terça-feira, junho 02, 2009

Essência da Tecnologia e da Natureza – Um estudo de caso

Autor: Félix Rodrigues
Instituição: Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores

Heidegger defende que em qualquer lugar que nos encontramos, estamos acorrentados à tecnologia, quando a defendemos ou quando a negamos (Heidegger, 1997). A tecnologia não é equivalente à sua essência. A essência de um corpo está relacionada com aquilo que o corpo é. Nesse contexto há que questionar o que é tecnologia e o que não o é, o que é natural e o que é artificial, ou então, quão natural é um objecto que saiu das mãos do homem? A tecnologia pode ser vista como uma estratégia capaz de resolver um problema prático ou, só e apenas, resultado da actividade humana. Na actualidade o mundo vive num endeusamento da tecnologia de tal forma que é comum confundir-se um produto natural de um trabalhado pelo homem. Pierre Lévy (1996) afirma que nos guiamos por múltiplos saberes, habilidades e crenças. Entre esses, está "a dimensão social da inteligência" intimamente ligada às linguagens, às técnicas e às instituições, significativamente diferentes de lugar para lugar e de época para época. Nesse mesmo contexto, Bartolomé (2000) aconselha: "Cambia el modo como nos comunicamos y, como
consecuencia, está cambiando el modo como conocemos. La tecnologia influye en estos cambios". Com uma turma do terceiro ano da licenciatura em Engenharia e Gestão do Ambiente, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores desenvolveu-se uma estratégia, em contexto de sala de aula, que permitisse identificar crenças dos alunos, múltiplos saberes e perspectivar consequências de decisões erróneas na conservação de património cultural e artístico, aquando da liderança de estudos de impacto ambiental.
O processo de decisão numa situação de avaliação de impacto ambiental, especialmente no que se refere ao património cultural e artístico, requer habilidades indispensáveis, dada a sua complexidade. A cultura científica na área da engenharia do ambiente não promove devidamente as competências que permitam julgar e decidir sobre essa temática. É importante que os profissionais que avaliam impactos ambientais saibam evitar os erros de avaliação, reconheçam as atitudes que podem influenciar a sua decisão e, principalmente, que sigam uma metodologia correcta no processo decisório.
Na turma em estudo, os alunos foram confrontados com vinte objectos naturais ou trabalhados pelo homem e foi-lhes solicitado que os classificassem em naturais ou artificiais (no sentido de terem sido trabalhados pelo homem), recente ou antigo e deverá ou não conservar-se.
Todos os alunos, num total de vinte, cometeram enormes erros de avaliação entre o que é natural ou artificial com enormes repercussões na decisão de conservar ou não conservar um objecto. Uma escolha aleatória teria surtido maior efeito do que um julgamento prévio. Após se fornecer informação sobre cada objecto, se era ou não natural, as decisões dos alunos sobre a conservação dos objectos não foram grandemente alteradas, uma vez que continuavam a conservar apenas os objectos naturais que incorporavam alguma beleza. Quando lhes foi fornecida informação sobre a idade dos objectos houve tendência (maioria dos alunos, 15 em 20) para conservar os mais antigos, sobrevalorizando a idade. Quando lhes foram explicadas as funções dos objectos trabalhados pelo homem, todos os objectos passaram a ter estatuto de conservação, todavia, os objectos relativamente aos quais não havia informação a esse nível, capaz de ajudar à decisão, nunca foi aplicado o princípio da precaução, revelando-se na maioria dos casos, uma elevada crença nos valores da tecnologia e do conhecimento.

(In Encontro de Inovação Educacional)

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quinta-feira, abril 30, 2009

Entrevista a Salvador de Lima sobre o II FIPED e VIII Encontro de Inovação Pedagógica

terça-feira, abril 28, 2009

Outra Educação é Possível

O Congresso de Inovação Educacional, o VIII Encontro Educacional (III Encontro Internacional) decorreu de 24 a 25 de Abril de 2009 em Angra do Heroísmo (Açores). Um encontro aberto a professores e educadores dos diferentes níveis de ensino, com conferências muito interessantes no Auditório do Complexo Pedagógico do Pico da Urze da Universidade dos Açores.
Findo o Congresso professores e alunos ocuparam, nos Biscoitos, o território “Da Resistência”. Uma avalanche de espíritos jovens (dos bons) vindos da Escola Superior de Educação de Torres Novas, acabados de participar no encontro organizado pelo Universidade dos Açores: Carla Nunes, Rita Pereira, Elsa Leitão, Andreia Martin, Gabriela Garcia, Patrícia Amorim, Vanda Navalho, Patrícia Garcia (alunas), Liliana Santos (educadora). A Educadora Ana Sofia Silva e o Professor Miguel Dias já estiveram aqui.
(In Bagos D'Uva)

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Notícia sobre o VIII Encontro de Inovação Educacional

