sábado, fevereiro 07, 2009

Reconhecimento de Palavras Escritas e Competência Leitora – Construção e Validação do Teste de Avaliação do Reconhecimento de Palavras Escritas

Realizou-se no dia 6 de Fevereiro, pelas 10h00, no Anfiteatro C do campus de Ponta Delgada, as Provas de Doutoramento no ramo de Educação, especialidade de Necessidades Educativas Especiais, requeridas pelo licenciado António Manuel Pereira Vargas Moniz.
As provas foram avaliadas por um júri presidido pelo Senhor Vice-Reitor, Prof. Doutor José Luís Brandão da Luz (por delegação do Reitor), sendo vogais o Doutor Ermelindo Manuel Bernardo Peixoto, Professor Catedrático da Universidade dos Açores; a Doutora Maria Teresa Pires de Medeiros, Professora Associada com agregação da Universidade dos Açores; o Doutor Marcelino Arménio Martins Pereira, Professor Associado da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra; a Doutora Maria Letícia Henriques Leitão, Professora Auxiliar da Universidade dos Açores; a Doutora Maria da Graça Borges Castanho, Professora Auxiliar da Universidade dos Açores; e a Doutora Ana Isabel da Silva Santos, Professora Auxiliar da Universidade dos Açores.
As provas constarão da discussão pública, com crítica e defesa, de uma dissertação intitulada Reconhecimento de Palavras Escritas e Competência Leitora – Construção e Validação do Teste de Avaliação do Reconhecimento de Palavras Escritas (T.A.R.P.E.).

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terça-feira, abril 22, 2008

Campus de Angra do Heroísmo abriu as portas

Em apenas 13 minutos, as três dezenas de alunos do 11.º ano da Escola Padre Jerónimo Emiliano de Andrade ficam a conhecer, por dentro e por fora, a Universidade dos Açores (UA). As salas de aula e os laboratórios, a biblioteca e a reitoria, as residências e os jardins, as cantinas e os bares, os espaços dedicados ao desporto e os cursos leccionados são apresentados ao som de uma música ritmada e acompanhados por paisagens idílicas das três ilhas por onde se divide o estabelecimento de ensino superior açoriano – São Miguel, Terceira e Faial. O visionamento de um pequeno vídeo promocional constitui a primeira fase de um Dia Aberto levado a cabo pelo campus de Angra do Heroísmo, assim como o primeiro contacto que a maioria dos estudantes presentes estabelece com a instituição. Destinada aos alunos das escolas profissionais e secundárias da ilha Terceira, a iniciativa visa divulgar a oferta formativa e apresentar as instalações da UA. “É uma forma da universidade dar a conhecer os seus cursos e de os alunos perceberem um pouco do seu conteúdo”, sublinha o pró-reitor do pólo de Angra, Alfredo Borba. Acesas as luzes, os visitantes têm oportunidade de ver esclarecidas algumas das suas dúvidas sobre o processo de candidatura ao ensino superior. Médias de acesso, provas de ingresso, vagas para alunos açorianos e saídas profissionais são os termos mais ouvidos no auditório do Complexo Pedagógico do campus do Pico da Urze.


“ÁREA DE FUTURO”


