terça-feira, setembro 29, 2009

Alunos dos Açores pouco conhecem as línguas estrangeiras

Os alunos da Região Autónoma dos Açores apresentam o mais baixo índice de conhecimento de línguas estrangeiras, segundo revela um estudo da Eurostat.
A Universidade dos Açores, contraria, no entanto, esses números. A Academia açoriana oferece cursos livres em diferentes idiomas e luta pela reactivação de algumas licenciaturas, nestas áreas de conhecimento e a transformação começa, segundo a professora Leonor Sampaio, ao nível da comunicação e da tradução.Os cursos estão abertos a todos, em período pós-laboral: o inglês é o mais procurado, seguindo-se o francês e o espanhol.
Em 2007, 60% dos alunos do ensino secundário na Europa estudaram, pelo menos, duas línguas estrangeiras, um terço dos alunos europeus estudou, apenas, uma e 6% não estudou qualquer língua estrangeira.Nos Açores, cresce o interesse pelo conhecimento das línguas estrangeiras e o mercado é global, assim como a comunicação entre as pessoas.
(in Luís Branco / Carlos Tavares)

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segunda-feira, julho 20, 2009

Defende Pedro González, da Universidade dos Açores

Vindo de um hispânico até se percebe .
Defende Pedro González, da Universidade dos Açores Chinês, árabe ou espanhol seriam bastante mais “úteis”.
Até concordaria com isso tudo, se não tivéssemos problemas bem mais urgentes para resolver na educação portuguesa.
Para mim (como diz o jogador Figo), em Portugal, o ensino do espanhol com as crianças é descabido tendo em conta as semelhanças linguísticas entre as duas línguas ibéricas. Faz sentido, num nível avançado para alunos que vão estudar para Espanha ou profissionais portugueses que vão trabalhar para lá. Mas não começar em tenra idade.
O verdadeiro desafio na escola é o de criar currículos opcionais, no sentido de dar alguma liberdade de escolha aos alunos, no que respeita à oferta de línguas estrangeiras, de áreas dedicadas ao trabalho manuais ou artísticas, por exemplo.
O mar tem de se tornar uma disciplina obrigatória nos Açores, desde a parte desportiva à mais teórica como a história dos baleeiros até algumas noções de navegação marítima. A região ainda não deu o devido valor a esta riqueza sem igual no mundo que está tão perto de nós mas ao mesmo tempo longe da vida quotidiana dos açorianos, a não ser, infelizmente, por razões estivais como em qualquer lado do mundo.
(In Complot)

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Crianças do 5º ano vão aprender segunda língua

A medida deve arrancar a partir do ano lectivo 2010/2011: as crianças do arquipélago vão ter de aprender, à entrada para o 2º ciclo de ensino, isto é, do 5º ano de escolaridade, uma segunda língua estrangeira.
A informação foi avançada, sábado, pela secretária regional da Educação. Segundo Maria Lina Mendes, esta é uma medida pioneira a nível nacional.

Ainda de acordo com a governante, em declarações aos jornalistas após uma visita à Escola Básica e Secundária Tomás de Borba, em São Carlos, em que acompanhou o comissário europeu para o Multilinguismo, Leonard Orban, esta segunda língua estrangeira será, em princípio, Francês ou Alemão.
Esta avança também que estão já a ser feitos contactos com editoras dos países cujas línguas são estudadas nas escolas dos Açores, para fornecimento de manuais e outro material didáctico.
Maria Lina Mendes adianta que a introdução de uma segunda língua estrangeira logo aos 11 anos, depois de os alunos já terem estudado Inglês, pelo menos desde o primeiro ano do 1º ciclo, visa dotá-los de mais competências, com impacto aos níveis cultural e de emprego.
O professor do Departamento de Ciências de Educação da Universidade dos Açores, Pedro Gonzalez, considera que a introdução de uma segunda língua estrangeira no quinto ano é positiva e afirma não existir qualquer problema em as crianças começarem a aprender várias línguas desde muito cedo.
“Conheço pessoalmente casos de crianças que falam várias línguas sem problema. Mesmo quando são muito novas e ainda estão a aprender a falar, elas já sabem diferenciar. É o que acontece, por exemplo, em países onde se falam duas línguas. As crianças aprendem-nas naturalmente”, avança, adiantando que, quando em causa estão crianças muito novas, “não existem línguas difíceis”.
“A literaturas sobre o tema, os estudos que se fizeram sobre a aprendizagem linguística das crianças, confirmam-nos isso mesmo. Quanto mais cedo melhor. Até posso dizer que se está a começar tarde, o ideal seria já na escola primária”, lança.
A Escola Básica e Secundária Tomás de Borba tem já um projecto de aprendizagem da Língua Inglesa no ensino pré-escolar, facto que o comissário europeu do Multilinguismo considera muito interessante. Leonard Orban lembra que falar duas ou mais línguas estrangeiras é uma mais-valia.

Defende Pedro González, da universidade dos Açores Chinês, árabe ou espanhol seriam bastante mais “úteis”
A inclusão, no currículo do 2º ciclo, de uma segunda língua estrangeira é positiva, mas o ensino de línguas como o chinês, árabe ou espanhol seria mais “útil” do que o das duas línguas escolhidas, o francês e o alemão, defende o professor do Departamento de Ciências de Educação da Universidade dos Açores, Pedro González.
O professor considera que a escolha do francês, sobretudo, tem muito mais que ver com “tradição” do que com uma utilidade futura.
O chinês, o árabe e até o espanhol são actualmente muito valorizados, tendo em conta o peso crescente dos países onde estes idiomas são falados no contexto empresarial e financeiro.
“Se o desenvolvimento económico-financeiro continuar a seguir esta linha, nomeadamente com o grande peso da China na economia mundial, faria sentido que a secretaria regional da Educação ganhasse alguma ‘coragem’ e avançasse para estas línguas”, adianta.
Pedro González admite, no entanto, que reunir um conjunto de docentes habilitados a leccionarem línguas como chinês ou árabe é mais difícil do que no caso do francês e do alemão.
DI falou também com Paulo Farinha, do Instituto Oriental da Universidade Nova de Lisboa, que adiantou que os cursos de coreano, árabe e japonês têm vindo a registar uma cada vez maior adesão. “Muitas são pessoas que precisam destas línguas para a sua vida profissional, de negócios. O mais procurado é japonês, muito por essa razão”.

(in Diário Insular)

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