Secretaria do Ambiente homenageia Eng. Ilídio Botelho Gonçalves
A Secretaria Regional do Ambiente e Mar homenageia hoje o Eng.º Ilídio Botelho Gonçalves, atribuindo o seu nome ao herbário do Jardim Botânico do Faial.
A homenagem terá lugar pelas 18:30 horas, no jardim botânico, sendo seguida de uma palestra aberta ao público intitulada “Que segredos guardam as plantas – Mimetismos das orquídeas para a polinização, mecanismos de algumas carnívoras e sobrevivência das plantas no deserto”, pela Dr.ª Carla Pinto Cruz, da Universidade de Évora.
A homenagem terá lugar pelas 18:30 horas, no jardim botânico, sendo seguida de uma palestra aberta ao público intitulada “Que segredos guardam as plantas – Mimetismos das orquídeas para a polinização, mecanismos de algumas carnívoras e sobrevivência das plantas no deserto”, pela Dr.ª Carla Pinto Cruz, da Universidade de Évora.
Engenheiro Silvicultor e Arquitecto paisagístico, licenciado pelo Instituto Superior de Agronomia, o Eng.º Ilídio Botelho Gonçalves nasceu em Soutelo, Vila Pouca de Aguiar, a 18 de Janeiro de 1922, tendo-se destacado pelo seu precioso contributo na colheita de mais de 4.000 especímenes da flora dos Açores, expostos no Herbário “João de Carvalho Vasconcelos”, e descritos nas publicações “Nova Flora de Portugal” e “Flora Europeia”.Descobriu também, no cume da montanha da ilha do Pico, uma subespécie que, em sua honra, foi designada Agrostis reuteri ssp. Botelhoi. Em 1962, foi convidado para assumir a Direcção dos Serviços Florestais da Horta, cargo onde permaneceu até 1973, altura em foi nomeado Director dos Serviços Florestais de Angra do Heroísmo. Leccionou, como Professor Convidado, a disciplina de Botânica, no curso de Produção Florestal da Universidade dos Açores.Após a sua aposentação, foi convidado a participar na elaboração da “Enciclopédia Açoriana”, da responsabilidade do Centro de Conhecimentos dos Açores.(In Canal de Notícias dos Açores)

O especialista em Botânica garante que este erro tem provocado algumas situações que não deviam acontecer. “Ao assumir-se que o nosso Outono é idêntico ao Outono de Portugal continental ou da Europa do Norte, os nossos responsáveis entendem que nas zonas a embelezar devem ali ser colocadas árvores e plantas que, no Outono, ficam sem folhas. Quando o que deviam era ali plantar organismos vegetais endémicos, que ficam floridos nesses três meses”, explica o responsável pelo Centro de Ecologia Vegetal Aplicada (CEVA) da Universidade dos Açores. De facto, basta viajar pelo interior das ilhas açorianas para encontrar uma Natureza pulsante, de regresso à vida após a secura dos três meses de Verão".