segunda-feira, junho 23, 2008

Um "mundo" novo para New Bedford

Com um simples primir de uma tecla, Mark Smith pode fazer o mundo girar em frente dos seus olhos.
Sem ter de descolar de foguetão, pode observar de perto o planeta Terra.
Sob o comando dos seus dedos, imagens de furacões, tremores de terra, mudanças de clima, migrações de espécies e outros processos ambientais que afectam o nosso planeta aparecem à sua frente, num globo suspenso.
"É como uma tela vazia que pode ser pintada," adiantou Smith. "Faz com que a ciência terrestre e oceânica ganhe vida."
O biológo marinho natural da Austrália é o novo director do Ocean Explorium, que deverá abrir na Baixa de New Bedford, no princípio de Julho.
O globo suspenso, denominado Science on a Sphere, que foi criado por cientistas da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), será a sua peça central. Pesando 50 libras e medindo 68 polegadas de diâmetro, a esfera cria, com a ajuda de quatro computadores, efeitos visuais deslumbrantes, utilizando dados científicos colhidos em tempo real por satélite e proporcionando uma perspectiva da Terra semelhante à que é vista por um astronauta.
"Permite ligar as pessoas à ciência," afirmou Smith, acrescentando que o globo pode simultaneamente retratar a beleza e fragilidade do planeta.
A esfera, que custou $250,000, é o único exemplar existente na Nova Inglaterra e uma de um conjunto de cerca de 20 instaladas em museus, planetários e centros científicos por toda a nação.
"É a primeira vez que teremos um espaço físico como este, em que a esfera serve de atracção principal," explicou Smith.
A missão do Explorium é funcionar como centro para fomentar a compreensão pública sobre as ciências, com particular ênfase nos oceanos, nomeadamente na sua protecção, recuperação, poluição e sustentabilidade. O projecto resulta de uma parceria entre a UMass Dartmouth e o New Bedford Oceanarium e deverá custar $3,5 milhões.
Localizado no antigo edifício do banco New Bedford Institution for Savings, na Union Street, o Explorium contará com exposições interactivas, ambientes aquáticos e outras iniciativas de alcance comunitário.
"Tiraremos proveito da nossa ligação local ao oceano," salientou Smith. "New Bedford é um local ideal para destacar esta actividade."
O director está presentemente a desenvolver uma série de exposições marinhas interactivas para complementar a esfera e despertar o interesse dos seus visitantes para as ciências e conservação do meio-ambiente.
"Queremos explorar todas as formas que os seres humanos interagem com o oceano," informou Smith. "Iremos abordar a ciência em vários níveis - emotivamente, com um tanque em que as pessoas podem tocar algumas espécies, didacticamente com a esfera e interactivamente através de um laboratório."
Ele antecipa que outras instituições locais colaborem no projecto, de modo a proporcionar à comunidade em geral uma abordagem mais abrangente, estimulante e acessível sobre os oceanos.
Smith também frisa a singularidade da iniciativa, notando que se trata apenas da segunda vez a nível mundial que um projecto deste género tem como parceiro uma universidade.
"A imaginação é o limite," sublinhou.
Frank Muller-Karger, Dean da Faculdade de Ciências e Tecnologia Marinhas da UMass Dartmouth, adiantou que é crucial providenciar-se oportunidades de aprendizagem a indivíduos de todas as idades, para que possam agir como protectores dos oceanos e de seus recursos.
"Muitas pessoas temem a ciência e não devia ser assim," adiantou. "Temos de assegurar que esta imagem é reparada. Este é o tipo de mensagem científica que temos de transmitir... desvendar um pouco do mistério e ajudar as pessoas a compreender quanto o oceano pode ser útil."
Para ele, todos os elementos certos para difundir esta mensagem importante estão presentes em New Bedford.
"Temos uma história rica, a tecnologia, as pescas, os recursos, as pessoas ligadas ao oceano, a diversidade cultural e étnica... todos estes elementos fazem desta uma experiência única."
O Mayor de New Bedford, Scott W. Lang, concorda e vai mais longe adiantando que o Explorium atrairá mais visitantes até New Bedford.
"Será mais um peça educativa na paisagem de New Bedford," referiu. "Será uma tremenda atracção e complementará perfeitamente o porto de pesca, o Museu da Baleia, o Parque Nacional, o [teatro] Zeiterion... trará famílias à Baixa de New Bedford. As pessoas poderão sentir a história quando palmilharem a calçada. Poderá deixar uma impressão muito duradoura."
De facto.
Smith, que chegou a New Bedford há quase um ano, confessa que se sentiu atraído por esta área devido à sua relação com o mar, à sua história e à afinidade que sente por Portugal.
Durante sete anos, Smith foi o líder científico do Oceanário de Lisboa, que dispõe de mais de 16.000 animais marinhos, desde tubarões a peixes bastante pequenos.
Esbanjando modéstia, prefere minimizar o trabalho que realizou no Oceanário e enaltecer em vez disso o trabalho de equipa.
"A minha missão era formar uma equipa para realizar um sonho," salientou.
A missão foi cumprida. O Oceanário, inaugurado há 10 anos, continua a florescer e a ser uma das atracções principais de Lisboa, proporcionado actividades divertidas e educacionais para visitantes de todas as idades.
Agora, gostaria de concretizar o mesmo na Cidade Baleeira.
"Apesar do Oceanário de Lisboa ser maravilhoso, isto [Explorium], quando completo, poderá ser mais eficaz e repetido," informou.
Smith, que também trabalhou no aquário de Barcelona e no Sea World na Austrália, realçou que o Explorium é um projecto estimulante porque proporciona uma experiência mais interactiva do que os aquários tradicionais.
"Estou aqui para ensinar ciências," frisou. "Estou intrigado com o projecto, com o seu custo-benefício. O de Lisboa custou $70 milhões e precisa de $5 milhões por ano para despesas de manutenção. Este projecto custa apenas $3,5 milhões."
Quando questionado sobre se o Explorium poderia eventualmente desempenhar algum papel na colaboração que a UMass está a cimentar com a Universidade dos Açores, Smith mostrou-se entusiasmado.
"Os Açores são uma comunidade geográfica isolada incrivelmente rica," adiantou. "Há muito ali para contar. Seria óptimo."
Inicialmente o Explorium abrirá aos sábados. Actualmente, o desafio é conseguir verbas e o apoio da comunidade em geral, segundo Smith.
"Sou um amante da preservação dos oceanos e de trabalhar com a comunidade," frisou. "Podemos ter muito sucesso, se trabalharmos com todos. E as pessoas parecem estar positivamente inclinadas e bastante interessadas."

