sexta-feira, junho 13, 2008

Atlantic reef fish biogeography and evolution

S. R. Floeter1,2*1National Center for Ecological Analysis and Synthesis, University of California, 735 State St., 300, Santa Barbara, CA, 93101, USA2Departamento de Ecologia e Zoologia, Lab. de Biogeografia e Macroecologia Marinha, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC 88010-970, Brazil*S. R. Floeter, Departamento de Ecologia e Zoologia, Lab. de Biogeografia e Macroecologia Marinha, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC 88010-970, Brazil.E-mail: floeter@ccb.ufsc.br,
L. A. Rocha33Hawaii Institute of Marine Biology, University of Hawaii, Kaneohe, HI, 96744, USA,
D. R. Robertson44Smithsonian Tropical Research Institute, Balboa, Unit 0948, APO AA 34002, Panama,
J. C. Joyeux55Departamento de Ecologia e Recursos Naturais, Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, ES, 29060-900, Brazil,
W. F. Smith-Vaniz66US Geological Survey, Florida Integrated Science Center, Gainesville, FL, 32653, USA,
P. Wirtz77Centro de Ciências do Mar, Universidade do Algarve, Faro, P-8000-117, Portugal,
A. J. Edwards88School of Biology, Newcastle University, Newcastle upon Tyne, NE1 7RU, UK,
J. P. Barreiros99Departamento de Ciências Agrárias, Universidade dos Açores, 9701-851, Portugal,
C. E. L. Ferreira1010Departamento de Biologia Marinha, Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ, 24001-970, Brazil,
J. L. Gasparini55Departamento de Ecologia e Recursos Naturais, Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, ES, 29060-900, Brazil,
A. Brito1111Dpto. Biología Animal (Ciencias Marinas), Universidad de La Laguna, La Laguna, Tenerife, Islas Canarias, 38206, Spain,
J. M. Falcón1111Dpto. Biología Animal (Ciencias Marinas), Universidad de La Laguna, La Laguna, Tenerife, Islas Canarias, 38206, Spain,
B. W. Bowen33Hawaii Institute of Marine Biology, University of Hawaii, Kaneohe, HI, 96744, USA and
G. Bernardi1212Department of Ecology and Evolutionary Biology, University of California, Santa Cruz, CA, 95060, USA
1National Center for Ecological Analysis and Synthesis, University of California, 735 State St., 300, Santa Barbara, CA, 93101, USA, 2Departamento de Ecologia e Zoologia, Lab. de Biogeografia e Macroecologia Marinha, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC 88010-970, Brazil, 3Hawaii Institute of Marine Biology, University of Hawaii, Kaneohe, HI, 96744, USA, 4Smithsonian Tropical Research Institute, Balboa, Unit 0948, APO AA 34002, Panama, 5Departamento de Ecologia e Recursos Naturais, Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, ES, 29060-900, Brazil, 6US Geological Survey, Florida Integrated Science Center, Gainesville, FL, 32653, USA, 7Centro de Ciências do Mar, Universidade do Algarve, Faro, P-8000-117, Portugal, 8School of Biology, Newcastle University, Newcastle upon Tyne, NE1 7RU, UK, 9Departamento de Ciências Agrárias, Universidade dos Açores, 9701-851, Portugal, 10Departamento de Biologia Marinha, Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ, 24001-970, Brazil, 11Dpto. Biología Animal (Ciencias Marinas), Universidad de La Laguna, La Laguna, Tenerife, Islas Canarias, 38206, Spain, 12Department of Ecology and Evolutionary Biology, University of California, Santa Cruz, CA, 95060, USA.


Aim To understand why and when areas of endemism (provinces) of the tropical Atlantic Ocean were formed, how they relate to each other, and what processes have contributed to faunal enrichment.
Methods The distributions of 2605 species of reef fishes were compiled for 25 areas of the Atlantic and southern Africa. Maximum-parsimony and distance analyses were employed to investigate biogeographical relationships among those areas. A collection of 26 phylogenies of various Atlantic reef fish taxa was used to assess patterns of origin and diversification relative to evolutionary scenarios based on spatio-temporal sequences of species splitting produced by geological and palaeoceanographic events. We present data on faunal (species and genera) richness, endemism patterns, diversity buildup (i.e. speciation processes), and evaluate the operation of the main biogeographical barriers and/or filters.
Results Phylogenetic (proportion of sister species) and distributional (number of shared species) patterns are generally concordant with recognized biogeographical provinces in the Atlantic. The highly uneven distribution of species in certain genera appears to be related to their origin, with highest species richness in areas with the greatest phylogenetic depth. Diversity buildup in Atlantic reef fishes involved (1) diversification within each province, (2) isolation as a result of biogeographical barriers, and (3) stochastic accretion by means of dispersal between provinces. The timing of divergence events is not concordant among taxonomic groups. The three soft (non-terrestrial) inter-regional barriers (mid-Atlantic, Amazon, and Benguela) clearly act as ‘filters’ by restricting dispersal but at the same time allowing occasional crossings that apparently lead to the establishment of new populations and species. Fluctuations in the effectiveness of the filters, combined with ecological differences among provinces, apparently provide a mechanism for much of the recent diversification of reef fishes in the Atlantic.
Main conclusions Our data set indicates that both historical events (e.g. Tethys closure) and relatively recent dispersal (with or without further speciation) have had a strong influence on Atlantic tropical marine biodiversity and have contributed to the biogeographical patterns we observe today; however, examples of the latter process outnumber those of the former.