domingo, abril 26, 2009

O ensino da Matemática está a melhorar


ALEXANDRA DÂMASO, Professora na Universidade dos Açores e participante no VIII Encontro de Inovção Educacional que decorreu em Angra do Heroísmo a 24 e 25 de Abril de 2009, afirma: “A forma como os alunos aprendem Matemática nos primeiros anos é crucial para a sua atitude nos anos posteriores como alunos”.
Qual o segredo para ensinar e aprender matemática nas oficinas que promove?
O trabalho realizado nas oficinas de matemática tem por base os actuais Programas de Matemática e as orientações subjacentes ao conjunto de competências consideradas essenciais para o 1º Ciclo do Ensino Básico, nas quais se reconhece que o desenvolvimento do raciocínio, da comunicação e da capacidade de resolução de problemas constitui o cerne do ensino da Matemática logo nos primeiros anos. Esta perspectiva vem romper com a concepção anterior sobre esta disciplina que era caracterizada pelo ensino e execução de procedimentos mecânicos “para obter a resposta correcta”, limitando-se ao contar numa altura em que se vivia numa sociedade ainda não “muito modelada” pela Matemática. Assim, tentar-se-á desenvolver nas crianças o sentido do número e das operações, dar-se-á atenção aos padrões, símbolos e modelos, considerar-se-á a geometria e o sentido espacial, valorizar-se-á a medida e aos processos de medida, a organização e análise de dados e processos matemáticos, proporcionando um ambiente informal durante o qual lhes é pedido que, construam, argumentem, criem, modelem, provem e investiguem, e que assim aprendam matemática.
Tem alguma explicação para o aparente desastre (a avaliar pelos resultados) que é o ensino de matemática em Portugal?
O sucesso educativo para todos só é possível com a colaboração de todos. A educação não é exclusiva dos professores e das famílias, “para educar uma criança é preciso toda a aldeia”, não podendo excluir a influência fortíssima que exerce toda a sociedade, onde se incluem os meios de comunicação social, sobre a imagem da Matemática. Neste momento podemos afirmar que o ensino da matemática está a melhorar, há uma nova consciência a emergir que muito se deve a iniciativas como a que aqui propomos.
Há pessoas com mais e outras com menos facilidade na aprendizagem da matemática ou essas supostas qualidades inatas não passam de um mito?
Hoje sabemos que a forma como os alunos aprendem Matemática nos primeiros anos é crucial para a sua atitude nos anos posteriores como alunos de Matemática e para o seu desempenho como profissionais e cidadãos. Hoje acreditamos que todos os alunos são capazes de fazer matemática.A educação matemática não é, como a aprendizagem de uma língua estrangeira, por exemplo, uma actividade que podemos iniciar num qualquer momento da vida… a aprendizagem da matemática começa de forma espontânea com as primeiras experiências que são proporcionadas à criança no seu universo familiar que, quanto mais ricas e diversificadas, melhor contribuirão para o “sentir” a matemática como algo natural.As calculadoras, hoje altamente desenvolvidas, têm contribuído de alguma forma para dificultar o ensino da matemática?O relatório da Associação de Professores de Matemática (APM), Matemática 2001, revela que a calculadora não assume uma proporção significativa do trabalho dos professores e alunos dos 1º e 2º ciclos do E. B. Inclusivamente há escolas que reconhecem não possuírem uma única calculadora.
(in Diário Insular)

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sexta-feira, abril 24, 2009

VIII Encontro de Inovação Educacional-Programa

VIII Encontro de Inovação Educacional (III Encontro Internacional) “Outra Educação é Possível” decorre hoje, 24 e amanhã, 25 de Abril de 2009 em Angra do Heroísmo – Açores - Portugal.


24 de Abril de 2009 - EBS Tomás de Borba
16,00 h – Recepção e entrega de documentação
17,00 h – Abertura do Encontro
17,15 h – Comunicações
18,15 h – Comunicações

25 de Abril de 2009 - Auditório do Pico da Urze da Universidade dos Açores
09,30 h – Conferência
10,30 h – Intervalo
10,45 h – Conferência
11,45 h - Forum - Debates e Conclusões
13,00 h - Encerramento

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domingo, abril 19, 2009

PROFESSORAS APRESENTARÃO TRABALHO NO VIII ENCONTRO DE INOVAÇÃO EDUCACIONAL

A Prof.ª Maria Vera Lúcia Fernandes Lopes, Chefe do Departamento de Apoio à Inclusão (DAIN) divulga que o Trabalho de Pesquisa intitulado "História de vida em desenhos: uma experiência de ensino e aprendizagem com idosos" de autoria das professoras Ana Lúcia Aguiar Lopes Leandro e Meyre Ester Barbosa de Oliveira, ambas do Departamento de Educação da Faculdade de Educação da UERN, foi selecionado para apresentação no VIII Encontro de Inovação Educacional, que terá lugar no Pólo de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores em Portugal nos dias 24 e 25 de abril de 2009.
(in Universidade do Estado do Rio Grande do Norte)

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sexta-feira, abril 03, 2009

24 e 25 de Abril em ANGRA -Inovação Educacional reúne especialistas internacionais

É sob o lema “Outra Educação é Possível” – que o VIII Encontro de Inovação Educacional (III Encontro Internacional) decorre em Angra do Heroísmo, entre 24 e 25 de Abril, trazendo à ilha especialistas de renome europeu.
A iniciativa surge numa organização conjunta do Departamento de Ciências da Educação da Universidade dos Açores, Núcleo Regional dos Açores do Movimento da Escola Moderna, EBS Tomás de Borba e delegação nos Açores da Associação de Professores de Matemática.
Criar um espaço que permita a reflexão entre profissionais da educação e de áreas próximas sobre a realidade educacional, da formação e da intervenção social são os objectivos do encontro.
Jaume Carbonell Sebarroja, da Universidade de Vic, Barcelona e Maria da Assunção da Cunha Folque de Mendonça, da Universidade de Évora são os dois principais conferencistas presentes no encontro.
O VIII Encontro de Inovação Educacional é destinado a professores e educadores dos diferentes níveis de ensino e áreas disciplinares, investigadores, profissionais da área social, da educação, da saúde, da intervenção comunitária e outros profissionais da formação nestas áreas.
Divulgar boas práticas
Segundo os autores da iniciativa, o evento quer propiciar a troca e divulgação de experiências de inovação pedagógica ou de boas práticas relativas ao trabalho feito na sala de aulas nos diferentes níveis de ensino e nas diversas áreas disciplinares e não disciplinares, na formação de professores e de técnicos da educação e na intervenção social e comunitária.
As áreas temáticas irão centrar-se na prática pedagógica em áreas disciplinares e não disciplinares; formação profissional (inicial e contínua); experiências de relacionamento com a comunidade educativa; experiências de intervenção comunitária; e lideranças de processos de mudança em grupos e/ou instituições.
No dia 24 de Abril, os trabalhos começam às 14H00 e encerram com comunicações às 18H15. No dia seguinte, o encontro tem início à 9H30 e terminam às 12H45 com um fórum.
Os profissionais interessados em participar com comunicações deverão enviar os resumos dos seus trabalhos até 15 de Abril, indicando objectivos e resultados atingidos na inovação ou boa prática pedagógica e o trabalho completo até 30 de Abril.
(In A União)

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quinta-feira, abril 02, 2009