(In O Jornal)

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sexta-feira, março 28, 2008

Acordo de Mobilidade Antero de Quental

Foi ontem assinado o Acordo de Mobilidade Antero de Quental, lançado pela Fundação Luso-Americana com o objectivo de promover o intercâmbio de professores e estudantes entre a Universidade dos Açores (UAC) e um consórcio composto por cinco Universidades Norte-Americanas: Brown University; University of Massachusetts – Dartmouth; University of Massachusetts - Amherst; University of California – Berkeley e Bristol Community College.O programa compreende o intercâmbio, pelo período máximo de um ano, de professores e alunos da UAC a serem acolhidos em Universidades do consórcio e vice-versa. Tanto os docentes como os estudantes são seleccionados pelas respectivas Universidades, bem como os coordenadores do projecto.O financiamento é de 125 mil euros, sendo 100 mil financiados pela FLAD e 25 mil pela Fundação Calouste Gulbenkian.Poderão aderir ao Acordo de Mobilidade Antero de Quental outras Universidades americanas que assim o desejem, mediante aceitação da FLAD e da FCG.Este acordo visa aprofundar a cooperação prevista no Protocolo celebrado entre a FLAD e a Universidade dos Açores, com vista ao desenvolvimento de projectos comuns nas áreas científicas de interesse comum. Na assinatura do acordo estiveram presentes os Reitor da Universidade dos Açores, Avelino de Meneses, o Pró-Reitor Luís Andrade, os Profs. Onésimo Almeida (Brown University, que representa também a Universidade Berkeley), Victor Mendes e Anna Klobucka (Universidade de Massachussets – Dartmouth), José Francisco Costa (Bristol Community College, que representa também a Universidade de Amherst) e Manuel Carmelo Rosa, director de Educação e Bolsas da Fundação Gulbenkian. A Fundação Luso-Americana esteve representada por Rui Machete (presidente), Mário Mesquita (administrador) e por António Vicente (director-adjunto para a difusão do português nos Estados Unidos, da comunidade luso-americana e da Região Autónoma dos Açores).O acordo deve o seu nome ao escritor e poeta Antero de Quental, personalidade maior da cultura portuguesa e açoriana. Antero de Quental é, de entre os grandes nomes da cultura portuguesa do século XIX, aquele que mais se interessou pela cultura norte-americana, sendo a sua condição de açoriano responsável por essa simpatia.

