Wine Festival em São Miguel
Foi um sucesso graças ao empenho e dedicação dos seus promotores, Dr.ª Margarida Gomes, Dr. Mário Luís e Dr. Francisco Silveira da parte da Megasensus e Angular XXL respectivamente. Os vinhos de Verdelho da Ilha Terceira estiveram presentes pela mão da Profª Teresa Lima.
A abertura oficial do Wine Festival foi presidida pelo Secretário Regional da Economia, Prof. Duarte Ponte. Nesta abertura oficial, a convite da comissão organizadora, teve lugar uma palestra proferida pela Profª Teresa Lima, sobre “Situações Históricas e Simbologia do Vinho”.
Na cerimónia de abertura, o Secretário Regional de Economia chamou a atenção para o facto do vinho ser um produto turístico. “Quem vêm aos Açores quer levar um produto que seja típico” disse Duarte Ponte que fez notar que há já operadores turísticos no estrangeiro que só trabalham nas rotas do vinho. Estas afirmações foram corroboradas por Teresa Lima. Segundo esta docente do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, o enoturismo ganha cada vez mais espaço. “Há cada vez mais pessoas a quererem visitar países, tendo em conta os vinhos que produzem”, afirmou a professora. Esta aproveitou também para dizer que foi a Universidade dos Açores através de um projecto da iniciativa e responsabilidade da mesma professora, que trouxe pela primeira vez para esta Região uma nova dinâmica de pensar o vinho como um produto turístico. Este projecto do âmbito do INTERREG III B – Açores-Madeira-Canárias contou com o apoio do FEDER. Ele chamava-se “O Vinho como Produto Turístico”, o acrónimo era o ENOTURMAC. Teresa Lima disse ainda que o projecto se desenrolou em 4 Ilhas: Terceira, Graciosa, Pico e S. Miguel. E referiu que foi nesta última que a mensagem do ENOTURMAC foi verdadeiramente captada, pois a partir do encerramento deste projecto, e graças ao espírito empreendedor dos micaelenses, muitos eventos têm acontecido dentro desta temática, sendo o Wine Festival o culminar de todos eles.
Etiquetas: enologia, Festival, Teresa Lima, turismo, vinho
Por um lado, “os hoteleiros podem ter contacto com vinhos que desconhecem” e, por outro lado, os produtores podem aproveitar a iniciativa para “contactar com pessoas que tenham outra experiência, não só na produção, como na comercialização”. Disse Duarte Ponte que os Açores “têm produtos já de algum significado” e elogiou o trabalho “notável” que tem sido feito no Pico, mas também na Terceira, lembrando ainda que há outras ilhas com potencial na produção de vinho, nomeadamente São Miguel, Santa Maria e Graciosa - esta última em processo de recuperação. O secretário regional da Economia chamou a atenção para o facto de o vinho ser “um produto turístico. “Quem vem aos Açores quer levar um produto que seja típico”, disse Duarte Ponte que acrescentou ainda que há já operadores turísticos no estrangeiro que só trabalham as rotas dos vinhos. Afirmações corroboradas por Teresa Lima, professora do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, convidada para a palestra de abertura do evento. Segundo Teresa Lima, o enoturismo ganha cada vez mais espaço. “Há cada vez mais pessoas a quererem visitar países, tendo em conta os vinhos que produzem”, afirmou a professora. Açores à procura da expansão Manuel Serpa, da Comissão Vitivinícola Regional dos Açores, admitiu, à margem do evento, que “faltava uma iniciativa destas aqui nos Açores, pois apesar de não termos muitos vinhos, já temos vinhos de qualidade” e “estamos numa fase em que precisamos de expandir os vinhos que temos”, referiu. Segundo Manuel Serpa, a Região apostou primeiro na qualidade e no aumento de produção, agora é preciso apostar na expansão da comercialização. Como fez questão de sublinhar o responsável pela comissão que decide que vinhos estão em condições de obter a certificação,“os Açores estão em condições de mostar alta qualidade”, em especial no que se refere aos vinhos brancos. E em termos de capacidade de produção, considera que é suficiente, pois diz, “produzimos à nosa dimensão”. Na sua opinião, a certificação tem sido fundamental, “porque exige que se dêem passos que ajudam o próprio vinho”. Actualmente, estão certificados 16 vinhos dos Açores, sendo certa a obtenção da certificação, ainda este mês, de pelo menos mais um vinho. Como referiu também Margarida Gomes, da Mega Sensus, a decisão de organizar nos Açores um evento desta natureza, partiu precisamente da percepção de que “havia aqui potencial turístico”. Além disso, sublinhou a responsável, perceberam também que, por um lado, existiam “vinhos dos Açores interessantes e diferentes, ainda com pouco reconhecimento”, e por outro lado, “um grande défice de conhecimento sobre os bons vinhos nacionais”.