(In Journal of Biogeography)

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quarta-feira, maio 07, 2008

4ª Conferência do Atlântico


4ª CONFERÊNCIA DO ATLÂNTICO

"As NOVAS REALIDADES SOCIAIS como consequência das ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS"
Centro Cívico do Estreito de Câmara de Lobos - 08 e 09 de Maio de 2008
(Programa Provisório)

07 de Maio
Chegada dos participantes e conferencistas – Dia livre

08 de Maio
9h00 Registo e entrega de documentação

09h30 Sessão de Abertura

– Dr. Alberto João Jardim
Presidente do Governo Regional da Madeira
– Dr. Manuel António Correia
Secretário Regional do Ambiente e Recursos Naturais
– Professor Doutor Pedro Telhado Pereira
Reitor da Universidade da Madeira
– Professor Doutor Filipe Duarte Santos
Director Cientifico da Conferência
– Dr. Joaquim José Sousa

Presidente da Associação Insular de Geografia
10h15 – Conferência de abertura
Presidente de Mesa: Dr. Alberto João Jardim
- Dr. Francisco Costa
"O Centro Internacional de Negócios da Madeira e a sustentabilidade económica da RAM"

11.00 - Pausa para café ------------------------------------------------------------------

11.h15 - 1ª Sessão – A sociedade fase às Alterações Climáticas

Presidente de Mesa: Dr. Francisco Fernandes
Conferência Introdutória
Prof. Dr. Filipe Duarte Santos
- A problemática das Alterações Climáticas no Sec. XXI
Painel:
Professor Doutor Rodrigo Oliveira
-Cenários Climáticos Futuros e suas incertezas
Professora Doutora Irene Câmara
- Os arquipelagos atlânticos face às alterações climáticas
12.45 - Debate
13.15 – 15.00 pausa para almoço -------------------------------------------------------
15.00 - 2ª Sessão – Causas e consequências dos Tratados Ambientais
Presidente de Mesa: Sr. Arlindo Pinto Gomes
Conferência Introdutória
Professor Doutor Francisco Ferreira
- O Protocolo de Quioto e pós Quioto
Painel:
Mestre Daniel Borrego
- A importância dos Estudos Ambientais - O Relatório CLIMAAT
16.30 Pausa para Café -------------------------------------------------------------------
Professor Doutor Rodrigo Proença de Oliveira
- O impacto das Alterações Climáticas nos recursos hídricos em Portugal
17.15 Debate
09 de Maio

10.00 - 3ª Sessão – Consequências das Alterações Climáticas
Presidente de Mesa: Dr. Jorge Faria
Conferência Introdutória
Professor Doutor Tiago Capela Lourenço
- O impacto das Alterações Climáticas no Turismo
Painel:
Professora Doutora Alexandra Correia
- Impacto das Alterações Climáticas nas Florestas
Professor Doutor Ricardo Aguiar
- Impactos das Alterações Climáticas na Madeira
11.30 Pausa para o café -----------------------------------------------------------------
11.45 Debate
12.30 – 14.30 pausa para almoço -----------------------------------------------------
14.30 - 4ª Sessão – A Macarronésia e as Alterações Climáticas
Presidente de Mesa: Dr. Manuel António Correia
Professor Doutor Leopoldo Alvarez
- As Canárias fase às Alterações Climáticas
Professor Doutor Felix Rodrigues
- Percepções Científicas e Sociais sobre Alterações Climáticas Globais em Ilhas de Pequena Dimensão.

Mestre Uriel Abreu
- Os Ricos Ambientais como consequência das Alterações Climáticas
16.00 Debate
16.30 Pausa para Café
16.45 - Conferência de Encerramento
Presidente de Mesa: Dr. João Cunha e Silva
Professor Doutor Viriato Soromenho-Marques
- As Alterações Climáticas como Desafio Ético
17.30 - Sessão de Encerramento
- Professor Doutor Pedro Telhado Pereira
- Prof. Dr. Filipe Duarte Santos
- Dr. Joaquim José Sousa

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sexta-feira, outubro 05, 2007

