicado. Estamos numa sociedade muito facilitista. Com os meus filhos, vou-me apercebendo disso na prática e vou tentando contrariar, mas é difícil da maneira como a sociedade está. Então, a influência da televisão acho que é uma coisa impressionante. Há esta coisa facilitista, tudo tem de ser obtido rápido, para os jovens tem de ser tudo feito no momento. Tudo o que dê um bocadinho de trabalho, tudo o que obrigue a estar sentado numa secretária umas horas, dá muito trabalho. E não há cultivo do estudo. Eu digo aos melhores alunos que lá te temos, que querem seguir matemática e investigação: - “a vossa vida é estudar, eu estudo toda a vida”. As pessoas têm de gostar de estudar. Estar sentado à secretária é tão bom. Aprender coisas novas…Mas dá trabalho, é preciso esforço. A matemática é simples, mas só se a quisermos aprofundar. Por exemplo, aquilo que eu mostrei na palestra: se eu quiser montar uma empresa para vender soluções daquelas, tenho de aprofundar aquilo ao máximo e usar o máximo de artilharia matemática para os métodos serem melhor, senão aparece um concorrente meu que arranja soluções melhores. Portanto eu tenho de ter teoremas por trás que digam que o meu método é o melhor, que é eficiente a 100%.
A introdução da calculadora no dia-a-dia dos estudantes poderá ter contribuído, de alguma forma, para o aparecimento dessa cultura do facilitismo?
Muito. É preciso haver mais estímulo nas escolas?No primeiro semestre deste ano, eu dei uma disciplina ao primeiro ano de engenharia informática, que é um dos cursos maiores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. São quase 250 alunos na disciplina. Aparece lá uma minoria de alunos bem preparados, mas a grande maioria vem com o vício da calculadora e não sabem fazer uma conta. Eu tive de mudar o programa na segunda semana de aulas, porque estava a “falar para o boneco”. Eles não sabiam dividir. Não sabiam o algoritmo da divisão. Tive lá alunos que pegavam no número maior e iam extraindo do maior o outro pequenino várias vezes e depois viam o que sobra no fim. E não eram um nem dois… E isto foi a calculadora que criou esses vícios todos. A calculadora é muito boa, eu também a utilizo todos os dias no computador, mas é muito boa “à posteriori”. Tem de haver primeiro um treino mental, senão uma pessoa não consegue pensar rapidamente nestas coisas.
O uso da calculadora está a entrar muito cedo no ensino?
No ensino básico eu acho que é um crime. Os meus filhos estão proibidos de a utilizar. Nunca usaram e felizmente eles nunca tiveram essa reacção. Aliás eles nem gostam. O meu filho mais velho gosta muito de matemática e ele diz que tem muito mais piada fazer as coisas de cabeça.O sistema de ensino em Portugal é o perfeito?Perfeito não é em lado nenhum. Não há nenhum país do mundo que tenha um sistema perfeito. Nem sei o que isso é.
Quais são as principais falhas?
Eu por acaso não gosto muito de falar de coisas genéricas sobre educação, porque rapidamente começo a dizer asneiras. Isso é o que eu vejo nas outras pessoas. Acho que se fala demais neste país de educação. Pessoas que não percebem do assunto falam demais e os especialistas acabam por se encolher. O sistema não é perfeito, mas evoluiu-se muito nestes trinta anos, depois do 25 de Abril. O país mudou muito e a educação mudou muito para melhor, de certeza. Eu sou da geração que apanhou pela primeira vez o ensino unificado. Aquilo que os alunos têm hoje na escola e aquilo que eu tinha no meu tempo não tem comparação. Os alunos hoje, se quiserem têm acesso a coisas que nós nunca tivemos. Eu entrei na universidade sem nunca ter ouvido uma palestra destas. E há o problema da massificação. O sistema de ensino antes do 25 de Abril tinha uma minoria de alunos e depois vai tudo para a escola. A escola não resolve isso numa geração, nem em duas. São coisas que outros países mais avançados demoraram muitos anos a resolver. É um problema complicado ter todos os alunos na escola. Não há receitas. É tentar cada um fazer o melhor. Agora há um problema central do ministério da Educação: programas mal feitos, por exemplo.
O professor devia ter liberdade para escolher a matéria que dão aos alunos?
Devia ter alguma. Tem de ter alguma. Há coisas com muito floreado, mas que têm pouco sumo. As coisas básicas e fundamentais têm de ser trabalhadas em matemática: a tabuada por exemplo. Há uma série de ginástica mental que tem de ser mais trabalhada, senão ninguém consegue avançar. E depois há as questões específicas da matemática, que tornam a coisa ainda mais complicada. A matemática é uma área cumulativa. Vai-se cimentando o conhecimento, um em cima de outro, mas tem de haver uma base. Na matemática não se pode inverter a ordem.
(in DI-Revista)