VIII Encontro de Inovação Educacional e II Fórum Internacional de Pedagogia

Terá lugar nos próximos dias 24 e 25 de Abril de 2009, em Angra do Heroísmo o VIII Encontro de Inovação Educacional – Outra Educação é Possível. Este evento constitui um espaço privilegiado para a partilha de experiências de inovação e boas práticas assim como dos resultados de investigação no âmbito da inovação.
Sublinhamos a realização de conferências plenárias sob a responsabilidade do Professor Jaume Carbonell Sebarroja da Universidad de Vic, Barcelona e da Professora Assunção Folque da Universidade de Évora. Sugerimos uma visita à página Web http://encontroinovacao.wordpress.com onde poderá consultar a lista de resumos das comunicações propostas pelos participantes.
Lembramos que a data limite de inscrição é 15 de Abril de 2009 sendo que o custo da mesma é de:
Estudantes: 5,00€
Profissionais: 20,00€
Também informamos que, nos dias 22 e 23 de Abril de 2009, terá lugar o II Fórum Internacional de Pedagogia ( http://fiped.wordpress.com) destinado, essencialmente, aos estudantes de licenciatura de qualquer curso. Está prevista a participação de docentes e estudantes do Brasil, Espanha, Costa Rica e do continente português.
O preço da inscrição será válido para os dois eventos mas deverá fazer a inscrição em ambos.
P'la Comissão Organizadora

Pedro González

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segunda-feira, março 23, 2009

TRABALHO DE PROFESSORAS É SELECIONADO PARA O VIII ENCONTRO DE INOVAÇÃO EDUCACIONAL

O trabalho “Outros espaços, encontros inusitados: uma experiência pedagógica no ensino superior, em espaço não escolar, com pessoas surdas”, de autoria das professoras Ana Lúcia Aguiar Lopes Leandro e Maria Vera Lúcia Fernandes Lopes, do Departamento de Educação da Faculdade de Educação da UERN e do Departamento de Apoio à Inclusão (DAIN) foi selecionado para comunicação no VIII Encontro de Inovação Educacional, que será sediado na Universidade dos Açores, no Campus de Angra do Heroísmo, em Portugal, de 24 e 25 do próximo mês, neste ano.
Além dessa participação, parte da Equipe do Departamento de Apoio à Inclusão participará do I Seminário Nacional sobre Exclusão, Inclusão e Diversidade, que acontecerá de 24 a 27 de março de 2009, no Campus da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) em João Pessoa – PB.
Durante o evento serão apresentados os trabalhos “O lado visível das barreiras: estudo com discentes universitários com deficiência: entre a inclusão e a exclusão”, de autoria dos professores Jean Mac Cole Tavares Santos, Ana Lúcia Aguiar Lopes Leandro, do Departamento de Educação e Maria Vera Lúcia Fernandes Lopes, também do DE e Chefe do DAIN.
Participarão deste evento, professores, discentes e servidores da UERN, além de representantes de entidades que militam na área da inclusão educacional em Mossoró, como o Centro Estadual de Capacitação de Educadores e Atendimento ao Aluno Surdo – CAS, de Mossoró, Centro de Apoio ao Deficiente Visual de Mossoró e Diretoria de Educação Especial da Gerência Municipal de Educação de Mossoró.

(in Universidade do Estado do Rio Grande do Norte)

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sexta-feira, fevereiro 13, 2009

VIII Encontro de Inovação Educacional

VIII Encontro de Inovação Educacional
(III Encontro Internacional)
“Outra Educação é Possível”


24 e 25 de Abril de 2009
Angra do Heroísmo – Açores - Portugal




Objectivos:
Criar um espaço que permita a reflexão entre profissionais da educação e de áreas próximas sobre a realidade educacional, da formação e da intervenção social.
Propiciar a troca e divulgação de experiências de inovação pedagógica ou de boas práticas relativas ao trabalho feito na sala de aulas nos diferentes níveis de ensino e nas diversas áreas disciplinares e não disciplinares, na formação de professores e de técnicos da educação e na intervenção social e comunitária.
Áreas temáticas
Prática Pedagógica em áreas disciplinares e não disciplinares.
Formação profissional (inicial e contínua).
Experiências de relacionamento com a comunidade educativa.
Experiências de Intervenção Comunitária
Lideranças de processos de mudança em grupos e/ou instituições
Destinatários
Professores e educadores dos diferentes níveis de ensino e áreas disciplinares, investigadores, profissionais da área social, da educação, da saúde, da intervenção comunitária e profissionais da formação nestas áreas.


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quarta-feira, setembro 17, 2008

VIII Encontro de Inovação Educacional

O VIII Encontro de Inovação Educacional - Outra Educação é possível, terá lugar nos dias 24 e 25 de Abril de 2009, na Escola Básica e Secundária Tomás de Borba em Angra do Heroísmo na Ilha Terceira, Açores, organizado conjuntamente pelo Departamento de Ciências da Educação da Universidade dos Açores-Delegação do Campus de Angra do Heroísmo, EBS Tomás de Borba, Delegação nos Açores da Associação de Professores de Matemática e Núcleo Regional dos Açores do Movimento da Escola Moderna.
Os Encontros de Inovação pretendem proporcionar um espaço que permita a reflexão entre profissionais da educação e de áreas próximas sobre a realidade educacional, da formação e da intervenção social. Também procura propiciar a troca e divulgação de experiências de inovação pedagógica ou de boas práticas relativas ao trabalho feito na sala de aulas nos diferentes níveis de ensino e nas diversas áreas disciplinares e não disciplinares, na formação de professores e de técnicos da educação e na intervenção social e comunitária.
Pode participar com descritivos de práticas pedagógicas em contextos escolares e não escolares, com resultados de investigação, com relatos de intervenção e de educação comunitária e na área da saúde.
A inscrição dos profissionais interessados poderá ser feita on-line até 15 de Abril de 2009, através do seguinte sítio: http://encontroinovacao.wordpress.com/
Os profissionais interessados em apresentar comunicação no âmbito das áreas temáticas referidas na página web acima mencionada, deverão enviar um resumo da mesma, até 15 de Abril de 2009, de acordo com as indicações aí explicitadas e utilizando qualquer dos seguintes correios electrónicos: encontroinovacao@uac.pt ou pedrogonzalez@uac.pt.

