sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Através do centro de clima da Universidade dos Açores : O mar “entra-nos” pela porta dentro

O Centro de Clima, Meteorologia e Mudanças Globais da Universidade dos Açores disponibiliza desde ontem, pela Internet, previsões para três dias para a temperatura, salinidade e correntes à superfície e profundidade nos mares dos Açores. Manuela Juliano, investigadora daquele Centro, disse à Agência Lusa que “as previsões abrangem, numa primeira fase, todos os mares interiores e exteriores do arquipélago” até às 200 milhas marítimas. “A informação disponibilizada serve os pescadores profissionais, de recreio, a segurança marítima e os iates de recreio regionais que se deslocam entre as ilhas e os nacionais e internacionais que cruzam o oceano”, explicou a investigadora. Os dados resultam da aplicação nos Açores de um modelo hidrodinâmico, desenvolvido pelo Instituto Superior Técnico (Portugal) que efectua a previsão de diversos parâmetros oceanográficos como aqueles que são agora disponibilizados. A consulta dos dados é feita através do sítio da Internet www.climaat.angra.uac.pt consultando a ligação à previsão oceanográfica que tem actualizações diárias e inclui também a previsão atmosférica. O projecto, desenvolvido desde 2007, foi liderado pelo professor e investigador Ramiro Neves, do “Maretec” do Instituto Superior Técnico, e custou cerca de um milhão de euros, dos quais 100 mil euros aplicados nos Açores. Os estudos foram apoiados pelo programa Europeu Interreg-III B - Espaço Atlântico da Macaronésia, envolveu Centro de Clima, Meteorologia e Mudanças Globais da Universidade dos Açores, o Instituto Superior Técnico, ambos de Portugal, e organismos de investigação de Toulouse (França) e Galiza (Espanha). Denominado Easy Europeean Atlantic Forcasting System, os trabalhos foram coordenados cientificamente para os Açores por Manuela Juliano, investigadora que descobriu a corrente de Santa Helena no Atlântico Sul, uma congénere da corrente dos Açores no Atlântico Norte. Manuela Juliano revelou ainda que o projecto vai iniciar, a partir do próximo dia 25 em Toulouse, França, uma segunda fase de estudos, denominada “Easy CO” que, utilizando os dados da primeira fase, vai projectar novos produtos. Vão abranger áreas da modelação operacional oceânica com previsões de parâmetros biogeoquímicos destinados a apoiar as pescas e a determinar a qualidade da água em todo o Atlântico Norte Europeu. Neste projecto, segundo Manuela Juliano, estarão envolvidos o Centro de Clima, Meteorologia e Mudanças Globais e o Departamento de Oceanografia e Pescas, ambos da Universidade dos Açores, o Instituto Superior Técnico e instituições de investigação de Espanha, França, Inglaterra e Irlanda.
(In Correio dos Açores)

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domingo, junho 29, 2008

The Atlantic Subtropical Front/Current Systems of Azores and St. Helena

Manuela F. Juliano and Mário L. G. R. Alves
Laboratory of Marine Environment and Technology, Department of Agricultural Sciences, University of the Azores, Praia da Vitória, Azores, Portugal.

A large-scale climatic ocean circulation model was used to study the Atlantic Ocean circulation. This inverse model is an extension of the β-spiral formulation presented in papers by Stommel and Schott with a more complete version of the vorticity equation, including relative vorticity in addition to planetary vorticity. Also, a more complete database for hydrological measurements in the Atlantic Ocean was used, including not only the National Oceanographic Data Center database but also World Ocean Circulation Experiment data and cruises near the Azores, Angola, and Guinea-Bissau. A detailed analysis of the Northern Hemisphere Azores Current and Front shows that this new database and the model results were able to capture all major features reported previously. In the Southern Hemisphere, the authors have identified fully and described the subtropical front that is the counterpart to the Azores Current, which they call the St. Helena Current and Front. Both current systems of both hemispheres have similar intensities, depth penetration, volume transports, and zonal flow. Both have associated subsurface adjacent countercurrent flows, and their main cores flow at similar latitudes (34°N for the Azores Current and 34°S for the St. Helena Current).
It is argued that both current systems and associated fronts are the poleward 18°C Mode Water discontinuities of the two Atlantic subtropical gyres and that both originate at the corresponding hemisphere western boundary current systems from which they penetrate into the open ocean interior. Thus, both currents should have a similar forcing source, and their origin should not be linked to any geographical peculiarities.
(In Journal of Physical Oceanography)

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