sábado, junho 13, 2009

Camões e a astronomia

Celebrámos a 10 de Junho o dia do Príncipe dos Poetas. No dia em que passaram quatrocentos e vinte e nove anos sobre a sua morte, vale a pena recordar dois conjuntos de textos que analisam as referências astronómicas utilizadas por Camões em “Os Lusíadas”:
Em primeiro lugar, a Professora Carlota Simões desenvolveu no Portal do Astrónomo oito temas (A viagem de Vasco da Gama – A LuaO SolAs UrsasO Cruzeiro do SulAs dez esferasO firmamentoOs céusO movimento dos auges e estrelas fixas ) que permitem conhecer um pouco da obra de Luciano Pereira da Silva – A Astronomia de “Os Lusíadas”. Numa série de artigos publicados entre 1913 e 1915 na Revista da Universidade de Coimbra, LPS mostra que “Camões tinha um conhecimento claro e seguro dos princípios da astronomia, como ela se professava no seu tempo” e deduz que as ideias astronómicas de Camões decorrem das anotações de Pedro Nunes sobre os textos de Johannes de Sacrobosco, cuja obra Camões mostra conhecer com rigor, quando no Canto X coloca na voz da Deusa Tethis a descrição do mundo tal como esta é descrita no “Tratado da Sphera” , considerada a principal fonte astronómica de “Os Lusíadas”, a par da informação recolhida nos diários de bordo da viagem de Vasco da Gama e nas tábuas náuticas.
Vês aqui a grande máquina do Mundo,Etérea e elemental, que fabricadaAssim foi do Saber, alto e profundo,Quem é sem princípio e meta limitada.Quem cerca em derredor este rotundoGlobo e sua superfície tão limada,É Deus; mas o que é Deus, ninguém o entende,Que a tanto o engenho humano não se estende.
Canto X – 80
Em segundo lugar, as Palestras do professor Félix Rodrigues, subordinadas ao tema A astronomia na obra de Camões - partes I - II - III -, no âmbito das comemorações do Ano Internacional da Astronmia.

(In The Universe in a Nutshell)

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quinta-feira, junho 11, 2009

“Dia de Portugal devia dar ênfase ao valor do mar"

Reitor da Universidade dos Açores considera que fazia todo o sentido celebrar o Dia de Portugal no arquipélago atendendo à importância que a Região e que o mar têm na História da nação portuguesa.
Independentemente de onde e como se se celebrar o Dia de Portugal, a data deveria ser assinalada “colocando sempre a enfase na principal constância da História do país que é o mar”, defende o reitor da Universidade dos Açores (UAc). “O mar foi, fundamentalmente, aquilo que definiu o pais ao longo dos séculos”, argumenta Avelino Meneses. O reitor da academia insular invoca, por exemplo, o período da aventura marítima portuguesa. “Foi a omnipresença do mar que nos distinguiu no seio de um a peninsula ibérica muito parecida e foi o mar que nos abriu o mundo”, recorda. Episódios da História onde, sustenta Avelino Meneses, os Açores também tiveram um importante papel. “Aliás, na Idade Média, foi a necessidade de exploração do mar que motivou o conhecimento das ilhas. E nas Idades Moderna e Contemporânea, foi o desempenho relevante dos Açores nas relações transatlânticas -numa época em que o domínio dos oceanos era o meio de engrandecimento dos Estados - que sempre nos colocou como que ‘numa certa crista da onda’”. Por tudo isso, “existirão sempre várias razões para celebrar essa data aqui nos Açores”, defende o reitor da UAc.
(In Luísa Couto em Açoriano Oriental)

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Homenagem a João Ângelo é tributo à cultura açoriana

JOSÉ ELISEU: “Os improvisadores devem orgulhar-se ao verem o decano a ser galardoado”.