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domingo, junho 01, 2008

Investigação- Força motriz da inovação

Se é verdade que durante uma boa parte do séc. XX a evolução da ciência esteve intimamente associada aos programas de defesa militar nacional de grandes potências como os EUA e a URSS, hoje está profundamente ligada à defesa da economia de cada país, uma vez que a economia se baseia cada vez mais nos processos de inovação.
Ora, a força motriz da inovação é a ciência. Os cientistas descobrem e desenvolvem ideias, produtos e processos que, geralmente, pela mão da engenharia se materializam e se tornam parte integrante da actividade económica. Nesta perspectiva, a ciência deve dedicar uma atenção crescente às novas orientações da economia global e regional de forma a não perder um carácter significativo de aplicabilidade.Só assim se entende porque é que os governos dos países com elevado índice de desenvolvimento tecnológico investem tão avultadas somas dos dinheiros públicos na ciência. Será seguramente porque se admite que os contribuintes terão um importante retorno do seu investimento, traduzido num maior desenvolvimento social e económico.

No entanto, para que este sistema funcione e nenhuma das partes se sinta defraudada, é necessário um investimento adequado na ciência e, por outro lado, a aplicação de mecanismos de avaliação rigorosos capazes de aferir se os níveis de produtividade científica se ajustam ao investimento feito e às necessidades do país. No entanto, o reconhecimento da absoluta necessidade de um instrumento de avaliação, factor de responsabilização, não deve chocar com a tradição cultural que caracteriza o ambiente em que se desenvolve a investigação científica, marcado pela liberdade de ideias e de questionar o mundo que nos rodeia – condimentos para a criatividade.A ciência e a tecnologia, desde a investigação fundamental até à aplicada que se faz nas universidades e laboratórios públicos e privados, constituem o motor do crescimento económico. A este propósito, não se pense, por exemplo, que quando surge no mercado um fármaco qualquer, com todas as qualidades que lhe são atribuídas, este resultou exclusivamente da investigação feita por uma única equipa de um único laboratório, mesmo que tenha sido este a patentear o produto. Não. Uma longa cadeia de conhecimentos foi construída com os contributos, uns mais notórios do que outros mas todos imprescindíveis, de vários grupos de investigação em vários laboratórios e, certamente, em diferentes países. A ciência é, provavelmente, das actividades humanas aquela que mais se tem globalizado e menos se ajusta ao estabelecimento de fronteiras geográficas.Então, porque continuamos a poder distinguir tão claramente entre países científica e tecnologicamente desenvolvidos e não desenvolvidos?De acordo com os professores Vijai Singh e Thomas Allen da Universidade de Pittsburg (EUA) a resposta é simples - tudo depende da capacidade das nações e das regiões para criar e manter instituições de investigação e desenvolvimento e para atrair e fixar os melhores investigadores. Enfim, do vigor económico de cada país ou região! É que, se a actividade científica influencia fortemente a economia, o inverso é igualmente verdade.Nos Açores a actividade científica conta uma história com apenas 30 anos e que se confunde, necessariamente, com a da Universidade dos Açores. Embora jovem, quando comparada com a dinâmica científica de outras regiões do país, demonstra um crescimento consistente que se tem acentuado neste início do séc. XXI. Enquanto, de acordo com a base de dados do ISI Web of Knowledge, no ano 2000 a comunidade científica açoriana se envolveu em apenas 39 publicações internacionais com factor de impacto, em 2006 esse envolvimento quase triplicou, passando para 97 títulos. É um crescimento considerável mas que ainda nos deixa longe da produtividade científica média nacional. Estes trabalhos versam distintas temáticas, distribuindo-se maioritariamente pelas áreas das ciências biológicas, das ciências do ambiente, da oceanografia e das pescas. Mas, para além desta fracção da ciência com visibilidade internacional, a actividade científica nos Açores tem-se reflectido no desenvolvimento de vários sectores da economia regional. Destes destaca-se a íntima associação entre as problemáticas do sector agrícola e pecuário e a investigação desenvolvida no Departamento de Ciências Agrárias; o sector das pescas que sempre esteve no centro da investigação feita no Departamento de Oceanografia e Pescas; o estudo dos recursos naturais e a sua conservação, quer no domínio terrestre quer no marinho, por parte do Departamento de Biologia; a estreita e indispensável associação entre as actividades científicas do Departamento de Geociências e os fenómenos naturais próprios desta região.Estas são apenas algumas das áreas que se constituem como questões científicas centrais de algumas das unidades de investigação. Mas, a ciência que se faz nos Açores abrange também a área da saúde, a da energia, a da construção civil, entre outras. A investigação científica tem influenciado de forma decisiva o curso da economia e da sociedade açoriana, desde logo porque marca a formação dos diplomados nas várias áreas do saber. Unidades de ensino superior com forte dinâmica no domínio da investigação científica formarão, com certeza, licenciados mais competentes _ Ensinaremos melhor aquilo que melhor soubermos fazer. A Universidade dos Açores, única instituição de ensino superior e principal unidade de investigação da Região, nos seus 30 anos de existência já formou 5500 diplomados, um contributo inegável para o desenvolvimento dos Açores, quer na sua dimensão social e cultural quer económica. Desde logo porque uma significativa parte destes licenciados são das áreas da economia e da gestão de empresas, mas também da área do ensino que nestas três décadas supriu aquelas que eram as enormes carências deste sector na região. O futuro será a desejável crescente associação entre as unidades de investigação e desenvolvimento e as unidades empresariais, no sentido de corresponder com ideias e produtos inovadores às necessidades do mercado. A este propósito, a Direcção Regional da Ciência e da Tecnologia, organismo que tutela e promove os programas científicos nos Açores, coloca como condição para o financiamento de projectos de investigação a existência de claras perspectivas de aplicabilidade num qualquer sector da nossa sociedade e, portanto, exige que sejam subscritos por uma entidade pública ou privada que reconheça essa utilidade. Um esforço claro para intensificar a relação entre a ciência e a economia nos Açores. O desenvolvimento científico dos Açores passará certamente por uma estratégia de integração nas redes científicas nacionais e europeias de forma que, contribuindo para a formação de grupos com muito maior massa crítica, possamos aumentar em competitividade, seguindo a via da complementaridade de conhecimentos produzidos em vários pontos do espaço científico considerado. Pensar que podemos ser competitivos em todas as áreas científicas é um erro que conduzirá apenas à dispersão de recursos financeiros e humanos. Dado que o conhecimento continuará a ser o factor mais importante e decisivo na distinção entre os povos mais desenvolvidos e os mais atrasados, julgamos que a via mais adequada ao desenvolvimento da ciência nos Açores passará pela selecção criteriosa de algumas áreas estratégicas, consideradas fundamentais para o desenvolvimento social e económico da Região.Em suma, o impacto da ciência no desenvolvimento dos Açores vai depender de vários factores: antes de mais da dinâmica da própria investigação científica que aqui se fizer; em segundo, da capacidade da região para converter o conhecimento produzido em actividade económica e oportunidades de emprego e, finalmente, da dinâmica de interacção e cooperação entre os vários actores da economia regional.
Armindo Santos Rodrigues

