domingo, junho 29, 2008

Wine Festival em São Miguel

Decorreu entre 12 a 14 de Junho, em Ponta Delgada, no Teatro Micaelense, o Wine Festival. O festival foi organizado pela Angular XXL e Megasensus, empresas de organização de eventos de Ponta Delgada e Évora respectivamente. Neste evento estiveram presentes mais de duas dezenas de produtores de vinho e cerca de uma centena de marcas.
Foi um sucesso graças ao empenho e dedicação dos seus promotores, Dr.ª Margarida Gomes, Dr. Mário Luís e Dr. Francisco Silveira da parte da Megasensus e Angular XXL respectivamente. Os vinhos de Verdelho da Ilha Terceira estiveram presentes pela mão da Profª Teresa Lima.
A abertura oficial do Wine Festival foi presidida pelo Secretário Regional da Economia, Prof. Duarte Ponte. Nesta abertura oficial, a convite da comissão organizadora, teve lugar uma palestra proferida pela Profª Teresa Lima, sobre “Situações Históricas e Simbologia do Vinho”.
Na cerimónia de abertura, o Secretário Regional de Economia chamou a atenção para o facto do vinho ser um produto turístico. “Quem vêm aos Açores quer levar um produto que seja típico” disse Duarte Ponte que fez notar que há já operadores turísticos no estrangeiro que só trabalham nas rotas do vinho. Estas afirmações foram corroboradas por Teresa Lima. Segundo esta docente do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, o enoturismo ganha cada vez mais espaço. “Há cada vez mais pessoas a quererem visitar países, tendo em conta os vinhos que produzem”, afirmou a professora. Esta aproveitou também para dizer que foi a Universidade dos Açores através de um projecto da iniciativa e responsabilidade da mesma professora, que trouxe pela primeira vez para esta Região uma nova dinâmica de pensar o vinho como um produto turístico. Este projecto do âmbito do INTERREG III B – Açores-Madeira-Canárias contou com o apoio do FEDER. Ele chamava-se “O Vinho como Produto Turístico”, o acrónimo era o ENOTURMAC. Teresa Lima disse ainda que o projecto se desenrolou em 4 Ilhas: Terceira, Graciosa, Pico e S. Miguel. E referiu que foi nesta última que a mensagem do ENOTURMAC foi verdadeiramente captada, pois a partir do encerramento deste projecto, e graças ao espírito empreendedor dos micaelenses, muitos eventos têm acontecido dentro desta temática, sendo o Wine Festival o culminar de todos eles.

(In Bagos D'Uva)

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terça-feira, junho 17, 2008

Produtores açorianos de vinho apostam na expansão

Mais de duas dezenas de produtores de vinho estão presentes no "Açores Wine Festival", a decorrer até 14 de Junho, no Teatro Micaelense, por iniciativa das empresas Angular XXL e MegaSensus.
Na mostra de vinhos, onde esteve representada cerca de uma centena de marcas, os visitantes poderam testar e descobrir o paladar de vinhos produzidos em várias regiões do país, incluindo os Açores, bem como de coktails vínicos, e participar em demonstrações de culinária com os melhores chefes em actividade em Ponta Delgada. Na sessão de abertura do evento, Francisco Silveira, da Angular XXL, sublinhou a “variedade, qualidade e quantidade de produtores presentes”. Na mesma ocasião, o secretário regional da Economia, Duarte Ponte, realçou que a iniciativa, inédita nos Açores, tem duas mais-valias. Por um lado, “os hoteleiros podem ter contacto com vinhos que desconhecem” e, por outro lado, os produtores podem aproveitar a iniciativa para “contactar com pessoas que tenham outra experiência, não só na produção, como na comercialização”. Disse Duarte Ponte que os Açores “têm produtos já de algum significado” e elogiou o trabalho “notável” que tem sido feito no Pico, mas também na Terceira, lembrando ainda que há outras ilhas com potencial na produção de vinho, nomeadamente São Miguel, Santa Maria e Graciosa - esta última em processo de recuperação. O secretário regional da Economia chamou a atenção para o facto de o vinho ser “um produto turístico. “Quem vem aos Açores quer levar um produto que seja típico”, disse Duarte Ponte que acrescentou ainda que há já operadores turísticos no estrangeiro que só trabalham as rotas dos vinhos. Afirmações corroboradas por Teresa Lima, professora do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, convidada para a palestra de abertura do evento. Segundo Teresa Lima, o enoturismo ganha cada vez mais espaço. “Há cada vez mais pessoas a quererem visitar países, tendo em conta os vinhos que produzem”, afirmou a professora. Açores à procura da expansão Manuel Serpa, da Comissão Vitivinícola Regional dos Açores, admitiu, à margem do evento, que “faltava uma iniciativa destas aqui nos Açores, pois apesar de não termos muitos vinhos, já temos vinhos de qualidade” e “estamos numa fase em que precisamos de expandir os vinhos que temos”, referiu. Segundo Manuel Serpa, a Região apostou primeiro na qualidade e no aumento de produção, agora é preciso apostar na expansão da comercialização. Como fez questão de sublinhar o responsável pela comissão que decide que vinhos estão em condições de obter a certificação,“os Açores estão em condições de mostar alta qualidade”, em especial no que se refere aos vinhos brancos. E em termos de capacidade de produção, considera que é suficiente, pois diz, “produzimos à nosa dimensão”. Na sua opinião, a certificação tem sido fundamental, “porque exige que se dêem passos que ajudam o próprio vinho”. Actualmente, estão certificados 16 vinhos dos Açores, sendo certa a obtenção da certificação, ainda este mês, de pelo menos mais um vinho. Como referiu também Margarida Gomes, da Mega Sensus, a decisão de organizar nos Açores um evento desta natureza, partiu precisamente da percepção de que “havia aqui potencial turístico”. Além disso, sublinhou a responsável, perceberam também que, por um lado, existiam “vinhos dos Açores interessantes e diferentes, ainda com pouco reconhecimento”, e por outro lado, “um grande défice de conhecimento sobre os bons vinhos nacionais”.
(In Paula Gouveia, Açoriano Oriental)

