segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Avaliação da Fertilidade de Varrascos por Citometria de Fluxo

Realizaram-se no dia 30 de Janeiro, pelas 11h30m, no Instituto Politécnico de Castelo Branco, as provas de Mestrado em Produção Animal do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, requeridas pela licenciada Marilene Kamassa Lemos de Lucas.As provas foram avaliadas por um Júri presidido (por designação do Reitor) pelo Doutor Alfredo Emílio Silveira de Borba, professor catedrático da Universidade dos Açores, sendo vogais os Doutores Joaquim Fernando Moreira da Silva, professor auxiliar da Universidade dos Açores, António Manuel Moitinho Nogueira Rodrigues, professor adjunto da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco, António Alicerces Chicinda Eduardo, vice-decano da Faculdade de Ciências Agrárias da Universidade Agostinho Neto, e António Eduardo Nobre Chaveiro, especialista em Reprodução Animal. As provas constaram da discussão pública, com crítica e defesa, de uma dissertação intitulada Avaliação da Fertilidade de Varrascos por Citometria de Fluxo.

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quinta-feira, julho 17, 2008

Adubação e fertilidade

A adubação com elevados níveis de azoto de terrenos destinados à produção de erva para alimento do gado bovino provoca uma redução drástica do nível de fertilidade, conclui um estudo de mestrado da Universidade dos Açores. O estudo, que foi realizado no Departamento de Ciências Agrárias em Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, pelo mestrando Pedro Santos e orientado pelo professor Moreira da Silva, analisou, "in vitro", 697 óvulos de 67 animais abatidos no matadouro da ilha. O trabalho realça que, "nas duas últimas décadas, tem vindo a ser registado um decréscimo na fertilidade das vacas Holstein-Frísia de alto valor genético, com grandes prejuízos económicos, entre outros, devido ao uso elevado de adubos de azoto sob a forma de ureia". "Os adubos à base de ureia são os mais utilizados pelos agricultores açorianos nas pastagens para a produção de erva por serem os mais baratos", diz o professor Moreira da Silva. Moreira da Silva alerta para o facto de "também nas rações existirem níveis de ureia (azoto), o que leva a uma duplicação do problema agravando a situação da não reprodução de animais e aumenta os prejuízos das explorações". O estudo de mestrado de Pedro Santos dividiu os animais em três classes, concluindo que os que usam pouco azoto possuem uma boa taxa de fertilização, os que usam medianamente têm uma taxa de fertilização aceitável e os que usam muito possuem uma fertilidade muito baixa. Moreira da Silva realça que "os embriões provenientes de animais com elevados níveis de ureia tiveram uma taxa de desenvolvimento manifestamente baixa". O estudo intitulado "Influência da Ureia na Qualidade dos Óvulos Bovinos e no Posterior Desenvolvimento até ao Estado de Embrião" alerta para a "forte ligação entre a nutrição e fertilidade dos bovinos".Segundo Moreira da Silva, "nos estudos realizados em laboratório a fertilidade baixa para cerca de metade, o que significa que em cem animais apenas 25 concluiriam a parição".Para este investigador universitário, "são prejuízos elevados para o agricultor, uma vez que, além da menor produção de leite, perde-se, também, o dinheiro da venda dos bezerros".Os prejuízos são diferenciados, uma vez que "no caso da produção de erva, cada exploração tem a sua época de partos ideal de acordo com a altitude", explicou. Moreira da Silva salienta o facto de "nas zonas altas a erva também cresce no Verão, enquanto nas zonas baixas os terrenos secam e os lavradores têm de usar mais concentrado para alimentar o gado".A partir de certa altitude, "não é compensador produzir milho, e, nesse sentido, o maneio de cada exploração varia de acordo com a localização", acrescentou. De acordo com Moreira da Silva, o estudo permite concluir que "os níveis de azoto baixam drasticamente a fertilidade dos animais" e que, "mesmo que exista fecundação, o embrião não se desenvolve até à nascença". Nos Açores, estão contabilizados cerca de 269 mil bovinos, dos quais cerca de 110 mil são vacas leiteiras.
(In Diário dos Açores)

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sexta-feira, junho 20, 2008

Excesso de ureia diminui a fertilidade dos bovinos

A utilização exagerada ureia nas pastagens provoca um abaixamento drástico no nível de fertilidade dos bovinos. Esta é uma das principais conclusões de tese de mestrado apresentada recentemente no Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores.
Segundo o estudo divulgado tem havido nos últimos 20 anos um acentuado decréscimo na fertilidade de “vacas leiteiras “Holstein-Friesian” de alto mérito genético, resultando em enormes perdas económicas para o sector”.


