quinta-feira, maio 21, 2009

Efeito da Administração de Oligoelementos nas Performances da Vaca Leiteira. Validação do Método do NIR para Análise de Forragens

Realizaram-se no dia 28 de Abril, pelas 14h30m, no Auditório do Complexo Pedagógico do pólo de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, as provas de Mestrado em Produção Animal, requeridas pela licenciada Maria Margarida Teixeira Andrade.As provas foram avaliadas por um Júri presidido (por designação do Reitor) pelo doutor Alfredo Emílio Silveira de Borba, professor catedrático da Universidade dos Açores, sendo vogais os Doutores Olga Mafalda Salvador Conde Moreira, investigadora auxiliar da Estação Zootécnica Nacional, e Oldemiro Aguiar do Rego, professor auxiliar da Universidade dos Açores. As provas constaram da discussão pública, com crítica e defesa, de uma dissertação intitulada Efeito da Administração de Oligoelementos nas Performances da Vaca Leiteira. Validação do Método do NIR (Near Infrared Reflectance Spectroscopy) para Análise de Forragens.

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domingo, maio 10, 2009

Produção intensiva de erva é um erro

A aposta exclusiva na produção intensiva de erva na Terceira é um erro, afirma o professor Félix Rodrigues, que defende um modelo agrícola que assente em várias produções.
Em declarações ao DI, o especialista em alterações climáticas explica que essa diversidade evitaria que a falência de uma produção provocasse o descalabro do sector.
“Temos de ir alterando progressivamente a produção agrícola, adaptando-a às contingências e, acima de tudo, garantindo a sua diversificação. É necessário perceber que, por exemplo, a produção intensiva de erva implica determinados requisitos, nomeadamente a existência de água”, alega o académico.
“Quer isto dizer que a falta de água afectará logo a produção nas zonas baixas. Havendo uma multiplicidade de produções, poderemos, facilmente, ultrapassar os problemas provocados pela quebra produtiva numa determinada produção”, alega.

Novas épocas

Nos últimos dias, o presidente da Associação Agrícola da Terceira, Paulo Simões, alertou que a escassez de chuva nas próximas semanas poderá pôr em risco as sementeiras de milho em curso nas terras baixas.
“Isto significa que, caso se mantenha esta tendência de alteração do ciclo das chuvas, que as épocas de sementeira e de colheita nessas zonas terá de ser repensada”, sublinha Félix Rodrigues.

Água já corre

Na terça-feira, o candidato social-democrata à Câmara de Angra denunciou cortes na água à lavoura no Pico do Vime, na bacia leiteira do Paul.
Na resposta, a secretaria regional da Agricultura garantiu que o problema foi ultrapassado e que os cortes se deveram à necessidade de ligar a lagoa do Cabrito à rede de abastecimento da lavoura devido à redução dos caudais das nascentes que abastecem essa rede.
“O abastecimento de água à pecuária nas zonas do Pico do Vime e Ginjal, na Bacia Leiteira do Paul foi restabelecido ao fim da tarde de terça-feira”, refere uma nota de imprensa divulgada pela secretaria regional da Agricultura e Florestas.
As últimas medições pluviométricas revelam que os primeiros meses deste ano sofreram uma quebra de 75 por cento na chuva, comparativamente ao mesmo período do ano passado.
Para ultrapassar a situação, a secretaria regional da Agricultura salientou que foram convidadas duas empresas especializadas para a realização de “dois furos de sondagem e captação, que serão efectuados nos lugares de Cabouco do Cume e Cabrito”, acrescentando que as propostas estão “em fase de análise”.
O executivo espera ter os furos a funcionar em Agosto.
(In Diário Insular)

