terça-feira, junho 10, 2008

Passo 1 - Agenda 21

domingo, junho 01, 2008

Projecto Educar para a Energia (Dia Nacional da Energia)

A Agência Regional da Energia e Ambiente (ARENA) da Região Autónoma dos Açores, em conjunto com os alunos do mestrado de Educação Ambiental, comemorou ontem o Dia Nacional da Energia nas Portas da Cidade de Ponta Delgada, através da exposição de protótipos solares realizados pelas escolas.De acordo com o presidente da ARENA e director regional do Comércio, Indústria e Energia, José Luís Amaral, o objectivo da comemoração foi consciencializar e sensibilizar as pessoas para o uso das energias renováveis, pois “há uma crise energética”. No evento o presidente realçou que é “preciso dar uma palavra de reconhecimento às escolas, aos alunos e aos professores” pela forma como se envolvem nas questões das energias renováveis. Deste modo, realçou a participação das escolas na Mini Olimpíada Solar Regional, que se realizou a dia 17 de Março, na qual a Escola Básica Integrada das Capelas e a Escola Cardeal Costa Nunes, do Pico, ficaram em primeiro lugar.Escolas estas que voltaram vencer a medalha de ouro no concurso internacional realizado nas Canárias, Espanha. José Luís Amaral mencionou igualmente o projecto solar (painel fotovoltaico) da Escola Secundária Domingos Rebelo e a importância deste estabelecimento ter ficado em segundo lugar, a nível nacional, no “Rock in Rio Escola Solar”.TS"
(In Açoriano Oriental e Correio dos Açores)


"Relógio solar da Escola dos Altares exposto em Ponta Delgada

"Um relógio solar produzido pelos alunos do 4º ano da EB1/JI dos Altares estesteve exposto na Praça Gonçalo Velho Cabral (Portas da Cidade), em Ponta Delgada, no âmbito de uma actividade de comemoração deste Dia da Energia. Além desta exposição que também conta com outros protótipos, decorrem em simultâneo ateliers de construção de fornos solares e carrinhos fotovoltaicos, uma exposição subordinada ao tema "Energias Renováveise Utilizações Racionais de Energia" e uma campanha de troca delâmpadas incandescentes por lâmpadas economizadoras. O protótico altarense foi desenvolvido inicialmente para participar no concurso "Mini-Olimpíada Solar 2007/08", realizado a meados de Março, também em Ponta Delgada, onde arrecadou um belíssim classificação na respectiva categoria. Lucília Borges, uma das alunas implicadas mais directamente neste trabalho afirma: "Senti-me muito feliz por o nosso relógio ter ganho o terceiro lugar e por o terem escolhido para esta exposição." "São trabalhos e projectos como este que incutem nos nossos alunos amotivação e para as investigações, descobertas e aprendizagens, importantíssimas no contexto escolar", conclui José Aurélio Almeida, professor do 3º e 4º ano neste estabelecimento de ensino altarense, em Mestrando em Educação Ambiental do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores que faz parte da EBI dos Biscoitos. Tanto o referido concurso como a actividade deste dia 29 de Maio sãoda iniciativa e responsabilidade da ARENA - Agência Regional para a Energia e Ambiente da Região Autónoma dos Açores e do Projecto "Educar para a Energia""

(In Correio Insular)

Etiquetas: , , , , , , ,

quinta-feira, maio 22, 2008

Reuniões para a implementação da Agenda 21 na ilha Terceira

LOCAL: Universidade dos Açores – Complexo do Pico da Urze, Angra do Heroísmo.


ASSUNTOS TRATADOS:
- resumo da sessão anterior,
- inventariação de questões/tópicos a ter em consideração na construção da proposta de implementação de Agenda 21 Local,
- apresentação, pelo grupo promotor,
- construção de esqueleto da proposta
- análise de outros contributos:
- documentos do processo de Agenda 21 Regional do Litoral Norte –Brasil;
- documento do processo de Agenda 21 da Batalha – Portugal;
- documento do Ministério do Meio Ambiente do Brasil sobre a construção da Agenda 21 Local,
- esboço de estrutura/organização do grupo para definição de objectivos, metas, actividades e indicadores.
DECISÕES TOMADAS:
- confirmação do agendamento de novas reuniões para o dia 30 de Maio, 13 e 27 de Junho, entre as 15:30 e as 16:50 horas;
- reflectir sobre os objectivos, metas, actividades e indicadores para constarem da proposta em construção, para partilhar desde já na internet (Google docs, de acordo com acesso a distribuir aos membros do grupo por email) e discutir na próxima reunião os contributos partilhados;
- continuação de difusão de outras informação entre os membros do grupo, através da internet.