Os adubos à base ureia são os fertilizantes mais utilizados pelos agricultores açorianos nas pastagens, essencialmente porque são adubos mais baratos.
Apesar da maioria dos lavradores conheceram os efeitos negativos deste fertilizante, “que pode provocar a morte do animal”, utilizam-no com regularidade por necessidade de obter o crescimento rápido da pastagem para manterem os parâmetros de produção leiteira.
O ideal, segundo os investigadores da universidade açoriana, seria a utilização de fertilizantes sem ureia.
Para o autor desta tese em Produção Animal, Pedro Santos, a performance reprodutiva é um dos factores mais importantes que afectam a rentabilidade de uma exploração leiteira, influenciando directa e indirectamente a quantidade de leite produzida, as taxas de reposição do efectivo, bem como a criação dos vitelos e os lucros da sua venda.
Este estudo, orientado pelo professor Moreira da Silva, com o título influência da ureia na qualidade de óvulos bovinos e no posterior desenvolvimento até ao estado de embrião, alerta que existe uma forte ligação entre a nutrição e a fertilidade dos bovinos. “A fertilidade é mesmo muito baixa” quando existe um uso excessivo deste tipo de adubos, alerta o investigador.
Esta tese avaliou a capacidade de desenvolvimento em laboratório de óvulos recolhidos de vacas Holstein Frisian com diferentes concentrações de azoto ureico plasmático (PUN) no dia anterior ao seu abate.
“Pode-se concluir neste estudo que a capacidade dos óvulos bovinos se desenvolverem até ao estado de embrião, depois de submetidos aos procedimentos padrão de maturação, fertilização e cultura em laboratório foi significativamente afectada no grupo de animais com elevados níveis de concentração azoto ureico” – refere o autor do mestrado.
Estes efeitos nocivos podem ser provocados em parte, pelo efeito directo da ureia ou pelos produtos metabólicos nos processos de desenvolvimento, “quando o óvulo se encontra no folículo (parte do ovário), conduzindo a uma baixa de fertilidade dos animais, cujos níveis de ureia plasmática sejam elevados”.
(In A União)

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quinta-feira, junho 19, 2008

Influência da ureia na qualidade de ovócitos bovinos e no posterior desenvolvimento até ao estado de blastocisto

Foi apresentada e defendida no Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, a tese de Mestrado em Produção Animal de Pedro Miguel Santos, orientado pelo Professor Moreira da Silva do mesmo Departamento, com o título "Influência da ureia na qualidade de ovócitos bovinos e no posterior desenvolvimento até ao estado de blastocisto".Tem havido nos últimos 20 anos um acentuado decréscimo na fertilidade de vacas leiteiras Holstein-Friesian de alto mérito genético, resultando em enormes perdas económicas para o sector, uma vez que a performance reprodutiva é um dos factores mais importantes que afectam a rentabilidade de uma exploração leiteira, influenciando directa e/ou indirectamente a quantidade de leite produzida, as taxas de reposição do efectivo, bem como a criação dos vitelos e os lucros da sua venda.Uma vez que existe uma forte ligação entre a nutrição e a fertilidade dos bovinos, o objectivo geral do presente estudo foi o de avaliar a capacidade de desenvolvimento in vitro de ovócitos recolhidos de vacas Holstein Frisian com diferentes concentrações de azoto ureico plasmático (PUN) no dia anterior ao seu abate. Poude-se concluir neste estudo que a capacidade dos ovócitos bovinos se desenvolverem até ao estado de blastocisto, depois de submetidos aos procedimentos padrão de maturação, fertilização e cultura in vitro, foi significativamente afectada no grupo de animais com elevados níveis de concentração azoto ureico plasmático. Estes efeitos nocivos podem ser provocados em parte, pelo efeito directo da ureia e/ou pelos produtos metabólicos nos processos de desenvolvimento nuclear e citoplasmático, quando o ovócito se encontra no folículo, conduzindo a uma baixa de fertilidade dos animais, cujos níveis de ureia plasmática sejam elevados.

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