(In Açoriano Oriental)

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quinta-feira, maio 15, 2008

Educação on-line

As plataformas digitais revelam-se uma ferramenta importante para o Ensino. A Escola deixa de estar confinada a quatro paredes. Os alunos passam a aceder à aprendizagem 24 horas por dia. Os argumentos a favor desta realidade são de Javier Barquín Ruiz, docente universitário espanhol, que passou pela Terceira no âmbito do VII Encontro Internacional de Inovação Educacional organizado pelDelegação do Departamento de Ciências da Educação do Campus de Abgra do Heroísmo da Universidade dos Açores.


As novas tecnologias podem dar um grande contributo nas aulas. É possível especificar como um professor pode utilizar esses recursos e, com isso, melhorar a forma como ensina?

Com as novas tecnologias, o professor pode prescindir do livro, já que a informação está mais acessível. É muito mais rápida, instantânea e diversa. Por exemplo, antes um professor de Matemática tinha o seu livro e os seus conteúdos. Hoje, através da Internet, este professor pode aceder aos seus conteúdos, disponibilizá-los aos alunos e, ainda por cima, pode encontrar outros conhecimentos, que vêm complementar o que ensina. Depois, se os alunos têm acesso em casa aos conteúdos que vão aprender na escola, poderão facilitar a sua aprendizagem, porque têm a possibilidade de organizar o seu tempo e, de certa forma, aceder à escola 24 horas por dia. O conhecimento e a aprendizagem estariam acessíveis 24 horas e não apenas no período em que estão, fisicamente, na escola. Em Espanha, por exemplo, cada vez mais os jovens e as crianças estão a abandonar a televisão e a direccionar a sua atenção para a Internet. Portanto, é importante aproveitarmos esse facto. Ou seja, as crianças poderiam jogar, navegar e divertir-se e, ao mesmo tempo, adquirir conhecimentos. Se lhes disponibilizarmos conteúdos que, de forma divertida, os levem à aprendizagem, aí conseguiríamos aproveitar a sua disponibilidade para esta realidade.Assume que com o uso da Internet, os alunos poderiam ligar-se à aprendizagem 24 horas por dia.

Mas como pode o professor orientar essa aprendizagem nas horas em que o aluno não está na sala de aula?

Através de plataformas educativas. Eu, por exemplo, dou aulas na universidade, mas, em paralelo, tenho disponível uma plataforma educativa que me permite disponibilizar e orientar a aprendizagem dos meus alunos. Os meus alunos, aí, têm acesso a muito mais material do que aquele que disponibilizo nas aulas presenciais. Em Espanha, esta estratégia educativa está a ser alargada ao ensino primário e ao ensino secundário e também aos centros de formação de professores. E se analisarmos este fenómeno a nível mundial, vemos que, em muitos países, as plataformas educativas estão difundidas em todos os níveis educativos. Nessa realidade, o aluno pode aceder à plataforma educativa da sua escola e realizar actividades em qualquer momento do dia ou da semana. Essa tendência está a aumentar. E cada vez mais será uma realidade no ensino. Cada vez mais, o ensino não se resumirá às quatro paredes da escola. Passará também pela Internet e pelo recurso a meios tecnológicos que extravasam a escola, enquanto infra-estrutura.

Defender um maior uso da Internet, implica também uma actualização constante aos professores ao nível das competências de utilização dos meios electrónicos. Isto a par da actualização permanente ao nível dos conteúdos, que disponibilizam nas salas de aula. Não é pedir-lhes demais?

Bom, admito que o uso das novas tecnologias na perspectiva que aqui falamos aumenta a carga de trabalho dos professores. Não a diminui. Desde que utilizo uma plataforma educativa, trabalho mais, dedico mais tempo ao ensino. Mas, creio que o nível de aprendizagem será muito maior. E isso dá-nos mais satisfação. Acho que aqui a solução será uma alteração da perspectiva para os professores. Esta terá de ser mais alargada e total. Os conteúdos que ensina na aula estão disponíveis de outras formas. E existem outras maneiras de ensinar, para lá das quatro paredes da escola. Assim, o papel do professor terá de ser alterado. Claro que não há ainda uma resposta concreta quanto à forma como será alterado o seu papel. O debate que temos em Espanha neste momento é saber como podemos mudar a perspectiva do docente para que modifique substancialmente as suas formas de ensino, para que aproveite as plataformas educativas e conceba o acto de ensinar – e os próprios conteúdos – de outra forma. É fundamental que os professores percebam que os alunos que hoje têm não são os mesmos que tinham há dez ou 15 anos atrás. As crianças e os jovens mudaram os seus hábitos de contacto com a informação. Portanto, é importante que os professores e a escola evoluam nesse sentido, para manterem atractivo o acto de aprender.

Como será possível convencer o aluno a usar o tempo que tem para lá da sala de aula a manter-se em contacto com a aprendizagem?

A resposta a essa pergunta passa obrigatoriamente pelo envolvimento da família. Os estudos que temos realizado em Espanha concluem que os pais e as mães estão afastados desta realidade. Sabem o que se faz na escola, sabem o aproveitamento dos seus filhos, mas pouco mais. Portanto, é importante conseguir-se envolver os pais e a família na aprendizagem. É fundamental, neste processo, estabelecer-se uma comunidade de aprendizagem. Ou seja, conseguir-se uma envolvência que garanta que os pais se preocupem pela educação dos filhos para lá da sala de aulas. As plataformas educativas têm um sistema de controlo muito bom. Sabe-se, a cada momento, quem está a trabalhar e quem não está. Na plataforma que uso com os meus alunos, há um sistema que regista a entrada e a saída de cada aluno, além dos conteúdos e das actividades que está a usar. Do meu computador, posso controlar isso. As plataformas educativas que têm por base as novas tecnologias permitem-nos um controlo maior da produtividade de cada aluno do que dentro de uma sala de aulas. Aqui, um aluno pode estar sentado à nossa frente, fazendo de conta que nos ouve, mas nada apreende. Ora, numa plataforma educativa, o aluno terá de trabalhar numa qualquer actividade, terá de realizar uma qualquer tarefa. E a sua acção é registada. Se os pais se derem conta dessa possibilidade, poderão também contribuir para ela.