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terça-feira, abril 22, 2008

Agricultura: Inovação Impõe-se

Nos últimos anos, o aumento da produção de leite nos Açores baseou-se muito na maior utilização de rações, que é a maneira mais fácil de produzir leite, embora a menos sustentável nos Açores. Porque os cereais tinham preços baixos no mercado mundial e porque o POSEIMA os fazia chegar aos Açores a preços compensadores. Adaptou-se o rebanho a produzir à base de rações, na sua totalidade importadas, à semelhança das vacas dos EUA ou da Europa Central, zonas tradicionalmente produtoras de cereais. Mas agora os cereais sobem de preço mais depressa que o leite e, mais grave ainda, há muita procura, o que faz pressupor que vai ser cada vez mais difícil adquirir estas matérias-primas. O problema agrava-se pelo facto de não podermos comprar milho nos EUA, o que poderia compensar atendendo à desvalorização do dólar em relação ao Euro, porque estamos impedidos de usar milho geneticamente modificado. Para os lavradores que apostaram em vacas de produções médias, um melhor maneio das vacas em pastoreio e melhores silagens podem resolver o assunto. Para os lavradores que nos Açores apostaram em vacas de alta produção as perspectivas são piores. É que as alterações que fizeram no seu rebanho obrigam a que continuem a utilizar grande quantidade de produtos de elevada concentração energética, não têm outra opção. Mas aqui é que entra o saber adaptar-se. Porque o nosso sistema não pode ser estático, deve evoluir de acordo com os mercados. A solução não pode ser continuar a exigir subsídios, numa demonstração de total incapacidade de adaptação, levando a opinião pública a pensar que a produção de leite já não é solução para os Açores. Olhemos à nossa volta. Faz sentido que muitas terras baixas, planas e de solos fundos, geralmente as mais produtivas, outrora terras de trigo, milho ou feijão, estejam absolutamente secas no Verão? Que durante 3 ou 4 meses não produzam quase nada? Porque é que não semeamos mais milho e voltamos a usar luzerna, plantas com raízes que vão bem mais fundo no solo à procura de água, para aproveitar todo o potencial dessas terras? Porque é que não fazemos o que se faz há bastantes anos na Europa e nos EUA que é apanhar o milho para silagem logo abaixo da maçaroca ou mesmo colher só as maçarocas para fazer silagem de elevada concentração energética? É que isto diminuiria em muito as necessidades que os produtores de leite têm de concentrados importados, aumentaria o lucro dessas explorações e empregava mais gente. Será que se sabe que o quilo de matéria seca da silagem de milho, para as zonas baixas dos Açores, é mais barato do que o quilo de matéria seca da pastagem ou da silagem de erva? Mesmo sem o subsídio de quase 300 € que os produtores recebem por cada hectare de milho semeado? Essencialmente porque o milho produz em 6 meses mais do que a pastagem num ano.Terão os lavradores dos Açores estes dados disponíveis para poderem fazer escolhas bem fundamentadas? Conhecerão as alternativas? A formação profissional e o aconselhamento técnico que estão a ter são suficientes? Em Dezembro fui a um seminário organizado pela Associação Portuguesa de Pastagens e Forragens na Cooperativa Agrícola de Vila de Conde. Fiquei admirada com os conhecimentos de alguns produtores de leite presentes. Falava-se em NDF e conteúdo de amido das silagens de milho, da utilização de ciclos FAO mais curtos e do teor proteico. Mandavam analisar as suas silagens e compreendiam os resultados que recebiam do laboratório. Aqueles lavradores em vez de discutirem subsídios estavam juntos a discutir maneiras de melhorar o seu maneio. No fim do dia fomos visitar uma exploração que estava já a ensilar apenas as socas do milho (pastoni, como lhe chamaram).Os Açores têm todas as condições para ter uma produção de leite rentável. Infelizmente, os conhecimentos técnicos de muitos lavradores estão aquém do que seria desejável para rapidamente poderem adaptar as suas explorações às novas exigências do mercado. Desperdiçam-se muitos recursos, utilizam-se mal os factores de produção, não se produz com a qualidade possível e desejável.Como é que pensamos alterar esta situação fundamental para a economia dos Açores?


(Anabela Gomes in Diário Insular)

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segunda-feira, março 17, 2008

Pastagem açoriana é uma mais valia

Numa altura de imparável subida dos preços do petróleo e dos cereais nos mercados internacionais, a pastagem açoriana foi apresentada como uma mais valia económica.
A região tem vantagens comparativas na produção de leite e, consequentemente, dos lacticínios. A alimentação à base de erva é o factor que coloca os Açores à frente dos seus principais e directos concorrentes. E, é precisamente isto que foi dito, em Lisboa, no Comité Nacional do Leite e dos Lacticínios, pelo açoriano José Matos. O professor da Universidade dos Açores foi um dos representes da região na reunião daquele Comité, que decorreu na capital portuguesa. As vantagens comparativas dos Açores para a produção de leite e seus derivados foram aí realçadas. Os Açores produzem 30 por cento do leite português.
(In RTP-Açores)

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