Etiquetas: , , , , ,

sábado, abril 12, 2008

Agenda 21 quer mudar cenário na Terceira

Sociedade pouco interventiva e falta de líderes. Estes são dois problemas que a implementação, na ilha Terceira, da Agenda 21, o plano de acção das Nações Unidas para o desenvolvimento sustentável, pretende mudar. A iniciativa está a ser colocada no terreno por alunos do curso de mestrado em Educação Ambiental da Universidade dos Açores, coordenados pelos Professores Pedro Gonzaçez e Félix Rodrigues e deverá arrancar primeiro em Angra do Heroísmo e estender-se depois a toda a ilha. José Aurélio é um desses alunos. “Na prática o que pretendemos é chamar líderes que vão produzindo novos líderes. Os líderes que avançam com o projecto não vêm para ficar. A lógica é a multiplicação de lideranças, que, actualmente, sofrem muito pouca rotação”, adianta. O aluno do curso de mestrado considera que, na Terceira, se está constantemente a bater recordes. “Há uns dias ouvi um senhor presidente de junta de freguesia dizer que era o presidente de junta mais antigo… Estava satisfeito por isso. Realmente é motivo de satisfação, e há ali mérito, mas também é evidência que existe um conjunto de lideranças formais e políticas que são demasiado estáveis”, conclui. Mas como implementar o plano da ONU, aprovado na conferência do Rio de Janeiro de 1992?
O projecto agora em curso na Terceira quer criar as bases para que as autoridades locais iniciem um processo consultivo com as suas populações. “Primeiro vão ser identificados parceiros sociais preocupados com esta questão da intervenção e da importância de discutir os problemas sociais e ambientais. Depois, será feita uma inventariação dos problemas locais, desde a saúde, ao ambiente, transportes. Segue-se, finalmente o processo de intervenção e consultivo em si. Existem exemplos muito concretos. É o caso dos resíduos sólidos. As câmaras municipais têm orçamentos para este sector. Se o lixo for separado, o preço do tratamento por tonelada é muito menor. Pode-se chegar a acordo que o diferencial será utilizado para um determinado projecto que beneficie a comunidade. Aí, já teremos e população a participar nas próprias decisões das câmaras e a beneficiar com elas”, explica o professor da Universidade dos Açores, Félix Rodrigues.
José Aurélio, o aluno do curso de mestrado que está a desenvolver o projecto conjuntamente com Marcela Sobral e Isabel Santos, considera que existe um longo caminho a percorrer. Mas que vale a pena: “O que se quer mudar é a pouca participação das pessoas nos processos públicos de decisão políticos, nomeadamente nas eleições ou processos de consulta pública como os Planos Directores Municipais, e outros projectos da área ambiental. Os índices são baixos porque actualmente não há um hábito generalizado de participar”.

PARA NÃO NAUFRAGAR...

Marcela Sobral, estudante brasileira com uma bolsa da União Europeia, já tem experiência no que diz respeito à Agenda 21 e sabe o que é preciso para que esta não falhe. “Para que a agenda dê certo, é importante que se invista na participação dos diversos representantes dos vários sectores na sociedade. Os actores sociais têm de ter uma oportunidade, espaço de reflexão, de discussão, sobre os temas que lhes dizem respeito. Não só como indivíduos, mas nas suas relações com o espaço, com a economia”, avança. Os principais entraves podem partir de dentro da própria organização. “Não pode existir ausência de uma cultura de participação por parte de quem decide implementar a agenda 21. Esse grupo tem que garantir formas de participação geral. A agenda 21 tende a naufragar se isso não acontecer. O Governo, os gestores e os empresários, que executam as acções, precisam de assumir o compromisso de que esta iniciativa é para um futuro melhor”, alerta. Para que a Agenda 21 tenha sucesso na Terceira, Marcela Sobral não tem dúvidas: “São precisos recursos e pessoal capacitado, mas também assumir o acordo feito com a sociedade. Se o compromisso ficar na gaveta, não serve”.

(In Diário Insular)

Etiquetas: , , , , , , ,