Depois, é a vez de passar a uma pequena feira distribuída por quatro salas do terceiro andar do amplo e moderno edifício. Aqui, os directores dos cursos leccionados nos departamentos de Ciências Agrárias e Ciências da Educação “vendem” as suas áreas pedagógicas, auxiliados por panfletos, cartazes, vídeos e as mais variadas experiências didácticas. “O objectivo é que os eventuais candidatos conheçam o curso e se inteirem um pouco do trabalho do aluno e das respectivas saídas profissionais”, explica Ana Isabel Santos, directora da licenciatura em Educação Básica, que funciona há já um ano, substituindo o antigo curso de Educadores de Infância. Ciências Agrárias, Biotecnologia, Engenharia e Gestão do Ambiente, Medicina Veterinária (Ciclo Básico), Ciências da Nutrição (Ciclo Básico), Ciências Farmacêuticas (Ciclo Básico), Guias da Natureza e Enfermagem são outras das opções em termos de licenciaturas proporcionadas pelo campus de Angra da UA. Mas a grande novidade para o ano lectivo de 2008/2009 é o curso de Energias Renováveis, que a instituição classifica como uma “área de futuro”. O pólo de Angra do Heroísmo oferece ainda os cursos de mestrado em Gestão e Conservação da Natureza, Engenharia Zootécnica, Engenharia do Ambiente, Biotecnologia, Educação Ambiental e Agricultura Biológica. Todos os cursos estão já adaptados ao Processo de Bolonha. No próximo ano lectivo, serão abertas cerca de 180 vagas para as licenciaturas ministradas no campus terceirense, que conta, actualmente, com cerca de 750 alunos - um “número satisfatório”, na opinião de Alfredo Borba. “Nos últimos anos, temos preenchido todas as vagas e esperamos que o mesmo venha a acontecer no próximo ano”, destaca o pró-reitor. A maior fatia é, segundo diz, ocupada por estudantes vindos de outras ilhas do arquipélago dos Açores ou do continente português. “No último ano, tivemos cerca de 84 por cento de alunos deslocados, sobretudo nos cursos de Enfermagem, Ciências Farmacêuticas, Ciências da Nutrição e Medicina Veterinária”, refere.


“LÁ FORA…”


À saída do Dia Aberto promovido pelo pólo de Angra da UA, Cláudia Ávila, de 17 anos, elogia a iniciativa, que considerou “muito informativa”. Para esta estudante do 11.º ano da Escola Secundária de Angra, tratou-se da primeira visita ao estabelecimento de ensino superior açoriano. “É uma escola bonita e parece bem estruturada”, afirma a jovem, de mochila aos ombros, calças de ganga e ténis, no seu jeito descontraído. Apesar de desejar continuar a estudar, Cláudia mantém ainda todas as opções em aberto. Afinal, trata-se de uma decisão demasiado importante para tomar de ânimo leve. “Gosto da área de artes, mas ainda não tenho a certeza se será a que vou seguir”, adianta. Questionada sobre a possibilidade de vir a frequentar a UA, a jovem deixa revelar o desejo de novos horizontes: “Talvez vá para o continente…”, diz. E justifica: “Lá fora, há mais condições e uma maior oferta de cursos”.

(In Diário Insular)

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quinta-feira, janeiro 31, 2008

