sábado, agosto 23, 2008

Região poderá dispor de uma estação científica para estudo do clima

Esta é uma iniciativa que se enquadra no programa “Atmospheric Radiation Measurement” (ARM) e visa a possível instalação de uma estação internacional para o estudo do clima na Graciosa.
Para que este projecto ARM possa ser instalado na Região (mais concretamente na ilha Graciosa), o Governo Regional dos Açores encontra-se em negociações com os Estados Unidos (EUA). Os parceiros açorianos a incluir no “Atmospheric Radiation Measurement” serão a Universidade dos Açores, através do seu Centro de Climatologia, Meteorologia e Mudanças Globais, bem como o Instituto de Meteorologia.Este assunto foi tema de debate numa reunião que se realizou recentemente em Ponta Delgada entre o director regional da Ciência e Tecnologia, João Luís Gaspar, e a cônsul dos EUA nos Açores, Jean Manes. A escolha da ilha Graciosa para a colocação de uma estação de observação climática prende-se com o facto de já ter sido decidida a instalação de uma outra estrutura internacional com o objectivo de monitorizar a realização de ensaios nucleares, bem como a implantação do Observatório Internacional PICO-NARE, no Pico, e, ainda, a entrada em funcionamento da estação de rastreio de satélites da Agência Espacial Europeia (ESA) em Santa Maria. Todas estas medidas, segundo o Governo Regional dos Açores, vêm reforçar a estratégia do Executivo em garantir o posicionamento de infra-estruturas científicas de interesse internacional nos Açores.O "Atmospheric Radiation Measurement” (ARM) foi implementado nos EUA no início dos anos 90 com o objectivo de estudar o impacto das radiações e nuvens nos modelos climáticos. Este programa inclui uma componente essencialmente dirigida à investigação e outra para a área das infra-estruturas, permitindo a obtenção de dados e o acesso a tecnologias de interesse para a comunidade científica especializada na concepção e desenvolvimento de modelos climáticos às escalas global e regional.

Etiquetas: , , , , , , ,

segunda-feira, outubro 01, 2007

Prevenir casos de cancro

São conhecidas duas dezenas de casos de cancro na Rua de S. Salvador, na Praia da Vitória. Suspeita-se que esse número esteja relacionado com a presença de uma antena de telecomunicações, instalada na zona residencial.
Os professores Emiliana Silva e Félix Rodrigues, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, asseguram que não é fácil provar essa ligação, porque existe pouca investigação científica sobre os efeitos na saúde desses campos electromagnéticos, porém, em caso de dúvida, deve aplicar-se “o princípio da precaução”.
Para evitar problemas de saúde pública na Terceira, esses investigadores apresentaram às Assembleias Municipais das cidades da Praia da Vitória e Angra do Heroísmo uma proposta de regulamentação que prevê a retirada e o afastamento das antenas de telecomunicações móveis dos centros residenciais, por entenderem ser “urgente criar um Regulamento de Autorização Municipal para a instalação de Antenas de Telecomunicações nos dois concelhos da ilha Terceira”. Em causa, estão entre outros factores, o facto de “existirem instaladas redes de telecomunicações móveis em zonas residenciais urbanas e rurais nos dois Concelhos que parecem não obedecer a um afastamento mínimo das residências”. Citando estudos técnicos, deste ano, da Direcção-Geral de Saúde, lembraram que “as exposições mais intensas aos campos electromagnéticos se dão a distâncias de 50 a 200 metros”. A possibilidade de uma intensa exposição às radiações podem aumentar “os riscos de leucemia infantil e tumores cerebrais nos adultos”.
Os investigadores alertaram ainda que “a utilização de telemóveis por crianças deve ser feita com algumas restrições, dado que estas são mais vulneráveis a este tipo de radiação”. Foram essencialmente essas razões que levaram os investigadores anteriormente referidos a propor um Regulamento para que, sem prejuízo de outras disposições contidas em legislação especial, “a construção e ou instalação de antenas de telecomunicações passe a obedecer a parâmetros devidamente definidos”. Na prática, pretende-se que “seja respeitado um raio de afastamento mínimo de 200 metros de quaisquer habitações, serviços, estabelecimentos de ensino e de saúde, equipamentos de âmbito social, cultural e desportivo; não sejam prejudicados, pela altura ou localização, os aspectos paisagísticos e urbanísticos da envolvente e se utilizem materiais que minimizem os impactos visuais negativos da sua instalação”. Com este regulamento serão também definidas as questões burocráticas relativas à Discussão Pública dos pedidos de autorização municipal, a validade da autorização, a fiscalização que as Câmaras Municipais pretendam efectuar e as taxas a pagar, entre outros aspectos.
(In Diário Insular, A União, Rádio Club de Angra e RDP-Açores)

Etiquetas: , , , , ,