(In Azores Digital)

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quarta-feira, março 05, 2008

Missão aos Açores: A mais vantajosa e informativa

DARTMOUTH - Em 25 anos que tem visitado os Açores, o Congressista Barney Frank e os seus colegas nunca tiveram uma semana assim.
Intitulando-a como "a visita mais vantajosa e informativa," o Cong. Frank (D-Mass.) liderou 57 delegados da nossa área aos Açores na semana passada.
Nos Açores participaram em várias reuniões que abrangeram os temas de cooperação em energia geotérmica, turismo, académicos e negócios internacionais.
"Desta viagem irão existir negócios económicos específicos," disse Cong. Frank, na conferência de empresa sobre a viagem realizada esta semana na UMass Dartmouth. "Nós não estamos a falar de ajuda para os Açores, isto é uma operação mútua."
Vários acordos com as instituições académicas da nossa área e a Universidade dos Açores irão permitir a troca de alunos e professores nas áreas de ciência marinha, enfermagem, negócios e língua portuguesa.
Um plano para um centro comum nos Açores - Joint North Atlantic Climate and Socio Economic Modeling Center - está a ser correntemente discutido.
"É uma ideia com muito interesse para o Governo Regional, as universidades e a Foundation for Luso-American Develope, mas precisamos de mais trabalho para a ideia começar a ser concretizada e claro, precisamos de financiamento," disse a Reitora da UMass Dartmouth Jean MacCormack.
No meio de mundos diferentes, o arquipélago, está a ser divulgado como uma porta de entrada para o mercado europeu.
"Estabelecemos relações económicas importantes e um programa piloto para a exportação de vieiras de New Bedford, abrindo assim um novo mercado não só nos Açores, mas como na Europa," disse o Representante Estatal Michael Rodrigues.
Horas antes de regressarem, a delegação teve uma reunião com António Menezes, o nove presidenta da SATA, no Aeroporto João Paulo II em São Miguel.
Ficaram impressionados com novo plano de negócios da SATA, e a possibilidade da mudança de categoria de voo charter nos Estados Unidos para companhia aérea, que iria aumentar os voos e espaço de bancada no aeroporto.
"Demos a perceber o que as pessoas desta área sentem sobre como o que vêem na SATA como um veículo insuficiente," disse Cong. Frank.
A delegação também falou sobre a tarifa única.
"O que percebemos foi que iriam continuar com o preço reduzido para quem precisa de uma ligação para outra ilha," disse o Representante Estatal António F.D. Cabral. "A questão da tarifa única, não é facilmente resolvida. Tem custos associados, que podem ser um problema para o plano de negócios deles."
O Senador Estatal Mark Pacheco espera continuar a explorar a ligação
Açores-America.
"Não existe limites em termos das oportunidades que existem," disse o Sen. Pacheco.
(In O Jornal)

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domingo, fevereiro 24, 2008

Protocolo entre a Universidade dos Açores e a Universidade de Massachussetts-Dartmouth

A Universidade dos Açores (UAC) assinou esta quarta-feira um acordo com a Universidade de Massachusetts-Dartmouth, nos Estados Unidos, que irá permitir um intercâmbio de estudantes e de docentes entre os dois estabelecimentos de ensino superior.O protocolo surgiu na sequência da missão empresarial dos Estados Unidos que se encontra a visitar o arquipélago dos Açores desde sábado passado, tendo como principal intuito as parcerias entre os dois países.O director do Departamento de Línguas e Literaturas Modernas, Paulo Meneses, explicou à Lusa que o protocolo assinado destina-se a todos os alunos que frequentem cursos de licenciatura, mestrado e doutoramento na Universidade dos Açores. Paulo Meneses salientou ainda que o acordo vai ter uma duração de cinco anos, dando a possibilidade aos estudantes e docentes partilharem saberes e experiências.Na próxima quinta-feira, a comitiva norte-americana termina a sua visita aos Açores, que é composta por deputados estaduais, senadores, empresários e administradores da Universidade de Massachusetts.

(In Fábrica de Conteúdos)

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