quarta-feira, outubro 22, 2008

POR FALTA DE TUNAS - Festival Ciclone adiado para Março

A 5ª edição do Festival Ciclone, prevista para os dias 7 e 8 de Novembro, foi adiada para Março por decisão da organização que não tinha a garantia de presenças de tunas em número suficiente para realizar um festival que pretendem que seja “um evento em grande”.
De acordo com Luís Godinho, presidente da “Tuna Universitas Scientiarum Agrariarum” (TUSA) do pólo da Terra Chã da Universidade dos Açores, organizadora deste evento, “tínhamos apenas três tunas confirmadas e pretendemos apresentar um festival internacional com seis tunas, três portuguesas e três espanholas”.

O principal obstáculo à participação das tunas prende-se com o custo das passagens para a Terceira. “Um preço exorbitante, não percebemos como é que dentro do próprio país viajamos por 300 Euros. Tendo as aulas começado há poucos meses é complicado para as tunas dinheiro para cá vir”, afirma o líder da TUSA
Perante este cenário a TUSA decidiu realizar o festival nos dias 19,20 e 21 de Março, o que marca um regresso à data em que o Ciclone foi realizado nas suas primeiras três edições.
Quinta edição promete novidades
Nesta altura já está confirmada a presença de quatro tunas no Ciclone, duas portuguesas e duas espanholas.
A TUSA procurou trazer para esta 5ª edição toda os antigos vencedores do festival “mas tal não foi possível por indisponibilidade das tunas”, diz Luís Godinho.
Nesta edição uma das novidades prende-se com o facto de o festival não ficar confinado apenas às actuações no Teatro Angrense e ao desfile na Rua da Sé.
Durante os quatro dias que antecedem o Ciclone as tunas participantes irão actuar num bar de Angra do Heroísmo, uma forma de “promover o convívio e a interacção entre as tunas”, refere Luís Godinho.
Além disso, diz o dirigente da TUSA, “ achamos que não faz sentido as tunas virem à Terceira só pelos dias do festival. Desta forma ficam cá uma semana onde terão oportunidade de conhecer a nossa ilha. Este ano, vamos também finalmente levar a cabo um Jantar Regional para todas as tunas onde vamos mostrar a nossa gastronomia aos nossos convidados do Ciclone”.
(In A União)

Etiquetas: , , ,

quinta-feira, junho 26, 2008

Sanjoaninas 2008 - Festa e Alegria

Música, cor e muita folia. Angra do Heroísmo vive fervorosamente a noite de São João com as tradicionais marchas.
A edição deste ano contou com 29 marchas, cerca de dois mil marchantes, números que constituem um novo recorde de participação nas maiores festas do concelho de Angra do Heroísmo.
A noite começou, como é da tradição, com a Marcha Oficial das Sanjoaninas, este ano denominada “Angra Abraço de Prata”. Com música de Grinalda Ávila e letra de Luís Nunes, coube à Filarmónica de Santa Bárbara a honra de abrir o desfile.
A comemoração das bodas de prata da cidade como Património Mundial da Humanidade foi a temática escolhida pela maioria das marchas. Assim, o público que marcou presença nas ruas da cidade ou viu pela televisão assistiu à passagem de marchas como “Angra 25 anos” da Casa de Saúde do Espírito Santo, “Sobre o Mar de Prata” da Casa de Saúde de São Rafael, “Minha Angra Prateada” da EB2 de Angra do Heroísmo, “São João de Prata” da Junta de Freguesia e Casa do Povo das Cinco Ribeiras ou “Angra, Modelo de Património” dos funcionários do Modelo.


Após o desfile as fogueiras e as sardinhas encheram a Rua de São João. Segundo a organização, cento e cinquenta quilos de sardinhas, uma centena de pães de milho e muito vinho ou cerveja aconchegaram os estômagos dos foliões que puderam igualmente desfrutar da música da “Kumpania Algazarra”, uma banda de rua que trouxe até Angra sons que combinam com ska, reggae ou ritmos árabes e africanos.

Prémio aos vencedores da Marcha Oficial

No passado Domingo à noite foram entregues, na Praça Velha, os prémios aos vencedores da letra e música para a marcha oficial. Dos 11 projectos apresentados ganhou o de Luís Nunes, pela letra, e de Grinoalda Ávila, pela música. A cada um foi entregue um prémio monetário de 250 euros e uma simbólica oferta, pelas mãos da presidente das Festas, Lara Braga.
Depois seguiu-se a actuação da Tuna Académica da Universidade dos Açores.

Corrida de São João com presença de luxo

O maestro espanhol Paço Ojeda, um nome histórico do mundo taurino, será um dos convidados de honra na Corrida de São João, que terá lugar hoje pelas 18h30. No cartel constam os espadas Juan Bautista, Daniel Luque e Joselito Adame que irão lidar seis toiros de Rego Botelho.

