sexta-feira, junho 27, 2008

Portal da Biodiversidade dos Açores

Finalmente o Portal da Biodiversidade dos Açores (http://www.blogger.com/www.azoresbioportal.angra.uac.pt) está Online.
O Portal da Biodiversidade dos Açores foi desenvolvida no âmbito dos Projectos INTERREG III B “Atlântico” (2003-2005) e “BIONATURA" (2007-2008) cujos parceiros nos Açores foram respectivamente a Direcção Regional do Ambiente e do Mar e a Agência Regional da Energia e Ambiente - ARENA. O Chefe de fila do Projecto foi a Consejeria de Medio Ambiente y Ordenacion Territorial do Governo das Canárias. Pela primeira vez é possível visualizar a distribuição detalhada de uma espécie no arquipélago e obter a sua cartografia com base na literatura. Para algumas espécies foi ainda possível apresentar imagens. Para espécies muito raras em perigo só se apresenta a presença/ausência nas ilhas. Este projecto envolveu quatro equipas de investigação da Universidade dos Açores:


a) Coordenação geral e estudo da fauna de artrópodes terrestres e outros invertebrados (Annelida, Nematoda) sob coordenação de Paulo A.V. Borges do Departamento de Ciências Agrárias (CITA-A; Grupo da Biodiversidade dos Açores). Esta equipa inclui ainda os Bolseiros Enésima Mendonça, Francisco Dinis, Fernando Pereira e Sandra Jarroca;

b) Estudo da fauna de gastrópodes terrestres (Malacologia), organismos marinhos litorais e vertebrados sob coordenação de António Frias Martins, Ana Cristina Costa e Regina Cunha do Departamento de Biologia (UA-CIBIO). Esta equipa inclui ainda os Bolseiros Pedro Rodrigues e Paula Lourenço;

c) Estudo das plantas vasculares sob coordenação de Luís Silva do Departamento de Biologia (UA-CIBIO). Esta equipa inclui ainda os Bolseiros Mónica Martins, Rodolfo Corvelo e Nuno Pinto;

d) Estudo de briófitos e líquenes sob coordenação de Rosalina Gabriel do Departamento de Ciências Agrárias (CITA-A, Grupo da Biodiversidade dos Açores). Esta equipa inclui ainda os Bolseiros Sandra Câmara, Eva Borges, Berta Martins, Fernando Pereira e Nídia Homem. Se pretender obter mapas de riqueza de espécies para determinada área geográfica poderá contactar o coordenador do projecto.

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quarta-feira, fevereiro 06, 2008

A opção por produtos biológicos

É um fim de manhã numa tarde chuvosa de sábado. Descemos as escadas molhadas do Mercado Duque de Bragança, seguimos pela peixaria, onde os vendedores já arrumam as bancas, e viramos à esquerda. É fácil identificar o novo espaço. As letras estão pintadas na parede, entre bocados de verde e uns ramos escuros: “Produtos biológicos”. Além, disso, presos nos cestos de verga, alguns já quase vazios, bocados de papel tiram as dúvidas: “Kiwi biológico”, “Laranja Biológica”, “Repolho biológico”... Todos os produtos são certificados, garante Francisco Dinis, investigador do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores e empresário que se encontra à frente do novo estabelecimento. Explica que tudo começou em 2005, com um grupo de pessoas, que se “preocupava com o assunto”. “Começámos a trabalhar umas terras nas Doze Ribeiras, mas de uma forma esporádica. No Verão fazia-se algumas coisas... Mas, aos poucos, fomo-nos organizando e as ideias foram-se definindo. Além disso, trabalho já desde 2005 com a BioFontinhas. Ia lá todos os sábados e aprendia sempre alguma coisa”. Muitos membros desse primeiro grupo eram estudantes universitários, que depois se foram embora, mas os alicerces para o projecto estavam lançados. Francisco Dinis explica o que se pretende: “A nossa ideia é pôr as coisas a andar na Terceira. Depois, vamos contactando os diferentes agricultores. Com alguns produtos de cada, já conseguimos alguma variedade. E isso é o que as pessoas querem. Existem já a BioFontinhas, a BioBiscoitos, uma senhora em São Mateus também tem produtos certificados e há a Quinta do Martelo, que é mais para consumo interno. Mas, agora que começámos neste espaço, apareceram pessoas jovens que têm terrenos da família e que estão interessadas em desenvolver agricultura biológica. Vêem que há esta banca e que existem consumidores e acreditam que é possível apostar neste ramo. Esse é um dos nossos grandes objectivos e as coisas estão-se a mexer”. O próximo passo para pôr as “coisas a mexer” é a reactivação de uma cooperativa dedicada à agricultura biológica, a BioAzorica. “É uma cooperativa que já existia, mas que nunca avançou. Tínhamos duas hipóteses, ou formávamos uma cooperativa de raiz ou aproveitávamos a estrutura que já existia. Estamos em contacto com os sócios e, em princípio, a maior parte mostrou-se interessada em prosseguir. Para o fim do mês existirá uma Assembleia Geral”. Um dos aspectos inovadores desta cooperativa é o objectivo de unir produtores e consumidores num único organismo. “Queremos fazer uma espécie de registo de todos os potenciais consumidores e estes, ao fazerem parte da cooperativa, terão regalias, como preços especiais. Por outro lado, existindo consumidores, isso é também um estímulo para os agricultores, que têm uma garantia de que vão escoar os produtos”. Outro ideal é estabelecer uma espécie de “economia democrática”. “Podíamos apenas avançar com uma loja, mas, numa cooperativa, todos os produtores, dos mais pequenos aos maiores, têm dividendos e todos têm uma palavra a dizer”. Não têm faltado palavras às pessoas que passam pela banca de produtos biológicos. Muitas já sabem do que se trata, mas bastantes fazem perguntas. “Tiramos sempre todas as dúvidas. Explicamos que se tratam de coisas simples, naturais e saudáveis sem adubos químicos”, explica Francisco Dinis, já há anos ligado ao yoga e à meditação, e para quem a boa alimentação é um elemento muito importante. “As pessoas já sabem os benefícios. Começam normalmente por adquirir produtos biológicos para fazer a sopa para o bebé, ou levam a fruta para os filhos. Pensam sempre primeiro nas crianças. Depois, acabam por consumir também e o hábito estende-se a toda a família. Já muita gente ouviu falar de produtos biológicos”.

