quarta-feira, maio 27, 2009

À procura de outras terras

Nuno Santos - Investigador do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto

A descoberta de outros mundos passou nos últimos anos de um sonho distante a uma realidade. Durante dezenas de anos, os astrofísicos prescutaram os céus à procura de sinais que nos indicassem a presença de planetas fora do sistema solar. No entanto, foi necessário esperar até meados da década de 90 (do século xx) para que as pesquisas dessem os primeiros resultados.
Formação de Planetas
Hoje é geralmente aceite que os planetas se formam como um subproduto da formação de uma estrela. Quando uma nuvem de gás e poeira se contrai dando origem a um "sol", as leis da física dizem-nos que em seu torno se deve formar um disco achatado.
Por um processo ainda não completamente desvendado, os grãos de poeira existentes no disco vão-se aglomerando, e dão origem a corpos de maiores dimensões. Nas regiões do disco mais afastadas da jovem estrela, a grande quantidade de gelos existentes permite que estes "planetesimais" cresçam em apenas algumas dezenas de milhões de anos. Quando um desses "núcleos" atinge uma massa suficiente (equivalente a cerca de 10 vezes a massa da terra), começa a atrair e juntar gás à sua volta, formando um planeta gigante como Júpiter. Por seu lado, nas regiões mais interiores do disco, mais próximas da jovem estrela e onde a elevada temperatura não permite a condensação de gelos, os grãos de poeira aí existentes darão mais tarde origem a planetas "pequenos", terrestres e rochosos, como a terra.
Como detectar um planeta?
Embora se saiba que o processo de formação planetária deva ser comum (é muito frequente encontrar discos em torno de estrelas jovens), a detecção de outros planetas não é simples. Quando vistos à distância de alguns anos-luz, os planetas não são mais do que tímidos pontos de luz ofuscados pela luz da estrela que orbitam. É extremamente difícil obter uma imagem de um planeta extra-solar; Júpiter, por exemplo, é cerca de mil milhões de vezes menos brilhante de que o sol. No entanto, sabemos através das leis da física que do mesmo modo que uma estrela atrai um planeta, o planeta também atrai a estrela. Ambos os corpos vão então rodar um em torno do outro, ou antes, em torno de um ponto denominado por "centro-demassa", uma espécie de ponto médio entre os dois objectos (mas mais perto da estrela, ou mesmo dentro desta, já que esta tem bastante mais massa que o planeta). Este facto permite tentar procurar planetas recorrendo a técnicas indirectas. Em particular, o movimento de uma estrela em torno do centro-de-massa do sistema estrela-planeta(s) traduz-se por uma variação periódica na velocidade da estrela: umas vezes esta está a afastar-se de nós, e outras vezes a aproximar-se. Assim, se formos capazes de medir a velocidade de uma estrela com grande precisão, da ordem de alguns metros por segundo (m/s), seremos capazes de detectar o movimento desta, provocado pela eventual presença de um planeta.
Por exemplo, Júpiter induz no sol um movimento com uma amplitude da ordem de 13 m/s.
O primeiro planeta extra-Solar
Foi exactamente esta técnica que nos permitiu detectar a maioria dos planetas extrasolares descobertos até hoje em torno de estrelas semelhantes ao sol. ainda assim, foi necessário esperar até 1995, altura em que uma equipa de astrónomos suíços liderada pelo Prof. Michel Mayor (Observatório de Genebra) anunciou o primeiro destes corpos, a orbitar a estrela 51 da constelação do Pégaso (51Peg).
A maldição estava quebrada... finalmente um planeta! No entanto, havia um detalhe completamente inesperado: o planeta descoberto não se parecia em nada com os velhos conhecidos do sistema solar. No lugar de um planeta gigante gasoso a orbitar longe da sua estrela (tal como Júpiter ou Saturno), o planeta que orbita a estrela 51 Pegasi dá uma volta a esta (ou antes, ao centro de massa do sistema) em apenas 4,2 dias! Ou seja, encontra-se cerca de 20 vezes mais perto da estrela do que a terra se encontra do Sol.
Um zoo de planetas
Como tantas vezes acontece em Ciência, o difícil é descobrir o primeiro. Em apenas 13 anos, o número de planetas extra-solares conhecidos aumentou para cerca de 300. Afinal, os planetas parecem existir, e mais do que isso, parecem ser comuns no Universo.
À semelhança do caso do planeta da 51Peg, de um modo geral as descobertas causaram grande espanto. Os astrónomos esperavam encontrar planetas como Júpiter, em órbitas quasi-circulares e longe da sua estrela (tal como indicado pelas teorias tradicionais), e encontraram toda uma variedade de mundos. Assim sendo, estas descobertas levantaram (e levantam) múltiplas questões. Como se formaram estes planetas? Ou, se quisermos, como se formam os planetas gigantes de um modo geral?
As teorias aceites há apenas 10 anos atrás foram postas em causa, e novos dados tiveram que ser introduzidos. Os resultados mais recentes começam já a desvendar alguns dos mistérios, e as primeiras respostas são já evidentes.
A luz ao Fundo do túnel
Com o passar do tempo e o avanço da tecnologia, hoje é possível medir a velocidade de uma estrela com uma incrível precisão de 1m/s! Tal permitiu mesmo descobrir alguns planetas com massas de apenas 5 vezes a massa da terra, embora em órbitas de muito curto período. Por outro lado, complementando a técnica das velocidades radiais com a chamada técnica dos trânsitos, tem sido possível estudar as propriedades dos planetas em si. A técnica dos trânsitos, uma outra técnica de detecção indirecta, baseia-se no facto de que quando um planeta passa à frente da estrela (como visto por nós aqui na terra) vai bloquear um pouco da luz desta, produzindo assim uma ligeira variação momentânea do seu brilho. Adicionando os resultados obtidos com a técnica das velocidades radiais é possível determinar o diâmetro dos planetas detectados, a sua densidade, e assim estudar a sua estrutura interna. Mais ainda, uma série de observações complementares permitiu já detectar e estudar a atmosfera de um dos planetas gigantes, entretanto descoberto. Os resultados mostram que este planeta, que se encontra muito perto da estrela, pode estar a evaporar lentamente. Por fim, observações no infra-vermelho permitiram medir a radiação emitida por dois destes mundos, mostrando que estes planetas são um verdadeiro inferno, com temperaturas da ordem dos 1500K. Mais recentemente, foi mesmo possível obter imagens de planetas em torno de outras estrelas. Embora ainda apenas para casos muito extremos, nomeadamente para planetas de grande massa e em órbitas de longo período (que estão assim longe da estrela), estas descobertas parecem abrir o caminho para a detecção directa de exoplanetas.