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domingo, abril 26, 2009

FIPED II - A Formação do professor em dois movimentos

Realizou-se no dia 22 de Abril – 11h00 (Sala 2.1 Pico da Urze - Universidade dos Açores- Angra do Heroísmo), no âmbito do FIPED II, coordenada pelo Professor Carlos Montero da Universidade de Salamanca, uma mesa redonda com o Tema: A formação do professor em dois movimentos.
Participaram o Professor Doutor Émerson de Pietri e Professora Doutora Claudia Rosa Riolfi, do Brasil.
Os participantes referiram-se aos:
• Movimentos por mudança no ensino de Língua Portuguesa no Brasil e a pesquisa como componente da formação inicial;
• Movimentos da escrita: a constituição do pesquisador.
As propostas de mudança no ensino de língua materna, no Brasil, fundamentadas na divulgação de idéias lingüísticas, e as denominadas práticas tradicionais de ensino, fundamentadas na gramática tradicional e na autoridade do livro
didático, mantêm entre si uma relação polêmica que, como procuro mostrar, apresenta, para ambas, discursivamente, um papel constitutivo. Com base na divulgação de teorias lingüísticas, sociológicas e/ou sociolingüísticas, propostas de ensino passam a fornecer, então, subsídios para demonstrar a procedência da concepção de língua/linguagem em que se fundamentam, e os problemas apresentados pela concepção de língua e de ensino que pretendem modificar. Na relação polêmica que se estabelece entre as propostas de mudança e o ensino considerado tradicional, o professor em formação é colocado no lugar de quem deve operar a transformação em suas concepções de linguagem e de ensino, e se deslocar em direção ao discurso que propõe mudanças. O objetivo, neste trabalho, é discutir questões relacionadas à formação inicial do professor de língua materna nas condições apresentadas acima, porém considerando situações em que, à apropriação de conhecimentos teóricos, vem somar-se a realização de atividades de pesquisa-ação, pelo professor em formação, em contexto de ensino.

(In FIPED II)

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FIPED II - A investigação científica em cursos de graduação no Brasil

Decorreu a 23 de Abril – 11h00 (Auditório do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores), a mesa redonda/debate, coordenadada pelo Professor Doutor Manuel Salvador Lima, com o tema " A investigação científica em cursos de graduação no Brasil: I FIPED, pesquisas em leitura, escrita e ensino do texto". Foram seu autores: Prof. Dra. Maria Lúcia Pessoa Sampaio, Prof. Dra. Alessandra Cardoso de Freitas, Prof. Dr. Gilton Sampaio de Souza e Prof. Ms. Sonia Maria Pereira de Almeida. Abordaram as questões:
• O I FIPED como política de estímulo à pesquisa na graduação em Pedagogia no Brasil: Relato de experiência;
• Pesquisas em ensino, leitura e mediação pedagógica;
• Experiências com pesquisa em ensino e produção de texto;
• Investigações sobre escrita acadêmica como estratégia de formação.

(In FIPED II)

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domingo, abril 19, 2009

PROFESSORAS APRESENTARÃO TRABALHO NO VIII ENCONTRO DE INOVAÇÃO EDUCACIONAL

A Prof.ª Maria Vera Lúcia Fernandes Lopes, Chefe do Departamento de Apoio à Inclusão (DAIN) divulga que o Trabalho de Pesquisa intitulado "História de vida em desenhos: uma experiência de ensino e aprendizagem com idosos" de autoria das professoras Ana Lúcia Aguiar Lopes Leandro e Meyre Ester Barbosa de Oliveira, ambas do Departamento de Educação da Faculdade de Educação da UERN, foi selecionado para apresentação no VIII Encontro de Inovação Educacional, que terá lugar no Pólo de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores em Portugal nos dias 24 e 25 de abril de 2009.
(in Universidade do Estado do Rio Grande do Norte)

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sexta-feira, fevereiro 13, 2009

