Qual o impacto da pesca submarina?
A Pesca Submarina não produz nada do que acima se disse. É uma actividade auto-regulada ou seja: muito selectiva, extremamente difícil e muito mais dependente das condições meteorológicas do que as pescarias dependentes de uma embarcação ou de qualquer superfície fora de água. Embora, em Portugal e na Europa de um modo geral, sejam raros ou nulos os estudos sobre o impacto da caça submarina, outros estudos, nomeadamente nos Açores, mostram que este é extremamente reduzido e, em termos de peixes, corresponderá a cerca de 0.000001% do total. Em alguns casos onde apenas se capturam determinados recursos com mergulho (em apneia ou com escafandro) os “stocks” mantêm-se (caso dos polvos nos Açores) ou aumentam significativamente (caso das lagostas na África do Sul, Austrália, Nova Zelândia e Califórnia). Neste último caso note-se que a recuperação aconteceu depois de um colapso intenso e de se ter deixado de usar covos e redes lagosteiras.Assim, entendo ser fundamental esclarecer as pessoas, de forma activa e racional, de que a Pesca Submarina é uma actividade desportiva/recreativa e, em alguns países, uma forma de pesca comercial extremamente selectiva, que não deixa resíduos nos mares, que é difícil de praticar e que não pode nem deve ser alvo contínuo de preconceitos inócuos e infundados.As Reservas e Áreas Marinhas Protegidas são importantes e devem existir tendo por base a ciência e o bom-senso prevalecendo sobre o politicamente correcto habitual na maioria das chamadas “políticas marinhas”.Etiquetas: Gestão das pescas, João Pedro Barreiros, pescas, Pescas Perda de Biodiversidade Marinha
Veríssimo Borges, da Quercus, defendeu que a perca ou recuperação do controle açoriano das 200 milhas dos seus mares depende do mérito ecológico e sustentabilidade das suas pescas. O ecologista afirmou: "Só as nossas óptimas práticas sustentarão o nosso direito de defender os nossos mares de pescas de predadores de países terceiros. Só regras muito restritivas de artes de pescas limitarão o interesse de frotas longínquas". Na opinião de Veríssimo Borges, amplas reservas, nomeadamente das 100 às 200 milhas, limitarão o interesse global de frotas europeias de longo alcance continuarem a pressionar os nossos mares. "Se estivermos defendidos nas 200 milhas, estaremos melhor protegidos nas 100 milhas" – alertou. Por seu lado, Virgílio Oliveira, presidente em exercício da Federação da Agrícola dos Açores, referiu que os trabalhadores das pescas e da agricultura enfrentam os mesmos problemas, verificando-se o abandono do sector piscatório e dos campos. Comparando a agricultura e as pescas, o conferencista sublinhou ser comum aos dois sectores a competição cada vez mais feroz, os problemas ambientais, a insularidade e a qualidade higio-sanitária. Como soluções apontou o associativismo, a cooperação, inovação, o desenvolvimento e a valorização da produção.
João Pedro Barreiros refere, no entanto, que, de acordo com as suas observações ao nível dos cetáceos, "aparentemente não há ainda nada que indique a ocorrência de uma situação semelhante nos mares do arquipélago".


Actualmente, a protecção eficaz dos Oceanos corresponde a uma área não superior à da Holanda.