(in Diário Insular)

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terça-feira, fevereiro 03, 2009

III Encontro “Astronomia e Ciências Espaciais 2009 - Comunicação e Educação

Realizou-se, em Espinho, nos dias 23 e 24 de Janeiro, o III Encontro “Astronomia e Ciências Espaciais 2009 - Comunicação e Educação” no Centro Multimeios de Espinho que reuniu os diferentes agentes associados às actividades que vão realizar-se durante 2009, o programa completo do Ano Internacional de Astronomia (AIA2009). O programa foi apresentado e discutido no Centro Multimeios de Espinho.
Fotografia de João Porto
No primeiro dia da terceira edição do encontro “Astronomia e Ciências Espaciais”, foi dado ênfase ao processo de criação do Ano Internacional de Astronomia em Portugal e aos projectos globais desenvolvidos pela Comissão Nacional do AIA2009. A palavra foi também dada aos Coordenadores de Actividades a fim de esclarecer a assistência sobre a forma como irão decorrer as iniciativas nos vários distritos do país. Nessa sessão participou o Professor Miguel Ferreira do Campus de Angra do Heroísmo e coordenador regional do AIA2009.
O III Encontro “Astronomia e Ciências Espaciais 2009 - Comunicação e Educação” requereu também a participação activa de todos os que estão a planear actividades num âmbito mais particular, na sua localidade, em escolas, universidades, laboratórios ou em outras instituições. No Sábado de manhã, o colóquio prosseguiu com as intervenções dos “participantes anónimos” do AIA2009 espalhados pelo país e dos principais organizadores dos grandes momentos do AIA2009 que partilharam as suas ideias e os seus planos com a "rede AIA2009". O Ano Internacional de Astronomia pretende proporcionar novas colaborações e interacções entre diferentes grupos científicos e estreitar a ligação entre os astrónomos ditos profissionais e os astrónomos amadores. As diferentes iniciativas permitem ainda dar a conhecer a Astronomia feita por Portugueses e envolver crianças e adultos num dos maiores acontecimentos astronómicos mundiais que vai ter repercussões em mais de 135 países.