II Fórum Internacional de Pedagogia

Este evento pretende problematizar, analisar e reflectir sobre a formação para a investigação científica dos alunos de Licenciatura, ou seja discutir os instrumentos de construção do conhecimento.
Está destinado, essencialmente, aos alunos de qualquer licenciatura (1º ciclo de Bolonha) e aos profissionais interessados na área.
Está confirmada a participação de alunos de licenciatura e profissionais da área de Portugal, Espanha e Brasil.
Organização conjunta:
Departamento de Ciências Agrárias
Departamento de Ciências da Educação
Associação de Estudantes do Campus de Angra do Heroísmo
Associação de Estudantes da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo
Com o apoio:
Secretaria Regional de Educação e Formação
SATA Internacional
Sr. Representante da República nos Açores
(in FIPED-Angra do Heroísmo)

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“Aprender é estar quietinho e a fazer coisas a sério” – perspectivas de crianças em idade pré-escolar sobre a aprendizagem

Maria Pacheco Figueiredo
Escola Superior de Educação e Centro de Estudos em Educação, Tecnologias e Saúde do Instituto Politécnico de Viseu, Portugal
Ana Moura Arroz
Dulce Sousa
Campus de Angra do Heroísmo, Universidade dos Açores, Portugal


Adoptando uma abordagem interpretativa orientada para a descoberta e um dispositivo técnico qualitativo – análises descritivo-interpretativas de entrevistas individuais e de observações das dinâmicas educativas – este estudo explora o modo como 28 crianças, de cinco e seis anos, de dois Jardins de Infância (JI) da ilha Terceira (Açores, Portugal), perspectivam a aprendizagem. Os modos qualitativamente distintos dos alunos conceberem a aprendizagem constitui uma problemática a que tem sido dado algum relevo noutros níveis de ensino, mas que não colhe ao nível pré-escolar idêntica atenção. Uma análise fenomenográfica permitiu identificar quatro modos distintos de conceber a aprendizagem, como: “fazer coisas”, “o que nos é ensinado”, “saber mais coisas” e “útil para o futuro”. A partir dos argumentos com que as crianças diferenciam o que se aprende do que não se aprende resultaram, através de uma análise temática, seis critérios de demarcação com ocorrência diferenciada: “trabalhar versus brincar”, “actividade versus passividade”, “actividade dirigida pelo adulto”, “obrigatoriedade das actividades”, “informalidade dos espaços onde não há aprendizagem” e “adequação versus desadequação comportamental a um modelo de um aprendiz tradicional”.

(In Revista Ibero Americana de Educación)

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quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Participação da Universidade dos Açores no Fórum Exponor

A Universidade dos Açores participa, pela 4ª vez, no Fórum Exponor que decorrerá na cidade do Porto, de 12 a 15 de Fevereiro.
A UAÇ participará no salão “Qualific@”, vocacionado para a divulgação da oferta educativa, formativa e de saídas profissionais, orientado para professores, alunos e encarregados de educação.
Segundo a organização do evento, “num só local reúnem-se os diversos interlocutores, aproximando, edição após edição, as entidades responsáveis pela educação, formação, emprego e o seu público-alvo. Preenchendo 14 mil metros de área expositiva, os 120 expositores inscritos aguardam cerca de 40 mil visitantes.
Constituindo-se como um espaço de informação e sensibilização, para os desafios e oportunidades que se colocam ao nível da educação e da formação, a Qualific@ cria a perfeita harmonia entre a oferta e a procura, recebendo quer o público em geral quer os diversos agentes de educação, de formação e empresariais.
O certame conta com o apoio e cooperação de diversas Instituições, que dão consistência ao projecto e introduzem mais valias não só no conteúdo da feira, mas também na sua dimensão e projecção.”
No stand da UA serão distribuídos desdobráveis, panfletos e outros materiais promocionais sobre a oferta educativa da instituição, que este ano contempla um novo curso preparatório em Fisioterapia, cujo registo já foi enviado ao MCTES para aprovação.
(In Azores Digital)

