quinta-feira, agosto 28, 2008

Solos dos Açores com adubos em excesso

Os terrenos dos Açores têm adubos em excesso; as ilhas de São Miguel e do Pico são os casos mais graves.
Este é um dado revelado, com base num estudo efectuado pela Universidade dos Açores. Os prejuízos são elevados para os agricultores e também para o meio-ambiente, até porque os adubos em demasia podem colocar em risco as águas de consumo público. Para o professor da Academia açoriana, Jorge Pinheiro, especialista em solos, e numa interpretação do referido estudo, considera que os adubos em excesso são uma consequência lógica da falta de extensão rural do arquipélago açoriano. Para o perito da Universidade dos Açores, essa utilização não só se traduz num perigo para o meio-ambiente e até para lençóis de água mais profundos e aquíferos, como também se trata de lançar dinheiro fora.

(In Armando Mendes / Carlos Tavares RTP-RDP Açores)

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quinta-feira, agosto 14, 2008

Agricultura açoriana pode vir a apostar em compostos orgânicos

Um estudo do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, realizado pelo Professor João Batista e a Investigadora Edite Batista revela que a produtividade pode aumentar 30 por cento com a futura utilização de compostos orgânicos.
Os compostos orgânicos, são, em boa verdade, estrume. A utilização desses compostos pode significar ganhos de 30 por cento para a Agricultura açoriana, segundo revela um estudo efectuado por investigadores da Universidade dos Açores.Os compostos orgânicos podem, de futuro, substituir mesmo os adubos químicos que estão cada vez mais caros, e a ideia é bem aceite pela Lavoura, segundo afirmou à RDP / Açores o Presidente da Associação Agrícola da Ilha Terceira. Para Paulo Ferreira trata-se de um projecto com pernas para andar e, atentendo que os adubos químicos estão cada vez mais caros, a alternativa é considerada bem vinda e a Lavoura está sensível a uma solução destas, mas é necessário que sejam dados mais passos nesse sentido.

(In Armando Mendes / Carlos Tavares RTP-RDP Açores)

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sábado, setembro 22, 2007

Eutrofização da Lagoa das Sete Cidades - São Miguel

"Actualmente o agricultor deve ser o guardião da natureza, aplicando práticas ambientalmente sustentáveis. Nas Sete Cidades, isso só é possível se forem utilizados menos adubos e, consequentemente, se reduzir a produção. Para compensar os agricultores, seriam aplicadas ajudas compensatórias. Só desta forma se pode limitar ou mesmo eliminar o problema de eutrofização das lagoas". Esta afirmação é do Professor do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, Jorge Pinheiro, que apresentou, nas Canárias, um trabalho da autoria de Jorge Pinheiro, Lourdes Matos e João Madruga, docentes e investigadores do mesmo Departamento e que reúne vários anos de estudos sobre as Sete Cidades. Jorge Pinheiro voltou a lembrar que "o problema da eutrofização nas lagoas das Sete Cidades está relacionado, pode-se dizer exclusivamente, com a utilização excessiva de adubos nos terrenos circundantes. "É preciso passar de um regime intensivo para um extensivo, para solucionar o problema".
A eutrofização das lagoas das Sete Cidades coloca, ainda, um problema em termos de impacto económico, visto que este se trata de um dos pontos turísticos mais fortes da ilha de São Miguel. No local tem-se verificado o crescimento acelerado de plantas aquáticas devido ao aumento de nutrientes, potenciado pelos adubos utilizados nas explorações agrícolas.
O trabalho "Eutrofización en lagos de Azores - Caracterización de la Cuenca de Siete Ciudades: Isla de S. Miguel", foi apresentado no III Simpósio espanhol sobre o controlo da degradação dos solos e da desertificação, que decorreu em Fuerteventura, arquipélago das Canárias.
(In Diário Insular)

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