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domingo, outubro 19, 2008

2009 - Ano Internacional da Astronomia

Como saberão, em 2009 celebra-se o Ano Internacional da Astronomia. Decorrerão, por todo o mundo, e também em Portugal, inúmeras actividades de divulgação da astronomia. Coloca-se aqui a mensagem enviada hoje a todas as escolas do país pelo Prof. João Manuel Fernandes, Coordenador da Comissão Nacional do Ano Internacional da Astronomia e também coordenador do grupo de Astrofísica e Geofísica do Centro de Física Computacional do Dept. de Física da FCTUC, onde se dá conta de algumas das actividades previstas para Portugal.

ASSUNTO: Informação às Escolas e Professores sobre o Ano Internacional daAstronomia de 2009

Caros Colegas,

No seguimento da mensagem de 8 de Setembro, venho prestar mais algumas informações complementares sobre a organização do Ano Internacional da Astronomia 2009 (AIA2009) em Portugal. Entretanto informamos que o Secretariado Nacional do AIA 2009 está instalado no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra. A Comissão Nacional espera, durante as próximas semanas, fazer chegar às escolas portuguesas, exemplares do poster oficial do evento. Em todo ocaso, desde já se disponibiliza o referido poster em formato digital para o caso das escolas desejarem imprimir e afixar(http://www.mat.uc.pt/~aia2009/posterAIA.zip).

A comissão nacional criou um página internet para divulgar o AIA2009(http://www.astronomia2009.org/). Neste momento a página está em fase de profunda actualização, operação que estará pronta no final desta semana. Em particular, a lista das entidades associadas ao AIA 2009 será revista e incluídos os recentes pedidos de adesão. Nesta página pode ainda ser encontrada a proposta de plano nacional deactividades(http://www.astronomia2009.org/documentos/plano_actividades/AIA2009_proposta_Jul07.pdf), cuja versão final será apresentada durante a semana da Ciência e Tecnologia, no próximo mês de Novembro, num evento a anunciar. A página tem várias funcionalidades que se esperam úteis para a organização do AIA 2009. Entre elas, permitimo-nos desde já referir o menu "Agenda" onde se pode consultar as actividades agendadas e, principalmente, pode ser usada pelas entidades (no caso particular, as escolas) para inserirem as suas próprias actividades. Para isso apenas têm que utilizar a ferramenta "Adicionar Evento" e preencher os respectivos campos. Desde já se convidam os professores a fazerem uso desta facilidade. As escolas poderão colocar o logotipo do AIA 2009 na sua página internet e usa-lo para divulgar todo o tipo de actividades de astronomia que se relacionem com o AIA 2009. O logotipo pode ser encontrado fazendo download de http://www.astronomia2009.org/documentos/LogosAIA2009.zip . Aí poderão ser encontrados logotipos em diferentes formatos. Aconselhamos autilização da versão do ficheiro "iya_logo.jpg". O secretariado internacional para o AIA 2009 tem uma página com informações muito relevantes e úteis. O endereço da página é http://www.astronomy2009.org/ .Recomenda-se fortemente uma visita a esta página onde, em particular, pode ser encontrada uma área denominada "Resources" que inclui diferente material de apoio (filmes, textos, DVDs, material educacional, etc.). A maior parte deste material é de uso livre e gratuito. Nos próximos pontos iremos detalhar um pouco actividades previstas paraPortugal, em particular aquelas que visam a comunidade escolar. Apesar de, como foi dito, o plano nacional final ser divulgado apenas em Novembro, há várias informações que podem ser dadas desde já e ajudar a comunidade escolar a organizar-se em torno deste evento. A comissão nacional encontra-se a recolher, junto dos cientistas portugueses (e particularmente, astrónomos), disponibilidades para dar palestras em escolas. Temos já algumas dezenas palestras oferecidas. Assim, gostaríamos de saber, junto da escola, se desejam receber palestras durante 2009. Se sim, agradecíamos que preenchessem o breve formulário Escola: Local: Nome e nº de telefone do professor de contacto: Época do ano em que gostariam de organizar a(s) palestra(s): Temática da(s) palestra(s) (no caso de ter algo preferencial): Este deve ser devolvido para aia200@mat.uc.pt.

