terça-feira, fevereiro 17, 2009

Vem aí mais um ciclone

T.U.S.A., Tuna Universitas Scientiarum Agrariarum (Tuna masculina da Universidade dos Açores, DCA), dá continuidade ao “Ciclone – Festival Internacional de Tunas”.Segundo Luís Godinho da TUSA “ a excelente receptividade que esta organização teve junto do público terceirense e dado o sucesso que esta iniciativa obteve, estamos já a preparar o V Ciclone que decorrerá de 19 a 21 de Março de 2009. Pretendemos assim dar continuidade a este certame, de modo a que este se possa afirmar no seio da comunidade terceirense, tornando-se um marco cultural desta ilha, sendo também um meio de promover a partilha de conhecimento entre os demais participantes, num verdadeiro intercâmbio cultural”.
(In Bagos D'Uva)

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quinta-feira, setembro 06, 2007

Influência da temperatura da água do mar na trajectória dos ciclones

Os Açores, a manter-se a tendência de aquecimento global, terão maior probabilidade de serem atingidos por tempestades tropicais. A possibilidade é avançada pelo professor universitário Eduardo Brito de Azevedo do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores.
Explica o académico que, a curto prazo, com o aumento previsível da força destrutiva dos furacões no Atlântico, as tempestades tropicais poderão durar mais tempo e manterem a sua intensidade até chegarem ao Arquipélago. Este é um fenómeno que tem vindo a ser debatido na comunidade científica e não só. Já era previsível que, com o aquecimento da superfície da água do mar (que alimenta os furacões), estes ganhassem maior força destrutiva. Ora, ao subirem a Norte pelas correntes do Golfo, estes fenómenos, já classificados como tempestades tropicais, podem chegar com maior intensidade aos Açores, que ficam no seu caminho. O arquipélago está “no limite do arco de acção dos furacões no Atlântico”, argumenta o investigador, responsável pelo projecto CLIMAAT, afecto ao Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores.
Adianta Brito de Azevedo que, nas últimas décadas, a água fria do Atlântico Norte faz com que os furacões percam força quando abandonam o Golfo do México e rumam, por exemplo, aos Açores. “Mas a água do mar tem vindo a subir de temperatura. Isso terá efeitos, aliás, é por isso que, hoje, vemos furacões com maior força destrutiva na zona do Golfo do México, caso do Félix, agora em actividade junto à Nicarágua, e do recente Dean, que também chegou à força 5.

Era previsível no meio científico não o aumento do número de furacões, mas a maior frequência de fenómenos desta natureza com capacidades destrutivas elevadas”, explica Brito de Azevedo.
“Curiosamente, poucos dias antes do furacão Katrina, que afectou Nova Orleães, nos Estados Unidos, um artigo na revista Science noticiava a previsibilidade de os furacões, por causa do aquecimento global, virem a aumentar a sua força destruidora”, alega o professor universitário reconhecendo também que, num prazo de 100 anos, confirmando-se a previsível subida de temperatura da água do mar nos Açores em um grau, a probabilidade do arquipélago “sofrer com estes fenómenos” climáticos aumenta. Os furacões nascem, maioritariamente, junto à costa africana como depressões tropicais, alimentando-se da água quente da Corrente do Golfo. Depois, viajam para Oeste, ganhando maior intensidade e formando tempestades tropicais que, nas quentes águas do Golfo do México, atingem a categoria de furacões, por esta altura do ano. Depois, alguns deles, sobem a Norte, aproveitando braços da Corrente do Golfo, rumando aos Açores. Mas, com a água fria, vão perdendo intensidade, regressando ao estado de tempestades tropicais e, na maioria dos casos, desvanecendo-se.

(In Diário Insular)

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quinta-feira, agosto 23, 2007

Os ciclones aumentarão de intensidade.....

O fenómeno irá surgir na sequência das alterações climatéricas que assolam o planeta. Os Açores geralmente escapam à temporada dos furacões, mas não estão fora da sua rota. O Gordon ainda está bem patente na memória colectiva. Os furacões vão ter tendência a aumentar de intensidade com as alterações climatéricas em curso no globo.
Numa altura em que os olhos do planeta estão colocados no furacão “Dean”, Eduardo Brito de Azevedo, investigador do Departamento de Ciencias Agrárias da Universidade dos Açores, admite, contudo, que as alterações climatéricas não vão mudar substancialmente estes fenómenos naturais. O investigador lembra a propósito a predominância do movimento de rotação da terra e a configuração das correntes oceânicas, entre outros factores, nestes fenómenos climatéricos naturais. Mas se a água do mar tiver a tendência para aquecer mais, haverá maior tendência para se registarem fenómenos desta natureza, de forma mais violenta. “Pode não se verificar um aumento do número de furacões, mas a sua capacidade destrutiva será maior”, explica Eduardo Brito de Azevedo.
Apesar de não serem frequentes por estas paragens, o certo é que também os Açores não estão isentos destes fenómenos climatéricos, como se pode verificar em várias cartas disponíveis online. Ainda no ano passado, o furacão Gordon colocou as ilhas em estado de alerta máximo, mas acabou por passar enfraquecido no arquipélago. No passado, existem registos de tempestades tropicais com alguma violência, não sendo este, portanto, um fenómeno novo para os açorianos, como explica Eduardo Brito de Azevedo. No caso específico dos Açores, os furacões percorrem o Atlântico e, quando atingem águas mais frias como as açorianas, dissipam-se. “São furacões que sobem o Atlântico em nossa direcção. Há anos em que isso acontece com maior frequência e outros em que não”, explica o investigador da universidade açoriana, lembrando que 2005 foi um ano em que muitos furacões subiram o Atlântico e alguns vieram dissipar-se próximo das latitudes açorianas, confrontados com águas mais frias. Uma vez que não provocaram danos, não foram alvo de cobertura informativa massiva pelos média, daí o desconhecimento manifestado pela opinião pública.
Os furacões obedecem a circuitos, como se de caminhos se tratassem. Alimentam-se do vapor de água e da temperatura das águas do mar. São tempestades marítimas e perseguem as melhores condições relacionadas com a temperatura superficial das águas do mar. São realimentados pelos processos de compensação do vapor de água em altitude. Na altura do ano em que as temperaturas estão mais altas - como é justamente o caso - nascem tradicionalmente junto à costa africana, atravessam o Atlântico para Oeste e dirigem-se, percorrendo o caminho da água quente, para o continente americano, onde encontram condições mais favoráveis no Golfo do México para “explodir”. Quando passam para terra, perdem intensidade porque lhes falta o “combustível” (vapor de água). A época dos furacões geralmente vai de Junho até Novembro.
Os meteorologistas americanos prevêem que a temporada de furacões na bacia atlântica, que entre Agosto e Outubro atinge sua fase mais crítica, terá uma actividade de ciclones superior ao normal. Cientistas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos anunciaram que prevêem a formação de entre 13 e 16 tempestades tropicais para a temporada de furacões de 2007, que começou no dia 1 de Junho e termina em 30 de Novembro. Em Maio de 2006, a NOAA previu a formação de entre 13 e 17 tempestades tropicais, das quais entre sete e dez teriam potencial para se transformar em furacões e destes, entre três e cinco se transformariam em furacões de grande intensidade. O meteorologista americano William Gray previu no dia 3 de Agosto a formação de 15 tempestades e oito ciclones, dos quais quatro seriam intensos, na temporada de furacões do Atlântico.

(In Açoriano Oriental)

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