(In A União)

Etiquetas: , , ,

quarta-feira, maio 14, 2008

Uma Tuna descontraída

A TUSA, para além de vencer o 4º Certame Internacional de Tunas do Dão, realizado no passado fim-de-semana em Viseu, ganhou seis prémios dos nove a concurso. O que significam todas estes distinções?
Significa muito para uma tuna que apenas tem 6 anos. É já o 6º festival em que vamos a concurso e sempre trouxemos prémios, uma média de cinco prémios por festival. Inclusive já tínhamos ganho um festival, na primeira vez que fomos a concurso. Em Viseu no CITADAO, ganhar seis foi o pleno. Foi o festival em que ganhámos mais prémios. Para além de ganhar melhor serenata, melhor “passa calles”, melhor original, e melhor estandarte, ganhar Tuna mais Tuna e melhor Tuna, num único festival, é muito bom. É uma sensação única e inesquecível para a tuna.

Como se atinge este nível?

Não é fácil. Mas é com muito trabalho, esforço e dedicação, tanto da parte do magister que ensaia e prepara tudo a nível musical, como também do resto da direcção, que trata da parte logística. É um esforço enorme a nível monetário para levar a tuna ao Continente, mas foram dois anos de muito trabalho, visto que a tuna já não ia a um festival há dois anos, por falta de verbas. Somos obrigados a recusar imensos convites.

O que distingue a TUSA das outras tunas do país? Pode-se dizer que as tunas açorianas têm características especiais que as diferenciam, como acontece, por exemplo, entre as tunas de Coimbra e de Lisboa?

Acho que cada tuna tem as suas próprias características e a sua personalidade, e nós não fugimos à regra. Mas o que nos distingue é que as tunas de Lisboa, Porto e Coimbra vão a imensos festivais por ano e trabalham sempre para ganhar e para cantarem melhor. Nós trabalhamos para cantar bem e tocar bem, é verdade, mas, acima de tudo, para nos divertimos e para divertir as pessoas. Acima de tudo, o espectáculo de palco é mesmo de animação para o público. Sair de cima de palco a saber que fizemos o máximo e que foi bom para nós e para as pessoas é o mais importante. Os prémios são só um acréscimo. Mas é sempre bom ganhar prémios, dá motivação e mais força para trabalhar.

Que mais-valias traz a TUSA para a Universidade?

Acho que a universidade é um marco importante para quem para lá vai, e, na minha opinião, a universidade não é só estudar. Acho que as tunas têm a sua importância nesse ponto de descomprimir, reunir o pessoal fora das aulas e ser um passatempo divertido e engraçado que pode marcar muito a passagem pela universidade. Por outro lado, a TUSA, como qualquer outra tuna da universidade, ir a um festival fora dos Açores e levar o nome da Região e da universidade é sempre importante. E é mais um modo de divulgação. Ainda este fim-de-semana fomos nós a Viseu e os Tunídeos, também da Universidade dos Açores, mas do pólo de Ponta Delgada, foram a Vila Real e também ganharam cinco prémios. Acho que isto para a Região e para a universidade é muito importante e deixo o alerta para os estudantes apoiarem mais as tunas, porque as tunas também trazem coisas boas aos Açores e á Universidade.

O que reserva o futuro para a TUSA?

Pretendemos continuar a trabalhar muito e esperar por convites para actuações, porque são a nossa grande fonte de rendimento, de modo a que, no próximo ano, ou ainda neste, possamos voltar a ir a mais algum festival. E já em Novembro vamos ter o nosso festival, a quinta edição do CICLONE - Festival Internacional de Tunas.

(In Diário Insular)

Etiquetas: , , , ,

domingo, maio 11, 2008

Em Viseu TUSA vence festival de tunas

A Tuna Universitas Scientiarum Agrariarum (TUSA) do pólo de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores foi a grande vencedora do 4º Certame Internacional de Tunas do Dão (CITADÃO), trazendo para a Terceira seis dos nove prémios em concurso.
Melhor tuna, tuna mais tuna, melhor original, melhor estandarte, melhor serenata e melhor Passa Calles foram as distinções conseguidas pelos 34 elementos da TUSA que se deslocaram a Viseu.
Segundo Luís Godinho, presidente da tuna, a TUSA tem recebido prémios “em todos os festivais que participou no continente, mas este foi aquele onde recebemos um maior número”.
O número de prémios conseguidos no CITADÃO ganha ainda mais realce pelo facto da TUSA ter a particularidade de tocar quase exclusivamente músicas originais, feitas por um dos elementos.
“Ganhar um festival tocando só originais não é fácil. A nível nacional penso que somos os únicos que o fazemos. De todas as músicas que tocamos, apenas uma é que a letra não é nossa”, refere o líder da TUSA.
Apesar dos prémios e do reconhecimento, a tuna vê-se obrigada a recusar muitos dos convites que tem para actuações em festivais, devido aos elevados custos que as viagens acarretam e aos poucos apoios disponíveis.
A TUSA conta actualmente com 26 estudantes a que se juntam em algumas actuações alguns elementos que já estão a trabalhar ou em estágios fora da ilha. Este ano entraram 11 novos elementos, um número que Luís Godinho considera “muito positivo, tendo em conta que o pólo da Universidade dos Açores não tem muitos alunos, comparado com outras universidades”.
Depois da participação no CITADÃO, as atenções da TUSA viram-se agora para a 5ª edição do seu festival, o Ciclone que terá lugar este ano nos dias 7 e 8 de Novembro.
Sem adiantar muitos pormenores sobre a edição deste ano, Luís Godinho avança que a organização pretende introduzir “algumas novidades no formato do festival”.
(In A União)

Etiquetas: , , ,