O Ano Internacional da Astronomia celebra-se durante todo o ano de 2009. Porém, haverá momentos no ano onde essa celebração se faz simultaneamente em todos os países de mundo envolvidos nesta celebração (neste momento já são 125). Um destes momento será em Abril de 2009, mais concretamente entre 2 (Quinta-feira) e 5 (Domingo), ao qual se deu o nome de "100 horasde Astronomia". A organização mundial deste dia pode ser acompanhada em http://www.100hoursofastronomy.org/ . Assim, lança-se desde já o desafio para que a escola possa organizar actividades de Astronomia nos referidos dias, em particular naturalmente, nos dois primeiros. São variadas o tipode actividades que se poderão organizar para estas dias: palestras, observações, teatro, concursos, exposições, etc.

Um dos aspectos fundamentais do AIA 2009 é a participação na formação dos docentes. Assim, está neste momento a organizar-se um conjunto de workshops de astronomia para professores. Estes workshops decorrerão em períodos não lectivos durante o ano de 2009 e contamos fazer várias edições, em diferentes locais do país. Cada workshop será composto por três módulos: I módulo - Introdução aos conceitos teóricos em Astronomia;II módulo - Utilização de telescópios; III módulo - utilização de ferramentas e plataformas informáticas e de internet no ensino da Astronomia (este módulo será leccionado no espírito do projecto global "Galileo Teacher Training Program: teaching the teachers" cujas informações podem ser obtidas em http://www.astronomy2009.org/globalprojects/cornerstones/galileoteachertraning/). Estes três módulos serão leccionados durante 2 ou 3 dias. Presentemente, a comissão nacional gostaria de ter uma ideia do número de potenciais interessados. Neste sentido, solicitamos que cada escola nos envie (por mail para aia2009@mat.uc.pt) uma lista dos professores interessados, acompanhada do número de telefone do professor de contacto. Esta indicação não compromete os docentes na confirmação futura de participação no workshop, apenas nos ajudará aorganizar o número e local dos workshops.

Igualmente no espírito do que se referiu no ponto sobre as palestras, tentaremos saber junto dos grupos de astronomia da sua disponibilidade para se deslocarem às escolas com o objectivo de promoverem sessões de observação. Neste sentido solicitamos às escolas interessadas a seguinte informação:Escola: Local:Nome e nº de telefone do professor de contacto: Época do ano em que gostariam de organizar a(s) sessão(ões) de observação. Este deve ser devolvido para aia200@mat.uc.pt.

A comissão nacional pensa organizar dois concursos para escolas, a nível nacional. O concurso sobre Astronomia Artística e um concurso sobre Observação Astronómica. No caso do primeiro, a sua organização foi adiada para o ano lectivo de 2009-2010 (durante o primeiro período). O segundo concurso será anunciado brevemente. Entretanto, existe já um muito interessante concurso aberto, denominado "Descobre o Teu Céu", da iniciativa dos Museus de Ciência das Universidade de Coimbra e Lisboa. O concurso é aberto a alunos dos três níveis do ensino básico (ver regulamento e detalhes em http://www.museudaciencia.pt/index.php?iAction=Actividades&iArea=5&iId=2).