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terça-feira, junho 10, 2008

Na rota do vinho Calatayud

Aquando da sua estada na Universidade de Saragoça através do ERASMUS, em Abril pp, o Professor Catedrático Juan Cacho proporcionou à Professora Teresa Lima, docente na Universidade dos Açores, e co-fundadora e Grã-Escanção da Confraria do Vinho de Verdelho dos Biscoitos, uma visita à Região Vitivinícola de Calatayud.
É uma terra muito interessante com uma arquitectura soberba, marcada pela influência das culturas que balizaram a sua história e marcaram um estilo de vida próprio. Os povos iberos, romanos muçulmanos, judeus e cristãos marcaram profundamente toda a Província de Saragoça e neste caso Calatayud. A arte mudéjar de raiz islâmica foi aplicada durante muitos séculos depois do domínio árabe em templos e conventos cristãos e em edifícios civis. Ela está muito presente em Calatayud.


A paisagem maravilhosa da província de Saragoça é muito marcada pela cultura da vinha.
Na Denominação de Origem Controlada de Calatayud, a altitude das vinhas entre os 550 m e 880 m, sobre o nível do mar, condicionam uma cultura com um índice de pragas e doenças muito baixo, o que exige menos tratamentos e obtendo-se uvas muito naturais.
O rigor do clima, a escassa pluviosidade e as grandes diferenças de temperatura entre a noite e o dia na época da maturação, diminuem a produção e consequentemente aumenta a qualidade da uva vindimada. A maturação da uva processa-se de um modo muito lento, o que permite produzir vinhos sem excesso de álcool e com uma acidez muito equilibrada. Os solos da Comarca de Calatayud, com alto conteúdo em rochas calcárias, são formados por materiais pedregosos, rolados, procedentes das serras próximas, acompanhadas muitas vezes por argilas avermelhadas. A variedade predominante é a “Garnacha tinta” seguida da “Macabeo branca”. Outras variedades são cultivadas mas em menor proporção, nomeadamente tempranillo, garnacha branca, chardonnay, cabernet sauvignon, merlot, entre outras.
O Enólogo Manuel Castro fez-nos degustar dois vinhos: “Albada”, branco, elaborado com 100% da variedade Macabeo, e o “Albada Calatayud Superior”, tinto, elaborado também com 100 % da casta Garnacha.
Esta última variedade que produz vinhos excelentes é originária da Província de Saragoça.
O nome “Albada” é alusivo às canções que cantavam os agricultores ao amanhecer.
Esta adega produz também brancos, rosés e tintos com a marca “Cruz de Piedra”. Este nome deve-se às cruzes que existem nos vinhedos desta região que marcavam o Caminho de Santiago.
Todos estes vinhos são produzidos com uma tecnologia moderna, mas mantendo a tradição e sabedoria dos seus antepassados. São vinhos muito frutados, equilibrados e persistentes.
Após esta visita, os dois professores foram almoçar à cidade de Calatayud, ao restaurante da “Hospedaria Mesón de La Dolores”. A “Hospedaria Mesón de La Dolores” constitui um marco histórico ímpar, no centro de Calatayud. Dolores foi uma extraordinária mulher que viveu no séc. XIX, e como tal, sujeita às leis da vida, com os seus altos e baixos, com suas grandezas e fragilidades. O facto de viver numa época conflituosa, cheia de ressentimentos colectivos e de intransigências fez com que a sua própria vida fosse mediatizada pela ambição do pai e de um marido que disputaram a sua herança. O povo difamou-a, acusando-a de ter um amante. Com esta ligação anónima, que se alargou a todos os âmbitos, começou-se a forjar a fama da Dolores. É extraordinária a quantidade riquíssima e variada de património cultural em torno desta lendária personagem. Segundo Antonio Sánchez Portero, o seu número ultrapassa as duzentas obras e algumas de grande qualidade, nomeadamente composições musicais, filmes, teatros, novelas.
Durante o almoço neste ambiente mítico, a variedade Garnacha tinta bem como a tecnologia do “Albada Calatayud Superior” foram verdadeiramente apreciadas.
(In Bagos D'Uva)