Os seus argumentos, em boa verdade, implicam que a Escola, nos termos em que a hoje a conhecemos, perca a sua força, caminhando para uma entidade mais abrangente e mais aberta, onde todos intervêm no processo educativo. Como será possível combater eventuais resistências a essas alterações?

Não creio que haja aqui qualquer problema. Muito menos razões para resistências. Apenas falo na evolução normal e expectável da aprendizagem. É apenas um adaptação aos tempos actuais e, sobretudo, um aproveitamento das modificações sociais nestas faixas etárias. Tenho cerca de 200 alunos que se encontram sobretudo na Internet, mas também fora dela. E não só na escola. Ou seja, cria-se aqui um maior efeito de comunidade. A aprendizagem presencial não é a única resposta para a aquisição de conhecimentos. Aliás, usando estas plataformas educativas e as capacidades de intercâmbio e diálogo que permitem, incentiva-se a uma maior sociabilização. Portanto, não há qualquer problema no recurso a estas tecnologias. Muito pelo contrário. Além disso, ao defender o uso destas tecnologias, isso não implica o fim da escola como hoje a conhecemos. O desenvolvimento de cada um implica o contacto com os outros. O que defendo é apenas o aproveitamento das oportunidades pedagógicas que a Internet e as novas tecnologias nos colocam.

(In Rui Messias DI-Revista)

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quinta-feira, maio 01, 2008

Inovação Educacional foi a debate na ilha Terceira

Ao longo de dois dias, especialistas dos Açores, Continente, Espanha e Brasil analisaram trinta comunicações apresentadas num encontro que reuniu cerca de uma centena de participantes.

O VII Encontro Internacional de Inovação Educacional decorreu no Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, no Pico da Urze, de 24 a 25 de Abril. Entre os temas em debate figuraram as várias metodologias associadas à investigação-acção, à educação parental, ao uso das novas tecnologias da informação e da internet na inovação educativa, com referência aos diferentes níveis de ensino, do básico ao universitário. O encontro, organizado pelo Departamento de Ciência da Educação Delegação de Angra do Heroísmo, Escola Básica e Secundária Tomás de Borba, Núcleo Regional dos Açores do Movimento Escola Moderna e Delegação Regional da Associação de Professores de Matemática, contou com o apoio da Secretaria Regional de Educação e Ciência e da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo. No quadro da iniciativa, esteve patente ao público na galeria do Instituto Açoriano de Cultura, em Angra, a tertúlia/exposição de fotografia “Percursos, Olhares e Cidadania” projectada com vista à reflexão da cidadania e da educação num perspectiva de desenvolvimento sustentável. Ana Maria Bettencourt, José Murillo Mas e Miguel Sola Fernández foram os conferencistas convidados.

(In Jornal Diário)

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sexta-feira, abril 25, 2008

Conferências proferidas no âmbito do Encontro Internacional de Educação e Inovação Educacional

Realizar-se-ão, no dia 25 de Abril de 2008, a partir das 9:00horas, no Anfiteatro do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, ao Pico da Urze, no âmbito do VII Encontro Internacional de Inovação Educacional, duas conferências, abertas ao público em geral, proferidas pela Professora Doutora Ana Maria Bettencourt da Escola Superior de Educação de Setúbal e pelos Professores Doutores José Francisco Murillo Mas e Miguel Solá Fernandez da Universidad de Málaga. A Professora Ana Maria Bettencourt é natural de Angra do Heroísmo, tem o Doctorat de Troisième Cycle en Sciences de l'Education da Université de Paris René Descartes - Sorbonne, é Maîtrise en Psychologie pela Université de Paris VIII- Vincennes e Licence en Psychologie pela Université de Paris VIII, Vincennes. É Membro do Conselho do Bureau Internacional de l'Education- BIE- Unesco.
Proferirá uma conferência com o título: "Educação, Cidadania e Intervenção: políticas e práticas".
A educação para a cidadania exige profundas transformações nas práticas organizativas e pedagógicas da escola designadamente quanto à necessidade de desenvolver a capacidade lidar com as diferenças culturais e sociais dos alunos, através da adopção de estratégias de diferenciação pedagógica. Há também a necessidade de reorganizar/aumentar o tempo de trabalho dos alunos nas aulas, incentivar o trabalho de projecto e as práticas de democracia na regulação da vida escolar.
Apesar de grandes obras pedagógicas do séc XX nos indicarem caminhos para a mudança, a inovação nas políticas de educação para a cidadania em Portugal tem apresentado características de instabilidade na formulação das políticas e nas práticas. O Professor José Francisco Murillo Mas é "Diplomado en Professorado de Educación General Básica", "Licenciado en Ciencias de la Educación", "Licenciado en Psicologia" e "Doctor en Padagogia" sempre pela Universidad de Málaga., como dezenas de artigos publicados sobre didáctica. O Professor Miguel Solá Fernandez é Doctor en filosofía y letras, Licenciado en Ciencias de la Educación e Diplomado como profesor de E.G.B., especialidad Ciencias Humanas sempre pela Universidad de Málaga, também com imensos trabalhos publicados.
Estes profesores apresentarão uma conferência intitulada "La investigación-acción: la problematización de nuestras prácticas".
Os palestrantes consideram que entender o que é Investigação - Acção é mais complicado do que lhe associar uma definição clara e concisa ou um modelo teórico. Propõem-se, nessa conferência tentar esclarecer as várias fases do processo e dos procedimentos dessa estratégia de formação.

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Percursos, Olhares e Cidadania

Cidadania e Educação em tertúlia

“Percursos, Olhares e Cidadania” é o título de uma tertúlia a realizar no próximo 25 de Abril, pelas 18H00, no Instituto Açoriano de Cultura, no âmbito do VII Encontro Internacional de Inovação Educacional.