João Ângelo recebe hoje das mãos do Representante da República nos Açores uma medalha de mérito. Ficou surpreendido?
Não, não fiquei. Já o disse diversas vezes que João Ângelo foi o cantador popular que nos últimos 30/40 anos conseguiu projectar os cantares de improviso para além da esfera rural. A finura com que elabora as suas cantigas satíricas levou-o ao trono de cantador mais emblemático da ilha Terceira e até dos Açores. Este galardão acaba por ser um prémio de carreira. E justíssimo. João Ângelo pelos lugares que passou deixou um rasto de simpatia, seriedade e qualidade no repentismo, onde ele é mestre. Apesar de já idoso, consegue encantar todas as faixas etárias. Ele bem pode gabar-se de ser autor de “velhas” eternas. Aquelas estrofes que permanecerão na memória popular pelo menos por mais 100 anos.
Acha que este galardão terá reflexos no futuro das cantigas ao improviso e das “velhas”?
Repare, reconhecer João Ângelo é valorizar a arte popular e por arrastamento os que a divulgam, neste caso os cantadores. Os improvisadores devem orgulhar-se ao verem o decano a ser galardoado. Porque acrescenta nobreza a uma arte até há poucos anos considerada rústica e com pouco impacte nas elites pensadoras. Além de que jovens que tenham propensão genética para o improviso, sentir-se-ão motivados para experiências públicas e com isso aumentarem o quadro de cantadores que continua curto. No que concerne às “velhas”, parece-me que todos os que cantam esta moda têm a consciência de que João Ângelo é insubstituível. Foi o melhor de todos os tempos. Sem dúvida nenhuma. E eu falo por experiência própria. Uma conjugação de factores, de gestos, de voz, de expressão, de conteúdos, faz com que as “velhas” de João Ângelo sejam cantadas em todo o lado por quem as plagia. Eu próprio, comecei a cantar “velhas” dele.
Por que é que João Ângelo é uma pessoa…especial?
Simplesmente pela simplicidade. Ele é genuíno, indisfarçável. É sincero, coerente e não bajula. Como ele próprio costuma dizer, “o que tem na montra, tem no armazém”. Ele é mestre na sua arte mas nunca assoberba nem tenta tirar proveito próprio da fama. Agora falo por mim: quando iniciei esta actividade de cantador, muito mais do que hoje, era de recursos muito limitados. Aos meus colegas exigia-se paciência e solidariedade; e ele teve-as sempre comigo. Fica aqui o meu agradecimento público.
Há dedo de João Ângelo nas características de José Eliseu, cantador?
Há, sim senhor! Primeiro deixe que lhe diga que João Ângelo foi o colega com quem mais convivi, cantei e viajei. Com ele aprendi a moldar o meu cantar conforme a ocasião e o ambiente envolvente. Tornei-me mais versátil. Tenho uma vertente cómica que tem forte influência de João Ângelo sem que talvez ele o saiba. Por um lado por contágio e por outro por mecanismos que encontrei de provocação para que ele explorasse todo o seu potencial cómico. Penso que todos os terceirenses e os cantadores, particular, sentem-se lisonjeados porque o Governo da República vai homenagear uma das figuras mais carismáticas dos cantadores e da cultura açoriana.

(in Diário Insular)

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quarta-feira, junho 11, 2008

Condecorações no 10 de Junho em Angra do Heroísmo



O escritor Daniel de Sá, o Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores e a Irmandade do Livramento receberam condecorações no Dez de Junho, em Angra.

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Nuno Crato e DOP agraciados pelo Presidente da República

O presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, Nuno Crato, foi distinguido pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, na sessão do 10 de Junho – o dia de Portugal, Camões e das Comunidades – em Viana do Castelo. O matemático recebeu o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.
Também o Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores foi condecorado como Membro Honorário da Ordem Militar de Sant’Iago de Espada, ordem esta atribuída pelo Presidente da República com o fim distinguir o mérito literário, científico e artístico do DOP.

O Representante da República para a Região Autónoma dos Açores, José António Mesquita, disse hoje que a atribuição de insígnias em cerimónias regionais não significa discriminação, mas antes reconhecimento das regiões.

«A atribuição das insígnias nas regiões não é feita por menoridade ou discriminação mas antes pelo reconhecimento e respeito pelas terras e pelas gentes uma vez que, guardados os valores dos diferentes graus, elas possuem o mesmo valor e dignidade», justificou. José António Mesquita, que falava no Solar da Madre de Deus em Angra do Heroísmo, na cerimónia dos Açores evocativa do Dia de Portugal, salientou a importância das características das regiões, nomeadamente as suas identidades e personalidades, modos de ser de querer, de pensar e de estar no Mundo. «Em todo o mundo há uma marca do suor, do esforço, do engenho, da cultura e, felizmente, do sucesso de várias gerações de emigrantes açorianos que tanto sublimaram o nome dos Açores e dignificaram Portugal», disse o Representante da República.Na cerimónia foram condecorados o escritor açoriano (da ilha de São Miguel) Daniel de Sá, o Departamento de Oceanografia e Pescas (sedeado na ilha do Faial) da Universidade dos Açores e a Irmandade de Nossa Senhora do Livramento (ilha Terceira).Daniel de Sá foi agraciado com a insígnia de Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, o Departamento de Oceanografia e Pescas como Membro Honorário da Ordem Militar de Santiago da Espada e a Irmandade de Nossa Senhora do Livramento como Membro Honorário da Ordem de Mérito.


(In Lusa/SOL)

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domingo, junho 08, 2008

Condecorações a 10 de Junho

Um escritor, um departamento da Universidade dos Açores e uma instituição de apoio social do arquipélago vão receber, terça-feira, dia 10 de Junho, condecorações atribuídas pelo Presidente da República.
A cerimónia faz parte das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, promovidas pelo representante da República para os Açores e que vão decorrer no Solar da Madre de Deus, em Angra do Heroísmo, ilha Terceira. O Departamento de Oceanografia e Pescas, a funcionar na ilha do Faial, e que se dedica à investigação marinha, vai ser agraciado com o Grau de Membro Honorário da Ordem Militar de Santiago da Espada. À Irmandade de Nossa Senhora do Livramento, uma instituição de recolhimento de jovens desprotegidos, vai ser atribuída o Grau de Membro Honorário da Ordem de Mérito. O Grau de Oficial da Ordem do Infante D. Henrique será entregue a Daniel de Sá, um escritor açoriano da freguesia micaelense da Maia. Além da imposição de condecorações, as comemorações do 10 de Junho, nos Açores, incluem uma celebração eucarística, uma recepção no Solar da Madre de Deus, na ilha Terceira, e a actuação da filarmónica "Recreio Serretense", do grupo folclórico "Os Bravos" e do grupo "Violas da Ilha Terceira".

(In RDP/RTP Açores)

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