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sexta-feira, junho 06, 2008

Intercâmbio entre a Universidade dos Açores e a Universidade de Sargoça

A Profª Teresa Lima, docente na Universidade dos Açores, Departamento de Ciências Agrárias, Laboratório de Enologia, em Abril pp esteve em Terras da Rainha Santa Isabel, Aragão, mais concretamente na Universidade de Saragoça.
Esta viagem realizou-se no âmbito do “ Lifelong Learning Programme – ERASMUS”. Contou com o apoio do GRI – Gabinete de Relações Internacionais da Universidade dos Açores.

O objectivo desta deslocação foi a colaboração na distribuição da docência de doutoramento e preparação de trabalhos conjuntos no Departamento de Química Analítica/Grupo de Cromatografia/ Laboratório do Aroma e Enologia.
O Professor Catedrático Juan Cacho, Químico e Enólogo, é o director deste Grupo e Laboratório. É o melhor especialista neste domínio na Península Ibérica, e um dos melhores da Europa. Este distinto investigador, apesar de ser uma pessoa muito ocupada e solicitada, gosta profundamente de ensinar. A docente Teresa Lima sente muita admiração e aprecia muito a investigação desenvolvida pelo Prof. Juan Cacho.
Durante uma semana, partilharam-se aulas sobre a realidade do actual sector vitivinícola dos Açores e comparou-se com a existente em Aragão.
Discutiu-se a metodologia analítica mais apropriada para as análises qualitativa e quantitativa dos aromas dos vinhos com especial ênfase em olfactometria e separação de grupos de aromas por HPLC.
O objectivo fundamental da deslocação alcançou-se plenamente. Consolidaram-se as relações entre a Universidade dos Açores/Departamento de Ciências Agrárias/Laboratório de Enologia e a Universidade de Saragoça/Faculdade de Química/ Departamento de Química Analítica/ Laboratório de Análises de Aroma e Enologia, e assentaram-se as bases para a cooperação na docência e investigação no tema concreto do aroma do vinho.
Seria conveniente continuar estas estadas no Laboratório de Análises de Aroma e Enologia em anos sucessivos, não somente de professores mas também de alunos de doutoramento.
(In Bagos D'Uva)

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terça-feira, maio 27, 2008

Curso de Técnicos de Laboratório (PROFIJ)

Os alunos do Curso de Técnico de Laboratório (PROFIJ), Kery, Marisa, Marco e Tiago, com a orientação da sua Tutora, Profª Teresa Lima, colaboraram na colheita das amostras de vinhos de Verdelho de 2007 com vista à sua respectiva certificação. Os vinhos foram “Quinta das Vinhas” e “Santa Iria”.
A tutora já lhes tinha transmitido teoricamente os requisitos a ter na colheita de amostras para análise, e mais especificamente de vinhos. Como já tínhamos noticiado, os referidos alunos encontram-se a executar a parte prática do Curso Técnico de Laboratório nos Laboratórios de Enologia, Química Geral e Analítica do Departamento de Ciências Agrárias/Universidade dos Açores.
Anteriormente, no Laboratório de Enologia, tinham procedido à análise dos parâmetros físico-químicos que são exigidos para a certificação dos vinhos. Estes foram: teor alcoólico, massa volúmica, acidez total, acidez fixa e acidez volátil, pH, anidrido sulfuroso livre e combinado, prova do ar.
Na Adega Quinta das Vinhas de José Manuel Cardoso, para além do vinho desta marca, é também laborado o vinho “Santa Iria” de Venâncio Ávila. Os alunos procederam à análise organoléptica dando a sua opinião e manifestando as suas preferências. Esta é sempre ensinada aos jovens no sentido de que consumidor informado é mais selectivo e moderado no seu consumo. Mais se informa que no dia 15 de Abril pp, estes vinhos foram certificados, com o estatuto de Vinho Regional dos Açores, pela Comissão Vitivinícola Regional dos Açores.

(In Bagos D'Uva)

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