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sábado, novembro 01, 2008

Videoconferência foi um avanço importante no ensino

José Azevedo*

A escrita foi a primeira tecnologia de ensino à distância. Desde que há livros, que as pessoas podem aprender sem serem pessoalmente ensinadas por outras. Existem, no entanto, componentes do ensino que são mais difíceis na ausência de interacção com um professor e esta sempre esteve presente em formas de ensino à distância, como os cursos por correspondência ou a Tele-Escola. Mas se o ensino à distância antecede a generalização das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs), acrescentam estas algo de novo ou constituem, pelo contrário, uma forma nova de fazer a mesma coisa? Penso que as TICs, através do e-learning, trouxeram, de facto, uma alteração radical ao ensino à distância, e por duas razões principais. As actividades de aprendizagem podem ser muito mais diversificadas: para além dos textos, o som, as imagens e o vídeo podem ser mobilizadas de uma forma criativa e de bom efeito pedagógico. O estudante tem a oportunidade de interagir com os conteúdos, pode trabalhar em rede com colegas e formadores, pode expressar-se de outras formas para além da escrita. Mobiliza assim as várias dimensões do processo cognitivo, da memorização à aplicação e à criação. Por outro lado, a interacção com o professor, que se viu ser importante em muitos contextos, tornou-se mais rápida, mais fácil e, sobretudo, mais completa. Existe hoje, de facto, ao dispor dos educadores, uma panóplia de ferramentas que permite praticamente anular o efeito da distância: os estudantes podem trabalhar online sobre um mesmo documento através, por exemplo, de um wiki; podem trocar impressões escritas através de fóruns de discussão electrónicos, os quais podem, ainda, servir para esclarecer dúvidas e programar actividades; podem expressar-se através de blogues, abrindo-se deste modo também ao diálogo com o mundo real. Mas o avanço mais importante na tecnologia aplicada à educação é o da videoconferência. Esta pode ser baseada em equipamentos dedicados, embora o preço destes os coloque apenas ao alcance de utilizadores institucionais. Este tipo de videoconferência implica a deslocação dos estudantes para salas especiais de onde se faz a transmissão, mas possibilita ter aulas interactivas com participantes separados geograficamente. A democratização da videoconferência, no entanto, está a ser feita pelos sistemas de desktop, que permitem transformar qualquer computador pessoal num sistema de comunicação com áudio e vídeo. Das funcionalidades mais limitadas da comunicação pessoa a pessoa de aplicações como o MSN ou o Skype passou-se à criação de salas virtuais, onde várias pessoas podem ver-se e falar umas com as outras. Estas salas têm ainda o equipamento normal numa sala real, como um quadro branco, onde os participantes podem escrever, e o equivalente a um projector de vídeo, no qual podem passar apresentações ou fazer a partilha de ecrã. Estas salas podem, também, ser usadas para trabalhos de grupo, eliminando a necessidade da presença física dos colegas e rentabilizando o tempo de todos. A utilização deste tipo de tecnologias é de particular relevância numa região insular como os Açores, sobretudo no actual contexto de aprendizagem ao longo da vida. Requer-se hoje de uma universidade a formação inicial de um público jovem e com maior mobilidade, mas que também atenda à reconversão/actualização profissional de um público trabalhador e aos interesses culturais do público sénior. Ora estas últimas classes de estudantes têm menor mobilidade e menor disponibilidade de tempo. O e-learning constitui a única forma de proporcionar formação que seja independente da localização geográfica dos estudantes e que permita a estes uma maior flexibilidade na gestão do seu tempo de estudo. A Universidade dos Açores preparou-se para este desafio através de um conjunto de investimentos onde avulta o projecto "Universidade Digital", possuindo hoje uma infra-estrutura tecnológica capaz de suportar os projectos mais arrojados. Dotada de um sistema de gestão da aprendizagem integrado com a área académica e de várias salas de videoconferência espalhadas por três ilhas, é possível já hoje leccionar vários cursos à distância, particularmente ao nível de pós-gradua- ção. O futuro próximo trará mais desenvolvimentos a este nível, prevendo-se, para breve, por exemplo, o arranque do ensino à distância a nível das licenciaturas.
Mais informação em http://www.uac.pt

*Pró Reitor para Tecnologia e Ensino da Universidade dos Açores

(In Expresso das Nove)

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quarta-feira, março 19, 2008

VII Encontro Internacional de Inovação Educacional

Os Encontros de Inovação Educacional pretendem ser um espaço de partilha de práticas e de investigação, no âmbito da inovação educacional, permitindo o enriquecimento mútuo de investigadores, profissionais da educação, da formação, da educação para a saúde e da intervenção comunitária.
Los Encuentros de Innovación Educativa pretenden ser un espacio de intercambio de conocimientos sobre prácticas y sobre la investigación, en el campo de la innovación educativa, permitiendo el enriquecimiento mutuo de investigadores, profesionales de la educación, de la formación, de la educación para la salud y de la intervención comunitaria.