Trata-se de uma acção animada por Ana Maria Bettencourt que, apoiada em fotografias tiradas em algumas ilhas dos Açores, pretende reflectir, em torno de preocupações de cidadania e educação, uma perspectiva de desenvolvimento sustentável.
A Doutora Ana Maria Bettencourt nasceu na Ilha Terceira e foi nos Açores que desenvolveu, desde cedo, o gosto pela observação da terra, das rochas e fenómenos vulcânicos, objecto de grande parte dos trabalhos que já expôs e, através dos quais, desenvolveu a sua formação nesta área.
Actualmente é docente de Ciências da Educação da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal.

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Educação e Inovação em discussão

Vários especialistas internacionais estão hoje e amanhã na Terceira para discutir a inovação educacional.
Ao todo estão previstas 32 comunicações e duas conferências nesta sétima edição do Encontro de Inovação Educacional e o segundo Encontro Internacional de Inovação Educacional, que se inicia hoje (16h00) no Pólo da Universidade no Pico Urze.
O encontro está organizado por vários grupos de discussão que vão debater várias práticas educativas.

Os temas que serão abordados no início dos trabalhos estão relacionados com a área formação profissional (inicial e contínua)” e “um contributo para (re)pensar as práticas formativas”.
Entre os projectos em debate estarão também a exposição interactiva; "problemas com conta, peso e medida"; o projecto brasileiro de Educação Ambiental: “Lixo Legal” e o tema “La mejora de la Formación en Centros a través de procesos de I/A: dos niveles de reflexión” – que estará a cargo de investigadores da Universidade de Málaga.
Outro grupo de discussão abordará as estratégias de ensino formal e não formal contará palestras sobre: a “educação parental: Novos desafios para novas necessidades de intervenção educativa com famílias na comunidade”; “orçamentos participativos de crianças e jovens: a escola como um espaço de participação cidadã e as “práticas leitoras em espaços não escolares no contexto do Projecto de Biblioteca Ambulante e Literatura nas Escolas (Brasil).
Outro dos grupos presentes apresentará temas relacionados com as tecnologias da informação e comunicação. Entre as palestras agendadas sobre este tema destacamos “o verdadeiro papel das tecnologias na escola e na sociedade"; “um caminho de inovação para comunidades e ambientes escolares online”; “La página web como motor de un proceso de innovación en la docencia universitaria” e “Los efectos de la sociedad de la información en la función docente”.
No grupo de discussão sobre “mudança e inovação” serão apresentadas palestras sobre “as vivências pedagógicas num processo formativo de pós-graduação”; “contributo da Checklist de Autoavaliação das Práticas Pedagógicas no Ensino Superior (CAPPES)”; “os processos de Auto-Avaliação em Agrupamentos de Escolas: Intencionalidades, Actores, Instrumentos”; “experiências de uma formação profissional inovadora no ensino superior” e “a avaliação no interior da escola”.
As experiências pedagógicas os participantes terão a oportunidade de debater a importância da relação pedagógica no desenvolvimento pessoal e social do aluno “as crianças e as mentiras no 2º Ciclo” e as “perspectivas dos alunos dos 2º e 3º ciclos duma escola básica da Região Autónoma da Madeira”.

(In A União)

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quinta-feira, abril 24, 2008

Sétimo Encontro sobre Inovação Educacional em Angra do Heroísmo

Reflexão especializada sobre educação

Para reflectir o sector da Educação na Região Autónoma dos Açores, começaram esta tarde, no pólo universitário de Angra do Heroísmo, o Sétmi Encontro Internacional sobre Inovação Educacional. No encontro vão ser debatidos não só o ensino, como também a participação social, de forma abrangente, como afirmou o docente da Universidade dos Açores, Pedro Gonzalez e também responsável pela organizaçãp do respectivo Encontro, que afirmou serem estes temas importantes quer para o ensino, como também para a promoção da participação social. Hoje e amanhã estão previstas mais de 30 intervenções, por parte de especialistas universitários portugueses, espanhóis e brasileiros.
Francisco Faria / Carlos Tavares (In RDP-Açores)

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quarta-feira, abril 23, 2008

Encontro Internacional de Inovação Educacional

Ao todo estão previstas 32 comunicações e duas conferências naquele que será o Sétimo Encontro de Inovação Educacional, Educação e Intervenção, e Segundo Encontro Internacional de Inovação Educacional, a decorrer nos próximos dias 24 e 25 de Abril no Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, ao Pico da Urze.
O Encontro está organizado em grupos de discussão assim constituídos:

Grupo de discussão sobre práticas educativas

Ana Paula Couceiro Figueira e Ana Cristina Ferreira de Almeida que apresentarão e discutirão o tema: Grupos de apoio a/entre professores/educadores - Área Formação Profissional (inicial e contínua).
Instituição : Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, da Universidade de Coimbra.

José Manuel N. Moniz que apresentará e discutirá o tema: Formação Profissional. Um contributo para (re)pensar as práticas formativas.
Instituição: Hospital de Santo Espírito de A. do Heroísmo - Núcleo de Formação Profissional.

Marcela de Marco Sobral que apresentará e discutirá o tema: Projeto de Educação Ambiental: Lixo Legal (Ilhabela – SP – Brasil).
Instituição: Universidade dos Açores.

Miguel Sola Fernández e José Francisco Murillo Mas que apresentarão e discutirão o tema: La mejora de la Formación en Centros a través de procesos de I/A: dos niveles de reflexión.
Institução: Universidad de Málaga.

Fátima Paixão, Fátima Regina Jorge, José Teodoro, Paulo Silveira, e Sónia Balau que apresentarão e discutirão o tema: Projecto inovador na comunidade educativa: exposição interactiva “problemas com conta, peso e medida”
Instituições: Escola Superior de Educação, Instituto Politécnico de Castelo Branco e Escola Básica Integrada Cidade de Castelo Branco.

Félix Rodrigues, Helena Resendes e Mário Talaia que apresentarão e discutirão o tema: Questões problema de Física em torno das Furnas – São Miguel.
Instituições: Universidade dos Açores e Universidade de Aveiro.


Grupo de discussão sobre estratégias de ensino formal e não formal

Maria Filomena Ribeiro da Fonseca Gaspar que apresentarão e discutirão o tema: Educação parental: Novos desafios para novas necessidades de intervenção socioeducativa com famílias na comunidade.
Instituição: Universidade de Coimbra.

