Açores:unidade desafiada pelas noves ilhas
Uma semana celebrativa pautada por espaço diferentes. Momentos de celebração, ocasião para visitas pastorais, momentos recreativos e culturais, tudo com o objectivo de promover a partilha entre as ilhas.
O Bispo diocesano deu início à semana da diocese com uma eucaristia, na ilha do Pico, local onde nasceu o primeiro Bispo da diocese de Dili, D. Jaime Garcia Goulart, por ocasião do centenário do seu nascimento, assinalando também a perspectiva missionária dos Açores. A evangelização ultramarina estendeu-se a um colóquio no Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores. A diocese promoveu ainda o lançamento de um livro sobre a Sé de Angra e uma exposição sobre São Paulo.
A Semana da diocese de Angra coincidiu com a semana que a Igreja dedica ao seminários. D. António de Sousa Braga manifesta que “um dos factores de unidade na diocese ao longo de cinco séculos, é precisamente a instituição do Seminário”, de uma forma mais acentuada a partir do séc. XIX, data em que a formação dos sacerdotes, vindos das diversas ilhas, passou a ser na diocese.

Religiosidade e formação
A unidade pastoral de base acontece na ilha, mas não se pode deixar as pessoas fechadas na sua ilha. É com esse propósito que D. António de Sousa Braga se desloca nas visitas pastorais, promove reuniões diocesanas laicais e eclesiais, num esforço contínuo de “universalidade da Igreja”.
A religiosidade popular está muito presente nas nove ilhas. O bispo diocesano reconhece unidade à volta destas manifestações, mas “há o risco de se cingirem às suas festas, viradas apenas para si”. Os leigos assumem cada vez mais a responsabilidade na Igreja, sobretudo através dos movimentos laicais “cujo trabalho se estende para além da paróquia e muitas vezes, para além da diocese”, valoriza D. António de Sousa Braga, acrescentando que os movimentos laicais ajudam a “criar o sentido de comunhão na Igreja”.
A participação é uma tónica dominante nas nove ilhas. “As pessoas são muito disponíveis tanto nas freguesias como nas paróquias, nas várias iniciativas locais”. Uma participação que, insiste o Bispo, precisa ser formada, “dando um conteúdo à intensa religiosidade popular que se vive”.
D. António valoriza os itinerários formativos que os movimentos apresentam. Por esta razão, e porque a pastoral juvenil é uma aposta do bispo diocesano, no final do mês de Novembro, o Movimento Encontro de Jovens Shalom vai realizar um encontro na ilha Terceira dirigido aos jovens.
Numa ilha com muitos jovens “sentimos dificuldade no compromisso. Os jovens aparecem, até em grande número, mas percebemos dificuldades no estabelecimento de projectos”. Por este motivo “aproveitamos a disponibilidade do Movimento Shalom, com o objectivo de lançar as bases da pastoral juvenil feita com método e de forma consistente”.
Casa sacerdotal
O encerramento da semana da diocese foi assinalado com a inauguração da Casa Sacerdotal em Angra do Heroísmo. Recorda D. António de Sousa Braga que este era um projecto “que já vinha de longe”, com a pretensão de apoiar os sacerdotes “que ou não têm residência ou apenas precisam de alojamento na sua passagem pela ilha Terceira”.
A diocese dispõe já de uma casa sacerdotal na ilha de São Miguel. “Faltava na Terceira”, ilha onde “passam mais sacerdotes e onde os serviços centrais da diocese estão localizados”.
A casa sacerdotal é da responsabilidade da Irmandade de São Pedro Ad Vincula e está localizada junto ao Paço Episcopal.
(In Agência Ecclesia)
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Na terça-feira, às 9h30, Susana Goulart Costa, da Universidade dos Açores, falará sobre "A História e Historiografia da diocese de Angra: análises do passado; perspectivas de futuro". Uma hora depois, Maria Margarida Lalanda Gonçalves, da academia açoriana, dissertará acerca "Do clero açoriano nos primeiros séculos da diocese de Angra".