Organização conjunta do Departamento de Ciências da Educação da Universidade dos Açores, do Núcleo Regional dos Açores do Movimento da Escola Moderna, da EBI Tomás de Borba e da Delegação nos Açores da Associação de Professores de Matemática

Dias 24 e 25 de Abril de 2008, no Auditório do Campus do Pico da Urze da Universidade dos Açores em Angra do Heroísmo na Ilha Terceira.
Estes Encontros de Inovação constituem espaços de partilha de experiências de inovação, de boas práticas e de investigação no âmbito da Inovação Educacional permitindo o enriquecimento mútuo de investigadores, profissionais da educação, da formação, da educação para a saúde e da intervenção comunitária.
A inscrição dos profissionais interessados poderá ser feita, on-line, até 15 de Abril de 2008, através do seguinte sítio:
http://encontroinovacao.wordpress.com/

(In Associação Nacional de Animação e Educação)

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segunda-feira, novembro 05, 2007

Prémio e castigo dos professores

As escolas secundárias foram classificadas a nível nacional. Genericamente as escolas dos Açores continuam a meio da tabela. Também é verdade que dos dez estabelecimentos de ensino melhor classificados, nove são escolas privadas e apenas uma é escola pública. A classificação das escolas foi feita de acordo com as notas obtidas pelos alunos nos exames nacionais. Sendo assim não há muitos argumentos a opor quanto aos critérios de classificação. As melhores notas significam a possibilidade dos alunos terem uma carreira melhor. As melhores notas representam também uma maior probabilidade do país ser mais produtivo e competitivo.
De acordo com o Professor Tomaz Dentinho do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, a primeira ilação a tirar tem a ver com o tipo de escola. As escolas privadas são normalmente melhores do que as escolas públicas. E, se assim é, parece fazer todo o sentido que os nossos impostos sejam canalizados para que existam mais escolas privadas, para que produzam um ensino de qualidade para todos, em vez de servirem para manter um sistema de ensino público caro e ineficiente. Nesta perspectiva, porque é que o Governo não privatiza a gestão da nova escola de São Carlos, na ilha Terceira-Açores? Porque razão não faz um concurso de concessão pública da Escola Vitorino Nemésio na Praia da Vitória, Terceira, ou da Escola Antero de Quental em São Miguel? Estou certo de que apareceriam compradores desde que não tivessem de herdar os muitos docentes com vínculo que leccionam actualmente naquelas escolas.
A segunda ilação que podemos tirar é que ao longo dos anos a diferença entre as escolas melhores e piores aumenta. Dá a impressão que o Governo não tem em atenção a classificação das escolas. De facto, embora a Constituição diga que deve haver ensino de qualidade para todos, a verdade é que o sistema montado acaba por beneficiar sempre os alunos de umas cidades face ao de outras. Porque não fazer concursos especiais para professores em escolas que têm problemas crónicos, transferindo para lá os melhores professores, mesmo que pagando um pouco mais? Na verdade, a classificação é tão precisa que não é difícil identificar os professores associados aos melhores e piores desempenhos. Assim, bastaria que uma parte do ordenado fosse indexada ao desempenho dos alunos e à sua evolução para que, imediatamente, se notassem melhorias na prestação dos docentes e, necessariamente, dos alunos. E é assim que, os professores de matemática da Escola Vitorino Nemésio e Padre Emiliano de Andrade poderiam continuar a ganhar o seu ordenado base e ter nota baixa na sua classificação, enquanto que os professores de biologia da escola da Praia e os de Desenho da Escola de Angra poderiam ter um acréscimo de ordenado de, por exemplo, 5% durante o ano 2007/2008 devido à sua boa prestação relativa. Quem mereceria um acréscimo especial nos ordenados é a escola secundária de São Roque do Pico que é a melhor a nível regional.
O desempenho do sistema de ensino depende de muitos factores. Da parte dos alunos é bom ter condições de estudo, é benéfico ter o testemunho e o exemplo dos que são mais próximos, é importante ter respeito pelos professores e ajuda ter um bom enquadramento dos que tem piores notas como acontece nos países europeus mais civilizados. Da parte da sociedade é fundamental que o sistema económico e social premeie aqueles que mais estudam porque caso contrário não vale a pena continuar a estudar. Finalmente, da parte da escola é essencial que o ensino seja de qualidade, que a avaliação seja justa, que existam actividades extra curriculares que complementam a formação do aluno; isto para além de ter de haver bons materiais de estudo e boa acessibilidade a casa.
O que vamos vendo é que os governos se preocupam apenas com a construção de novas escolas, com o vínculo e colocação dos professores e com a elaboração de exames gerais. O que não vemos é premiar os bons professores e penalizar os maus. É isso que faz o ensino privado e é só por isso que é melhor.
(In A União)

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