Eutrofização da Lagoa das Sete Cidades

A JUSTA MEDIDA
AMBIENTE REAGE
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Este blog é da responsabilidade do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores e pretende dar conta das actividades desenvolvidas ao longo de 2006 - Ano Internacional dos Desertos e da Desertificação, bem como das actividades realizadas na mesma área temática,ou não, nos anos posteriores.

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O processo de produção das plantas começa com a recolha de material vegetal, de onde, em laboratório, com condições acéticas, são extraídas um conjunto de células da planta dadora que são depois “desinfectadas” para que se possa iniciar o processo de produção. Este processo começa com a introdução de culturas e depois com a propagação das mesmas, processo que tem um prazo temporal diferenciado consoante quantidade de plantas que se pretende (conseguir quatro plantas a partir de uma leva mês e meio, por exemplo).
Depois disso, o passo seguinte é o enraizamento da planta e só depois abandonam o laboratório para uma estufa, para o processo de aclimatação – que dura cerca de 15 dias – sendo depois transportadas para o local onde serão plantadas definitivamente.
Segundo Artur Machado, esta nova tecnologia traz novidades ao nível do número de plantas que se conseguem produzir e em relação ao processo utilizado.
Este método é fruto de um trabalho de vários anos desenvolvido no Centro de Biotecnologia, em que o processo científico teve que ser adaptado às diferentes condições de cultura de cada espécie e todos os processos de produção em massa foram testados até se chegar a este ponto.
As plantas usadas nesta reflorestação são todas endémicas dos Açores (uva da serra, ginja do mato, pau branco e cedro) e, de acordo, com o director do CBA “ algumas são passíveis de domesticação e no futuro serem plantas com importância agronómica, como por exemplo, a uva da serra, que tem um fruto com muitos antioxidantes e vitaminas, que poderá ter interesse comercial.”
“Este é o exemplo típico do que a tecnologia significa para uma região”, conclui Artur Machado.
Promover a investigação
O Centro de Tecnologia dos Açores existe desde 2004 com o objectivo de promover a investigação nas áreas da biotecnologia, “em que a região e o país tinham um défice”, afirma Artur Machado. Reconhecido pela Fundação para a Ciência e Tecnologia como uma Unidade de Investigação e Desenvolvimento Nacional, o CBA tem uma grande quantidade de cooperações a nível nacional e internacional, e Artur Machado classifica-o mesmo como sendo “um dos melhores centros a nível internacional”.
Actualmente com 18 pessoas, onde se incluem investigadores estrangeiros, o CBA desenvolve trabalhos na área da biotecnologia alimentar, animal e vegetal, que vão desde a reprodução assistida em equinos, a investigação de genes envolvidos na qualidade do leite, ou a participação no programa Germobanco, uma parceria entre universidades e organizações agrícolas da Mscaronésia, que visou preservar a biodiversidade da região.
Renato Gonçalves
(In A União)
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Jorge Pinheiro voltou a lembrar que "o problema da eutrofização nas lagoas das Sete Cidades está relacionado, pode-se dizer exclusivamente, com a utilização excessiva de adubos nos terrenos circundantes. "É preciso passar de um regime intensivo para um extensivo, para solucionar o problema".Etiquetas: adubação, agricultura, Congresso, Engenharia do Ambiente, Eutrofização, João Madruga, Jorge Pinheiro, Lagoas, Lourdes Matos, São Miguel, solos