domingo, novembro 15, 2009

“Limpar Portugal” também nos Açores

Os Açores serão parceiros da iniciativa limpar Portugal, a decorrer a 20 de Março do próximo ano.Terceira, S.Miguel, Faial e Santa Maria estão já a formar grupos de trabalho, cuja acção passará por limpar as zonas mais críticas das ilhas.“A ideia é que cada ilha organize o seu grupo de trabalho, uma vez que, dessa forma, será mais fácil conduzir os trabalhos”, afirma Cândida Mendes, da comissão do projecto Limpar Portugal para a ilha Terceira, em Angra.“Claro que o ideal seria limpar toda a ilha, mas as nossas actividades passarão por limpar as zonas florestais e zonas ribeirinhas”, continua.De acordo com Cândida Mendes, neste momento procede-se à caracterização das zonas de lixeira.O projecto Limpar Portugal é um movimento cívico cujo objectivo passa por promover a educação ambiental.De facto, de acordo com Cândida Mendes, “mais do que limpar a ilha pretendemos educar. Limpar sem educar fará com que daqui a um ano a situação esteja igual”.“Queremos que as pessoas percebam que nas ilhas temos coisas bonitas que valem a pena preservar”, observa.Uma das características desta iniciativa prende-se com a inexistência de apoio financeiro.“Apesar disso, vamos recorrer ao apoio da Câmara para a recolha do lixo”, disse Cândida Mendes.Os trabalhos serão realizados com voluntários e a divulgação estende-se às entidades públicas e privadas.
(in Diário Insular)

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sexta-feira, novembro 13, 2009

Há poucos voluntários para limpar os Açores


Os Açores vão estar envolvidos, a 20 de Março de 2010, no projecto “Limpar Portugal”. O que pretendem demonstrar com esta iniciativa?
Queremos acima de tudo mostrar que o povo português e neste caso específico os açorianos tem vontade de meter as mãos à obra e ajudar a limpar a cara e o coração das nossas ilhas, tal como aconteceu o ano passado na Estónia. É de facto uma oportunidade única de juntar esforços de todas as vertentes da sociedade para um objectivo comum, educar limpando. Em Limpar Portugal seremos todos alvo e promotores de educação ambiental e cívica, uma aposta na qualidade de vida e na mudança gradual de comportamentos. Tem sido fácil encontrar voluntários nos Açores para participar no projecto de limpeza?
Ainda temos poucos voluntários nos Açores, estão registadas cerca de 60 pessoas na página oficial de Limpar Portugal, mas isto deve-se essencialmente ao facto desta iniciativa estar a dar os seus primeiros passos na região em termos de divulgação. Existem já grupos de trabalho nas ilhas Terceira, S. Miguel, Faial e penso que também em Sta Maria, que começaram muito recentemente a organizar as primeiras reuniões e a estabelecer os primeiros contactos locais para angariar voluntários e estabelecer parcerias com entidades públicas e privadas. As respostas obtidas até agora por este grupo de trabalho terceirense provam uma grande abertura e aderência a esta iniciativa. Por isso acreditamos no seu sucesso também nos Açores. Pode-se desde já mencionar o apoio das seguintes entidades: Associação Rota do Futuro, Gê-Questa, Ecoteca, Montanheiros, Junta de Núcleo do CNE ….e isto é apenas o início.Aproveitando a oportunidade gostaria de deixar aqui nota sobre o registo de voluntários. Este é feito em http://limparportugal.ning.com/, em que é necessário fazer uma inscrição individual e depois procurar um grupo na sua localidade e associar-se ao mesmo. Espero que nos encontremos dia 20 de Março numa lixeira perto de si!
O dia seguinte é sempre o problema… Como será o dia seguinte a 20 de Março de 2010?
Que seja um dia em que muitos voluntários estejam ainda cansados mas satisfeitos por terem contribuído para esta causa. Esperamos sem dúvida ter uma ilha mais limpa, mas esperamos acima de tudo ter contribuído para chamar a atenção para o problema ambiental que é a deposição ilegal de lixos nas nossas ilhas e contribuir para a formação ambiental e cívica das pessoas em geral. Só assim podemos tentar para que esta realidade não se repita daqui a algum tempo. O dia 20 é apenas o culminar duma grande campanha de sensibilização, o mais importante será que tenha reflexo nas nossas atitudes diárias. E já agora podemos deixar aqui uma proposta que li algures na página oficial …. Por que não plantar uma árvore no local que ajudamos a limpar? Afinal o dia seguinte é o dia 21 de Março.