AGRICULTURA SAUDÁVEL

Não é difícil saber exactamente o que é agricultura biológica. Uma rápida pesquisa pela Internet esclarece as dúvidas. Em causa está uma cultura saudável: Para o ser humano e para o próprio planeta, visto que a produção de alimentos e produtos animais e vegetais não assenta na utilização de produtos químicos sintéticos, não aceita os alimentos geneticamente modificados e costuma caracterizar-se por um tipo de agricultura sustentável. A atenção é colocada sobre o solo, para aproveitá-lo e fazê-lo produzir eficientemente sem fertilizantes e pesticidas artificiais. Daí resulta outra vantagem, explica Francisco Dinis: “São alimentos saudáveis, com um sabor mais puro. Têm uma qualidade superior aos convencionais, aos simples vegetais ou frutas que se vendem nas prateleiras dos hipermercados”. Em países como o Brasil, Estados Unidos da América, Suíça ou Japão, a agricultura biológica é já regulamentada por lei. O mesmo sucede no seio da União Europeia, o que limita as desconfianças que possam existir em relação a este tipo de produtos. Um argumento contra costuma ser o preço mais elevado, mas Francisco Dinis afasta-o. “O que queremos com esta cooperativa é garantir também preços razoáveis. Pode-se estar a falar de uma ligeira subida em relação aos produtos convencionais, mas não é muito significativa. O poder de compra das pessoas da ilha foi tido em conta”, garante. Naturais e de sabor genuíno, os produtos estão na banca. Cestos de vime claro com laranjas pálidas e ligeiramente mais pequenas, mas de paladar forte, batata-doce, repolho, cenouras, cebola, ovos, compotas de uva e de kiwi... A opção biológica já existe no mercado de Angra.
(In DI - Revista)

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sexta-feira, janeiro 18, 2008