A ABORDAGEM À LEITURA E À ESCRITA NO JARDIM-DE-INFÂNCIA: CONCEPÇÕES E PRÁTICAS DOS EDUCADORES DE INFÂNCIA

Foi apresentada e defendida, no Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores a tese de Dissertação de Doutoramento em Educação, na especialidade de Metodologia do Ensino do Português de Ana Isabel da Silva Santos, intitulada “A ABORDAGEM À LEITURA E À ESCRITA NO JARDIM-DE-INFÂNCIA: CONCEPÇÕES E PRÁTICAS DOS EDUCADORES DE INFÂNCIA”.Esse trabalho de investigação teve por objectivo principal caracterizar as concepções dos educadores de infância sobre a forma como as crianças constroem a linguagem escrita e sobre a forma como deve ser feita a abordagem à leitura e escrita no jardim-de-infância, as suas práticas pedagógicas neste domínio e a possível relação entre estas e a evolução das concepções infantis sobre a leitura e a escrita num grupo de crianças em idade pré-escolar.Neste sentido e, em termos metodológicos, a investigação constrói-se numa análise progressivamente mais aprofundada do contexto em questão, tendo como quadro de referência uma abordagem compreensiva, incluindo metodologias qualitativas e quantitativas que, organizada em duas fases distintas mas complementares, vai adequando abordagens distintas consoante o tipo de informação que se pretendeu recolher em cada uma delas.A informação recolhida nestas duas fases foi, posteriormente, organizada em quatro estudos distintos que, dando corpo ao estudo empírico, veio permitir perspectivar a forma de ser e estar dos educadores de infância da Ilha Terceira, Açores, no domínio da abordagem à linguagem escrita.Assim, os Estudos 1 e 2 centraram-se na análise das concepções dos educadores de infância acerca da abordagem à linguagem escrita, considerando as perspectivas destes docentes sobre aquilo que consideram dever ser as suas práticas no domínio em questão, as perspectivas acerca daquilo representam as suas práticas pedagógicas reais e os conhecimentos expressos sobre as concepções infantis de leitura e escrita, sobre a sua evolução e sobre a forma pedagogicamente mais consentânea para intervir em prol do desenvolvimento dos diversos processos nelas inscritos. No Estudo 1 participaram 74 dos 75 educadores de infância a exercerem a sua actividade profissional em jardins-de-infância da rede pública da Ilha, que foram inquiridos através de um questionário e no Estudo 2, 18 educadoras de infância, seleccionadas de entre esses 75, que foram observadas e entrevistadas.
Os Estudos 2, 3 e 4 debruçaram-se sobre a análise das práticas pedagógicas dos educadores de infância no âmbito da linguagem escrita, procurando destrinçar, fundamentalmente, qual o papel que estes docentes desempenham no processo de abordagem emergente à linguagem escrita no jardim-de-infância. Focando aspectos como a forma de conceber o projecto de intervenção, a organização e gestão de espaços e tempos, a implementação de estratégias de intervenção junto dos grupos de crianças que frequentam cada uma das salas observadas ou as estratégias de articulação família/escola, estes Estudos oferecem-nos uma visão alargada acerca do papel dos educadores de infância neste domínio, permitindo pormenorizar os elementos que se constituem como privilegiados em termos de intervenção pedagógica. Os resultados apresentados no Estudo 4 permitem-nos, ainda, estabelecer alguma relação entre as práticas pedagógicas das educadoras de infância e a evolução das concepções infantis sobre leitura e escrita. Dos Estudos 2 e 4 fizeram parte as 18 educadoras de infância anteriormente referidas e, ainda, 146 crianças, cujos resultados de diversas provas para avaliar as suas concepções sobre leitura e escrita foram incluídos no Estudo 4. O Estudo 3 foi construído a partir da observação aprofundada das práticas pedagógicas de três educadoras de infância seleccionadas de entre as 18 observadas.Em geral, os resultados apresentados nestes estudos permitem afirmar que concepções e práticas pedagógicas dos educadores de infância no domínio da linguagem escrita podem ser caracterizadas pela descontinuidade que revelam e que se manifestam quer entre concepções e práticas, quer, mesmo no interior de concepções e de práticas. Entendendo esta descontinuidade enquanto situação pontualmente focada para o domínio em questão, mas carente de um fio condutor ou de um contínuo que lhe confira fluidez, regularidade, sistematicidade e transversalidade, concepções e práticas pedagógicas acabam por carecer de uma perspectiva de omnipresença que torne a abordagem à linguagem escrita contextualizada e significativa. Esta descontinuidade, manifestada pelos altos e baixos que ora as aproximam, ora as distanciam, de uma abordagem que se pretende emergente, são denunciadoras de hiatos na forma como os educadores concebem e implementam a sua intervenção pedagógica, numa confluência de saberes e saberes-fazer, com implicações evidentes quer ao nível da organização e gestão da intervenção docente quer, sobretudo, ao nível da forma como as crianças são levadas a pensar a linguagem escrita, que se torna claramente evidente no Estudo 4, com as diferenças evidentes na evolução registada nas concepções sobre leitura e escrita do grupo de crianças que frequentam salas cujas educadoras se afiguram mais consistentes e sistematizadas com uma perspectiva de literacia emergente.
Mesmo com alguns resultados que se revelam prometedores em termos de promoção da literacia no jardim-de-infância, dos mesmos emerge uma chamada de atenção para os docentes da educação de infância e para os seus formadores, perante a necessidade de reflectir acerca da forma como está a ser perspectivada e implementada a intervenção neste âmbito e da formação que neste campo é oferecida, na procura da necessária articulação coerente entre as diversas componentes curriculares que enformam concepções e práticas, na tentativa de responder da melhor forma possível às necessidades e interesses emergentes das crianças em idade pré-escolar no domínio da linguagem escrita.

