Tripolaridade
Álamo Menses falava, sexta-feira, em representação do presidente do Governo, Carlos César, na cerimónia de lançamento da primeira pedra do edifício interdepartamental do novo campus da Universidade açoriana em Angra do Heroísmo, uma obra suportada, quase na totalidade, pelo executivo dos Açores.
O governante sublinhou na ocasião que a Universidade dos Açores “tem que ser parte do todo açoriano” e é isso que justifica o investimento da Região na criação de condições para o normal funcionamento da instituição no modelo tripolar escolhido e indo mesmo mais além, até todas as ilhas, aproveitando as novas tecnologias.
O secretário regional insistiu na importância da cooperação com a instituição universitária a diversos níveis, fomentando o ensino e a investigação em prol do desenvolvimento do arquipélago.
No caso concreto da Terceira, Álamo Meneses sublinhou que o Governo e a Universidade vão ter, em breve, “uma nova área de cooperação muito estreita”, referindo-se à criação de um parque tecnológico na ilha, para o sucesso do qual considerou “imprescindível” a participação da Universidade açoriana.
(In Governo dos Açores)
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Sem tecer qualquer consideração sobre as razões que conduziram à situação actual, Álamo de Meneses afirmou que o Governo está disponível para auxiliar a Universidade a encontrar uma resposta adequada ao problema. Sublinhou, porém, que qualquer solução a encontrar não pode passar apenas por um reforço financeiro, mas terá de se basear num plano de acção estruturante que permita retirar a instituição da situação de instabilidade em que vive há vários anos. A reunião com o Reitor, Álamo de Meneses convidou a UAç a integrar dois importantes consórcios que o Governo está a preparar com diversas entidades da Região e que pretendem dinamizar a inovação através de uma maior aproximação dos centros de investigação às empresas e aos serviços públicos. De acordo com o secretário regional, são iniciativas deste tipo que podem contribuir para modificar a actual situação da Universidade dos Açores. O Governo vai avançar com o Instituto de Biotecnologia e Biomedicina dos Açores e o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores, consórcios que vão beneficiar de um importante plano de financiamento plurianual onde a participação de cada associado vai ser devidamente contabilizada. Para Álamo de Meneses, a Universidade dos Açores é um parceiro estratégico nestas estruturas e, sem perder a sua unidade, pode encontrar neste tipo de consórcios uma forma de ultrapassar muitas das suas dificuldades financeiras sustentando os seus recursos através da sua afectação a projectos especiais.
Trata-se de uma iniciativa em que são parceiros o Governo, a Câmara do Comércio e Indústria e a Universidade dos Açores e vai surgir na área actualmente ocupada pelo Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores. Álamo Meneses falava no final de uma audiência em que recebeu o bastonário da Ordem dos Biólogos, José Guerreiro, com quem analisou diversos assuntos relacionados com o desenvolvimento económico e profissional em matérias que envolvem a biologia e, especialmente, a biotecnologia.Em declarações aos jornalistas, o secretário regional manifestou o interesse do Governo em “aproveitar e direccionar para a Região o know how e contactos com empresas que Ordem tem em relação à biotecnologia” na áreas agro-alimentar, marinha, da energia e da saúde.Aumentar a competitividade da economia e garantir emprego a licenciados e outros trabalhadores, são os principais objectivos identificados por Álamo Meneses neste processo, “até para, neste último caso, contribuir para que os Açores continuem a ter a mais baixa taxa de desemprego do País, como acontece hoje”.Segundo disse o governante, “as ideias do Governo e da Ordem dos Biólogos coincidem nesta matéria”, pelo que este encontro abriu caminho, entre outras matérias, para a “criação de uma teia de conhecimento e de atracção de recursos que possa potenciar o parque”.Por seu turno, o bastonário, que estava acompanhado pelo presidente do Conselho Regional da Ordem, José Azevedo, reconheceu que o Governo dos Açores está profundamente empenhado neste processo, o que permite, agora, procurar projectos-âncora e projectos decisivos a desenvolver com empresas açorianas. Membros da Ordem dos Biólogos nos Açores são cerca de 130, havendo, no entanto, muitos outros que ainda não estão registados na sua organização de classe.