AZONET-Alterações climáticas vigiadas nos Açores

Os Açores desfrutam de uma localização estratégica para o estudo das alterações climáticas globais.
Esta e outras questões foram abordadas pelo Professor Paulo Fialho, docente do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, numa palestra proferida no âmbito das Jornadas sobre Mudança Global, organizadas pelo Comité da Comunidade Nacional pra a Mudança Global.
Intitulada "Azonet - AZores Observation NETwork. Porquê apostar num supersite em Portugal?", a conferência versou sobre a importância do arquipélago no contexto mundial para a instalação de estações de monitorização atmosférica, em particular o grande potencial que representa o topo da montanha do Pico para o estudo dos mecanismos de reacção química e transporte sobre a região do Atlântico Norte Central.
Foi também aproveitada a oportunidade para apresentar os resultados do investimento levado a cabo pela Região no desemvolvimento embrionário do grupo de estações Azonet, assim como lançado o desafio à comunidade portuguesa para se associar a este processo.
A Azonet dispõe, actualmente, de três estações na ilha Terceira e uma na montanha do Pico, trabalhando em parceria com o Instituto de Meteorologia.

"O objectivo destas estações é a monitorização dos constituintes da atmosfera em áreas remotas, nomeadamente o transporte de poluição intercontinental, por exemplo entre o continente americano e o europeu", explicou Paulo Fialho. "Ora, sobre o Atlântico Norte não há mais sítio nenhum onde se possam situar, para além dos Açores", acrescentou.
No entender do responsável, "estão a ser tomadas medidas que permitem tirar partido da localização estratégica dos Açores para o estudo das mudanças globais".
"A análise das alterações climáticas globais exige modelos mais realistas e estudos de variação ao longo do tempo que se encontram ainda numa fase relativamente precoce nos Açores, mas que dão já alguns sinais a curto prazo e terão um grande impacto a longo prazo", sublinhou Paulo Fialho.

O grupo de estações Azonet monitoriza a presença na atmosfera de dióxido de carbono, ozono, monóxido de carbono e hidrocarbonetos, entre outros, assim como a radiação solar e a meteorologia clássica.
(In Diário Insular)

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quinta-feira, setembro 06, 2007

Influência da temperatura da água do mar na trajectória dos ciclones

Os Açores, a manter-se a tendência de aquecimento global, terão maior probabilidade de serem atingidos por tempestades tropicais. A possibilidade é avançada pelo professor universitário Eduardo Brito de Azevedo do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores.
Explica o académico que, a curto prazo, com o aumento previsível da força destrutiva dos furacões no Atlântico, as tempestades tropicais poderão durar mais tempo e manterem a sua intensidade até chegarem ao Arquipélago. Este é um fenómeno que tem vindo a ser debatido na comunidade científica e não só. Já era previsível que, com o aquecimento da superfície da água do mar (que alimenta os furacões), estes ganhassem maior força destrutiva. Ora, ao subirem a Norte pelas correntes do Golfo, estes fenómenos, já classificados como tempestades tropicais, podem chegar com maior intensidade aos Açores, que ficam no seu caminho. O arquipélago está “no limite do arco de acção dos furacões no Atlântico”, argumenta o investigador, responsável pelo projecto CLIMAAT, afecto ao Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores.
Adianta Brito de Azevedo que, nas últimas décadas, a água fria do Atlântico Norte faz com que os furacões percam força quando abandonam o Golfo do México e rumam, por exemplo, aos Açores. “Mas a água do mar tem vindo a subir de temperatura. Isso terá efeitos, aliás, é por isso que, hoje, vemos furacões com maior força destrutiva na zona do Golfo do México, caso do Félix, agora em actividade junto à Nicarágua, e do recente Dean, que também chegou à força 5.

Era previsível no meio científico não o aumento do número de furacões, mas a maior frequência de fenómenos desta natureza com capacidades destrutivas elevadas”, explica Brito de Azevedo.
“Curiosamente, poucos dias antes do furacão Katrina, que afectou Nova Orleães, nos Estados Unidos, um artigo na revista Science noticiava a previsibilidade de os furacões, por causa do aquecimento global, virem a aumentar a sua força destruidora”, alega o professor universitário reconhecendo também que, num prazo de 100 anos, confirmando-se a previsível subida de temperatura da água do mar nos Açores em um grau, a probabilidade do arquipélago “sofrer com estes fenómenos” climáticos aumenta. Os furacões nascem, maioritariamente, junto à costa africana como depressões tropicais, alimentando-se da água quente da Corrente do Golfo. Depois, viajam para Oeste, ganhando maior intensidade e formando tempestades tropicais que, nas quentes águas do Golfo do México, atingem a categoria de furacões, por esta altura do ano. Depois, alguns deles, sobem a Norte, aproveitando braços da Corrente do Golfo, rumando aos Açores. Mas, com a água fria, vão perdendo intensidade, regressando ao estado de tempestades tropicais e, na maioria dos casos, desvanecendo-se.

(In Diário Insular)

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