Catarina Almeida Tomás que apresentará e discutirá o tema: Orçamentos Participativos de Crianças e Jovens: A Escola como um espaço de participação cidadã.
Instituição: Universidade da Beira Interior.

Maria Lúcia Pessoa Sampaio que apresentará e discutirá o tema: Práticas leitoras em espaços não escolares no contexto do Projeto de Biblioteca Ambulante e Literatura nas Escolas (BALE).
Instituição: Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Brasil).

Maria Aparecida da Costa Gonçalves Ferreira que apresentará e discutirá o tema: Estratégias de leitura com a comunidade: análise da experiência no contexto do Projeto “Biblioteca Ambulante e Literatura nas Escolas” (BALE).
Instituição: Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Brasil).

Tânia Pereira e Margarida César que apresentarão e discutirão o tema: Aprender com a comunidade cigana: Estudantes ciganos adultos em cenários de educação formal.
Instituição: Universidade de Lisboa.

Verônica Maria de Araújo Pontes, Patrícia Carla de M. Chagas Faria, Helena Fernandes Neta e Giuliana Pinheiro de Oliveira que apresentarão e discutirão o tema: A formação de leitores na literatura: Uma proposta para a escola pública do Estado do Rio Grande do Norte/Brasil.
Instituições: Universidade do Estado do Rio Grande do Norte/Brasil, Universidade do Minho/Portugal, Instituto de Desenvolvimento em Educação/IDE/Brasil e Secretaria de Estado da Educação e da Cultura do Rio Grande do Norte/Brasil.

Grupo de discussão Tecnologias da Informação e Comunicação

Miguel Dias que apresentará e discutirá o tema: “Do mito à realidade. O verdadeiro papel das tecnologias na escola e na sociedade”.
Instituição: Escola Superior de Educação de Torres Novas.

Carlos Vieira, Catarina Rijo, Tânia Fonseca, Vanda Delgado, João Filipe Matos e Guilhermina Miranda que apresentarão e discutirão o tema: Uma Visão Sobre a Terra com recurso à Wiki: proposta para uma prática inovadora.
Instituição: Departamento de Educação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Dulce Franco que apresentará e discutirá o tema: Moodle: um caminho de inovação para comunidades e ambientes escolares online.
Instituição: Universidade Lusófona.

Manuel Fernández Navas, Noelia Alcaraz Salarirche que apresentarão e discutirão o tema: La página web como motor de un proceso de innovación en la docencia universitaria.
Institução: Departamento de Didáctica y Organización Escolar – Universidad de Málaga.

Ordália Alves Almeida que apresentará e discutirá o tema: O/A professor/a de educação da infância: a educação a distância como caminho viável no seu processo de formação.
Instituição: Universidade Federal de Mato Grosso do Sul/UFMS – Brasil.

Javier Barquín Ruiz e Noelia Alcaraz Salarirche que apresentarão e discutirão o tema: Los efectos de la sociedad de la información en la función docente.
Instituição: Universidad de Málaga.

Grupo de discussão sobre mudança e inovação

Maria do Rosário Pinheiro, Albertina Lima Oliveira e Carlos Barreira que apresentarão e discutirão o tema: (Re)Inovar o ciclo de formação: Vivências pedagógicas num processo formativo de pós-graduação.
Instituição: Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra.

Manuel Carlos Chaves & Maria do Rosário Moura Pinheiro que apresentarão e discutirão o tema: Avaliação da prática docente no ensino superior: Contributo da Checklist de Autoavaliação das Práticas Pedagógicas no Ensino Superior (CAPPES).
Instituições: Escola Superior de Enfermagem de Coimbra e Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra.

Maria José Machado que apresentará e discutirá o tema: Mudança e Inovação na Escola: importância da Formação ao Longo da Vida (Long Life Learning) e da interacção online nesse processo A utilização da Plataforma Moodle como suporte de um curso para formação de professores na Europa – O Projecto FACE IT .
Instituição: Universidade do Minho - Instituto de Estudos da Criança.

Carina Coelho; Ana Arqueiro e Rafael Tormenta que apresentarão e discutirão o tema: Processos de Auto-Avaliação em Agrupamentos de Escolas: Intencionalidades, Actores, Instrumentos.
Instituição: Centro de Investigação e Intervenção Educativas da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto.

Carina Coelho, Valdenir Colares, Abudo Machude, Muleka Mwewa e Adriana Fornari que apresentarão e discutirão o tema: MUNDUSFOR: Experiências de uma formação profissional inovadora no ensino superior.
Instituição: Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto.

Anabela Sousa e Manuela Terrasêca que apresentarão e discutirão o tema: A avaliação no interior da escola: espaço de inovação construída ou decretada?
Instituição: Centro de Investigação e Intervenção Educativas da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto.

Grupo de discussão sobre experiências pedagógicas

Carla Susana Pinheiro Serra & Maria do Rosário Moura Pinheiro que apresentarão e discutirão o tema: A importância da Relação Pedagógica no desenvolvimento pessoal e social do aluno.
Instituição: Universidade de Coimbra.

Dulce Martins e Carolina Carvalho que apresentarão e discutirão o tema: As Crianças e as Mentiras no 2º Ciclo.
Instituições: Escola Básica 2,3 Visconde de Juromenha e Centro de Investigação em Educação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

António V. Bento que apresentará e discutirá o tema: Estudo acompanhado e inovação curricular: perspectivas dos alunos dos 2º e 3º ciclos duma escola básica da Região Autónoma da Madeira.
Instituição: Departamento de Ciências da Educação - Universidade da Madeira.

Maria Altina Silva Ramos que apresentará e discutirá o tema: Experiências de relacionamento com a comunidade educativa: o papel privilegiado do blogue.
Instituição: Universidade do Minho.

Maria da Conceição Godinho, Vera Martins e Carla Fernandes que apresentarão e discutirão o tema: Oficina de Aprendizagens
Instituição: EBS Tomás de Borba.

Helena Ávila; Matilde Borges; Nuno Inácio; Sónia Rocha; Sónia Silva e Salvador Lima que apresentarão e discutirão o tema: O respeito pelo ritmo e pelas necessidades dos alunos na aprendizagem da Matemática
Instituições: EBI da Praia da Vitoria e DCE - Universidade dos Açores.
(In Azores Digital)

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