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sábado, outubro 27, 2007

O Mundo das Crianças em colóquio

Destinada a profissionais que lidam com crianças no âmbito da educação, acção social e saúde, a iniciativa visa “propiciar aos adultos um debate em torno do que as crianças pensam sobre as coisas”, sublinha Ana Cristina Palos do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, da organização do evento. “O discurso dominante sobre a criança é feito pelos adultos e baseia-se na forma como os adultos vêem as crianças; neste caso, pretendemos perceber como as crianças vêem os adultos, através da apresentação de uma série de estudos realizados com crianças”, explica a docente. Intitulado “Jibóias, Florestas Virgens e Outros Enigmas: o Mundo das Crianças em Perspectiva”, o colóquio contará com a participação de investigadores nacionais de reconhecido mérito, nomeadamente do Instituto de Estudos da Criança, assim como de um especialista espanhol, para além de docentes do Departamento de Ciências da Educação da Universidade dos Açores, do Campus de Angra do Heroísmo. Em cima da mesa estarão questões relacionadas com discursos sobre a infância e culturas infantis, abordagens metodológicas no estudo da infância, os direitos das crianças e representações e preocupações das crianças sobre o ambiente. Infância e fluência tecnológica, culturas infantis e currículo formal e as perspectivas das crianças sobre a documentação, a família e o planeta Terra serão outros dos temas em discussão. O colóquio internacional é organizado pelos professores Ana Cristina Palos, Ana Moura Arroz e Francisco Sousa, do campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, e secretariado por um grupo de alunos da licenciatura em Educação de Infância da delegação de Angra do Heroísmo do Departamento de Ciências da Educação do estabelecimento de ensino.

(In Diário Insular)

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quarta-feira, outubro 24, 2007

Jibóias, Florestas Virgens e outros enigmas

Realiza-se no auditório do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, sito ao Pico da Urze no dia 27 de Outubro o Colóquio internacional "Jibóias, florestas virgens e outros enigmas: o mundo das crianças em perspectiva".
O colóquio internacional é organizado pelas Professoras Ana Cristina Palos e Ana Moura Arroz e pelo Professor Francisco Sousa e secretariado por um grupo de alunos da Licenciatura em Educação de Infância da Delegação do Departamento de Ciências da Educação em Angra do Heroísmo. Serão oradores neste evento figuras de reconhecido mérito, de entre as quais se destacam: Júlia Formosinho, Manuel Jacinto Sarmento, Natália Fernandes Soares, Ferran Casas Aznar, Maria Figueiredo, Nelson Gonçalves, entre outros. Este colóquio destina-se a profissionais que lidam com crianças no âmbito da educação, saúde e acção social.


Do Programa consta:
9h00 – 9h30 sessão de Abertura
9h30 – 10h00 Discursos sobre a infância e culturas infantis
(Manuel Jacinto Sarmento)
10h00 – 10h30 Investigação, participação e ética: abordagens metodológicas no estudo da infância (Natália Fernandes Soares)
11h00 – 11h30 Los derechos de los niños vistos por los propios chicos y chicas, los padres y los maestros (Ferran Casas Aznar) 11h30 – 12h00 Imagens do futuro: representações e preocupações das crianças acercado ambiente (Luzia Cordeiro Rodrigues, Ana Moura Arroz e Rosalina Gabriel )
12h00 – 12h30 Infância e fluência tecnológica (Maria Figueiredo & Nelson Gonçalves)
14h30 –15h00 As perspectivas das crianças sobre a documentação (Júlia Formosinho)
15h00 – 15h30 Culturas Infantis e currículo formal (Francisco Sousa)
15h30 –16h00 "Penso que a minha família é boa, esperta e gentil": perspectivas das crianças acerca da família (Ana Cristina Palos e Ana Isabel Santos)
16h00 –16h30 "Do sítio em que vivemos ao planeta lá no céu": perspectivas das crianças sobre a terra (Ana Moura Arroz, Paula Costa, Paula Moniz e Lara Furtado)
16h45 – 17h00 encerramento.
(In Azores Digital)

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sexta-feira, outubro 12, 2007