(in Diário Insular)

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sexta-feira, julho 03, 2009

STOP ao plástico

Os dados são da Organização das Nações Unidas: Em algumas regiões do globo, oitenta por cento do lixo encontrado mar é plástico. Garrafas, embalagens de comida, talheres e outros objectos poluem os oceanos. O que a maioria das pessoas pode não saber é que a mais pequena cápsula de plástico representa um enorme perigo para os animais marinhos. O plástico é tóxico. Contamina algas e ouros alimentos, podendo prejudicar toda a fauna marinha. Além disso, redes e cordas podem decepar membros a animais, como tartarugas, e outros objectos podem provocar o estrangulamento de peixes. Muitas aves morrem com o estômago cheio de plástico.Para alertar a população para esta realidade, o STOPLASTIC, um projecto de âmbito nacional, esteve na Terceira. As actividades culminaram com a realização de uma limpeza oceânica, na freguesia de São Mateus, no dia 13 de Junho, após a realização de uma conferência/debate com manuela Juliano e Félix Rodrigues do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores no Hotel Caracol a 12 de Junho. Ao final de uma manhã de sol, era já muito o plástico que se acumulava, aos montes, junto a um palco improvisado no porto da freguesia. De bloco de notas na mão, André Barreiros, responsável pelo STOPLASTIC, ia anotando o número de sacos que as crianças inscritas iam trazendo. “É uma brincadeira. Vou anotando as quantidades para eles entrarem numa espécie de competição”, diz, com um ar despachado.Ao todo foram 24 crianças a participar na acção de limpeza. Os sacos continham todo o tipo de materiais, desde garrafas a redes ou arames. André Barreiros estima que a quantidade de resíduos recolhida tenha ultrapassado uma tonelada.Apesar de não ter havido grande adesão por parte dos adultos, o jornalista freelancer acredita que os objectivos foram cumpridos. “Foi retirada do local uma quantidade significativa de plástico e outros resíduos e tivemos muitas crianças, especialmente da freguesia, que foram fantásticas. O nosso objectivo é essencialmente a sensibilização e a formação quanto a este4 problema e, nesse sentido, o mais importante é termos connosco as crianças”.A maioria são crianças com idades dos nove aos 13, 14 anos. Como Diogo Sousa, que garante que nunca mais vai atirar uma garrafa para o mar. De boné ao lado, vai dizendo que “o senhor que organiza isto faz bem, porque o plástico pode matar os peixes”.Isabel Pinto e Sofia Silva, duas raparigas de São Mateus, de olhar vivo e resposta pronta, filhas de pescadores e de mulheres ligadas aos ofícios do mar, confessam que não sabiam que o plástico era tão nocivo para os animais marinhos. “Vamos reciclar o que apanhámos e, assim os peixes já não têm de comer comida misturada com plástico”, responde Sofia à pergunta da jornalista. João Bernardo Barreiros fez parte da equipe que trabalhou na limpeza subaquática. Com o pai, mergulhou em apneia. Não foi nada de novo, mergulhar é algo que faz desde os oito anos. Mas foi por uma boa causa. “Já tinha alguma noção do mal que o plástico podia fazer aos animais marinhos, mas agora sei mesmo o impacte que este materiais podem ter”, explica. Depois, vai enumerando o que encontrou debaixo das ondas: Pneus, muitos cabos e até uma aparelhagem.
Para repetirSão Mateus não é a zona costeira onde se pode encontrar um pior cenário em termos de plástico e outros resíduos, garante Vasco Silva, dirigente da associação ambiental Gê-questa, que também esteve presente na limpeza oceânica.Para além do facto de algumas embarcações, até cargueiros, continuarem a utilizar o mar como caixote do lixo, Vasco Silva lamenta o estado em que se encontram zonas “como a costa do Porto Judeu, nomeadamente a Salga, a zona de Santa Catarina, perto do Porto da Praia e Caldeira, por detrás da Base das Lajes”. “Iniciativas como esta são importantes, mas seria necessário apostar num projecto de sensibilização de forma mais continuada, à semelhança do que os dois concelhos fazem na área da separação de resíduos. Nos Açores o problema maior em termos desta questão do depósito de plástico na costa é na freguesia de Rabo de Peixe. A pobreza e a falta de formação estão ligados a esta situação. E é na formação que se tem de apostar”, sustenta. Também o presidente da Junta de Freguesia de São Mateus, José Gaspar, considera a iniciativa importante, “especialmente porque se focou nos mais jovens, o futuro são eles”.Apesar de a freguesia desenvolver esforços na área ambiental já há vários anos, em colaboração com a Gêquesta, sendo das primeiras localidades a ter contentores para separação de lixo, José Gaspar considera que todas as iniciativas são bem-vindas. “As pessoas têm de perceber que o que se deita ao mar, o mar devolve”.

(in DI-Revista)

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domingo, agosto 10, 2008

Limpeza das praias para diminuir poluição dos mares

Sacos e outro material plástico poluem cada vez mais os mares. Um grupo de jovens dispõe-se a trocar umas horas de praia a apanhar sol para retirar das águas e da areia o material tóxico que outros deixaram. No domingo começa uma campanha de limpeza de resíduos plásticos nas praias. É conhecida como "Stoplastic". A missão inicia-se a sul, na Ilha do Farol, na Ria Formosa. André Barreiros, da organização, diz que o objectivo é evitar que entrem mais resíduos nos oceanos. A Stoplastic é organizada pela Universidade dos Açores e pela Direcção Regional do Ambiente do Arquipélago, em parceria com a empresa Terra Prática. Depois da Ria Formosa, esta campanha vai estar na praia da Comporta, em Setúbal.

(In Rádio Clube Português)

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