A expectativa do Governo Regional é de que a avaliação externa de todos os estabelecimentos de ensino do arquipélago, que incidirá sobretudo sobre a autonomia pedagógica e cultura, fique concluída até 2012 ou 2013. Recorde-se que as áreas administrativa e financeira das escolas são escrutinadas pelo Tribunal de Contas. A avaliação externa está já a decorrer nas escolas do continente. Os Açores, por seu lado, estão à frente na vertente da auto-avaliação, com a aplicação do modelo Qualis. O encontro, que teve lugar no Anfiteatro do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, ao Pico da Urze, teve como oradores alguns dos grandes nomes da avaliação de escolas em Portugal. Entre eles estiveram Joaquim Azevedo, director da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa, e José Brites Ferreira, perito em avaliação externa de escolas. Em cima da mesa estiveram temas como a situação actual e perspectivas de futuro da avaliação de escolas em Portugal, modelos processos e resultados, práticas de avaliação da escola e o projecto Qualis. Paralelamente, decorreram ainda oficinas de apoio à construção de instrumentos de avaliação e análise de dados, destinadas prioritariamente a membros das equipas de auto-avaliação constituídas nas escolas dos Açores no âmbito do projecto Qualis. Segundo Francisco Sousa, da comissão organizadora do encontro, “a expectativa era despertar ou tornar as pessoas mais sensíveis para o facto de muito em breve começar a avaliação externa” dos estabelecimentos de ensino açorianos. “As pessoas ao tomarem conhecimento sobre o que se está a passar no continente poderão ir preparando-se, de alguma forma, para esse processo que aí vem”, conclui o responsável.
-Apoiar as equipas de auto-avaliação no desenvolvimento de instrumentos de trabalho.
Nesta importante conferência, que abrangeu “uma lata idade moderna, desde meados do século XV, até aos alvores de XIX” Avelino Menezes afirma: “A saliência do Faial/Pico é firmada na excelência do ancoradouro da Horta e no avanço da viticultura picoense que fomenta a conquista de proeminência no império luso-brasileiro e origina o interesse de estrangeiros, particularmente os ingleses. Nestas circunstâncias, a revalorização dos Açores na correspondência entre mundos, destaca a preponderância da Horta, que beneficia da exportação do vinho e da aguardente do Pico.” E acrescenta: “ A partir do século XVII, o desenvolvimento da viticultura no grupo central, altera a fisionomia dos Açores, particularmente nas ilhas do Faial e Pico. No Pico, o fenómeno é indissociável do nascimento do concelho da Madalena, em 1723.”O reitor da universidade dos Açores refere ainda: “A partir de meados de 600, o desenvolvimento da viticultura no Pico e a influência dos nórdicos no ultramar valorizam extraordinariamente a então vila da Horta.”A grande qualidade do painel de conferencistas, contribuiu para o elevado nível científico das conferências proferidas ao longo do dia 7, abordando a temática da vinha e do vinho nos Açores, mas também outros temas relacionados com a ilha do Pico.Este importante colóquio encerrou no sábado, dia 8, com uma mesa-redonda subordinada ao tema “O impacto das zonas classificadas do Pico na projecção dos Açores”. Composta por Zilda França da Universidade dos Açores, Laurisabel Serpa do Museu do Pico, Frederico Cardigos, director regional do Ambiente, Manuel Tomás, presidente do conselho executivo da Escola Cardeal Costa Nunes e João Madruga da Universidade dos Açores, como moderador, a mesa-redonda debateu vários temas ligados ao Pico, desde as questões ambientais, zonas classificadas e património da humanidade, o património do canal, (os barcos e as lanchas que se perderam), etc. temas que suscitaram um debate bastante participado pelos presentes.No final da mesa-redonda, Jorge Rodrigues, disse estar satisfeito com o colóquio considerando ter sido o maior organizado no concelho, pela abrangência dos temas, pelos intervenientes na sua organização e pela elevadíssima qualidade dos conferencistas.O presidente da Câmara referiu ainda que por deliberação camarária será promovida uma nova edição do livro de Susana Costa, (conferencista presente no colóquio com o tema “O património das ilhas do vinho”), sobre a história do Pico até ao século XIX.Também por iniciativa da Câmara as conferências proferidas neste colóquio serão lançadas em livro.O facto do colóquio decorrer em dia normal de trabalho terá contribuído para uma menor afluência de público, destacando-se contudo a presença de jovens alunos da Escola Profissional do Pico.
Em cima da mesa estarão questões relacionadas com discursos sobre a infância e culturas infantis, abordagens metodológicas no estudo da infância, os direitos das crianças e representações e preocupações das crianças sobre o ambiente. Infância e fluência tecnológica, culturas infantis e currículo formal e as perspectivas das crianças sobre a documentação, a família e o planeta Terra serão outros dos temas em discussão. O colóquio internacional é organizado pelos professores Ana Cristina Palos, Ana Moura Arroz e Francisco Sousa, do campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, e secretariado por um grupo de alunos da licenciatura em Educação de Infância da delegação de Angra do Heroísmo do Departamento de Ciências da Educação do estabelecimento de ensino.