Curso de Educação no Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores

Depois da contra-informação e da falta de esclarecimentos sobre a abertura do novo curso de Educação Básica no pólo universitário de Angra do Heroísmo, a licenciatura já arrancou na ilha Terceira. Para os responsáveis, este será um ano de avaliação entre a procura e a oferta formativa existente na ilha com vista à continuidade ou não de futuras edições do curso.
A contra-informação e falta de informação marcaram o arranque do ano escolar no que diz respeito à abertura do novo curso de Educação Básica no pólo universitário de Angra do Heroísmo. Depois de ter sido veiculado que o departamento de Ciências da Educação apenas abriria vinte vagas para este curso sem especificar para que pólos, o Reitor da Universidade dos Açores (AU) teve de emitir um comunicado a referir a possibilidade deste também ser extensível a Angra do Heroísmo. A condição, na altura exigida por Avelino Meneses, era a existência de interessados: “a reitoria da Universidade dos Açores manifesta a sua disposição de ministrar o curso de licenciatura de Ensino Básico em Angra do Heroísmo, caso o mesmo reúna o número mínimo de inscrições e matrículas de estudantes interessados em frequenta-lo naquele pólo universitário”, referiu a instituição universitária no dia 14 de Julho. Desde então, e passado o período de interregno do Verão, as dúvidas foram muitas, quer para professores e sobretudo para os interessados.
O jornal “a União” tentou apurar o número exacto de alunos que de momento frequentam o novo curso de Educação Básica – que na sequência da definição do novo regime jurídico da formação profissional, incluíram a docência de educadores de infância e professores do 1º e 2º ciclos do ensino básico –, valor que só será definitivamente apurado no final do período de matrículas em Dezembro. Porém, o número mínimo exigido, de dez alunos, foi cumprido e as aulas já arrancaram no dia 24 de Setembro, quer em Ponta Delgada, quer em Angra do Heroísmo. Segundo fontes contactas pela "A União" o processo de candidaturas ao curso em Angra do Heroísmo foi afectado pela falta de informação existente.
Rejeitando que este se trata de um ano decisivo para a manutenção do curso no futuro em Angra, em explicações à “a União”, a directora do departamento de Ciências da Educação, Susana Caldeira, afirmou que “tem de haver equilíbrio entre a procura e a oferta. Vamos ver como decorre este ano”. Susana Caldeira deixou desde logo claro que “a oferta formativa justifica-se sempre. A Educação manter-se-á sempre Angra. A oferta formativa não terminará”. Contudo, acrescentou: “poderá haver um reajustamento dessa oferta”. “Este ano é um ano de grande transformações para a UA e para todas as universidades”, em que “a oferta formativa tem de ser pensada globalmente”, referindo-se não só à reestruturação trazida pelo processo de Bolonha. Mais, disse: “se houver sinais de baixa procura, há que repensar a oferta”. Susana Caldeira recusa a existência de atrasos ou processos mal conduzidos neste caso e que “atempadamente toda a comunidade que se candidatou foi informada”.
Uma vez que os número de alunos revela-se crucial, “a União” apurou junto da directora do curso de Educação Básica de Angra, Ana Isabel Santos, que na primeira semana de aulas entre 12 a 14 alunos marcaram presença “mas ainda não temos números definitivo”, acrescendo conquanto que “há mais alunos interessados”. “Este pode ser um bom ano para reflectir a continuidade do curso e do tipo de formação”. A responsável é conclusiva: “é uma questão de estratégia da própria UA e da Reitoria”. Questionada, Ana Isabel Santos não esconde que “este processo não foi esclarecedor”. “Este tem sido um processo um pouco conturbado. Não foi claro desde o início. Mas em todos os processos de mudança isto acontece”. Um “ano atípico”, refere, marcado não só pela criação de uma nova licenciatura e a reestruturação dos cursos até agora existentes, pela falta de aprovação por parte do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do 4.º ano do mestrado de Educação, entre outras reestruturações. A directora não deixa esquecer a importância das inscrições e da carta que grupo de alunos maiores de 23 anos fez chegar à reitoria: “se este movimento de mão não tivesse acontecido, provavelmente não teríamos o 1.º curso da licenciatura aqui”.
(In A União)

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