Agricultura biológica está a ganhar espaço

A agricultura biológica está lentamente a conquistar interessados na Terceira.Trata-se de uma agricultura que não faz uso de produtos químicos sintéticos, nem de pesticidas artificiais, para a produção de todo o tipo de frutas, vegetais, incluindo ervas aromáticas e ovos. Com uma nova loja a comercializar produtos biológicos no mercado de Angra do Heroísmo, a suscitar a curiosidade da população, nomeadamente dos jovens e dos idosos, Francisco Diniz, investigador do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores e responsável por este projecto, refere que com a abertura do novo espaço pretende-se «por em contacto os consumidores e ao mesmo tempo incentivar os produtores deste género de agricultura», uma vez que a realidade do mercado dos produtos biológicos é «praticamente inexistente» na ilha Terceira. O empresário acrescenta que havia uma faixa etária interessada, mas que não encontrava os produtos com regularidade. Neste sentido Francisco Diniz considera que há «poucos produtores e pouco produzem», não existindo mesmo mais do que meia dúzia. Embora destes apenas três ou quatro estão a produzir com uma certa dimensão, e refere a «Bio Fontinhas e a "Bio Biscoitos". Questionado sobre os incentivos governamentais existentes sobre esta matéria, o empresário defende «o trabalho independente», sendo que em termos de economia «as coisas devem existir porque há consumidores». Contudo, acrescenta, «no arranque do negócio faz sentido os apoios financeiros, mas não criando qualquer tipo de dependência». Aliás, diz ainda Francisco Diniz, as pessoas envolvidas na agricultura biológica tentam sempre ser o mais auto-suficientes possíveis em relação ao exterior «reduzindo os “in-puts”, menos adubos, menos pesticidas» e tentando arranjar soluções «dentro do nosso espaço e da nossa parcela». Desde há dois anos para cá Francisco Diniz diz que a curiosidade das pessoas aumentou em relação aos produtos biológicos, mas quanto a perspectivas futuras nada poderá adiantar. No que concerne a preços, adianta o empresário, a tendência «é para que os produtos biológicos sejam mais caros», sendo que no Continente atingem «valores exorbitantes». Em contrapartida, aqui na ilha, «tentamos que os preços sejam acessíveis» dado que as pessoas não possuem muito poder de compra, acrescenta.
A cooperativa de produtos biológicos foi criada em 2001 e envolveu na altura 17 pessoas. Mas na prática «adormeceu» e nenhum projecto acabou por ser desenvolvido. Actualmente com este novo projecto, explicou Francisco Diniz, havia duas hipóteses, em que uma consistia em «criar uma cooperativa nova e a outra em activar a já existente». O empresário adiantou que no final do mês de Janeiro está previsto uma reunião com a assembleia-geral, no sentido de dar continuidade ao projecto inicial. Esta cooperativa é ao mesmo tempo de consumidores e de produtores, o que nas palavras de Francisco Diniz, trata-se de um modo «perfeito» para o funcionamento do projecto.
Intuitivamente percebemos que um produto que não leva adubos nem pesticidas, para ter uma velocidade de crescimento mais rápido, só poderá ser mais saudável, refere Francisco Diniz. Geralmente dentro da família, explica o empresário, o padrão observado são os bebés, «porque os pais querem o melhor para os filhos». A partir dali seguem os hábitos e o consumo de alimentos mais benéficos. Pelas mesmas razões o impacto da utilização da agricultura biológica será menor para o ambiente do que a convencional.


(In A União)

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quarta-feira, janeiro 16, 2008

Produtos biológicos em Angra do Heroísmo

Maçãs, laranjas, batata-doce, repolho, kiwis, cebola, couves, cenouras, ervas aromáticas, saladas e ovos... biológicos. Existe uma nova loja, aberta no Mercado Duque de Bragança, em Angra do Heroísmo, que pretende, para além de oferecer uma maior variedade de produtos biológicos, incentivar o crescimento deste tipo de agricultura na ilha.
À frente do novo espaço está Francisco Diniz, investigador do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores que explica que o projecto se encontra ligado a uma cooperativa. “No fundo, não se trata de uma cooperativa nova, porque esta está formada desde 2001, mas estava desactivada. Trata-se de reactivar essa cooperativa, a BioAzorica. Pretendemos unir consumidores e produtores. Consumidores, para garantir bons preços. No caso dos agricultores, uma vez que já existirão consumidores, estes terão mercado para escoar o seu produto”. Os produtos biológicos à venda na nova loja são provenientes do mercado local e nacional: “Actualmente, existem no mercado terceirense poucos produtos e pouca variedade. Estamos em contacto com vários agricultores locais para obter a maior quantidade de produtos possível, mas também importamos do Continente. Noventa e nove por cento do que vendemos é certificado”, adianta. Além disso, a loja coloca à venda produtos da “BioFontinhas” e “BioBiscoitos”, para além de outros, produzidos em terrenos que Francisco Diniz tem nas Doze Ribeiras.

QUESTÃO DE SAÚDE

Quanto às vantagens de consumir produtos biológicos, Francisco Diniz coloca os benefícios para a saúde em primeiro lugar: “As pessoas já têm essa noção. Começam primeiro por comprar vegetais para fazer as sopas do bebé, fruta para as crianças e depois começam a consumir e estendem esse hábito a toda a família, porque entendem que existem mais-valias. Para além disso, o sabor é menos artificial, mais vivo. Por fim, existe a questão ambiental, uma vez que se trata de uma agricultura menos agressiva, que não faz uso de produtos químicos sintéticos”. Um argumento geralmente apontado contra este tipo de produtos é o preço mais elevado. Francisco Diniz garante que está a ser tido em conta o poder de compra dos terceirenses. “É certo que se tratam de produtos ligeiramente mais caros, mas a diferença não é assim tão grande, as pessoas podem vir e verificar por si. Estão em causa produtos mais saudáveis e de qualidade”, lembra.

(In Diário Insular)

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