Temos recebido já mensagens de Colegas de Escolas referindo que irão usar a Astronomia como tema para área projecto do presente ano lectivo.Trata-se, no nosso entender, de uma excelente iniciativa. A comissão nacional poderá ajudar os professores que assim o desejarem, em particular, no contacto com astrónomos nacionais de quem poderão receber apoio para esses projectos.

As escolas são, por natureza, motores de desenvolvimento e dinamização das comunidades. Neste sentido muito agradecemos todas as inicitivas que a escola possa realizar com instituições e associações da comunidade local com vista à promoção do AIA 2009. A este propósito gostaríamos de comunicar que as Câmaras Municipais foram igualmente informadas pela comissão nacional das actividades em torno do AIA 2009.

Nota: As regiões autónomas da Madeira e do Açores tem representantes para o AIA 2009, que colaboram directamente com a Comissão Nacional. Para a Madeira o representante é o Professor Doutor Pedro Augusto (Universidadeda Madeira), email: augusto@uma.pt; e para os Açores o Professor Doutor Miguel Ferreira (Departamento de Ciências Agrárias do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores), email: aia2009@uac.pt . Assim, solicita-se que de todos os contactos das Escolas das Regiões Autónomas com a comissão nacional sejam dados conhecimento ao representante respectivo, para melhor coordenar as actividades. Reforçando a disponibilidade da comissão nacional para o apoio que a Escola achar oportuno, enviamos os melhores cumprimentos e votos de um excelente AIA 2009.

João Fernandes Coordenador da comissão nacional para o AIA 2009.

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quinta-feira, novembro 08, 2007

Clima Espacial

Está patente ao público, desde ontem, a exposição "Clima Espacial: Perigo e beleza natural", no edifício do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, Pico da Urze, em Angra do Heroísmo. A mostra estará patente ao público até ao dia 11 do corrente.
De 12 de Novembro a 14 de Novembro de 2007, a mesma exposição estará patente ao público na Escola Básica e Secundária Vitorino Nemésio, na Praia da Vitória. É no âmbito do projecto europeu SWEETS (sigla inglesa para Clima Espacial e a Europa – O Sol como Ferramenta Educativa), que o Centro de Astrofísica da Universidade do Porto organiza em Portugal várias actividades. A exposição a decorrer na ilha Terceira, contém painéis informativos e computadores com software demonstrativo, sobre a influência do Sol nas telecomunicações, na saúde dos passageiros transportados por via aérea, sobre a vida na terra, entre outros aspectos O Centro de Astrofísica da Universidade do Porto e o Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores convidam as turmas das escolas da ilha e o público em geral a visitarem a exposição. Há possibilidade de visitas guiadas coordenadas pelo Professor Miguel Ferreira, Doutorado em Astrofísica e docente da Universidade dos Açores.

O "Ano Heliofísico Internacional", 2007, foi comemorado com um extenso programa de investigações científicas em todo o mundo. Pretendeu-se desenvolver com essa comemoração campanhas internacionais de observações com o seguinte objectivo principal: aumentar o nosso conhecimento sobre os processos físicos que governam o Sol, a heliosfera e as relações Solares-Terrestres. Resultados de investigações recentes mostraram que se pode utilizar, por exemplo, a ionosfera terrestre como um grande sensor de radiação solar que atinge o nosso planeta e que a sua sensibilidade é função do ciclo de actividade solar. O ano de 2007 foi um ano de colaboração científica e de eventos públicos, vocacionados para aumentar a compreensão por parte do público em geral, da real influência que o Sol tem na Terra e no resto do Sistema Solar.

(In Canal de Notícias dos Açores)

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